Rosas de Ouro

Grupo: Especial
Fundação: 18 10 1971
Cores: Rosa, Azul e Branco
Presidente: Angelina Basílio - Presidente de honra - Eduardo Basílio (em memoria)
Vice presidente: Osmar Costa
Carnavalesco: André Cezari
Interprete: Darlan Alves Carneiro
Mestre de bateria: Rafael Oliveira (Mestre Rafa)
Diretor de carnaval: Alexandre Vicente
Diretor de harmonia: João Roberto Dias
Diretor de barracão: Janaina Maria da Silva (Responsável)
Mestre sala: Marquinhos
Porta bandeira: Isabel
Rainha de bateria: Ellen Roche
Endereco: Rua Coronel Euclides Machado, 1066, Freguesia do Ó, Sao Paulo
Telefone: (11) 3931-4555 / (11) 3931-0608
Comissão de Frente: Renee Rodrigues
História


Uma escola-empresa

Hoje ela pertence ao Grupo Especial, que congrega as escolas "mais mais" do carnaval paulistano. Mas houve um tempo em que a entidade – Sociedade Rosas de Ouro – batalhou muito para conquistar  um espaço, ocupado, a priori, por agremiações tradicionais.

Sua história começa em 71, quando quatro amigos de um time de futebol da Vila Brasilândia - Eduardo Basílio,  José Luciano Tomás da Silva, João Roque, Cajé e João Benedito da Rocha - resolveram fundar uma escola de  samba.

Já nesse ano desfilou pelo grupo III, classificando-se em 9º lugar, o que, ao invés de desanimar, despertou nos moradores do bairro imensa vontade de contribuir para o desenvolvimento da escola.

Desde que nasceu, a Rosas de Ouro adotou um só esquema de trabalho: a organização. Seus fundadores, desde os campos da várzea, tinham em mente uma escola-empresa, que gerasse seus próprios recursos para os desfiles de carnaval.

E um dos primeiros passos dados nesse sentido foi a luta por uma quadra, atualmente sediada na Freguesia do Ó. A escola deu força total ao lado empresarial, por volta de 1977, quando o processo de amadurecimento aconteceu, com a vinda de sambistas de outras agremiações.

Hoje, a Rosas de Ouro já tem história para contar, conquistou o campeonato de 83 e o bi em 84, ainda no Grupo I. Na década de 90, foi campeã já no Grupo Especial em 90, 91, 92 e 94 e vice-campeã em 96.

Em 1995, a Escola Rosas de Ouro criou grandes projetos: Samba se aprende na Escola e Rosas de Ouro do amanhã, que têm como objetivo o trabalho social com as crianças carentes da comunidade.

Em 2002, a Sociedade Rosas de Ouro vai entrar na Avenida com o samba enredo: "O Pão Nosso de Cada Dia" na briga por mais um título. No ano 2001, a Escola ficou em 2º lugar na classificação.

Ano do enredo: 2017
Título do enredo: “Convivium. Sente-se à mesa e saboreie.”
Descrição do enredo:

Sinopse

Entre e sinta-se à vontade
Você é o meu convidado!
Tudo foi feito com muito carinho
Com cuidado, preparei o que há de melhor
Em detalhes, fui mais além
Me espelhei na vontade de quem têm
Assim como eu, emoção para dar

Então, não fique acanhado, divirta-se!
Temos bons motivos para brindar
Somos a Rosas de Ouro
Cujo maior tesouro, hoje é amar!
E já que o amor é um dos ingredientes
Apresento a você, majestosos banquetes
Afim de aguçar o seu paladar

Em tempos remotos
No antigo Egito um banquete foi
Oferecido a Osíris como pretexto para uma traição,
O Deus do deserto, seu irmão
Queria comandar todo resto que habitava na Terra,
Demonstrou a inveja que sentia
Ao colocar seu plano em ação
E atraído pelo festim, Osíris por demônios foi golpeado,
Seu corpo foi esquartejado em catorze pedaços
Difíceis de reagrupar
Não fosse a magia de Isis,
Sua esposa que iria amar e gerar
Seu filho Hórus, o Deus sol
Que contra Seth, iria se vingar

Osíris tornou-se pai da fertilidade
Sinônimo de fartura e prosperidade
E só ele tinha a chave do paraíso
De onde julgava as almas dos mortos
Trazidas por Anúbis para a sala das duas verdades
Local em que era a maior das divindades
Que do chão fazia tudo brotar
E nos banquetes desde então preparados,
Passou a ser citado e reverenciado para o homem lembrar
Que a morte é derradeira,
Sendo a vida passageira, o certo é comemorar!

E assim, no Egito era feito
Viver era motivo de festa
E para essas reuniões animadas
As dependências eram lavadas
Ornamentadas com esmero pela criadagem
E a comilança geralmente pontuada
Pela presença do faraó
Num cerimonial de luxo e riqueza à sua chegada
Alimentos em abundância eram produzidos
Sobre recipientes de ouro apresentados
Ostentava-se Vinho, mel e frutas diferentes
Aves eram devidamente confeitadas
Marinadas em diversos tipos de azeites
Peixes, carneiros, "homus" e "tabule"
Pelas criadas servidos como de costume,
Trajadas com vestidos transparentes,
Plissados envolventes,
Circulando entre os convivas presentes
Oferecendo-os uma espécie de pomada
Colocada na cabeça para perfumar
Dançarinas e acrobatas se exibiam
Ao som de harpas e flautas, entretiam
Num verdadeiro espetáculo
Que não tinha hora para acabar

Na Grécia antiga os "Simpósios" também ocorriam
Intermináveis comemorações que uniam
O sagrado, o social e o político
E incluíam, como ritual característico,
A adoração a Deusa Demeter da agricultura
Que alimentava e protegia a terra da secura
Dando vida aos grãos, flores e frutos
Que ornamentavam com requinte absoluto
Estas pândegas alimentares
Regadas por bebedeiras dionisíacas
Que conferiam status há quem nelas estivessem
E honrarias aos felizes anfitriões
De tudo se discutia, nessas reuniões
Inclusive da própria existência
Da ascensão do homem e da aparência
Da razão e do amor
E Eros foi o assunto escolhido
Num Simpósio por Agatão, oferecido
O banquete de Platão
O mais nobre sentimento discursado
Com atento por poetas, exclamado
Alimentando a alma e o coração

