Grande Rio

Grupo: Especial
Fundação: 22 09 1988
Cores: Vermelho, Verde e Branco
Presidente: Milton Perácio
Vice presidente: Jaider Soares e Helinho de Oliveira
Carnavalesco: Fábio Ricardo
Interprete: Emerson Dias
Mestre de bateria: Thiago Diogo
Diretor de carnaval: Dudu Azevedo
Diretor de harmonia: rodrigo Soares e Tiago Monteiro
Diretor de barracão: Jefferson Carlos
Mestre sala: Daniel Werneck
Porta bandeira: Verônica Lima
Rainha de bateria: Paloma Bernardi
Endereco: Rua Almirante Barroso, 5 e 6 – Duque de Caxias - RJ - CEP 25010-010
Telefone: (21) 2771-2331
Comissão de Frente: Priscilla Mota e Rodrigo Negri
Telefone: Cidade do Samba (Barracão 04) - Rua Rivadavia Correa, 60 - Gamboa - CEP 20220-290
História

No dia 22 de março de 1988, o sonho se realizou: foi fundado o G.R.E.S. Acadêmicos de Duque de Caxias. Para que a agremiação fosse filiada à Associação das Escolas de Samba da cidade do Rio de Janeiro, teria que ser oriunda de um bloco carnavalesco. Para tal, surgiu o G.R.B.C. Lambe Copo, localizado no bairro Prainha, no Município de Duque de Caxias, e filiado à Federação dos Blocos Carnavalescos do Rio de Janeiro. Tendo apoio de quase todas as escolas de samba da Associação, de quase todos os políticos do município, da sociedade caxiense e, principalmente, dos sambistas. Reuniram-se os fundadores e foi feita a eleição para a primeira diretoria do Acadêmicos de Duque de Caxias.

O Sr. Milton Abreu do Nascimento, conhecido como Milton Perácio foi eleito Presidente e decidiu que a Escola deveria ter um Patrono e um Presidente de Honra e que deveria ser uma pessoa de influência para ajudar ou até mesmo financiar o carnaval da escola. Depois de contatar vários empresários do município sem obter êxito, foi lembrado o nome da família Soares, que acreditando no nosso ideal e dando um voto de confiança aos sambistas desta cidade aceitou o convite e a partir daí o Sr. Jayder Soares da Silva passou a ser o Presidente de Honra e o Deputado Messias Soares nosso Patrono.

O G.R.E.S Acadêmicos de Duque de Caxias iria disputar o quinto grupo de acesso das Escolas de Samba, no entanto surgiu a idéia de que a escola poderia disputar o segundo grupo e para tal teria que adotar o nome da antiga escola G.R.E.S. Grande Rio, pois a mesma já fazia parte da acima mencionado.

Depois de várias reuniões com a Diretoria os membros da antiga Escola Grande Rio, o Presidente de Honra Jayder Soares sugeriu que se fizesse a fusão das duas agremiações e no dia 22 de setembro de 1988 passou a ser chamar ACADÊMICOS DO GRANDE RIO.

De Ano em Ano

Em 1989 com o enredo "O MITO SAGRADO DO IFÉ", dos carnavalescos Edson Mendes e Ricardo Ayres, com o samba de autoria dos compositores Licinho e Nilson Kanema, conquistou o segundo lugar passando para o primeiro grupo. Presidente Milton Perácio.

Em 1990 a escola desfilava no primeiro grupo das escolas de samba, com o enredo "PORQUE SOU CARIOCA" dos carnavalescos Wani Araújo e Fernando Lopes, com o samba de autoria dos compositores Adão Conceição, G. Martins e Barbeirinho, conquistando assim o segundo lugar ascendendo para o Grupo Especial da Liga Independente das Escolas de Samba. Presidente Milton Perácio.

Em 1991 o G.R.E.S. ACADÊMICOS DO GRANDE RIO, fazia seu desfile na Marquês de Sapucaí entre as grandes escolas com o enredo "ANTES DURANTE E DEPOIS DO DESPERTAR DO HOMEM", dos carnavalescos Wani Araújo e Fernando Lopes, com o samba de autoria dos compositores Andrade, Ventura e Léo, a escola não fez um bom desfile, sendo colocada em último lugar retornando assim ao primeiro grupo. Presidente Jayder Soares.

Em 1992 com o enredo "ÁGUAS CLARAS PARA UM REI NEGRO" dos carnavalescos Lucas Pinto e Sonia Regina com o samba de autoria dos compositores G. Martins, Adão Conceição, Barbeirinho, Queiroz e Nilson Kanema a escola fez um belíssimo defile, com determinação e harmoniosamente conquistou o Primeiro Lugar, retornando para o Grupo Especial. É Campeã!!! Presidente Jayder Soares.

Em 1993 o G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio com o enredo "NO MUNDO DA LUA" do carnavalesco Alexandre Louzada e dos compositores Nêgo, G. Martins, Adão Conceição, Carlinhos P2, Dicró, Jacy Inspiração, Juarez Dy Galvoza, Mais Velho, Rocco Filho e Ronaldo, sendo a primeira escola de segunda-feira, com um contingente de 4.500 componentes, empolgou a Sapucaí com o seu carnaval belíssimo conquistando o nono lugar e permanecendo no Grupo Especial da Liga Independente das Escolas de Samba. Presidente Jayder Soares.

Em 1994 com o enredo "OS SANTOS QUE A ÁFRICA NÃO VIU", do carnavalesco Lucas Pinto, com o samba de autoria dos compositores Helinho 107, Rocco Filho, Roxidiê e Mais Velho, houveram vários problemas entre as autoridades eclesiásticas tendo inclusive uma visita de representantes da igreja, pois teve uma denúncia que a escola sairia com imagens sacras, felizmente nada foi encontrado e a escola se classificou em décimo lugar, permanecendo no Grupo Especial. Presidente Helinho de Oliveira.

Em 1995 com o enredo "ESTÓRIAS PARA NINAR UM POVO PATRIOTA", do carnavalesco Lucas Pinto o samba de autoria dos compositores Adão Conceição, Marquinhos do Açougue, Paulo Mumunha e Anízio Silva, a escola teve muitos imprevistos e contratempos, mas com a garra da comunidade e o empenho da diretoria, consegui o décimo sexto lugar, permanecendo mais uma vez no Grupo especial. Presidente Otávio Vilas Gomes.

Em 1996 com o enredo "NA ERA DOS FELIPES O BRASIL ERA ESPANHOL" do carnavalesco Roberto Szanieck o samba de autoria dos compositores Barbeirinho, Jailson e Bebeto, conquistou o décimo primeiro lugar, permanecendo no Grupo Especial. Presidente Otávio Vilas Gomes.

Em 1997 com a administração do Presidente Helinho de Oliveira o Acadêmicos do Grande Rio, apresentou o enredo "MADEIRA MAMORÉ A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM, LÁ NO GUAPORÉ", o carnavalesco Alexandre Louzada, o samba de autoria dos compositores Grajaú, Jarbas da Cuíca, Muralha e Sabará, a escola fez um brilhante desfile, obtendo o décimo lugar, permanecendo mais uma vez no Grupo Especial.

Em 1998 com enredo "PRESTES O CAVALEIRO DA ESPERANÇA", do carnavalesco Max Lopes o samba de autoria dos compositores João Carlos, Quaresma e Carlinhos Fiscal, apesar de ser um enredo polêmico conseguimos levar as arquibancadas ao delírio, infelizmente não tivemos a colocação merecida e ficamos em sétimo lugar comprovando assim que a Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio, tornou-se um dos maiores expoentes do samba brasileiro, graças a competência, habilidade e perseverança do Presidente Helinho de Oliveira juntamente com o Presidente de Honra Jayder Soares e o Diretor de Carnaval Milton Perácio.

Em 1999 o G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio fez outro grandioso desfile, com o enredo "EI EI EI CHATÔ É NOSSO REI" do carnavalesco Max Lopes e com samba dos compositores Nêgo, Barbeirinho e Deré, conseguindo assim a melhor colocação na sua história do Grupo Especial, sob administração do Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2000 mais uma vez com o carnavalesco Max Lopes tendo como enredo "CARNAVAL A VISTA", com o samba dos compositores Mingau, Pedrinho Messias e Jorge Mendonça, a Grande Rio fez outro brilhante desfile com o contingente de 4.500 componentes conseguindo a nona colocação no desfile das grandes escolas de samba. Tendo à frente o Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2001 G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio traz o carismático carnavalesco Joãosinho Trinta com o belíssimo enredo "GENTILEZA - X - O PROFETA DO FOGO", samba dos compositores Ciro, Carlos Santos, Cláudio Russo e Zé Luiz. Obtendo a Sexta colocação a Grande Rio veio com a mesma garra e determinação transmitidas pelo Patrono Jayder Soares e o Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2002 O G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio, fez um maravilhoso desfile, revolucionando a cada ano que passa, com o carnavalesco Joãosinho Trinta, que trouxe o enredo "OS PAPAGAIOS AMARELOS NAS TERRAS ENCANTADAS" do Maranhão, cujos compositores são Alailson Cruz e Agenor Neto, conquistando a Sétima colocação, juntamente com o Patrono Jayder Soares e o Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2003 O G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio, fez um desfile espetacular, com o carnavalesco Joãosinho Trinta, trazendo o enredo "O NOSSO BRASIL QUE VALE" , cujos compositores são Mingau, Marco Moreno, Djalma Falcão e Derê conquistando a Terceira colocação, juntamente com o Patrono Jayder Soares e o Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2004 O G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio, fez um grande desfile, mais uma vez com o carnavalesco Joãosinho Trinta, trazendo o enredo "VAMOS VESTIR A CAMISINHA MEU AMOR" , cujos compositores são Mingau, Marco Moreno e Derê, Tendo à frente o Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2005 com o enredo "ALIMENTAR O CORPO E A ALMA FAZ BEM", do carnavalesco Roberto Szanieck, e com o samba enredo dos compositores Barberinho, Competência, Bitar, Marcelo, Levi Dutra, Licinho, Deré, Mingal, Leleco e Ciro, a Grande Rio ficou em terceiro lugar.

Em 2006 com o enredo "AMAZONAS, O ELDORADO É AQUI", do carnavalesco Roberto Szanieck, e com o samba enredo dos compositores Marcio das camisas, Mariano araujo, Gilbertinho e Professor Eloísio, a Grande Rio ficou em PRIMEIRO LUGAR, sendo vice-campeã no critério de desempate.

Perceberam um destaque maior no ultimo ano de 2006?

É proposital, temos que nos vangloriar deste marco que alcançamos, ficamos em segundo lugar, não perdemos para nenhuma Escola, perdemos para nós mesmos, foi no desempate ... por um décimo ... foi quase...

Então viemos através desta mensagem tirar a palavra "quase" do nosso vocabulário, queremos passar para vocês o nosso sentimento, a nossa perseverança e o nosso objetivo para 2007...

Em 2007, a escola homenageou a sua cidade, Duque de Caxias, enredo assinado pelo carnavalesco Roberto Szaniecki (que já assinou os carnavais de 1996, 2005 e 2006 da escola). Mais uma vez, a escola conquistou o vice-campeonato.

Já em 2008, a escola levou para a avenida a importâcia do gás em nosso dia a dia, homenageando a cidade de Coari, no Amazonas.

Para o carnaval de 2009, com o novo carnavalesco CAHÊ RODRIGUES e Wantuir como intérprete, a escola seu inédito título na elite do samba, com o enredo que fará a abertura do ano da França no Brasil - "Voilá, Caxias! Para Sempre Liberté, Egalité, Fraternité. Merci Beaucoup, Brésil, não tem de quê!".

SEREMOS CAMPEÕES !!!
SIM, NÓS PODEMOS !!!

COM ESTE INTUITO A GRANDE RIO, CONTA COM O DOBRO DE EMPENHO DE TODOS E AS BENÇÃOS DE DEUS !!!

Ano do enredo: 2017
Título do enredo: Ivete do rio ao Rio
Descrição do enredo:

Sinopse

Meu nome é Ivete Sangalo, e em 2016 tive a honra de ser escolhida para enredo da Acadêmicos do Grande Rio, E é para vocês que eu conto a minha história, feita de amor e muita paixão...

Eu nasci em Juazeiro na minha amada Bahia, e guardo na memória o chão rachado da caatinga, a poeira das estradas, o imenso Rio São Francisco, cheio de carrancas coloridas protetoras de seus pescadores. Desde pequena ouvi contarem da lenda da Serpente dos Olhos de Fogo que dizia:

(....) Havia uma bela menina, que foi se admirar no espelho d’agua do rio e surpresa com sua beleza, esqueceu da hora da avemaria, e por isso foi transformada numa enorme serpente que mergulhou e foi se esconder na Ilha do Fogo. 

Esta serpente assusta pescadores, navegantes e lavadeiras, mas Nossa Senhora das Grotas amarrou a serpente em seu ninho com três fios de seus cabelos. Dois fios já se partiram criando inundações terríveis, e se o último fio romper inundará de veza região de Juazeiro e Petrolina.

Em meus sonhos, nossa Senhora colocou este último fio em minha mão para dominar a serpente e o mundo com meu canto e minha energia! O povo deste lugar reza muito em romarias, enfeita as barcas com carrancas para proteger pescadores e navegantes, e segurando este fio eu e a Grande Rio contamos uma bela história, de festas, carnavais e das minhas muitas viagens pelo mundo.

-*-*-*-*

Lembro-me de meus pais como um casal apaixonado, ele caixeiro viajante, de origem espanhola, trazendo da Espanha belos violões cheios de fitas. Minha mãe era pernambucana, dona de uma voz afinada, do gingado do frevo e da paixão pela vida. Reuniam os filhos e amigos para saraus musicais e nas festas de São João dancei quadrilha...e nos carnavais pulei na folia de clubes e blocos de caretas. Juazeiro me fez sertaneja de coração, e essa infância musical e festeira, junto com o amor de meus pais, guardo até hoje na memória.

-*-*-*-*

Guardei na memória o chão seco de Juazeiro, mas também as estrelas do céu azul que me acompanharam até Salvador, para onde me mudei para poder concluir meus estudos.

Lembro bem do trio elétrico de Moraes Moreira, escutando “Pombo Correio” ao som daquela guitarra estridente...E fiquei sabendo que a Fobica de Dodô e Osmar já arrastavam o povo fazia tempo! Com o tempo me deixei levar pelo mar de ritmos, batuques dos blocos, bandas e trios elétricos, pois Salvador era um universo mágico, um caleidoscópio musical!

As ruas de Salvador, na folia, tinham de tudo, a tradição dos blocos de índios, como o “Apaches do Tororó”. Os blocos afros de raízes africanas como o Ile Aye e o Olodum, e o Afoxé Filhos de Gandhi com sua mensagem de paz. A cidade se vestia de cores e ar se enchia com o som dos tambores, os mistérios dos orixás embalando os foliões, assim era a Bahia de Todos os Santos...

Aquela cidade de lindas praias e ladeiras inclinadas, de gente tão bonita, me seduziu. E a majestosa Igreja do Senhor do Bonfim, a capoeira, o samba de roda, as baianas de acarajés, tantas belezas amarradinhas nas fitas do Bonfim... Mergulhei inteira na folia baiana!

-*-*-*-*-

Precisando ganhar dinheiro e ajudar a família, fui cantar com meu violão em barzinhos, no momento em que surgia o fenômeno do axé-music. Todos cantavam “Fricote”, conhecida como “Nega do Cabelo Duro” - de Luiz Caldas e também a música “Faraó” com Margareth Menezes, que levou o Olodum ao sucesso nacional falando das raízes negras e egípcias. 

E o axé music tornou-se sucesso nacional com “Canto da Cidade” e sua rainha Daniela Mercury. Foi neste furacão musical que encarei na Micareta do Morro do Chapéu, no meu primeiro trio elétrico!

Então fui convidada para ser cantora da Banda Eva no carnaval de Salvador mergulhando no mar de sonoridades e ritmos que já conhecia, e encontrei a Timbalada, me embalando ao som daqueles tambores e timbaus melodiosos...O axé music com o som das guitarras elétricas, berimbaus, agogôs e tambores já ecoava por todo Brasil!

E decolamos com sucessos que até hoje estão aí na memória nacional e que revelam um lado bem romântico, mas também a energia que levava nosso trio elétrico pelas ruas de Salvador... “Alo Paixão”, “Flores”, “Beleza Rara” e “Carro Velho”. A nave da pequena Eva cruzou os céus do Brasil levando o ritmo do axé music além do infinito, consolidando-se como um gênero musical poderoso. Na virada do milênio mais uma vez o destino me desafiava, da astronave reluzente pulei para pilotar minha carreira solo!