Quando Roma viveu seu esplendor
Os banquetes simbolizavam poder
E se reunir para comer e beber, era o mote
Intrinsecamente ligado aos prazeres carnais
À luxuria e aos animados bacanais
Pois era assim que quase sempre terminavam
Na sala de refeição comia-se reclinado,
Até mulheres podiam participar
O exagero alimentar era patrimônio
Citado, inclusive, na sátira de Petrônio
No famoso banquete de Trimalquião
Cuja extravagância e fausto até então
Outra civilização jamais alcançou
Tão pouco os delírios de Apicius,
Que tendo os festins como um de seus vícios,
Na miséria acabou.
E esse apego ao "Convivium"
Comum entre os antigos romanos
Conferiu-lhes o prestígio de exímios anfitriões
Ditando regras e opiniões
Desde as entradas aos pratos principais
Determinando o "locus consularis"
E a etiqueta na mesa
Pequenas sutilezas pelas quais
São seguidas até os dias atuais

No convivium, os romanos celebravam a amizade
Comer em conjunto tinha mais validade
Do que na verdade, o próprio alimento
E este ensinamento
Que na China milenar já era seguido,
Por Confúcio foi difundido
Como ritual do bem servir
Da cozinha à mesa do jantar
Saber harmonizar era o essencial
Mas não valeria, se no final
Não tivesse a comida com quem dividir
Desfrutar em conjunto uma refeição
Era a maior demonstração de amizade
Capaz de contribuir com o bem da sociedade
E com a paz universal

Na era medieval
Mesmo perdendo a sofisticação recorrente
O Convivium continuava como símbolo eloquente
Na manutenção das relações afetivas,
Mas, acima de tudo, se fazia para ostentar riqueza,
Além de distinguir e de afirmar as classes sociais.
E nessa época comer deitado não era mais
Um dos hábitos principais da patuscada
E a comida que quase ofuscada
Pela bebedeira de praxe,
Ganhava pela carne a sua redenção,
E os guisados e novos métodos de cocção,
Inaugurava a era do forno.

A Europa que começava a olhar em torno
Introduziu nas suas receitas
Condimentos e temperos diferentes
Que a peso de ouro chegavam do oriente
Para a mesa daqueles que podiam pagar.
Os banquetes pela Idade Média seguiram
Divagando, inclusive, no imaginário popular
Tanto que não é difícil de acreditar
Na lenda que conto agora
Que ocorreu numa cidade austríaca
Ocupada pelo temível Lindwurm,
Dragão que aterrorizava qualquer habitante
Que se atrevesse por suas terras passar.
Foi então, que para se livrar da fera imperante
Numa ideia mirabolante, o rei mandou preparar
Por soldados, um "banquete" inusitado,
Um boi enrolado no arame farpado,
Para ser devorado pelo fatídico dragão
Que ao engolir o bródio então,
Desnorteado e engasgado morreu
E o povo, que andava triste, voltou a sorrir
E a fundação de cidade Klagenfurt se deu

Até o século XI, nos festins, ainda que vistos
Como sinônimos de refinamento e ostentação
Era habitual comer com as mãos
E como não, alimentar-se dessa maneira
Se o que estava sobre a mesa provinha de Deus?
Tanto que, apesar de existir a faca e a colher
Usar talher naquela época, não era conveniente
Até a princesa Teodora de Bizâncio utilizar de repente
Um objeto pontiagudo com dois dentes
Ao casar-se com Domenico Salvo, membro da côrte de Veneza.
Cidade que no final da Idade Média era considerada
O maior empório da Europa e da nobreza,
Centro do comércio de produtos vindos do oriente
Especiarias da Índia e porcelanas atraentes,
Insígnias da fidalguia.

Na idade moderna, quem diria
Fomentada pela demanda comercial,
Novas rotas marítimas foram traçadas
E quem tinha o domínio do mar, era Portugal
Que liderada por um tal de Cabral
Veio a descobrir o Brasil
Paraíso fecundo, primaveril,
Terra boa para o invasor explorar
Se por sorte não tivesse um fim trágico
Sendo parte de um banquete antropofágico
Costume da tribo Tupinambá
Onde gente devorava gente,
Mas não por uma fome aparente
Acreditava-se que vencendo o oponente
Seu poder seria adquirido
E assim, o índio não se sentiria exaurido
Para lutar contra a invasão.
Contudo, o nativo inocente foi vencido
Estava em curso o ciclo da cana-de-açúcar
O ouro branco por todos cobiçado
E até o africano que livre vivia
Em tumbeiros, foi trazido acorrentado,
Virando escambo, num triste legado
Adoçando com sangue e empenho,
Ao lavorar nos engenhos,
Os chás, os sucos e as sobremesas da monarquia.
E, não obstante, as agruras que sofria
Com as sobras dos banquetes dos senhores
O negro, como quem não quer nada,
Inventou a feijoada, tendo sua força revigorada
Amenizando os efeitos da escravidão.

Do outro lado do oceano, durante a Renascença
A Itália respirava prosperidade
A cozinha italiana passou a ditar moda no mundo
Tanto que, ao casar-se com Henrique II,
Catarina de Médici tratou de levar para França
A elegância florentina personificada nos cozinheiros italianos
Considerados, não por engano, os melhores da Europa
Até surgir na França no século XVII, François Vatel,
Mestre dos prazeres e das festividades
Que encantava a todos com suas habilidades
Ao preparar verdadeiros espetáculos gastronômicos
Seu maior desafio era impressionar Luís XIV, o Rei-sol
E para isso, lançou mão de toda pompa e sumptuosidade
Para organizar um banquete da maior qualidade
No Château de Chantili, para três mil convidados
Que se fartaram com absoluta certeza
Com a mais fina comida francesa
Enquanto, Vatel, aflito perecia,
Esperando o pescado que não vinha,
Comprometendo o sucesso daquele festim.
Então, desesperado, preferiu em sua vida dar fim
Ao ter que passar pela vergonha do fracasso
Que nunca ocorreu

A idade contemporânea já existia
Quando em 1877, a humanidade conheceria
O mais grandioso banquete da história
Que ocorreu na Índia em homenagem a Rainha Vitória
No período conhecido como Raj Britânico.
Nessa época, o pensamento do povo sobre o regime era antagônico
Até que rebeliões foram contidas por todo país.
Foi então que o Vice-Rei da Índia, Lorde Lytton
Para conferir a Rainha britânica, o título de imperatriz
Resolveu preparar, em Délhi, um banquete sem igual,
Para receber a majestade em questão, além de príncipes e marajás
Que se empanturraram durante sete dias divinais,
Com tamanha fartura e opulência.

No Brasil, em 1889,
Os salões do Palácio da Ilha Fiscal,
Engalanados de puro glamour
Foram palco de um extraordinário festim
Farto de toda sorte de comida, enfim
Que marcou o fenecimento da Monarquia.
A referida comilança que incidia, foi oferecida
Aos oficiais do Cruzador Chileno Almirante Cochrane
Pelo Visconde de Ouro Preto
Como um luxuoso panfleto contrário as ideias republicanas,
Porém, aristocracia carioca que estava em polvorosa
Aguardava mesmo de forma calorosa
A chegada da Família Imperial
Que por sinal, foi o centro de toda a atenção
D. Pedro II, quase numa alusão ao que estava por vir,
Escorregando chegou a cair no chão
Enquanto a Princesa Isabel, que aproveitou o ensejo
Para celebrar, com Conde d'Eu, sua boda de prata,
Ostentou as joias e o vestido mais bonito da nata
Que vivia todo seu esplendor naquela noite telúrica
Até, dias depois, ser Proclamada a República.

Nesta época, já tinha sido abolida a escravatura
E os negros marginalizados pela sociedade àquela altura
Tiveram que subir paras os morros, para viver em pequenas comunidades
Onde puderam, só assim, manifestar
Entre outras coisas, a sua religião, o Candomblé.
E nele uma lenda diz que Xangô
Vaidoso rei de Oyó, sentindo-se só
Resolveu, em seu palácio, dar uma grande festa,
Convidando todos os Orixás, menos Obaluaê.
Com toda pompa a festança seguia animada,
Até a ausência do rei da terra ser notada
E pelos deuses, descoberto que ele havia sido,
Por Xangô, repelido,
Para que sua aparência não assustassem os convivas.
Foi então, que em represália a festa, os Orixás a abandonaram
E ao encontro de Obaluaê rumaram
Para lhe pedir desculpas do ocorrido
E mesmo muito aborrecido, ele os perdoou
Contudo, apenas com uma condição surpreendente
Ofereceria anualmente, um imenso banquete
Onde todos os Orixás fossem reverenciados
Com vinte e uma comidas diferentes
Na casa de Obaluaê, num ritual sagrado, denominado Olubajé

E para quem tem fé, liturgicamente,
Convivium é sinônimo de comunhão
Entretanto, muito mais do que dividir o pão
Sentar-se à mesa não é só apropriar-se do alimento
É, com o irmão trocar conhecimento,
Palavras da salvação.
Seja na Bíblia, na Torá ou no Alcorão,
Os festins religiosos, curiosamente,
São antecedidos de jejuns ou abstinências,
Sendo quase uma recompensa,
Para os obstinados em questão.
Tanto que os mulçumanos em três dias de comemoração
Celebram com um banquete o fim do Ramadã.
Já os Judeus no afã da sua tradição,
Festejam num jantar especial o"Pessach",
O dia da sua libertação.
E os cristãos, que na semana santa só come pescado
Tem na páscoa um domingo abençoado
Onde a família reunida numa mesa animada
Celebra o renascimento da vida
Com ovos de chocolate para garotada

Os banquetes fazendo parte do nosso cotidiano
Desde a infância são apresentados
E pela criançada à felicidade, associados
Quando feitos, principalmente, em datas especiais
E dizem os mais velhos que a sorte se traz
Se a primeira festinha de palhaço for
Com lembrancinhas enfeitadas com amor,
Além de salgados, docinhos e refrigerantes,
Bolo para o aniversariante a vela apagar
E com o primeiro pedaço homenagear
O seu amigo mais chegado.
Sendo a ele até um dia confiado,
A dançar a valsa com a debutante
Ou ser padrinho de um casamento elegante
Onde talvez comerá um delicioso bem-casado
Nesse mais que aguardado festim familiar.

Nas festas juninas também tem muita comilança,
Comidas típicas de encher a pança
Tem doce de abóbora, pé de moleque, tapioca
Cocada, pamonha, canjica e paçoca,
Tem milho cozinho para assar na brasa da fogueira
E para quem é da bebedeira, vinho quente e quentão
Tem doces com fartura que só perdem em quantidade
Para os banquetes dos meninos São Cosme e São Damião
Coisa que a molecada feliz de montão, agradece.
Tanto quanto, o banquete que na noite natalina acontece
Para celebrar a família reunida em volta da mesa,
Admirar a árvore enfeitada com total delicadeza,
Presentear o amigo que logo deixou de ser secreto,
Desconfiar do avô vestido de Papai Noel,
Esperar a chegada do menino Jesus,
Servir-se de rabanadas, panetones e perus
Nozes, castanhas e o mais importante
Do contagiante espírito de Natal.
A alegria se renova na semana seguinte
Na ceia que acontece na noite de réveillon
Não se sabe se é mandiga ou superstição
Tem gente comendo lentilha trepado na cadeira
Com doze uvas contadas na mão,
Fulano de branco pedindo paz
De amarelo, outros querendo tesouro
De azul e rosa, tem sambistas cantando Rosas de Ouro
Na contagem regressiva do ano vindouro
Já sonhando com o carnaval.

Numa cidade como São Paulo que não para
Muitos aderem o fast food na correria
Pela praticidade ou até pela companhia
Não deixando, portanto, de ser uma ótima opção
Comer esfiha é muito mais!
E China na caixa, muito, muito, muito!
Tem lanche feliz que dá brinde para criançada
Tem pizzaria que entrega rápido em casa
Matando a fome de todos que lá estão
E para quem não acha que isso é um banquete
Aqui serve um pequeno lembrete
Tem gente passando fome ao relento
Enquanto outros desprezam o alimento
Agravando a situação
A vida não está fácil para ninguém
Ostentação é coisa do passado
A cesta básica virou artigo de luxo
O arroz com feijão está ameaçado
Por isso proponho uma nova santa ceia
Onde a solidariedade e a compaixão são os pratos principais
De um banquete onde não haverá desperdício
Muito menos discriminação social
Então, sente-se à mesa e saboreie
Você é o nosso convidado especial
E se não gostar do que aprontamos, não faz mal!
Continuaremos tentando
Por você, pelo seu amor, pelo Carnaval!

Carnavalesco André Machado

 
Ano do enredo: 2016
Título do enredo: Arte à Flor da Pele. A Minha História Vai Marcar Você
 
Ano do enredo: 2015
Título do enredo: Depois da Tempestade, O Encanto!
 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: Inesquecivel
Descrição do enredo:

 

Inesquecível
ABERTURA: “O Milagre da Vida”

No grande ciclo da vida há sempre um começo, um meio e um fim.

Ao olhar para a trajetória percorrida, ponho-me a pensar sobre tudo o que vivi, o que aprendi, o que conquistei, o que senti, o que me marcou e quais foram os momentos inesquecíveis em minha história.

O princípio de tudo está no primeiro grande presente que ganhei, um Presente Divino: O Dom da Vida.