-*-*-*-*

Foi numa quarta-feira de cinzas que me desliguei da Banda Eva, em 1999, colecionando sucessos como “Canibal” e comecei a ampliar meu repertorio. O suingue da minha voz permitia me movimentar por vários gêneros, contando com parceiros musicais que até hoje são grandes amigos e companheiros de estrada! Em 2002 a música “Festa” seria um de meus maiores sucessos, e “misturando o mundo inteiro”, trazendo o povo do gueto, tornei-me uma estrela nacional. Iniciando mais um tempo de alegria, comemorei meus dez anos de carreira cantando Chica Chica Bom Chic, relembrando a eterna Carmem Miranda. E para divulgar nossa cultura participei de grandes shows internacionais, reunindo multidões,eu me revelei em novos papéis, ampliei meus horizontes atuando em filmes, novelas e apresentando programas de televisão, sem abandonar meu universo musical. E a Mãe Preta trouxe uma energia muito forte, das mães baianas e da própria maternidade.

-*-*-*-*

Já são mais de 20 anos de estrada... Foi então que a Acadêmicos do Grande Rio me chamou!

Reencontrei o Rio de Janeiro e suas belezas naturais e seguindo para a baixada fluminense, encontrei o forró da feira de nordestinos na multicolorida feira de Caxias! Fiquei extasiada e reencontrei muitos ritmos nesta cidade, o funk, o samba e o pagode, e Caxias se tornou a minha real fantasia! E juntos levaremos para a avenida os segredos do Berimbau Metalizado, puro carnaval baiano com uma batida heavy metal. Seduzida pelo calor desse povo cantei “Muito Obrigado Axe” saudando em terras cariocas os orixás de minha Bahia tão amada!

Encontrando o ultimo trio elétrico encantado, senti que a Sorte Grande havia chegado!

O amor que sinto pela música e que nunca me deixou, é o amor de meus fãs, meus querubins e foliões pipocas, que se misturam a esta multidão alucinada nas arquibancadas, celebrando a união feliz de dois universos musicais –com o gingado do malandro carioca e o ritmo sensual baiano - sob os olhos da serpente que se transformou no símbolo do infinito, inundando a avenida e levantando a poeira de estrelas!

Tudo isso é... Ivete de rio a Rio! 

Fábio Ricardo
Carnavalesco

Pesquisa e Texto – Helenise Guimarães

 
Ano do enredo: 2016
Título do enredo: Fui no Itororó beber água, não achei. Mas achei a bela Santos, e por ela me apaixonei...
 
Ano do enredo: 2015
Título do enredo: "A Grande Rio é do baralho"
 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: "Verdes olhos de Maysa sobre o mar, no caminho: Maricá"
Descrição do enredo:

A estação que inspira é o verão…

Nas primeiras horas de uma manhã de sol, ela desperta depois do que havia programado. O corpo ainda se sente envolvido pelo ócio da noite anterior.

Apressadamente, aproxima-se da janela e vislumbra as primeiras nuances luminosas do despertar de um novo dia. O brilho invade o ambiente outrora escuro pela noite e a claridade reflete na retina de seus olhos verdes. É a vida dando ao destino nova chance de refazer o fim da história. Quem sabe, nova fase, cantada em outro tom.

O sol aquece seu corpo na varanda da casa. Ela se dirige ao piano e algumas notas ecoam. No bloco de folha branca inicia o seguinte rascunho:

“Verdes olhos sobre o mar, a brisa a me levar nas asas do tempo!
Doce é este lugar, onde o chão guarda suas memórias
E a fé multiplica-se nas águas!
No firmamento a benção de teu “amparo”
Nos livros, páginas passadas que falam de sua história…”

O vento soprou mais forte e fez com que os cabelos se tornassem empecilho para os olhos. O som do piano cessou, o pensamento foi longe, e ela reacendeu a inspiração dos versos:

“Confesso que nem tudo vi!
Quando sua beleza fascinou o inglês pela manhã, tudo era verde e eu não estava lá!
Do seio de fertilidade da mata, do zum-zum-zum dos seres que lhe encantaram
Da visão noturna do que há pouco era dia, herdei as noites “negras”
Tornei-me dona das estrelas que emolduravam o céu que foi dele…”

Ainda é manhã e sobre o mar o “barquinho” risca o horizonte. Ela cessa novamente o som do piano e instaura um demorado silêncio. Seus olhos verdes, são mais verdes quando fitam o mar. O canto do sabiá rompe a ausência do som. Ela retoma os versos:

“Ai quem me dera ver tudo
Lançar-me no passado
Correr em tuas plantações verdes, provar de tua laranja mais doce
Faze-la outra vez cidade que já foi terra de muitos
Que Darwin passou, que o trem prosperou
Hoje meu verso é em tua homenagem, é canção para um samba que em mim é sempre carnaval…”

O vento continuou soprando em seus ouvidos a inspiração para compor:

“A praia o terno convite:
O sol, as ondas, o banho de mar e o surfista solitário que corta as ondas como quem borda no Espraiado
No Barquinho corro o mundo, volto e olho: não consigo me acostumar
Não ando só na imensidão
Daqui ou de qualquer lugar, só fui feliz em Maricá.”

As linhas estavam no papel encontrado entre a casa e o mar. Como assinatura lia-se um “M” maiúsculo, seguido de um “A” emendado em um “Y” um “S” e encerrado com um “A”. No fim da folha encontrada, lia-se: MAYSA.

Leandro Vieira e Roberto Vilaronga
Carnavalesco: Fábio Ricardo

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: "Amo o Rio e vou à luta: Ouro negro sem disputa... Contra a injustiça em defesa do Rio"
Descrição do enredo:

 

Uma Inspiração…

[...] - o petróleo é muito novo – prosseguiu o geólogo. – não tem um século de vida, pois praticamente começou em 1859 com o poço do Coronel Drake. Quando o petróleo apareceu em cena, o grande combustível era o carvão de pedra. E talvez que quando o petróleo acabe tenhamos que voltar ao carvão de pedra, muito mais abundante na natureza. Mas a culpa do petróleo acabar depressa vai caber aos americanos. Tiram petróleo demais; gastam-no demais. Quantos milhões de anos não levou a natureza para fabricar cada bilhão de barris que eles extraem anualmente? Nem tem conta. O petróleo é filho do sol, como também o carvão de pedra. O Sol é fonte da vida e, portanto, a fonte da matéria orgânica que gera o petróleo. Logo, o petróleo é o sol – são os raios dum sol de milhões de anos atrás que ficaram enterrados no seio da Terra. Os homens, esses engenhosos bichinhos, furam o chão e desenterram os raios de sol líquido. E os reduzem a gasolina, a querosene, a óleo combustível, a óleo lubrificante, a parafina, a supergás, a quase 300 produtos diferentes. Até perfumes eles tiram do petróleo bruto. E com esses ingredientes operam-se prodígios – sobretudo em matéria de transportes.

Continuamente, pelo mundo inteiro, milhões de baratinhas metálicas, chamadas automóveis, percorrem os caminhos e as ruas em todas as direções. Cada vez mais o céu se enche das gigantescas aves mecânicas, chamadas aviões. Por cima dos mares correm aos milheiros os navios tocados a petróleo. Pelo seio das águas sulcam os submarinos movidos a petróleo. Por toda parte fábricas e mais fábricas rodam sem parar, graças à força do petróleo. O petróleo transformou-se no motor do mundo.

- Por quê?
- Porque não passa de energia mecânica sob forma líquida, facilmente transportável para todos os pontos da Terra. Que é uma caixa de gasolina? São milhares de calorias enlatadas. Cada litro de petróleo, quando queimado produz 12 mil calorias – muito mais que o carvão de pedra, a lenha e todas as coisas de queimar. Colocado num motor, esse petróleo se transforma em energia mecânica, a serviço de todos os trabalhos do homem – para puxar carros, para mover navios ou aviões, para levantar pesos nos guindastes, para movimentar as mil máquinas das fábricas, para tudo quanto o homem faz com o fogo ou com as pequeninas explosões dos gases. [...]

Fonte: LOBATO, Monteiro. O Poço do Visconde. São Paulo: Brasiliense, 1965.

Intenção do Enredo

A G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio inspirada por seu amor ao Rio de Janeiro se une para criar seu próprio manifesto a favor do clamor popular focando nos direitos aos benefícios provenientes sobre a produção petrolífera do nosso Estado; o Rio de Janeiro produz 83% de todo o petróleo existente no território nacional. Temos o ônus, merecemos o bônus!

Muitos municípios – incluindo a nossa capital – são beneficiados por esses dividendos, promovendo melhorias, nos mais variados segmentos, como mobiliário urbano, segurança, transportes, inserção social entre outros.
Traduzindo plasticamente toda esta cadeia, mostraremos em nosso desfile não só a produção e seus benefícios diretos como a formação de mão de obra qualificada dedicada à mesma.

Estendendo estes benefícios ao crescimento urbano dos municípios, as melhorias se fazem notórias na educação, saúde, reorganização e expansão geográfica dos espaços, aglutinando a população e aos que lá chegam proporcionando mais conforto local em um todo.

Entretanto, todas estas melhorias provocam mais gastos às suas prefeituras e obviamente os “Royalties” na maioria dos casos são a única fonte para a manutenção operacional e financeira do município. Está aqui o cerne desta questão tão polêmica no âmbito político com projetos de leis que ainda não foram votadas nas esferas de Brasília, que visam à diluição destes proventos entre todos os municípios da Federação.

Caso isso ocorra, os atuais municípios beneficiados não conseguirão sobreviver dos parcos recursos que restarão e como conseqüência será notória a degradação urbana e sua falência administrativa e financeira causando danos irreversíveis para estes logradouros e sua população não atendida.

A criação deste repasse, inicialmente, visa à manutenção do equilíbrio ecológico com varias medidas de contenção, projetadas para cada região, onde equipes de técnicos das mais variadas especialidades dedicam-se a minimizar o possível desastre à biodiversidade local que, certamente, atingiria toda a população.

Atualmente o Carnaval é a maior e mais espetacular festa popular onde podemos sambar brincar e nos divertir na maior liberdade, mas também nos dá a possibilidade de atingir os corações dos que nos acompanham in loco ou através dos mais variados meios de comunicação com enredos que espelham quem somos – o que queremos e merecemos – e este com certeza nos toca diretamente – o respeito ao nosso querido Estado do Rio de Janeiro e aos que aqui vivem e trabalham.

Somos uma massa homogênea, consciente de seus deveres clamando por seus direitos em uma só voz a levantar a bandeira contra a [...] “Injustiça em defesa do Rio”…

Roberto Szaniecki
Carnavalesco

Sinopse setorizada para compositores

Introdução:

A descoberta de petróleo na camada pré-sal, localizada a 7 mil metros abaixo do nível do mar em uma área de 200 quilômetros de largura e 800 quilômetros de extensão, pode colocar o Brasil entre os maiores produtores mundiais de petróleo.

Ainda não foi totalmente estabelecida a quantidade exatas de petróleo na camada pré-sal, os impactos ambientais, além das regras para a exploração desse petróleo, porém a distribuição dos royalties sobre esta produção além da já existente, vem sendo um dos assuntos mais discutidos sobre o pré-sal.

O termo “royalties” originou-se na Inglaterra, no século XV. Ele foi criado como uma forma de compensação (pagamento) à realeza em virtude de disponibilizar suas terras à exploração de minério. Atualmente, esse termo é utilizado para definir o pagamento ao dono de uma patente.

No Brasil, o valor arrecadado pelos royalties do petróleo é dividido entre a União, estados e municípios produtores ou com instalações de refino e de auxílio à produção.

Mostraremos através dos setores os benefícios que a indústria do petróleo proporciona ao Estado do Rio de Janeiro e aos Municípios diretamente ligados a esta produção e também as conseqüências danosas no caso de faltarem os recursos necessários para o desenvolvimento social, urbano e ambiental provido por estes “ROYALTIES”.

Abertura: A Plataforma da Produção.

Conhecimento, coragem, força e determinação. Uma plataforma de extração de petróleo é como um grande conjunto de engrenagens que forma um motor perfeito. Desta estrutura partem homens bravos e suas máquinas maravilhosas que, como um cardume em deslocamento, vai até o limite de suas forças para conseguir extrair do fundo do mar azul o ouro negro e líquido que vai impulsionar o nosso desfile.

Abrimos o nosso desfile com a frenética produção e toda a operação em alto mar para a extração, transporte e refino do petróleo que é a mola mestra da aquisição dos dividendos sociais e financeiros que mostraremos.
Plasticamente reproduziremos as Plataformas com o vai e vem de veículos de transportes, o trabalho insalubre e também as refinarias transformando o OURO NEGRO em produtos para a comercialização.

Setor 1: Produtos Petrolíferos.

O mundo é um ser vivo, é como uma máquina que precisa se manter lubrificada para o bom funcionamento. O petróleo é o sangue que movimenta esse ser, esse “ecossistema” onde tudo é interligado. Cada parte trabalhando pelo bem do todo: desde o transporte deste ouro líquido e negro até o processamento e, posteriormente, o escoamento e a utilização dos produtos gerados a partir dele.

Neste setor abriremos o leque de possibilidade de produtos e suas aplicações no nosso cotidiano.
Os combustíveis que movem grande parte da economia do País pelas estradas, ferrovias, espaço marítimo, fluvial e aéreo. O uso dos materiais plásticos e suas variantes, borrachas sintéticas e componentes químicos e suas utilidades. Tudo isso visando à importância destes industrializados no nosso dia a dia, sem que nos apercebamos dos mesmos. É uma demonstração da inegável versatilidade destes derivados do petróleo.

Setor 2: Mão de Obra da Indústria Petrolífera

O petróleo gera o progresso, estimula o crescimento e o alcance de novas tecnologias. Faz-se necessária a formação e o aperfeiçoamento profissional. Impulsiona o saber para o bem fazer, como uma grande corrente que gira como força motriz do ciclo “conhecimento – aplicação –produtividade – riqueza”.

Com a expansão desta indústria e a demanda cada vez maior da produção, o interesse na formação de profissionais dedicados a essa área tem se tornado o foco das empresas diretas e indiretamente ligadas ao setor para suprir as lacunas do crescimento exponencial das mesmas.

A Indústria Naval “OFF-SHORE” absorve metalúrgicos, técnicos em eletrotécnica e eletrônicos, profissionais em áreas de hidráulica, cientistas e pesquisadores de materiais e produtos são alguns dos muitos profissionais requisitados. Como dito antes, operários, técnicos e acadêmicos também apóiam como satélites toda a produção.

Começam assim as vantagens desta demanda, pois o investimento na formação destes especialistas cria toda uma teia de pessoas dedicadas a ensinar e aplicar seus conhecimentos para o progresso e excelência destes profissionais sempre tão exigidos. Traduzindo em melhores aplicações dos recursos diretos e indiretos, obviamente beneficiam os que se dedicam a tal, melhores salários e condições de vida.

Os municípios e as cidades também se preparam para receber o alvo desta demanda provocando um crescimento demográfico que tem de ser atendido em seus anseios e necessidades, os quais, nos próximos setores serão vistos.

Setor 3: Educação, Esporte, Lazer e Inclusão

O progresso proporciona o direito à cidadania. Para o bem viver, mens sana in corpore sano. Cidades que respeitem o cidadão e lhes dê acesso ao saber, a Arte, cultura, esporte, saúde e oportunidade de uma vida digna e feliz.

Dando continuidade aos processos de melhoria de vida nos logradouros em desenvolvimento a aplicação dos recursos do petróleo vão em direção ao social. O dinamismo dos trabalhos dessas comunidades exige iniciativas que facilitem a população.

A criação de creches, a melhoria do ensino: básico, médio e superior vira prioridade. Aliado a estas demandas, o esporte e o lazer complementam as ações educacionais e independentes, projetos nas áreas artísticas como: dança, teatro, artesanato entre outros, potencializam novos talentos promovendo uma perspectiva mais otimista para o futuro. Outras ações a serem citadas direcionam-se a terceira idade com a oportunidade de alfabetização e campanhas para a melhoria da saúde e incentivo ocupacional criando cooperativas e associações de várias ordens, gerando oportunidades àqueles que já não se encontram no mercado de trabalho formal e lícito.

Setor 4: O equipamento Urbano e a preservação do Patrimônio Histórico

Cuidar do que é nosso, preservar o passado para melhor construir o futuro. Não podemos perder a poesia de ver os barcos voltando ao final da tarde depois de um dia de pesca. O puxar ritmado das redes, comprar o peixe na beira da praia. Ter o prazer de um mergulho num recife de corais. O passeio na antiga praça, o namoro em frente ao coreto. O bucólico repicar dos sinos da Igrejinha ou apenas apreciar as sacadas dos antigos casarios em total harmonia com as modernas construções. Passado preservado, presente garantido e futuro promissor através dos investimentos proporcionados pelos recursos do petróleo que impulsionam o turismo e o crescimento das cidades sem detrimento de sua história promovendo o progresso com qualidade.

As prefeituras das cidades beneficiadas acabam por priorizar também as obras de infra-estrutura para melhorar o Equipamento Urbano. Água, esgoto, energia elétrica, asfalto e todo o processo de modernização local encontram o aporte financeiro para a sua realização. Como conseqüência o conforto urbano abre novas oportunidades de negócios. O incentivo ao turismo é reforçado pelo esforço conjunto na preservação de locais e construções históricas já que a região costeira do norte do estado é bastante representativa do período colonial brasileiro.