Para anunciar a minha chegada e para me proteger nesta jornada, o Criador me deu  anjos. Eles comigo estarão por toda a vida, mas um deles terá um papel ainda mais especial: o papel de minha mãe.

Caminhemos juntos neste túnel do tempo, para reviver os momentos inesquecíveis.

Sob as bênçãos do Criador  o  “milagre da vida” vai acontecer no ventre desta mulher. Criados à imagem e semelhança de Deus, iniciaremos nossa jornada experimentando e sentindo a vida com nossos cinco sentidos, guardando os momentos inesquecíveis em nossa memória e em nossos corações.

A primeira coisa que lembro, são as pessoas sorrindo pra mim, comemorando minha chegada.

PRIMEIRO SETOR (Infância) “Tempo da Inocência”

Eu tinha sede de viver. Nem dormir eu queria!

Não me deixavam fazer tudo.  Eu lembro que quando ficava muito contrariado, chorava bem alto, e as únicas coisas capazes de acalmar minha frustração eram os meus pertences inseparáveis: a chupeta e um paninho que eu arrastava por onde fosse.

Viver era brincar... E por isso fiz de meus brinquedos meus fiéis companheiros.

Eu só os deixava meio de lado quando resolvia explorar novos lugares. Ah! Esta minha sede de explorador, me colocou em grandes enrascadas!

A única coisa  capaz de me deter era aquele ser assustador, um ser que na verdade eu nunca vi, mas que minha mãe dizia estar ali por perto para pegar crianças desobedientes... O Bicho Papão.

Havia tantas coisas para eu conhecer que se não fossem aqueles jogos de memória, acho que não teria dado conta.

O dia mais inesquecível nesta fase de minha vida, foi meu primeiro dia de aula, quando minha mãe me levou pelo braço para um lugar diferente, com pessoas e crianças que eu não conhecia... E lá me deixou.

Lembro-me que chorei. No começo eu não curti a ideia, mas pouco a pouco me acostumei e foi lá que, ao aprender a ler e escrever, pude me debruçar sobre o caderno e sobre livros que me apresentaram histórias e personagens do mundo da imaginação, que tanto me ensinaram e que jamais esqueci.

SEGUNDO SETOR (Juventude) “Em busca da Liberdade”

De repente uma explosão de energia aconteceu. Eu não me sentia mais uma criança. Foi exatamente neste tempo que comecei a me tornar um tanto rebelde, incorporei uma atitude mais “rock’n rool”, encontrei a minha turma e uma nova forma de ser e de viver.

Minha mãe podia gritar meu nome, a casa podia pegar fogo, o mundo poderia acabar, mas nada seria  capaz de me fazer parar de jogar meu vídeo game bem no meio de uma fase.

Lembro-me como se fosse hoje o dia em que dei meu primeiro beijo. Meu coração parecia que ia sair pela boca!

Adquiri um gosto estranho por fortes emoções, especialmente por sentir medo, adorava ir no trem fantasma e nas Noites do Terror dos parques de diversões, ao mesmo tempo que sentia muito medo, me divertia  assustando meus amigos.

Alguns momentos nesta fase de minha vida se tornaram marcos: os incríveis bailes de debutantes e, sem dúvida nenhuma, o meu primeiro amor.

TERCEIRO SETOR (Maturidade) “Tempo de Conquistas”

Finalmente me tornei um adulto e a primeira coisa a fazer foi me tornar um cidadão com identidade (RG, CPF , Carteira de Trabalho)! Porém, o que eu queria mesmo tirar era minha CARTEIRA DE MOTORISTA , para colocar as mãos no volante e sair pelas ruas tirando onda.

Por tanto tempo eu desejei ser grande, ser adulto... Justamente para poder fazer o que quisesse e não precisar mais dar satisfações e explicações a ninguém. Este dia chegou, mas logo descobri que a coisa não era bem assim... Junto com a liberdade, vieram as responsabilidades.

Conscientizei-me que somos todos responsáveis pela preservação da vida neste planeta. Foi assim que fui para as ruas protestar e lutar por justiça e pela preservação da natureza. Afinal, juntos somos mais fortes.

Depois de tanto estudar, finalmente chegou o dia da minha formatura, eu e meus pais ficamos muito emocionados, especialmente quando chamaram meu nome, afinal, de alguma forma, aquela era uma conquista de todos nós.

Mesmo que eu não tivesse a exata ideia do passo que estava dando, um dos momentos mais inesquecíveis que vivi foi quando finalmente eu disse: “Sim eu aceito!”. (casamento)

Casar e formar uma família me fez amadurecer. Ao me tornar um adulto, olhei mais para o mundo ao meu redor, interessei-me bem mais pelas notícias, porque percebi que, de alguma forma, tudo o que acontecia em qualquer lugar do planeta acabaria nos afetando de uma forma ou de outra.

Tornei-me um sentimental... Que, muitas vezes, chorou com as vitórias do meu time e com as conquistas dos atletas brasileiros ao subirem no lugar mais alto do pódio, fazendo ecoar nosso hino, tremular nossa bandeira, e crescer meu orgulho de ser brasileiro.

QUARTO SETOR: (Melhor Idade) “Tempo de Lembranças”

Depois de ter percorrido um longo caminho, ponho-me a lembrar de músicas que embalaram meus momentos marcantes, de filmes que me fizeram sonhar, de novelas que me deixaram grudado da frente da tv, e dos cheiros e sabores daquelas gostosuras que me fartei de comer na casa de minha avó.

Mas, sem dúvida nenhuma, as lembranças que mais emocionam são daquelas pessoas únicas, que já partiram para uma nova “Viagem”, pessoas que souberam fazer, de pequenos instantes, grandes momentos, e que deixaram para sempre seus nomes escritos na história.

Como canta nosso Rei:

“Das lembranças que eu trago na vida, você é a saudade que eu gosto de ter, só assim, sinto você bem perto de mim outra vez”
( Roberto Carlos)

Hoje, no palco do maior espetáculo da terra, a Sociedade Rosas de Ouro,  que também já marcou seu nome na história e em meu coração com tantos momentos inesquecíveis no Carnaval Paulistano , quer te fazer um convite:

Vem viajar com a gente. Queremos saber o que te marcou!
Vamos juntos  fazer mais um carnaval INESQUECÍVEL
O que foi inesquecível pra você?

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: “Os Condutores da Alegria" Numa Fantástica Viagem aos Reinos da Folia
Descrição do enredo:



APRESENTAÇÃO

 Vamos fazer uma viagem fantástica aos Reinos da Folia.

Magicamente vamos atravessar terra, céu e mar, para conhecer algumas das mais incríveis festas populares do mundo.