As tradições de subsistência das regiões também são incentivadas como é a pesca artesanal, com melhores meios de escoamento da produção e construção de equipamentos como: mercados, feiras cobertas, docas, entre outros, além do atrativo das praias e vales pacatos muito freqüentados nas altas temporadas e feriadões.

Setor 5: Serviço de Utilidade Pública

Nosso desejo e nossa esperança é a de que os royalties do petróleo continuem a ser usados para a maior infra-estrutura das cidades. Saúde, segurança, coleta de lixo, preservação do espaço urbano, são apenas alguns dos aspectos cobertos com os recursos advindos desta compensação financeira aos municípios que produzem ou beneficiam esta riqueza.

O aumento proporcional da população demanda mais atenção das prefeituras com os cidadãos. Os implementos de saúde com novos ambulatórios, hospitais e unidades de pronto atendimento (UPA) aos poucos conferem mais qualidade e variedade de especialidades, conferindo a estes locais a independência sobre outros municípios, principalmente, ao Rio de Janeiro Capital.

A segurança envolvendo a policia local e estadual também desfruta de investimentos em instalações mais bem equipadas, veículos modernos, novos pontos de apoio para a população em geral e aos turistas, além da manutenção do equipamento existente. Não podemos nos esquecer também da formação de novos profissionais nas áreas já citadas.

O cuidado com o parque urbano também passa pela eficiência na limpeza com um serviço mais dinâmico da coleta de lixo e na preservação dos parques e jardins, aliando este último ao patrimônio arquitetônico, confere ares de total organização urbana que todas as cidades buscam em suas administrações.

Setor 6: Produção Ambiental e o Caos

Como crescer e, ao mesmo tempo preservar? Como explorar sem destruir? Como manter o equilíbrio desse enorme e ao mesmo tempo frágil ecossistema que engloba o mar e a terra? Tirar do fundo o ouro negro sem macular o oceano que o acolhe. O respeito à exuberante natureza que tudo nos proporciona. Esse é o grande enfoque. Essa é a meta a ser alcançada. Essa é a nossa luta!

Um dos primeiros princípios para a criação dos repasses dos direitos aos municípios produtores ou beneficiados está ligado diretamente à preservação e contenção de qualquer acidente ambiental. O investimento nesta área passa pela pesquisa e aprofundados estudos do ecossistema local gerando regras capazes de dar contenção e minimizando os danos de algum infortúnio. São biólogos, geólogos, oceanógrafos e toda uma série de profissionais focados neste frágil equilíbrio na terra e no mar. Os estudos desse manancial de vida passam pela catalogação de espécies vivas, gerando um banco de dados e de preservação genética “in vitro” para desenvolvimento imediato e futuro caso um dia, isso seja necessário.

Conclusão:

Todo potencial de propriedade e crescimento dos municípios e do próprio Estado do Rio de Janeiro está ameaçado caso os recursos dos “Royalties” advindos da produção petrolífera venha a faltar.
Esse desenvolvimento dos municípios está diretamente ligado aos proventos que geram no mínimo a manutenção dos projetos já existentes.

Sendo direto, grande parte dos municípios simplesmente faliria por não ter como gerar outras fontes de captação capazes de suprir os custos de suas obrigações com o seu chão e sua população.
Algumas cidades maiores estariam em problemas sérios nos campos, principalmente nos serviços de segurança pública e saúde, fora a deteriorização do equipamento urbano, já que não haveria o investimento necessário para a manutenção nem do que já existe.

Finalmente, incluindo um provável, porém indesejável desastre ambiental tomaria proporções muito maiores por não ter no primeiro momento como se mobilizar de forma rápida e eficiente, o projeto de contenção pré-estabelecido.

É uma situação de grande apreensão onde o Estado do Rio de Janeiro e muitas cidades e municípios se encontram. A incerteza toma conta de todos nós e é mais do que louvável levantarmos esta bandeira contra essa injustiça, pois nosso povo muito já fez para crescer com afinco, paixão e trabalho. E não é justo que agora nos tirem a esperança de dias melhores que aos poucos tem se desenhado no horizonte das nossas vidas.

A Acadêmicos do Grande Rio em 2013, assim como toda a comunidade de Duque de Caxias, se une a todos os Municípios produtores de Petróleo e em uníssono conclama sua indignação contra o desrespeito de que estamos sendo vitimados.

Temos orgulho de ser brasileiros, amamos o RIO e vamos à luta!

Roberto Szaniecki
Carnavalesco

 
Ano do enredo: 2011
Título do enredo:
Descrição do enredo:

"Y-Jurerê Mirim -
A Encantadora Ilha das Bruxas (Um conto de Cascaes)"

A Grande Rio é sempre uma possibilidade, e dentro de todas as possibilidades, ela pode propor-te a conhecer um pedaço do Brasil, de gente bela, de cultura forte e folclore plural. Por tratar-se de um pedaço de terra cercado por água, outras coisas dela se acercam, como suas belezas naturais, e muitas lendas que refletem um Brasil lúdico, que aponta para o futuro com o interesse de levar adiante o que de mais valioso possui: a cultura popular de seu povo.

Bruxas, feiticeiras, lobisomens, sete cuias, boitatás e mapinguaris: Uma forte névoa se faz presente, e em pleno Atlântico Sul, logo abaixo ao trópico de Capricórnio, num arquipélago de visão paradisíaca encoberto de mistérios e lendas bruxólicas; entre mangues, dunas e lagoas cercadas por um intenso mar azul, repousa Y-JURERÊ MIRIM. Uma Ilha encantada de magia onde se fala o manezês.

Neste conto de Cascaes, ela é uma fascinante ilha coberta de magia, recebendo, portanto, o nome de ILHA DAS BRUXAS. Porém, essas bruxas não são tão maléficas como as que habitam o imaginário coletivo, e sim, as que assustam apenas para proteger seus espaços, preservar sua terra, suas etnias, folclore e crendices.

A Grande Rio para o carnaval 2011, coberta de rezas e patuás, desvenda a história dessa ilha misteriosa que começa numa era chamada cambriana.

Nesse país onde se encontra o tal arquipélago, misteriosos habitantes do alto Amazonas descem em direção a essa ilha de magia mesclando-se a um povo já existente, chamado Carijós, remanescentes de uma presença humana registrada por sambaquis que datam de 4.800 a.C.

Há quem diga que o mar que cerca o arquipélago é povoado por Ondinas, seres das profundezas, e que, num passado, esse pedaço de terra, serviu de paragem e pousada para navegadores aventureiros, cientistas, piratas, náufragos e marinheiros infratores que, em suas retiradas deixaram para trás rastros de temores, misticismos e lendas de possibilidade de tesouros piratas tão possíveis e capazes de aguçar a curiosidade humana como a de uma embarcação pirata inglesa naufragada numa praia que recebeu o nome (Praia dos Ingleses) ou até mesmo, de secretos caminhos conhecidos por guerreiros Avás (Guaranis) e que levariam a um Eldorado coberto de tesouros da mais pura prata, como também, a de uma grande fortuna em pérolas produzidas por ostras cravadas nas pedras e encostas da Ilha banhada pelo Atlântico.

Há uma força mística que faz atrair para essa parte do Atlântico, baleias e golfinhos, além de uma grande variedade de cardumes de peixes que, além de sustentar o povo da ilha, é motivo para festejos e agradecimentos a esse imenso e mágico mar azul.

Essa onda magnética que envolve essa ilha de encantamentos também exerceu atração sobre os povos de outras terras, cada qual, vindo para cá com suas razões, metas, ou até mesmo, destinos retorcidos e alongados, como uma imensa e centenária figueira carregada de histórias bíblicas e estórias acontecidas em seu entorno transformando-a quase que como um totem envolvido em crendices e fé dos que habitam a ilha.

E a ilha então os abraçou como filhos da terra comungando com eles e os tornando tambpem, herdeiros da nação Carijó, dos mitos e lendas do lugar.

"Vão-te daqui bruxas e boitatás". E todos os seres que nos possam amedrontar. Arreda, arreda as brumas que cobrem essa ilha de mistérios. Pela cruz de São Simão, que te benza como a vela benta. Na sexta-feira da paixão. Treze raios tem o sol, treze raios tem a lua. "Salta demônio para o inferno que esta alma não é tua". "Tosca marosca, rabo de rosca". Vassoura na tua mão Aguilhão nos teus pés e relho na tua bunda. Por baixo do telhado, São Pedro, São Paulo e São Fontista Por cima do telhado, São João Batista. Bruxa, Tatara-bruxa, Tu não me entres nessa casa, nem nesta comanda toda. Por todos os santos, e pela Grande Rio. Amém!

Ao cair da noite, quando das datas dos festejos da ilha, uma ritualização se pode sentir na mágica tradição folclórica que habita a ilha protegida por feiticeiras, fadas rendeiras, bruxas e seres da mitologia ameríndia cantadas por Cascaes. Uma ilha que vive um rico calendário entre o profano e o sacro, com procissões, danças e folguedos folclóricos numa pluralidade cultural onde os festejos em homenagem aos frutos provenientes do mar e da terra convivem com a alegria colorida e dançante do boi-de-mamão, cacumbis e as festas do Divino.

O cantador se põe a falar:

Ò Matumba, ó querenga,
Erunganda
Òruganda, Ó matumba, Ó querenga
Moreninha vem brincar
Meu boi já está na rua, ele vem para mostrar
Revelo ser Florianópolis, o nome desse lugar
Ò Matumba, ó querenga, eruganda
Òruganda, Ó matumba, Ó querenga!

Misteriosas e encantadoras paisagens cobrem a ilha de riquezas em sua fauna e flora exuberante. A extensão litorânea desvenda praias inexploradas, sendo a ilha das bruxas, um monumento natural do litoral sul brasileiro digna de ter sido, em seu passado, paragem e pousada para todos que por lá passaram, tornando-se real diante do que antes nos pareceu lenda ou conto. A hospitalidade é marca de um povo que soube mesclar-se tendo como princípio o respeito mútuo de suas crenças e tradições.

Florianópolis possui uma marca romântica registrada nas fachadas de seu casario e azulejaria portuguesa, o desenho rico da renda de bilro, os "points" noturnos do mercado público municipal, a lagoa da Conceição onde a prática de esportes náuticos "fervem" no verão, as praias do litoral florianopolitano com suas ondas fortes e convidativas para as práticas de surf e esportes ligados aos ventos fortes, uma culinária rica e de sabor requintado, ou até mesmo, o simples peixe frito servido pelo "manézinho" local regado sempre com a presença mística das tradições e do passado da ilha.

E, terminado o mistério deste conto inspirado em Cascaes, é que a Grande Rio revela a Floripa de todos nós, que, com sua ponte "luz da independência", nos transportará para uma travessia lúdica, e agora, mais mágica do que nunca, ligando a folia momesca da ilha ao carnaval da cidade maravilhosa mostrando ao Brasil e ao mundo, toda essa beleza da ilha de magia e encantamento chamada Florianópolis.

Pesquisa e texto:
Cahê Rodrigues e Lucas Pinto

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: "Das Arquibancadas ao Camarote Nº1 Um "Grande Rio" de Emoção Na Apoteose do Seu Coração"
Descrição do enredo:

Carnaval

Pioneiro deste palco iluminado
Sou brasileiro, sou carioca, apaixonado!
Da Cidade Maravilhosa que canta, samba e é feliz
Da festa de maior grandeza e criatividade
Ta aí o nosso carnaval
Melhor e maior do mundo
Uma realidade...
Faço girar meu pensamento
Que na chegada do momento da criação surja o real
Vindo da inspiração em sua arte de criar
Neurônios em movimento, projetos em andamento
Sou sambista nº1, e por sê-lo, assisto tudo de Camarote.

Sou vida e emoção, sou passado e recordação
Do berço do samba à avenida
Do sonho à construção
Do concreto frio, nasce a apoteose da emoção
Sorriso estampado no rosto do folião

Ambicioso e determinado, faço aflorar nos corações
A magia que existe nas mãos dos artistas
Desenhos que pousam no papel
Pinturas que brotam da ilusão
Adoráveis loucuras da imaginação
Que surgem das mentes na criação
Magos de empreitadas que transformam lixo em luxo
Rico em pobre, Rei em mendigo.
Sou o centro da atenção.
Sou João, do povo, do novo
Que mesmo proibido, não deixou de brilhar

Sou o tempo, o movimento, o momento
Determinado e pouco convencional
Sou líder no passado e no presente
Tenho a marca da honestidade
Máquinas a costurar, tecidos a bailar
Do prego, do ferro do isopor
Vou esculpindo a minha história de amor
Protagonista anônimo do carnaval
Que transforma o sonho num momento real
Na mágica fábrica de sonhos
Numa cidade que não para de sambar
No soar da sirene, o coração bate na boca
Na pista disputa de bandeiras, o rufar das baterias
Cenários sobre rodas, estilos eternizados, modernidade e futuro
O júri escolhe, o povo aplaude
Momentos inesquecíveis, únicos de emoção
Fazendo o homem voar, surpreendendo o folião
Do fogo a consagração do mito, a superação
Explode setor 1, é a campeã do povão!
Hinos consagrados, vozes dessa história
Do morro sim senhor!
Tenho a marca da raiz, cor e sabor
Não sou puxador! Simplesmente um cantor
Sou mangueira que dá Jamelão
Sou raça, garra, determinação
Sou a música divinal
Aquarela magistral
Da magia que envolve a alma

Sou mais que um país, sou um planeta
De nome, carnaval!
Sou fé, folclore e miscigenação
Sou o futuro, o amanhã
Sou a estrela do espetáculo, viajo rumo ao desconhecido
Sou do povo, dessa gente de real valor
Vou varrendo a tristeza para longe de nós
Com “sorriso” estampado no rosto sou torcedor
Grito, canto, choro quando a minha história por aqui passar
Nesse “Grande Rio” de emoção
Que deságua na apoteose delirante do seu coração

 


Com todo carinho e respeito aos grandes homens, mulheres, Escolas de Samba e à força de suas comunidades, que muito contribuíram para o sucesso do Carnaval Carioca, parabéns!
A homenagem da Acadêmicos do Grande Rio à todos vocês sambistas brasileiros.
Cahê Rodrigues


O ENREDO

Das Arquibancadas ao Camarote Nº1
Um “Grande Rio” de Emoção
Na Apoteose do Seu Coração
O Maior Espetáculo Democrático do Planeta

É carnaval, a festa do povo!

A maior ópera popular do planeta.

Chegou à hora de deixar a emoção tomar conta de nós.

E de braços abertos receber mais uma vez o povo, para o maior espetáculo a céu aberto do mundo.

Uma festa de cores, sabores, alegria, fantasia e ilusão.

Uma festa do povo para o povo e que milhões de pessoas já assistiu.

Por aqui já passaram verdadeiros Reis e Rainhas, Príncipes e Princesas, Políticos de diversas áreas, Autoridades de vários países, Astros Hollywoodianos e grandes Celebridades do jet-set Nacional e Internacional.

Ao longo desses anos de carnaval, vimos muitos foliões por aqui, sejam nas eufóricas e animadas arquibancadas ou nos inúmeros camarotes que cercam o Sambódromo carioca.

E para revivermos esses momentos gloriosos do carnaval, vamos recebê-los no grande camarote da folia, o nº1 da Passarela do Samba, para que todos possam reviver as grandes emoções que marcaram a história de sucesso do carnaval carioca.

Nessa festa onde o pobre vira rico e o rico vira pobre, é possível sonhar e para realizar só depende de você.

Na explosão de energia do setor 1, aos gritos de - É Campeã! Do setor 13, o coração bate mais forte, num passe de mágica os pés se soltam do chão e a mente começa a girar. Somos loucos, gênios, artistas, reis e rainhas desse mundo encantado da folia.

Então pegue sua fantasia e venha com a gente brincar o carnaval.


Da Praça Onze à Praça da Apoteose - “A Praça é do Povo”

Se em outros tempos, os espaços desta festa eram outros, esses foram insuficientes para a proposta da grandiosidade da festa, que já possuía todo o apelo cultural compatível a cidade do Rio de Janeiro.

Era um esforço sobre-humano a montagem e desmontagem do espetáculo. Até que a sensibilidade do olhar de um grupo de visionários, fez com que o tão sonhado espaço do carnaval se tornasse realidade.

Eles eram a própria “cara” da construção desse sonho, um mix político, cultural e social, emparedando-se na idéia da construção e realização desse palco tão sonhado.

Partindo da idéia de que no carnaval tudo começa pelo desenho, assim também começou a ser costurada a idéia do espaço que partiria da Praça Onze, berço do samba carioca em direção a Praça da Apoteose, num pensamento sociabilizado de que “a Praça é do povo” e é nela que o povo manifesta a sua cultura.

A partir daí, sobre os traços preciosos e arquitetônicos de Oscar Niemeyer, sob a visão antropológica de Darcy Ribeiro, numa parceria perfeita inspirada em Amaury Jório e Ismael Silva, onde nesse espaço conviveriam harmoniosamente cultura e educação e na liderança política do, então governador Leonel Brizola, nasce em tempo recorde o grande palco das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro.