As festas populares são a expressão da cultura e da tradição dos povos, porque não só de aspectos físicos se constitui a cultura de um povo,

Há muito mais contido nas tradições, no folclore, nos saberes, nas línguas e nas festas também.

Estas celebrações fortalecem os laços sociais e as raízes, aproximam os homens, resgatam lembranças e emoções.

A Unesco ( Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura )  dá a essa porção intangível da herança cultural dos povos, o nome de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O Patrimônio Cultural de um povo é fonte insubstituível de vida e inspiração, é o ponto de referência que determina sua identidade.

Manter vivas estas festas, estas manifestações tradicionais, é fazer com que o legado do passado chegue ao futuro, e no Carnaval 2013, na maior festa popular do mundo,

A Sociedade Rosas de Ouro vem apresentar um pouco da herança cultural dos povos com o enredo: 

"OS CONDUTORES DA ALEGRIA"
numa fantástica viagem aos Reinos da Folia.

Você deve estar se perguntando: Mas quem são os Condutores da Alegria?

Somos eu, você e todos os apaixonados pelo carnaval! São nossa comissão de frente, nossas baianas a girar, são nosso mestre-sala e sua porta bandeira, são os batuqueiros da bateria, são nossos destaques, são os  harmonias, são os artistas do nosso barracão, são nossas costureiras, são nossos compositores, são nossos apaixonados componentes, são todos os que trabalham e que se dedicam de coração para dar um show e brilhar na maior festa popular do mundo: o Carnaval !

Visitaremos inúmeras festas e veremos  que cada uma delas é única e singular; mas, o que não falta em nenhuma delas são: a música, as cores e a alegria.

A viagem vai começar! Os condutores da alegria vão botar o pé na estrada.

Sinopse do Enredo

Abertura: A viagem vai começar

Dos cinco continentes chegam os Embaixadores das Folias Continentais anunciando que a festa vai começar.

Os Condutores da Alegria vão transportar a cultura dos povos para o palco desta festa,

fazendo uma  fantástica viagem aos Reinos da Folia.

Magicamente vamos atravessar terra, céu e mar, para conhecer e nos divertir em algumas das mais incríveis festas populares do mundo.

Chegamos ao nosso primeiro destino. Estamos no Havaí, no Aloha  Festival ( Oceania ),

onde lindas mulheres nos dão as boas vindas com seus colares de flores.

Faremos uma parada na terra dos tambores  tribais, para render homenagens à terra onde surgiram as primeiras festas da humanidade e para conhecer a Festa dos Guerreiros Zulu, na África do Sul.

Primeiro Setor: As festas de um  Velho Continente

Eis que estamos na Europa e os fogos de artifício anunciam que chegamos às Fallas de Valência na Espanha, onde arde o fogo das paixões.

Uma laranja atinge nossa cabeça. Quem nunca atirou laranjas? Eu não! Mas, o Guille atira muitas, afinal, diz a tradição que ser atingido por uma laranja traz boa sorte. O Guille é o personagem principal do Carnaval de Binche na Bélgica.

Chegou a hora de render homenagens à realeza, num dos desfiles de maior pompa e esplendor do mundo:

a Trooping the Colour, na Inglaterra. Pelas ruas de Londres vê-se a relação de encantamento e orgulho que os ingleses tem por sua realeza.

Vibram as cores ao som de uma incrível fanfarra que nos apresenta uma terra de um povo alegre que adora uma cerveja e que hoje está nas ruas fazendo uma festa tão bonita, alegre e grandiosa quanto sua nação: o Carnaval de Colônia, na Alemanha.

Parece que voltamos no tempo! Há um clima de mistério e sedução no esplendoroso Carnaval de Veneza, onde os nobres se misturavam ao povo disfarçados com seus trajes e máscaras.

Chegamos à Irlanda, é St Patricks Day, momento de celebrar em verde o orgulho nacional.

Segundo Setor: Nas Folias do Oriente

Saltamos para o oriente, onde um povo festeja suas tradições milenares.

Estamos no Japão, num dos incríveis Matsuris, o Gion Matsuri momento de comemorar e celebrar a história e as tradições da cultura Japonesa.

Não importa quão duros e ruins tenham sido os tempos, sobreviver é uma benção que deve ser sempre comemorada. Este é o espírito do festival de sorrisos, o Maskara Festival nas Filipinas.

O brilho da luz das velas se faz presente! Estamos no Candle Festival na Tailândia, tempo de iluminar os caminhos.

É  tempo de planejar o amanhã! O vermelho e dourado inundam as ruas, as pessoas estão felizes

e o Dragão traz a força para a humanidade na comemoração do Ano Novo na China. 

Terceiro Setor: A Alegria das Américas

Pé na tábua! Vamos do Oriente ao Ocidente! Muitas festas nos esperam neste alegre continente!

Soa alto o som alucinante dos sopros das bandas tocando Jazz e R&B, no Mardi Gras em New Orleans ( USA), um carnaval animado que lota as ruas da cidade com pessoas mascaradas e lindas mulheres cheias de colares de contas.

As ruas se enchem de diabinhos coloridos e engraçados, e nós ficamos endiablados,

numa das festas mais animadas que acontece no Peru, a Diablada, encarando de frente o mal, transformando-o em alegoria.

Impossível é ficar parado quando o ritmo quente soa, no Junkanoo das Bahamas.

É hora de dançar neste grande palco onde se expande esse modo de ser Caribe.

Mas, o que serão todas estas caveiras engraçadas?

É a celebração do Dia do Mortos, no México! Um dia especial para transformar a tristeza em alegria.

Quarto Setor: Brasil, o grande Reino da Folia

Estamos de volta ao Brasil,a terra da alegria, a terra das festas!

Toca o fole o sanfoneiro nas alegres festas em homenagem a Santo António, São Pedro e São João que acontecem por todos os cantos deste país de proporções continentais.

Chegou a hora de garantir a alegria com o Boi Garantido, e, caprichar na folia com o Boi Caprichoso na Festa do Boi Bumbá de Parintins, na Amazônia

Uma noite de paz e harmonia enche de luz nossos corações, no Natal Luz de Gramado no Rio Grande do Sul.

Vou vestir a fantasia, e, meu samba enredo no asfalto cantar,

nos desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Terminaremos nossa viagem exaltando o povo desta terra que leva aos quatro cantos do mundo a sua arte,

sua cultura e seu folclore, colorindo a vida com as Festas Brasileiras.

Nesta louca e alucinante viagem pudemos perceber que o motor que move as festas, não é o dinheiro, nem é o poder... é o amor!

O amor por sua cultura, por sua terra, por suas crenças, por suas agremiações, pela vida!

É o amor  por nosso pavilhão que faz o encantamento e a magia acontecer.

Fim

Carnavalesco: Jorge Freitas

Pesquisa e Desenvolvimento de Enredo: Murilo Lobo

Produção artística: Darlan Alves

 
Ano do enredo: 2012
Título do enredo: O Reino dos Justus
Descrição do enredo:

Autor: Darlan Carneiro
Carnavalesco: Jorge Freitas

A Sociedade Rosas de Ouro, no ano do seu aniversário de 40 anos, se inspira na história da Hungria, uma lendária terra de reis, guerreiros e justos para contar a saga de bravos homens que acreditaram em seus sonhos e que lutaram por justiça e liberdade.

Contaremos a saga de um fictício Rei húngaro ( Janos ) que viu seu reino ser invadido pelas forças do mal, obrigando-o a partir e a deixar para trás o solo que por justiça era seu, o solo sagrado de seus ancestrais.

Em busca de uma nova terra onde pudessem viver seu sonho de justiça e paz, chegam ao Brasil, esta pátria mãe gentil, que lhes acolhe e oferece um pedaço deste chão.

Nosso enredo é uma homenagem a este povo guerreiro e aos seus imigrantes que aqui fincaram suas raízes e nos mostraram toda a riqueza de sua cultura, de seus costumes e artes . É também uma homenagem aos seus descendestes na pessoa do seu mais ilustre filho o empresário, publicitário e apresentador Roberto Justos, um guerreiro que como seus ancestrais, travou muitas batalhas para conquistar seu lugar ao sol e erguer seu próprio reino. Nosso ilustre descendente presta também uma homenagem à linhagem dos grandes reis húngaros, ao participar deste desfile representando o mais amado deles: Rei Mattias Corvinus , “O Justo”.

O espírito batalhador deste povo e de seus descendentes nos emociona e ensina que: Quem acredita, realiza!Quem persevera, alcança! Quem vai à luta, conquista.

A Sociedade Rosas de Ouro, ergue a espada e conclama seus guerreiros para mais uma grandiosa batalha!

 
Ano do enredo: 2011
Título do enredo: “Abre-te Sésamo, a senha da sorte”
Descrição do enredo:

Carnavalesco: Jorge Freitas

Abertura

O sol quando esconde a tardezinha, tem a cor de maravilha colorindo a nossa Brasilândia, e, também se transforma em um dos grandes símbolos universais da sorte, para brilhar no Carnaval Paulistano e contemplar com seus raios fascinantes mais um grande espetáculo da Sociedade Rosas de Ouro.

¨Abre-te Sésamo¨ é esta a senha para que se possa penetrar no resplandecente mundo da sorte.

Setor 1

Em uma das mais conhecidas e amadas histórias das Mil e uma Noites, Ali Babá um simples lenhador persa obteve a sua sorte ao descobrir que um bando de malfeitores utilizava-se de uma montanha como esconderijo para incalculáveis tesouros roubados.

Quando o chefe do bando pronunciava as palavras, Abre- te Sésamo, as paredes da montanha se abria e dentro dela os ladrões guardavam todas as riquezas obtidas em seus roubos.

Fardos de sedas, brocados e outros tecidos preciosos, além de ricos tapetes. Havia ainda enorme quantidade de mantimentos e, espalhados pelo chão, sacos e mais sacos de moedas de ouro e prata. Era tão fabuloso o tesouro que Ali Babá teve a impressão de que aquela gruta servia de abrigo aos ladrões não apenas há anos, mas há séculos.

A partir de então, a vida de Ali Babá nunca mais foi a mesma, e, assim aproveitando a fortuna que conquistara , viveu com a família em grande conforto e cercado do maior prestígio na cidade, sabendo enfrentar todos os desafios causados pela descoberta casual.

Setor 2

Sorte que é um quase sinônimo de destino transformou a vida de Ali Babá e também de diversas pessoas mundo afora. Para o imaginário popular, a sorte é um elemento real, presente ativo no cotidiano.

Diversas figuras do imaginário popular buscam representar e explicar a sorte. A concepção de sorte é profundamente enraizada no imaginário popular, interferindo na conduta dos que nela acreditam, conforme a forma em questão. Em muitas culturas, imagina-se que a sorte possa ser obtida através de artifícios mágicos, como ferraduras de cavalo, trevo de quatro folhas, figa, etc...

Setor 3

Roupas coloridas, tendas alegres e olhares atentos ao destino alheio. Assim surgem em nosso enredo os ciganos, uma cultura nômade que utiliza-se de diversos métodos de leitura para prever o futuro e a sorte das pessoas.

Setor 4

Hoje Abre-te Sésamo representa a grande sorte de diversas pessoas em conquistar seus tesouros através da loteria e da mega-sena, e, assim se tornar um milionário,ou seja, uma.pessoa iluminada igual a Ali Babá em sua fabulosa história das Mil e uma Noites.

Abre-te Sésamo! É esta a senha para que se possa penetrar na resplandecente montanha repleta de maravilhosos tesouros.

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: 2010 - CACAU: Um grão precioso que virou chocolate sem duvida, se transformou no melhor presente!
Descrição do enredo:

Autor: Carnavalesco Jorge Freitas

Abertura: Kakawa, a Dádiva Celeste

Cerca de mil anos antes de Cristo, os olmecas, uma das primeiras e mais misteriosas civilizações do continente americano, já se regalavam com a bebida dos deuses derivada do fruto do cacaueiro. Eles foram os inventores da palavra kakawa, que teria dado origem a cacau.

A planta era um dos pilares daquelas civilizações extraordinárias e enigmáticas. Ela selava casamentos, batizava crianças e era cultuada como dádiva celeste.

1º Setor: “Cortez e os grãos preciosos”

Mais tarde maias e astecas mantiveram com o cacau uma relação de intimidade, sabor e devoção.

Batizado como “coisa preciosa” por seu altíssimo valor, as sementes de cacau também eram usadas como moeda corrente. Alguns punhados dela seriam suficientes para comprar um escravo. Para os astecas, o dinheiro brotava do chão.

O crédito por descobrir o cacaueiro para o mundo europeu cabe a outro viajante espanhol, o conquistador do México – Hernando Cortez. Ele chegou ao México em 1519, supostamente com intenções pacíficas de desenvolver o comércio, e foi recebido com honras pelo Imperador Montezuma dos astecas (os índios locais). O imperador era grande apreciador de uma bebida especial, que ele bebia em copos de ouro, sempre novos. A cada vez que esvaziava um copo, ele o jogava fora, para mostrar que valorizava mais a bebida que o ouro.

O Imperador ofereceu esta bebida ao visitante espanhol. Este relatou que tinha um sabor forte, agridoce, que ele apreciou muito. Hernando Cortez mais tarde aprisionou o Imperador e, gradualmente, conquistou o México para o rei da Espanha. Quando voltou à Espanha em 1528, Cortez levou grãos de cacau para o Rei, apresentando-o no maravilhoso chocolate líquido.

2º Setor: “O chocolate ganha a Europa”

A Espanha foi o primeiro país na Europa onde o chocolate quente tornou-se uma bebida favorita. Durante cerca de 100 anos a Espanha teve o monopólio do comércio de grãos de cacau, graças às plantações de Cortez.

O preparo dos espanhóis diferia em um ponto crucial em relação à bebida amarga e original dos astecas: após torrar e moer as sementes de cacau vindas do outro lado do Atlântico, eles as misturavam com especiarias das mais variadas procedências, incluindo a baunilha, o cravo e a canela.

Também chegaram a usar nozes e avelãs na mistura. Mas, principalmente, adicionavam bastante açúcar.

Também nesta época o cacau começou a ser feito em tabletes, que depois eram mais facilmente transformados em bebida.

Ao longo dos próximos 150 anos, a novidade foi se espalhando pelo resto da Europa, e seu uso foi sendo difundido na França, Inglaterra, Alemanha, Itália, etc.
A verdadeira revolução do chocolate aconteceu cerca de 30 anos depois, quando os holandeses desenvolverem uma prensa hidráulica que pela primeira vez permitia a extração, de um lado, da manteiga de cacau, e do outro a torta, ou massa, de cacau. Esta última era pulverizada para se transformar em pó de cacau, que quando acrescido de sais alcalinos se tornava facilmente dissolúvel em água. Daí ao desenvolvimento de bebidas achocolatadas foi um passo rápido, em seqüência a mistura com manteiga de cacau fez aparecer os primeiros tabletes de chocolate mais ou menos como os conhecemos hoje.

3º Setor: “Sem dúvida, chocolate é o melhor presente”

O que no passado era considerado uma “droga do sertão”, hoje no Brasil se transforma no melhor presente que alguém recebe.

O chocolate faz a diferença na vida do ser humano: desperta desejos, prazer e provoca sedução.

O cacau é show!

Bombons finos, chocolates artesanais e trufas apaixonantes transformam esse show na maior rede de lojas de chocolates finos do mundo.

Veja: Olhe bem para seu chocolate antes de levá-lo à boca. Repare no brilho e nas texturas.

Cheire: Aproxime o chocolate do nariz e sinta os aromas do cacau.

Ouça: Repare no barulhinho – crect – que um bom chocolate faz quando é quebrado ou mordido.

Sinta: Deixe o chocolate derreter por alguns segundos sobre a língua. Perceba a textura, a consistência, e procure identificar todas as nuances de aroma e sabor.

Saboreie: Espere alguns segundos antes de uma segunda mordida, para sentir o chamado after taste, como um bom vinho.

Das entranhas indígenas das Américas, o chocolate “civilizou-se” na Europa, onde freqüentou rodas aristocráticas e animou discussões filosóficas, antes de fazer a viagem de volta e virar presente de Páscoa.

4º Setor: “Coelho bota ovo? Como surgiu o símbolo da Páscoa”


Na tradição judaica e cristã, a Páscoa significa a ressurreição, possibilidade de um recomeço, de uma vida nova. Foram os colonos alemães que trouxeram a simbologia do coelho para o continente americano, associando-a a esta festa que simboliza a vida e a fertilidade. E, convenhamos, de fertilidade os simpáticos orelhudos entendem muito bem. Por causa da capacidade de se reproduzir em grandes ninhadas e numa velocidade desconcertante, desde a Antiguidade o animalzinho era cultuado como símbolo da fecundidade.

Do mesmo modo, o ovo também representa o início da vida e, por isso, tornou-se outra referência da Páscoa. No início, porém, não existiam os famosos ovos de chocolate. As pessoas se presenteavam com ovos de verdade, pintados e decorados. Na Rússia, há um antigo costume de oferecer ovos de madeira em cerimônias pagãs, algo que depois foi incorporado pelo cristianismo. Quando os confeiteiros franceses começaram a fabricá-los em chocolate, as gostosuras correram fronteiras e ganharam o mundo.

Embora todos saibam que coelhos não põem ovos, os dois símbolos se tornaram indissociáveis durante as comemorações da festa que celebra a vida.

Ano: 2017
Título do samba enredo: “Convivium. Sente-se à mesa e saboreie.”
Compositores do samba enredo: Aquiles da Vila, Guiga Oliveira, Fabiano Sorriso, JC Castilho, Marcus Boldrini, Salgado Luz, Rapha SP e Vaguinho
Letra:

O tempo vem nos ensinar
Que a vida é pra celebrar
Viver em união e harmonia
Ser é a razão de existir, amar é um dom
Um fruto a colher , ver a natureza sorrir
Desfrutar da amizade
Momento de grande prazer
Essencial pra se conviver

Aráayé a je nbo
Olubajé a je nbo
E uma porção de fé
Não importa a religião
Salve Cosme e Damião

Lindas crianças a comemorar
Eterna lembrança, uma vela a soprar
No calor do braseiro a doce ilusão
Acende a fogueira do meu coração
Um brilho no olhar, sagrada aliança
O sino a tocar, traduz a esperança
E semear o nosso pão de cada dia
Com uma pitada de amor
Para a miséria acabar
Somos irmãos em comunhão

Vem saborear, vamos brindar
Um novo dia
A Roseira põe a mesa pra você
Eu quero ver, um banquete de alegria

 
Ano: 2016
Título do samba enredo: Arte à Flor da Pele. A Minha História Vai Marcar Você
Compositores do samba enredo: Vagner Mariano, Fabiano Sorriso, Marcus Boldrini, Márcio André Filho, Rapha SP, Wellington da Padaria, Guiga Oliveira e Bolt Mascarenhas
Letra:

Eu vou tatuar no seu coração
Pra vida inteira
És  meu amor
Eterna como o tempo, roseira

A mão marcou na pedra essa história
Nascia a primeira cicatriz
Exposta na pele como troféu
Esculpida em rituais
Orgulho na alma do guerreiro
Essa herança dos tribais
Por muito, a religião proibiu
Ao som do tatau, no ocidente, evoluiu
Marcando novas gerações
Rebelde em seu jeito de ser
Na velocidade da luz
A muitos seduz, vem ver

Salve o marinheiro, vem arte do mar
Em chão brasileiro, canta o sabiá
Floresceu paz e amor num fino traço
Dragão tatuado no braço

Vem ser criança e brincar
No seu corpo desenhar
A fé que  traz a esperança
Saudades, paixões e lembranças
Em formas radicais
Em notas musicais, vai além...
Entre as grades nasce a flor também
E a nação azul rosa vai passar
Riscando o chão na passarela,  a cantar: roseira! roseira!
Minha segunda pele é meu pavilhão
Orgulho estampado com ostenta

 
Ano: 2015
Título do samba enredo: Depois da Tempestade, O Encanto!
Compositores do samba enredo: Armênio Poesia, Diego Poesia, Kadu, Leandro Oliveira, Wellington da Padaria e Xandinho Nocera
Letra:


Uma tempestade louca
Me deu mais força e poder de superar
Ao cortejo que fascina
Rosa menina mandou me chamar
Deixei... A fantasia me guiar
Pro sonho não faltou coragem
Feito criança me lancei no ar
O que importa o tempo?
Se quem me leva é o vento!
Estrelas vão iluminar o meu caminhar

Lutar! Jogar a partida!
Saber... ganhar ou perder
Ter fé no tabuleiro da vida
Você pode avançar e vencer!

Vem do coração, o verdadeiro olhar
Se o amor prevalecer
Tudo vai se transformar
Verá o arco-íris nascer
O tesouro está dentro de você
A busca da felicidade
O caminho da consagração
Na passarela renasce a minha emoção

Meu encanto vai brilhar, vem ver!
Pode o céu desabar, nada vai me conter
De azul e rosa levanto a bandeira
Pra te exaltar, Roseira!

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: Inesquecivel
Compositores do samba enredo: Dr. João, Daniel Osmal, Thiago, Luccas, Luisão e Gabriel Lima
Letra:

 

O criador abençoou
Me fez nascer, num gesto de amor
E sentir na forma de sorrir a proteção
De um anjo lindo a me guiar
Pelos caminhos dessa vida
Viajei no tempo, nas minhas lembranças
De quando era uma criança
Que tinha medo do bicho papão
Fazia arte por todas as partes
Eu li, brinquei no mundo da imaginação

Fui rebelde, " o terror" (buuuu)
No baile dancei com você
Primeiro beijo, me apaixonei pra valer
Oh! Meu bem querer

Quando dei por mim já havia crescido
Um cidadão na "direção" de ser feliz
Ganhei a consciência de lutar
Para mudar a cara desse meu país
E conseguindo me formar
O futuro começar? e nessa hora disse "sim"
São tantas cenas e canções
Que embalaram gerações
Nostalgia que invade o meu peito
Saudade! Olho pro céu pra nunca te esquecer
Meu carnaval "inesquecível"
Combina com você!

É tão bom recordar
Momentos marcantes da nossa história
Roseira impossível não lembrar
Roseira onde canta o sabiá

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: “Os Condutores da Alegria" Numa Fantástica Viagem aos Reinos da Folia
Compositores do samba enredo: Armênio Poesia, Diego Poesia, Kadu, Wagner Rodrigues, Fredy Vianna e Cg
Letra:


Por terra céu e mar
Vem viajar nessa magia
Quero celebrar as tradições
Me perder nos reinos da folia!
Uma dança enfeitiça o olhar
E o toque do tambor, os corações!
Em direção ao velho mundo
Arde um fogo mais profundo no amor e nas paixões
A realeza e os guardiões irão brindar
Lá em Veneza a sedução está no ar
É mais que um ideal, orgulho nacional!

Vem, que a vida foi feita pra festejar
Sonhar com um amanhã que renascerá
Um festival de sorrisos
Iluminando os caminhos da cultura milenar!

Num som envolvente dancei ao seu lado a luz do luar
Em ritmo quente to endiablado vou te conquistar
Como se o tempo voltasse e o vento soprasse a felicidade
Superando a tristeza, do refúgio da minha saudade!
Vou quando o fole tocar "garantir caprichar"
Em cada comemoração
Sou brasileiro, visto a paixão e a fantasia
A minha história é uma declaração
De amor ao grande dia!

Hoje a festa vai rolar
Quero sambar a noite inteira
Qual será o pavilhão que conduz meu coração?
É Roseira!

 
Ano: 2012
Título do samba enredo: O Reino dos Justus
 
Ano: 2011
Título do samba enredo: “Abre-te Sésamo, a senha da sorte”
Compositores do samba enredo: Armenio Poesia, Aquiles da Vila, Chanel, Maurício Paiva, Marquinhos Boldrini, Wagner Rodrigues e União
Letra:

Eu tenho a sorte de ser feliz
Iluminado pelo astro rei
Sou roseira, vou brilhar
Essa avenida é o meu lugar
Sou roseira, vou te levar
Hoje a sorte vai me acompanhar!
Abre-te sésamo
Um tesouro vai se revelar
É de ouro a rosa à florescer
Pro nosso sonho se realizar
O destino estava escrito
Em nossa imaginação
A vida não passa de um jogo
Eu quero ser campeão!
 
Vou proteger meu caminhar, eu vou!
Minha sorte onde andará? Chegou!
Nessa conquista, eu tenho fé
Na minha rosa, meu amor "deu bem-me-quer"
 
Ah cigana...
Segredos vão se desvendar
Os caminhos, em nossas mãos vão se encontrar
É divino, o futuro que virá!
Quem dera o bilhete premiado
Sentir a emoção do resultado
Vou acreditar, entrei no jogo pra ganhar!
 
Rosas de ouro, pode apostar
Grita forte meu povo
Diz aí o que vai dar.

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: CACAU: Um grão precioso que virou chocolate sem duvida, se transformou no melhor presente!
Compositores do samba enredo: Armenio Poesia, Aquiles da Vila, Chanel, Maurício Paiva, Boldrini e Fred Viana
Letra:

É tão doce sonhar
E recordar a própria história
Eu, que já fui dádiva celestial
Em misteriosas civilizações
Fui batizado de cacau
Caminhei entre Maias e Astecas
Consagrei o meu “valor”
Caí na graça e no gosto
Na taça do imperador

A nobreza da Europa, eu conheci
E num tal “mexe-mexe”, eu me vi
Ganhei um gosto especial
A mistura “deu carnaval”!

Sou rei entre os presentes
Se for falar de paixão
Nos sentidos dessa gente
Posso tocar um coração
Agradeço a cada sonhador
Que me deu forma, brilho e cor
Estou aqui pra festejar
Hoje sou o símbolo da vida,
Renasci nessa avenida
Na escolha popular

Tá na boca do povo:
“O Cacau CHEGOU”!
Sou Rosas, Rosas de Ouro
Meu sabor te conquistou!

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