Com a realização da Passarela do Samba, abre-se um espaço maior para a imprensa apresentar o nosso espetáculo ao mundo, quer seja ela nos jornais, revistas, rádio ou televisão, com penetração nacional e internacional, além da internet que faz acontecer em tempo real às notícias que inserem as Escolas de Samba como verdadeiras protagonistas do carnaval, que passam pela Avenida como um “Grande Rio” de emoções que deságua na apoteose de nossos corações.


Mentes Loucas e Brilhantes

A Grande Avenida viria a ser a conclusão final da visão sonhadora e inicial de Fernando Pamplona, que com seu olhar tridimensional e aéreo, voltado para um desfile show, um desfile espetáculo, organizado como num grande teatro.

Sonhar era do artista, afinal, antes de sermos reais, somos sonhados, mas tudo haveria de ter um perfeito entrosamento de espetáculo.

Dele, muitos nasceram e do desencadear dos nascimentos vieram os estilos que marcaram e marcam o carnaval até hoje na era Sambódromo.

Como a própria africanidade de Pamplona; o requinte barroco de Arlindo Rodrigues; o olhar de Lince de Maria Augusta; o tropicalismo de Fernando Pinto; a essência do traço de Viriato comparado a Erté; o rococó de Rosa Magalhães; a paleta mágica de Max Lopes; o high tech e as formas modernas de Renato Lage; o corpo em movimento de Paulo Barros; a genialidade de Joãozinho 30, que com seus ratos, mendigos e urubus encantaram a passarela, num momento único do carnaval, assim como outros brilhantes artistas que nos presenteiam a cada ano com suas fantásticas criações.

Todos representantes de uma imensa classe, que em seus sonhos de criação, mantém viva a grande ópera popular do Brasil.


Operários Guerreiros da Folia

A arte é um dom de Deus e nessa grande alquimia da construção, processada a várias mãos, um exército de mão-de-obra traduz em realidade, o sonho da criação.

O produto final esconde muitas das vezes milhares de varetas de soldas, pregos, blocos de isopor, tintas, pincéis, quilômetros de fios e linhas, variados tipos de tecidos, cola, plumas e tudo o mais que possam reproduzir essa sinfonia carnavalesca não mais sonhada e criada por uma mente, mas num grande trabalho de equipe, onde o que brilha menos é o suor dedicado.

Em suas máquinas, centenas de costureiras, muitas de suas próprias comunidades, começam a dar vida aos figurinos que ilustram o espetáculo. Da simplicidade às fantasias luxuosas, os foliões se deliciam em poder se transformar em qualquer personagem imaginário.

Se um dia fui pobre, não me recordo, hoje moro num condomínio de luxo com todas as mordomias, que um operário da folia merece; desses novos visionários nasceu uma cidade, mas precisamente uma Cidade do Samba, uma grande e fantástica fábrica de sonhos que através de homens e mulheres dotados de dons naturais, transformam sonhos em realidade.


Momentos Inesquecíveis...

Na concentração todas as escolas são campeãs.

Do soar da sirene que marca o início do desfile, ao abrir dos envelopes, o seleto grupo de jurados, amados por uns e odiados por outros, independente do voto popular ou gosto individual por bandeira, determinam campeã, aquela que menos erros cometerem em seu desfile.

Nesse momento, o técnico e o artístico andarão de mãos dadas na busca de promover sensações inusitadas capaz de retirar das mãos dos jurados, o tão esperado 10.

Canto, dança, harmonia, conjunto, cores, movimentos, mecânica, fogos, muita garra, associados a fantasias e belas alegorias, poderão ser os elementos que definirão a escola campeã. Porém essa vitória será ou não no futuro, uma marca na história do carnaval.

Surgiram então as primeiras campeãs, depois as supercampeãs; vimos Braguinha desfilar, vimos contos de areia brilhar, vimos o inesquecível Ziriguidum 2001, vimos a Vila vestida de palha kizombar, vimos o nu, “sambar” em todos os sentidos, vimos mendigos brincar, vimos a Mocidade virar e virou! Vimos o ITA Salgueirar, vimos a Viradouro incendiar, vimos até um homem voar.


A Voz do Morro, Sim Senhor !!!

Silas de Oliveira, Donga, Ismael Silva, Pixinguinha, Noel, Cartola, Candeia, Xangô, Nelson Sargento, Beto sem Braço, João Nogueira, Aroldo Melodia, Martinho da Vila, D. Ivone Lara, Beth Carvalho, Clara Nunes, Leci Brandão, Paulinho da Viola e muitos outros bambas.

São as verdadeiras raízes desse samba carioca, as vozes do morro são eles mesmos, sim senhor! Assim foram e sempre serão, esses ilustres compositores e intérpretes, cuja arte lhes é nata.

Capazes de promover o elemento vital para o que conhecemos como o verdadeiro sentimento do termo “Harmonia” cheguem muitas das vezes ao brilhantismo das rimas preciosas.

Suas faces na maioria das vezes desconhecidas do grande público são suas obras, entregando o estrelato maior aos intérpretes que também lutaram em seus percursos profissionais e por seus devidos reconhecimentos, que vem dos tempos em que eram rotulados como “boca de ferro” e “puxadores de samba”, como dizia o grande mestre Jamelão - “eu não sou puxador coisa nenhuma eu sou simplesmente um cantor”.

Numa grande aquarela musical, muitas Rodas de Samba ocorridas nas quadras das Escolas, botecos, ou até mesmo em casas de bambas inspiradas em Tia Ciata, divulgaram e projetaram vários músicos que tiveram seus nomes endossados pelos grandes astros do cenário musical do samba e do carnaval.


Planeta Carnaval - O Futuro é Nosso!

E diga que isso aqui não é um planeta!

A maior festa popular do Brasil, conquista o mundo, e em 2010, o sonho da “Feliz Cidade”, representado pela Acadêmicos do Grande Rio, fará uma grande homenagem ao Carnaval Carioca, revivendo momentos que marcaram época; grandes  homens e mulheres que ajudaram a construir a história do maior espetáculo a céu aberto do mundo.

Em 1985, Fernando Pinto sonhou com um carnaval nas estrelas, imaginando como seria o carnaval no futuro; estamos em 2010 e muita coisa mudou, mas ainda não fomos parar nas estrelas, quem sabe no ano 3000.

Personagens populares do carnaval ganham uma nova versão, para representar a folia carioca.

Sonho? Realidade? Onde vamos parar? Como estaria o Sambódromo no Ano 3000? Nossas fantasias e alegorias? Enfim! Vamos sonhar, pois o carnaval nos permite sonhar e viajar nesse mundo que de faz-de-conta não tem nada, um mundo real onde a emoção toma conta de todos nós, que embalados pela magia do samba, transformamos o impossível em realidade.

Nesse momento em que a união faz a diferença e transforma o carnaval nesse planeta mundial, elegemos como porta-voz dessa mensagem, o gari mais famoso do Brasil, Renato Sorriso, símbolo de nosso povo, da força das comunidades, dessa gente simples que protesta cantando e reage sambando, que faz a diferença com toda a humildade, mas mostrando seu valor como protagonista desse grande espetáculo.

Um povo que lota as arquibancadas transformando-a num grande camarote de calor humano e que vibram com sua agremiação, comportando-se como verdadeiros termômetros de emoção.

E é a você folião brasileiro, que canta, dança, chora, vibra que a Grande Rio quer homenagear, ao seu empenho indispensável no resultado positivo no desfile das Escolas de Samba.
Deixe-me, portanto envolver-me no campo magnético dessa nave apoteótica rumo ao futuro e viajar com vocês de encontro às estrelas.

Afinal,
Como será o amanhã?

Carnavalesco – Cahê Rodrigues
Colaboração – Hiran Araújo
Lucas Pinto

Ano: 2017
Título do samba enredo: Ivete do rio ao Rio
Compositores do samba enredo: Paulo Onça, Kaká, Dinho, Rubens Gordinho, Alan Vasconcelos e Marco Moreno
Letra:

A Grande Rio vem dando um banho de axé
Salve! toda essa gente de fé
O tambor da Invocada promete levanta a poeira Ivete

Brilha minha estrela
Alumia o meu caminhar
Menina baiana do Juazeiro
Saudade mandou um cheiro
Velho Chico... histórias fez lembrar
Nossa Senhora sempre a me guiar
Sol inclemente
Terra seca era o sertão
Adolescente, abraço o violão
Forroziei, pulei fogueira, viva São João
Minha família, doce inspiração

E lá vou eu, pé na estrada
E lá vou eu, meu amor
Olhos de fogo da serpente encantada
Iluminavam meu destino a Salvador

Cantei a noite buscando o que eu queria
Alegria! Alegria!
Guitarra, frevo, tambores que têm magia ê Bahia! ê Bahia!
Com a Eva encantei toda cidade
No trio arrastei as multidões
Canto a minha verdade, africanidade
Mistura de emoções
Meu timbau... virou sucesso internacional
Nos palcos do mundo o estrelato, a consagração
Comunidade, povo do gueto, eu sou
Caxias me abraçou

 
Ano: 2016
Título do samba enredo: Fui no Itororó beber água, não achei. Mas achei a bela Santos, e por ela me apaixonei...
Compositores do samba enredo: Márcio das Camisas, Mariano Araújo, Competência, Kaká e Dinho
Letra:


Nesse mar de alegria, quero ver me segurar
A Grande Rio mandou chamar
Vem pra ciranda Ioiô... No Itororó vem Iaiá
Beber na fonte que me faz apaixonar
Lindo cenário de amor... Histórias pra se cantar
Santos... Maravilha de lugar (vou contar)
De além-mar chega o colonizador
O mercado prosperou no vai e vem (vai e vem)
O cheiro doce que o vento trouxe...
Encanta a Família Real
Nossa Senhora... Mãe poderosa...
Livrai essa Terra do mal

Veio gente de todo lugar pra somar
Liberdade, um grito ecoou ôôô
Nessa labuta tem aroma de café
É saboroso, todo mundo botou fé
Pode embarcar que o apito do bonde tocou
Pode embarcar que o progresso não pode parar

Vem mergulhar nessas ondas, sentir o prazer
Esporte é vida, lazer
Tá no gramado a paixão
Peixe o orgulho da 'Vila'
Celeiro do eterno campeão
Ê! Menino bom de bola
No destino deu olé (olé... olé)
O atleta consagrado... Majestade é nosso Rei Pelé
Cavaleiro da paz... Magia
Na corte tem Neymar... Ousadia e alegria

Pisa forte, Grande Rio, é pura emoção
Santos conquistou meu coração
Desembarquei no porto da felicidade
Quanta beleza pra curtir nessa cidade

 
Ano: 2015
Título do samba enredo: "A Grande Rio é do baralho"
Compositores do samba enredo: Rafael Santos, Lucas Donato, Gabriel Sorriso, Leandro Canavarro e Rodrigo Moreira
Letra:



O jogo começou
Sou eu que dou as cartas na avenida
E nessa disputa de poder
Eu não quero saber, vou jogar pra vencer
Sou "rei", venha ser a minha "dama"
No castelo de quem ama
Sou teu "servo", minha linda flor
A surpresa está na manga
Meu trunfo de maior valor
 

Pra saber o meu destino... Fui buscar
A resposta no tarô e encontrei o amor
A chave para abrir o meu caminho
Num raiar de um novo dia, a cigana revelou
 

Estrelas me guiam a luz do luar
Além dos mistérios eu vou viajar
A ''água da "terra" eu vejo brotar
O "fogo" ardendo envolto no "ar"
O meu amanhã como posso saber?
Chegou minha hora eu não posso perder
Num lance incerto, de um jeito esperto
A última carta vai surpreender
Canta Caxias o meu coringa é você
 

Eu vou na ginga, jeito malandreado
Vem cá menina começou o carteado
Se você veio ver, então vamos jogar
Chegou Grande Rio... Pode apostar!

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: "Verdes olhos de Maysa sobre o mar, no caminho: Maricá"
Compositores do samba enredo: Robson Moratelli, Rafael Ribeiro, Hugo da Grande Rio e Toni Vietnã
Letra:

O mar quando quebra na areia
Desliza na beira da praia
Ao som do piano, poesia no papel
Maysa compondo, estrela no céu
Vem ver que foi o índio quem admirou
A imensidão da beleza local
Primeiro habitante, inocente brincou
Nas ondas brancas do seu litoral

Joga a rede pescador, quero ver multiplicar
Joga a rede pescador, o milagre vem de lá
Do Amparo à devoção, minha fé se revigora
Na proteção de Nossa Senhora

O meu lugar, seu nome da terra brotou... Maricá
Do naturalista surge um novo olhar
A claridade, a noite a visão
Da fauna e flora... A evolução
Nos trilhos do progresso um novo ideal
À riqueza do meu chão... Uma doce canção
O sol que bronzeia a morena
Revela em seus olhos o brilho do mar
Deixei o vento me levar
No meu barquinho pelo mundo a navegar

Vou daqui, vou pra lá, vou sambando com você
Grande Rio vai passar... O couro vai comer!
Eu sou feliz em Maricá, sou emoção
Canta meu povo, bate forte coração!

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: "Amo o Rio e vou à luta: Ouro negro sem disputa... Contra a injustiça em defesa do Rio"
Compositores do samba enredo: Mingau, Junior Fraga, Deré, Mingauzinho & Neto
Letra:


Amor vem comigo cantar
Hoje vou mergulhar profundo
Tem lá no fundo do mar
Ouro pra alimentar o mundo
Que faz crescer, impulsionar
O conhecer multiplicar
Tão lindo pela própria natureza
Meu Rio faz gerar tanta riqueza
Mas tem que ser assim
Bom pra você, bom pra mim

Uma eterna paixão eu e você
Minha Escola é meu bem querer
Felicidade em alto astral
É o ouro negro nosso Carnaval

Vou, jogar a rede e puxar
Vem me dar um beijo amor
Na praça ouvindo o sino tocar
Preservar é dar valor
Eu quero um lugar pra viver
Segurança e saúde pra dar e vender
E assim reciclando eu vou
Ver a vida renascer....
É a mensagem taí
Explorar não é destruir
Se faltar vira o caos
Não posso deixar
Pelo Rio eu vou lutar

Um Grande Rio de amor sou
Vem cá, me dá o que é meu, é meu

 
Ano: 2011
Compositores do samba enredo: Edispuma, Licinho Jr. Marcelinho Santos e Foca
Letra:

Yjurerê mirim ...
Meu paraíso ... que maravilha!
Foi Deus quem fez assim
Com todo encanto ... essa magia
Entre contos e lendas
Quanta imaginação
Celebrando a natureza
Rituais de gratidão
Eu também sou carijó
E bendito o meu lugar
Rezei forte ... nesse chão
Sai pra lá assombração
Já peguei meu patuá

Caldeirão vai ferver
A Grande Rio chegou
Vem trazer pra você
Uma porção de amor
É a receita que a bruxinha ensinou

O Folclore é tradição
Valorizando a cultura popular
O canto ... a dança
O sagrado e o profano
Minha Ilha encantada
Vivo te admirando
Beleza ... riqueza
Repousando sobre o mar
Santuário pra sonhar

Meu Rio te abraça ... Floripa tão bela
A tua história virou carnaval
Essa ponte é a luz da passarela
É obra-prima ... esse cartão postal

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: "Das Arquibancadas ao Camarote Nº1 Um "Grande Rio" de Emoção Na Apoteose do Seu Coração"
Compositores do samba enredo: Barbeirinho; Mingau; G. Marins; Arlindo Cruz; Emerson Dias; Levi Dutra; Carlos Sena; Chico da Vila; Da Lua; Isaac; Rafael Ribeiro; Juarez Pantoja
Letra:

Amor é hora, não demora
A minha energia vai contagiar
O yayá é o samba que manda na minha cidade
E no despertar de um folião
Tenho o esplendor de um barracão
Onde o sonho vira realidade
Num simples toque das mãos
Depois de um vendaval de alegria
Minha fantasia pra lá de suada
Lágrimas sorrisos fazem parte desse visual
De um paraíso de beleza sem igual
Ai que emoção!

Meu coração vai a mil
Quando a sirene tocar
A passarela tremer o homem pode voar
De ratos e urubus veio a transformação
Quero mais que nota 30 pro talento do João

No Ita salgueirando lá vou eu
Ouvindo a sereia cantar
Festa da raça, kizomba a liberdade no ar
Daqui pra lá, de lá pra cá de Braguinha
Fez o mundo inteiro delirar
No templo dos bambas, raízes do samba
A arte se consolidou, saudade
Da linda voz que se calou, eu sou cantor! Eu sou cantor!
No seu protesto, nunca foi puxador...
Será que no terceiro milênio haverá
Festa cigana na avenida
O amanhã como será? DNA, princípio da vida
O sambista com sorriso divinal
Na apoteose do planeta carnaval

Grande Rio, eu sou guerreiro
Sou brasileiro e faço meu ziriguidum
Vibra arquibancada, explode
O camarote nº1

Notícias
 
Mais resultados para busca por: Grande Rio
0
SOSAMBA.COM.BR | COPYRIGHT © 2010 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS