Mocidade Alegre

Grupo: Especial
Fundação: 24 09 1967
Cores: Vermelho,Verde e Branco
Presidente: Solange Cruz Bichara Rezende
Vice presidente: Marcos Rezende (Mestre Sombra)
Carnavalesco: Sidnei França
Interprete: Tiganá
Mestre de bateria: Marcos Rezende (Mestre Sombra)
Diretor de carnaval: Junior Dentista
Diretor de harmonia: Erika Ferreira
Mestre sala: Emerson Ramires
Porta bandeira: Karina Zamparolli
Rainha de bateria: Aline Oliveira
Endereco: Rua Samaritá, 1020 - Bairro do Limão
Telefone: (11)3857-7525 / 3857-3011
Comissão de Frente: Roberio Theodoro
História

O Grêmio Recreatico Cultural Escola de Samba, (G.R.C.E.S), Mocidade Alegre surgiu no final dos anos 50, da animação de um grupo de jovens cariocas, liderado por Juarez da Cruz, que alegravam a festa do Momo vestidos de mulheres. Com o passar dos anos as mulheres incorporaram o bloco masculino adotanto, para todos, a fantasia de palhaço. Desta forma com a participação de esposas e filhos dos jovens surgiu o Bloco Carnavalesco Mocidade Alegre. Em meados de 1967, foi criada a Federação das Escolas de Samba de São Paulo. Moraes Sarmanto, radialista, convoca todas as agremiações carnavalescas para que se organizem para o carnaval de 1968. As reuniões eram realizadas no Paulistano, na rua da Glõria. A partir dos estatutos do Academicos do Peruche foi elaborado o estatuto da Mocidade Alegre. Em 24 de setembro de 1967 a Mocidade Alegre se transformou em Grêmio Recreatico Cultural Escola de Samba, sendo o seu primeiro presidente Juarez da Cruz.

A Mocidade Alegre foi campeã em 1969 pelo terceiro grupo, em 1970 pelo segundo grupo e nos anos 1971, 72, 73, 80, 2004, 2007 e 2009 campeã pelo grupo especial do carnaval paulistano. 

Em 2010 a Agremiação vai entrar na Avenida com o enredo "Da Criação do Universo ao Sonho Eterno do Criador...Eu Sou Espelho e Me Espelho em Quem Me Criou!!!" homenageando seu Fundador, Juarez da Cruz, por toda sua luta e dedicação pela Escola, pela conquista do título 2009 e pela sua vida pela Mocidade, Juarez faleceu em 03/03/2009 em plena apuração dos votos da conquista de mais um campeonato. 

Ano do enredo: 2017
Título do enredo: “A Vitória vem da luta. A luta vem da força. e a força… da união!”
Descrição do enredo:

Sinopse

E lá vem ela, pra deslumbrar a passarela em mais um cortejo triunfal! Sob a luz do carnaval, a Mocidade Alegre, mergulhada na emoção, através de seu Espírito de Sambista, volta aos primórdios da civilização e encontra-se com a deusa Vitória, protetora dos campeões.

Guiado pela Vitória, o Espírito vai conhecer os valores da luta de ontem e de hoje, não desistindo jamais. Aprenderá que, para ser forte, precisará de união. E verá que foi da união que se formou a minha, a sua, a nossa Mocidade Alegre!

Justamente no ano em que completa 50 anos de fundação como escola de samba, a Morada do Samba entrega a sua alma aos fundamentos apresentados pela deusa Vitória, que celebra esse Jubileu de Ouro com um importante ensinamento: “A Vitória Vem da Luta. A Luta Vem da Força. E a Força… Da União!”.

Vem ver… Vem viver esse momento lindo… A Mocidade Alegre, mais uma vez, está em festa!

 

Setor 1 – Prenúncio de Vitória: a inspiração para a Glória e o Triunfo

“E quando pisar no terreiro

Procure primeiro saber quem eu sou

Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou”

(Trecho de “Moleque Atrevido”, de Jorge Aragão)

Na consagrada passarela do samba, o Espírito do Sambista é guiado pelos faunos e ninfas do destino. Eles o conduzem ao encontro daquela que o acompanharia nas muitas conquistas: Vitória, a pequena – mas poderosa – deusa alada, que se manifesta aos campeões, lhes coroando com os louros da glória e do triunfo.

No esplendor da Antiguidade, o Sambista percebe a alegria das grandes batalhas vencidas, onde os vitoriosos faziam seus cortejos triunfais, que consagravam os guerreiros como heróis.

Um prenúncio que trouxe ao Espírito a inspiração para a fundação de uma alegre escola de samba. Nela, os louros da glória e os ramos do triunfo seriam a coroação de uma comunidade abençoada. E os sambistas, teriam a alegria dos heróis consagrados nas conquistas vitoriosas de cada campeonato. A Vitória estaria fundamentada em nossa Morada, no topo de nossos troféus.

Mas, para se vencer e merecer o beijo da Vitória é preciso seduzi-la, conquistá-la!

A Vitória nunca vem fácil… E de onde vem a Vitória?


Setor 2 – Prenúncio de Luta: dos Deuses Guerreiros aos Gladiadores. Lutar é preciso! Desistir, Jamais!

“Sempre lutar pelas coisas que se acredita 

Mas tem que ser luta bonita 

De ideais comuns”

(Trecho de “Eterna Paz”, de Candeia)

A Vitória vem da Luta. Para conquistá-la é preciso lutar!

Para sacramentar a Luta, a deusa Vitória mostra ao Sambista a visão do mítico tempo dos deuses guerreiros. Ele vê que é diante das grandes batalhas que se desperta, em cada um de nós, a alma e o sangue de um verdadeiro guerreiro.

Será lutando, vestidos e armados com as armas dos combatentes protetores, que vivenciaremos a vida em grandes batalhas: pelos domínios, pela justiça, pela igualdade.

No grande Coliseu da Roma antiga, a luta será o entretenimento e atrairá a atenção do povo nos combates de gladiadores. O encanto pela competição fará da luta um esporte e consagrará os esforços dos guerreiros que lutarem o bom combate.

Na Luta pela Vitória, o Sambista também será o guerreiro lutador de uma grande comunidade.

Mas, pra lutar, é preciso ter algo…


Setor 3 – Prenúncio de Força: o Poder de Transformar e se Transformar

“Além dos pés e do chão, chega lá

O que a mão ainda não toca

Coração um dia alcança

Força da imaginação, vai lá…”

(Trecho de “Força da imaginação”, de Dona Ivone Lara)

É preciso ter Força. Só os fortes vencem!

E para fortalecer o Espírito do Sambista, a deusa Vitória chama a Força. É preciso que ela esteja presente na Luta. Mesmo nos momentos em que nos sentimos obrigados a carregar o mundo nas costas, tamanhos são os desafios, é a Força que nos dá a coragem para a batalha.

Neste prenúncio, de nada valem os músculos sem a força da determinação, do foco. Na força do pensamento, querer é poder.

A fé também é uma força gigantesca e transformadora, mas esta vem do coração. Só ela é capaz de nos levar às grandes superações.

Haverá vezes em que o Sambista só conhecerá sua verdadeira força diante do inesperado. Será a força do renascimento que o fará surgir das cinzas, vitorioso, como um pássaro de fogo. Fogo que está presente no Sol, a grande força que move a vida!

Na luta vitoriosa do Sambista, as muitas forças estarão presentes!

Mas, de onde virá essa força toda?


Setor 4 – Prenúncio de União: Um por Todos e Todos por Um! Não existe o “Eu”, mas sim o “Nós”.

“Traga o seu coração, sua presença de irmão

Nós precisamos de você nesse cordão

(…)

Vamos levar o samba com união

No pique de uma escola campeã”

(Trecho de “O Homem Falou”, de Gonzaguinha)

É da União que se faz a Força! Só unidos somos fortes!

Neste prenúncio, a deusa Vitória leva o Sambista a olhar para a importância da união do grupo, do trabalho em equipe. Juntos, somos mais fortes para superar as adversidades, construir um bem comum e chegar ao sucesso.

É olhando para a natureza, para o exemplo dos animais, que surge em nós os valores da lealdade e da coletividade.

A União despertará a consciência de igualdade, e a celebre frase “um por todos e todos por um” fará jus aos nossos guerreiros heróis.

O Sambista sonhará com a união de todas as raças, a tão esperada Kizomba. O herói de Palmares, que uniu seu povo pela liberdade, deixará sua herança. E o sonho de Zumbi terá voz no quilombo do samba e na união de uma grande comunidade.

Com os prenúncios revelados pela deusa Vitória, é hora do Espírito do Sambista retornar ao seu tempo e cumprir sua missão…


Setor 5 – Valeu, Comunidade! A Morada do Samba está em Festa… Um Jubileu de Ouro e de Emoção!

“Tú és orgulho dos sambistas nessa jornada

Lugar aonde o samba fez a sua morada

Sempre hei de te amar

Deixa quem quiser falar”

(Trecho do Samba-Hino da Mocidade Alegre, de Didi do Cavaco)

E como um arauto, o Sambista cruza o portão do grande palácio do carnaval pedindo passagem para, agora, viver e reviver sua própria história: uma brincadeira de amigos se transforma no orgulho dos sambistas do Limão. E hoje a Mocidade Alegre está em festa!

Seus fundadores, um alegre grupo de foliões fantasiados de romanos, recebeu as bênçãos da própria Vitória! E se tornaram os mitos construtores de uma grande Morada.

Uma Escola de Samba no sentido literal da palavra. Pois nela, a comunidade é uma família, conduzida por sambistas que ela mesma criou e continua criando, geração a geração. Os sambistas são a família vitoriosa, lutadora, forte e unida que edifica o seu pavilhão.

Hoje reluz o Jubileu de Ouro dessa comunidade abençoada. Seus heróis imortais cumpriram seu destino. E o orgulho faz soltar do peito o grito: PARABÉNS À MINHA, A SUA, A NOSSA MOCIDADE ALEGRE!

Nesses cinquenta anos de história, os sambistas fortaleceram uma Escola que aprendeu com os prenúncios da própria deusa Vitória, o sentido de seu fundamento: “A VITÓRIA VEM DA LUTA. A LUTA VEM DA FORÇA. E A FORÇA… DA UNIÃO!”.

UM CINQUENTENÁRIO DE EMOÇÃO!

PARABÉNS, COMUNIDADE!

 
Ano do enredo: 2016
Título do enredo: Ayo – A alma ancestral do samba
 
Ano do enredo: 2015
Título do enredo: "Nos palcos da vida, uma vida no palco...Marília"
 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: Andar com fé eu vou que a fé não costuma falhar
Descrição do enredo:

Ao Mestre Com Carinho

...Pra alcançar as estrelas não vai ser fácil,
mas se eu te pedir
você me ensina como descobrir
qual é o melhor caminho,

Foi com você que eu aprendi a repartir tesouros,
Foi com você que eu aprendi a respeitar os outros...

Nossa homenagem ao Sr. Beto - Alberto Alves da Silva,
Presidente de Honra da Ala dos Compositores (in Memorian)

          "Ao Sr. Beto... Nossa gratidão, nossa missão, nossa fé!"

 "Andar Com Fé Eu Vou... Que a Fé Não Costuma Falhar!"

Desenvolvimento do Enredo

Setor 1
Fé... Acreditar no Que os Olhos Não Veem!

Setor 2
Religiões... Arrebanhando Almas em Nome da Fé

Setor 3
Fé no Sobrenatural - Bruxaria ou Verdade?... Cada Um Acredita no Que Quiser, ou Precisar!

Setor 4
A Crença nas Previsões... Meu Caminho Traçado!

Setor 5
A Esperança na Fé Que Move Montanhas... Eu Ainda ‘Boto’ Fé!


Sinopse do Enredo

Apresentação

Fé é uma atitude perante a vida, intraduzível em palavras.
A fé só existe diante do abismo das incertezas.
Quem tem certezas não precisa ter fé."

 (Rubem Alves)

Sob a luz do Carnaval, a Mocidade Alegre lança seu olhar sobre uma das mais belas emoções que movem a humanidade: a Fé.

Esse sentimento que sabemos entender e vivenciar, mas não conseguimos explicar, é verdadeiro, confiante, apaixonado... Guarda seus mistérios e gera uma força incomparável que desconhece limites... Pois até quem não tem fé em nada, tem fé que o nada existe!

E a Morada do Samba, alegre por trazer em seu cortejo uma legião de sambistas fervorosos, agradece a cada um deles, pois é da soma desses milhares de corações - que sambam e cantam em forma de prece - que vem a nossa força maior, a nossa fé!

É assim que vamos superar o impossível e realizar a nossa missão,

Avante, Família Mocidade Alegre!


Setor 1 -Fé... Acreditar no Que os Olhos Não Veem!

 "Me disseram, porém
que eu viesse aqui
pra pedir de romaria e prece paz nos desaventos
como eu não sei rezar
só queria mostrar
meu olhar, meu olhar, meu olhar"

 ("Romaria", de Renato Teixeira)

A fé acredita sem ver, e é isso que a torna tão misteriosa. O fiel peregrino, ao trilhar por esse caminho em busca pela luz divina, mostra sua devoção, ardente e inquieta como a chama das velas que brilham e choram por súplica ou por gratidão, ligando o humano ao divino,

Nesse cortejo em forma de romaria, é como se cada vela fosse acesa pelo calor do coração de cada fiel, tamanho é o sentimento de quem a oferece,

É a fé ardente, que nos conduz ao estado de plenitude e profunda devoção... É a fé!


Setor 2 - Religiões... Arrebanhando Almas em Nome da Fé

"As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto.
Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes,
desde que alcancemos o mesmo objetivo?"

 (Mahatma Gandhi)

O ser humano - no encontro do sentido de sua existência - sempre buscou, dentro de cada sociedade, outras pessoas que compartilham da mesma fé, formando a religiosidade.  A civilização construiu sua história em torno de diversas religiões que até hoje se mantém vivas. Cada povo antigo instituiu sua fé do seu jeito, com sua linguagem, seus ritos. Grandes templos foram construídos e muitas vezes o líder espiritual também foi o líder político e militar, tido e havido como o representante único de Deus - ou dos deuses - sobre a Terra.

Cada religião gerou um código de identidade entre seus seguidores, uma linguagem que se mostrava em vestimentas, gestos, atitudes e formas de se ver o mundo. Muitas delas também criaram escrituras litúrgicas, como um código escrito, sagrado, absoluto, cuja desobediência pode ser considerada um pecado.

Uma grande promessa é recorrente nas mais diversas religiões: O encontro com a paz e a felicidade eternas, em algum lugar, em algum tempo, que se desconhece e nem por isso enfraquece a crença das almas arrebanhadas em nome da fé... Afinal, o medo de cometer pecado e, como consequência, perder o lugar no paraíso sonhado, fez com que muitos fiéis fossem guiados pelo anseio da eternidade prometida!


Setor 3 - Fé no Sobrenatural - Bruxaria ou Verdade?
Cada Um Acredita no Que Quiser, ou Precisar!

"Eu vou me banhar de manjericão
Vou sacudir a poeira do corpo batendo com a mão
E vou voltar lá pro meu congado
Pra pedir pro santo
Pra rezar quebranto
Cortar mau olhado"

 ("Banho de Manjericão", de João Nogueira e Paulo César Pinheiro)

O fascínio pelo sobrenatural também tem seus fiéis, seja nas xamânicas pajelanças caboclas, nas senhoras benzedeiras que conhecem ervas e rezas fortes para tudo... Seja nos terreiros das cidades, com a incorporação de "guias", que consolam o coração e dão coragem a quem acredita, que retribui com cantos e oferendas. Nas mesas brancas, mensagens do além confortam quem sente saudades de ‘quem passou para lado de lá’ e o ‘passe espiritual’ renova as energias.

No sobrenatural, encontramos também as milenares superstições... O medo de gato preto, do espelho quebrado ou ainda de passar por debaixo da escada... E para espantar o azar e o mau olhado, nada melhor que patuás, amuletos e até mesmo um bom talismã!

Tem quem acredite em duendes ou ainda na capacidade de cura dos cristais, que absorvem a energia negativa e a devolvem para a terra. Na cromoterapia, a própria força das cores pode curar e prevenir doenças.

A crença na magia e no esoterismo seriam frutos da bruxaria ou da ancestralidade humana, que guarda segredos e espera sempre por soluções mágicas através de poderes sobrenaturais? Afinal, cada um acredita no que quiser, ou precisar!


Setor 4 - A Crença nas Previsões... Meu Caminho Traçado

"Já está escrito, já está previsto
Por todas as videntes, pelas cartomantes
Tá tudo nas cartas, em todas as estrelas
No jogo dos búzios e nas profecias"

 ("Cartomante", de Ivan Lins)

A tentação de prever o futuro também move a fé de muitas pessoas. É como se o caminho de cada um de nós já estivesse traçado e, através de oráculos, pudéssemos saber o que nos espera.

Quantos de nós não começamos o dia sem antes ler o horóscopo? Ou então, quando temos aquele probleminha no emprego, não recorremos a um bom jogo de búzios ou a um numerólogo?

E a mística e mágica figura das ciganas, que vivem de descobrir o destino das pessoas lendo as linhas das suas mãos ou até mesmo através das cartas de tarô?

A crença nas previsões também gerou o surgimento do que podemos chamar de "mercado da fé", onde nos deparamos com poções milagrosas, soluções momentâneas e anúncios folclóricos, tais como "Chá Que Levanta Defunto", "Banho do Emprego", "Faço Amarrações do Amor" e "Trago Seu Amor de Volta em Sete Dias"

A fé na bonança do porvir é fruto da necessidade humana de acreditar que o futuro será brilhante e, mesmo que o presente seja difícil, é acreditando que fazemos por merecer as melhoras tão sonhadas,

Aos que creem nas previsões, o futuro está traçado e a luz da fé é o caminho a ser seguido!


Setor 5 - A Esperança na Fé Que Move Montanhas... Eu Ainda ‘Boto’ Fé!

 "Se eu não for por mim, quem irá por mim?
Se eu for só por mim, quem serei eu?
E se eu não for agora, então quando?"

(Rabino Hillel)

A fé é uma emoção interior, íntima, vivencial. Cada coração sabe compreender o que, para que e como acredita. Em se tratando de fé, para algo ser verdadeiro basta que alguém acredite. É assim que o impossível se torna possível: doenças são curadas, graças são conseguidas, limites são superados.

E a esperança, outra característica nossa, nos conduz à "boa fé": nas pessoas, na política, na família, no bem, na vida, no futuro! Se nos jogos de loterias muitos apostam fazendo sua "fezinha", no carnaval uma escola de samba é uma demonstração de comunhão, de tolerância e de muita fé!

Nesses tempos modernos de comunicação na velocidade da luz, muitas pessoas preferem viver a fé à sua própria maneira, não se comprometendo com nenhuma religião, descobrindo que o Universo inteiro cabe dentro de seu pensamento, da sua mente e do seu coração. E assim, você pode romper barreiras, superar limites e buscar a elevação espiritual, pois há um templo em cada um de nós, permitindo-nos conhecer a força do Deus interior - único, verdadeiro e iluminado - que liberta a alma e aponta o caminho...

Afinal, esteja você diante da grandeza do Universo ou na infinitude da sua força interior, o mais importante é...

Andar com fé... Que a fé não costuma falhar... Jamais!

 "Andar com fé eu vou...
Que a fé não costuma ‘faiá’"

("Andar Com Fé", de Gilberto Gil)

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: A Sedução Me Fez Provar, Me Entregar à Tentação... Da Versão Original, Qual Será...
Descrição do enredo:


Desenvolvimento do Enredo

Setor 1
A Sedução Me Fez Provar, Me Entregar à Tentação...

Setor 2
Nos Pecados Capitais, a Minha Redenção... Ao Ceder à Tentação Cheguei aos Céus

Setor 3
A Tentação de Realizar o Impossível - Ou Será o Possível?

Setor 4
Reescrevendo Romances e Fábulas... E Se... O Desfecho Fosse Todo Seu?

Setor 5
Não Resisti à Tentação de Conhecer o Futuro... Da Versão Original, Qual Será o Final?

Apresentação

Sob a luz do Carnaval, a Mocidade Alegre resgata um dos princípios fundamentais da folia, que é a reinvenção da realidade, onde se pode por o mundo de cabeça prá baixo e - ainda assim - irradiar felicidade plena,

Este enredo é um convite à sedutora tentação de assumir o papel de criador, de reinventar histórias que nos foram apresentadas ao longo dos séculos, de mudar o rumo dos fatos e até mesmo de visitar o futuro, garantindo assim um amanhã mais justo e feliz,

Entregue-se à tentação de reescrever a nossa história... Afinal, da versão original de tantos dogmas, leis naturais, fábulas e realidades que aprendemos vida a fora, qual será o final???

E a sedução é pra contagiar você, comunidade guerreira, que sempre defende nosso pavilhão com muita emoção! Vamos cantar, dançar, vestir nossa fantasia... Vamos fazer do nosso jeito, com a nossa cara... Vamos seduzir o mundo com o nosso samba!

Rumo à tentação de transcender, mais uma vez, os limites da alegria e agora da sedução, porque... 

A Vitória Vem da Luta... A Luta Vem da Força... E a Força da União!

Valeu Comunidade!

Sinopse

A Sedução Me Fez Provar, Me Entregar à Tentação...

Aceite, sem medo, o convite da Mocidade Alegre... Deixe-se seduzir pela possibilidade de assumir o papel de criador... Prove do fruto proibido e seja você também capaz de dar novos desfechos às verdades, histórias e conceitos que nos foram apresentados desde sempre... Sinta o fascínio de poder reinventar o mundo!

Deixe-se seduzir pela inebriante sensação de mudar os rumos dos fatos... Entregue-se à essa tentação!!!

Nos Pecados Capitais, a Minha Redenção... Ao Ceder à Tentação Cheguei aos Céus

Desde sempre aprendemos que, ao ceder à tentação do pecado, conheceremos as trevas... Mas hoje a Mocidade Alegre refaz o final e mostra que, pecando, alcançaremos a redenção,

Na vaidade, nos tornaremos mais bonitos e atraentes... Graças à luxúria, poderemos compartilhar o prazer... A inveja nos fará despertar para procurarmos nossos talentos... É com a ira que mostraremos nossa força e ganharemos respeito como guerreiros... Não fosse a preguiça, como poderíamos amar o aconchego de nossos lares?... A avareza nos trará economia e riqueza... Bem aventurados os gulosos, pois saberão sentir os sabores do mundo!

Deleite-se... Sinta-se à vontade para sucumbir ao pecado sem culpa e assim, no nosso final, você conquistará os céus!!!

A Tentação de Realizar o Impossível - Ou Será o Possível?

Em algum momento da nossa vã existência, todos nós imaginamos - ao menos por um dia - poder realizar feitos impossíveis - ou serão possíveis?

Seja na ciência, seja na arte, vem a irresistível tentação de refazer as regras da vida e o compasso da existência, dando vazão às loucuras que passam a ser nossa razão... Fascinante é a sensação de poder dar novos horizontes aos limites humanos... E assim será!

No desafio à lógica e às leis naturais, será possível ao homem voar na imensidão, descobrir o elixir da eterna juventude e até mesmo viajar para outra dimensão,

Desafie os limites. Ouse reinventar a criação. Brinque de Criador!

Reescrevendo Romances e Fábulas... E Se... O Desfecho Fosse Todo Seu?

Quem nunca assistiu a um filme, leu um livro, assistiu a uma peça de teatro e teve a ousadia de imaginar-se reescrevendo histórias e decidindo outro destino para alguns personagens que tanto povoaram o nosso imaginário, propondo-lhes novos caminhos? É carnaval... O que nos impede de realizarmos esse sonho?

Tão fantástico quanto "Era Uma Vez..." ou "Felizes Para Sempre" é poder reescrever os finais, dando vida e voz ao "Se"...

...E se Robin Hood tirasse dos pobres e desse aos ricos?...E se o Lobo Mau fosse perseguido pela Vovozinha? ...E se a malvada fosse Branca de Neve?

E se...

Não Resisti à Tentação de Conhecer o Futuro... Da Versão Original, Qual Será o Final?

Dos tantos devaneios possíveis pelo direito de refazer os finais, talvez o mais enigmático e encantador seja a chance de avançar no tempo e conhecer o amanhã...

Se você algum dia sonhou com um mundo de paz, amor, prosperidade e união, a Mocidade Alegre - pela força da magia do próprio carnaval - reescreverá o futuro, pois um sambista jamais perde a esperança, e tem na união sua força maior. O amanhã será melhor, porque somos nós sambistas - portadores de tantos sonhos e ilusões - que o estamos construindo, com a força dos nossos pavilhões... Juntos, unidos, reunidos.

Não podemos mudar e melhorar o nosso futuro se continuarmos acreditando, todo dia, nas mesmas coisas. Portanto, liberte-se... Reinvente-se... Se entregue você também à tentação de refazer o final... Aceite o convite da Mocidade Alegre a recriar o seu destino...

...E o "Final Feliz", só depende de você!!!

 
Ano do enredo: 2012
Título do enredo: Ojuobá - No Céu, os Olhos do Rei... Na Terra, a Morada dos Milagres... No Coração, Um Obá Muito Amado!
Descrição do enredo:

Autoria do Enredo
Sidnei França

Desenvolvimento do Enredo

Setor 1
Ojuobá... Os Olhos do Rei – Evocação a Xangô!

Setor 2
Dos Braços de Yemanjá às Ladeiras da Lendária Bahia... O Negro é Livre!

Setor 3
Na “Tenda dos Milagres” um Grito de Justiça e Igualdade

Setor 4
O Afoxé e a Corte do Congo – O Encontro do Sagrado e do Profano na Bahia de Todos os Santos

Setor 5
Obá de Xangô Pelas Mãos de Mãe Senhora... Um Obá Muito Amado!

Sinopse do Enredo

Sob a luz do carnaval, o G.R.C.E.S. Mocidade Alegre pede agô às forças celestiais para mostrar, em forma de poesia, não um resgate, mas sim a plenitude de seu orgulho de ser descendente da cultura afro-brasileira.

Para tanto mostraremos em desfile, através da obra predileta de Jorge Amado – Tenda dos Milagres – um viés da tradição dos Ojuobás, os representantes de Xangô que buscam a justiça na Terra.

Rufem os tambores... Que se cumpra a profecia de Ifá para o mundo novo: nascer, crescer e se misturar!
Axé, Morada do Samba!

No Céu, os Olhos do Rei...

- Kaô, meu pai... Justiça, meu pai Xangô! Justiça aos teus filhos, tirados do seio da Mãe África e levados a força para esta terra distante!

Olhando para o céu, com a fé ardente de quem conhece o axé, assim clamou um Ojuobá – os “Olhos do Rei”, evocando Xangô... Orixá da justiça... Senhor do fogo... Rei dos raios e dos trovões... Guardião da verdade!

- Venha, meu pai... Venha olhar por teus filhos, feitos escravos e sedentos da tua justiça e da tua verdade!

Num gesto de amor e proteção ao seu povo, Xangô apontou seu oxé em direção a uma terra virtuosa e selvagem, faceira e promissora, repousada do outro lado do mar de Yemanjá, a sua mãe. Xangô ordenou paz e liberdade ao seu povo, o povo negro... Afinal, não poderia haver injustiça... Não nesta terra de todos os deuses, de todos os santos, de todas as raças...

E assim se fez... Pelas armas de Xangô, finalmente o negro é livre... Liberdade ao povo do Rei de Oyó!
Bradou orgulhoso e triunfante o Ojuobá, com a força dos vitoriosos:
Kaô, Xangô...
Kaô, meu pai...
Kaô Kabecile!

Na Terra, a Morada dos Milagres...

Foram-se os grilhões... Ficou o preconceito! De que adianta a liberdade, sem a igualdade?

Mais uma vez um Ojuobá rende seu clamor a Xangô, pedindo a igualdade de valor para um povo mestiço, que é resultado de mistura de raças e de fé, que encontrou no Brasil um braço forte e na Bahia o seu recanto. E, mais do que nunca, a gente mestiça se vê desejosa de livrar-se das amarras do preconceito.

E assim, Xangô age em defesa do seu povo ao guiar a mente de um escritor que fez de sua obra uma grande exaltação a mestiçagem, à tradição popular e a cultura negra. Seu nome: Jorge Amado!

Em suas obras, Amado nos apresenta uma Bahia de pele morena. Uma gente que faz das ruas de São Salvador o palco onde desfilam mistérios que só se encontram naquele pedaço da África no Brasil. De onde vêm esses mistérios, ninguém sabe. Dos batuques do candomblé? Dos saveiros do cais? Das igrejas? Do mercado? O literato da alma brasileira recomenda que não se tente decifrar os segredos da cidade, pois seus mistérios envolvem por completo o corpo, a alma e o coração dos baianos. Amado nos apresenta uma baianidade singular e exótica, com docilidade, ritmo, sensualidade, feitiço, afetividade, capoeira e, claro, o candomblé.

Mas foi cumprindo os desígnios de Xangô, justiceiro do povo negro e mestiço, que Jorge Amado escreveu aquela que se tornaria sua obra predileta: Tenda dos Milagres!

Tenda dos Milagres é uma gráfica localizada no Pelourinho, lugar onde um certo negro, amigo de um Ojuobá, pintava milagres católicos por encomenda. Porém, o local era também palco de candomblé e da capoeira de Angola. O livro é um grito pela justiça social e pela igualdade contra o preconceito racial e religioso. Abriu caminhos e quebrou preconceitos. Tem por base o orgulho pela miscigenação, responsável pelo surgimento da verdadeira “cor do Brasil”, nos deixando uma importante mensagem: Há de nascer... Há de crescer... E há de se misturar!

A obra também pode ser considerada a perfeita tradução da alma do povo brasileiro através da Bahia de Jorge Amado, com sua gente e seus deuses quase humanos. Uma Bahia acima de tudo sincrética, povoada por negros, mulatos e brancos que se ajoelham nas igrejas e dançam nos terreiros, com a mesma devoção e total sinceridade.

O sincretismo na Bahia não é questão de raça ou de fé, mas sim um traço cultural, como podemos observar na associação entre orixás do candomblé e santos católicos.

Mas é nas ladeiras de São Salvador, onde comidas típicas de origem africana preparadas pelas mães-de-santo, respeitadas tias quituteiras, são servidas no dia da lavagem da igreja de Nosso Senhor do Bonfim, das homenagens a Iemanjá e a Nossa Senhora dos Navegantes, entre outras manifestações culturais e religiosas, como o Afoxé e a Corte do Congo, que consagram a cultura negra e o encontro do sagrado e do profano na Bahia de Todos os Santos.

Ê Bahia faceira... Pedaço da África no Brasil... Seu axé ganhou o mundo... Pelo talento de Jorge Amado a justiça de Xangô está feita!

No Coração, Um Obá Muito Amado!

Jorge Amado fez o mundo olhar o Brasil com mais admiração e respeito, ao retratar em suas obras um povo mestiço, alegre, festeiro e sensual. Foi quem melhor contou as histórias do povo negro da Bahia através de seus inesquecíveis personagens libertários e místicos, que transitaram com liberdade entre mundo o real e o imaginário. A partir dele não podemos mais pensar em nosso país sem as cores e o sensualismo, a mestiçagem e o sincretismo, a fibra e a alegria que inspiraram e deram identidade às suas obras imortais.

E como consagração a quem tanto fez e amou a “Raça Brasileira”, Amado recebeu o título de Obá de Xangô pelas mãos de Mãe Senhora no Ilé Axé Opô Afonjá – terreiro dedicado ao orixá da justiça, da verdade, dos raios e dos trovões –, ocupando uma das doze cadeiras do conselho do Rei de Oyó, uma das mais altas condecorações do candomblé,

Rufem os tambores da Bahia em consagração ao "Obá muito Amado"!

E assim, sempre que houver injustiça, haverá também um Ojuobá – Os “Olhos do Rei” – a invocar Xangô que, pela força das suas armas ou pela inspiração do seu axé, fará justiça e cobrirá de verdade o seu povo... Povo que veio da África e contribuiu definitivamente para a formação da identidade da alma brasileira... Um povo cada vez mais destinado a “nascer, crescer... se misturar”, e ser muito feliz!

Obá Amado, a Morada do Samba, em nome de toda a Nação Brasileira, agradece a você por sua obra, por defender essa raça da qual nos orgulhamos de fazer parte e continuaremos defendendo, com as armas de Xangô!

Kaô, meu pai...
Kaô Kabecile!
Axé!

Referências Bibliográficas
„h Tenda dos Milagres, Jorge Amado – Companhia das Letras
„h Mitologia dos Orixás, Reginaldo Prandi – Companhia das Letras
„h O Universo de Jorge Amado, Lilia Moritz Schwarcz e Ilana Seltzer Goldstein – Companhia das Letras
„h Orixás, Pierre Fatumbi Verger – Corrupio

Referências Audiovisuais
„h Filme Tenda dos Milagres, dirigido por Nelson Pereira dos Santos – Brasil, 1977
„h Minissérie Tenda dos Milagres, escrita por Aguinaldo Silva e Regina Braga – TV Globo, 1985

Glossário

Ojuobá
Palavra da língua yorubá que significa Olhos do Rei ou Os Olhos de Xangô. É um título-de-honra conferido no Candomblé para aqueles escolhidos pelo Orixá da Justiça para fazerem valer sua vontade. Os ojuobás são conhecedores dos segredos do axé e verdadeiros guerreiros na luta por uma socioedade mais justa e feliz.

Xangô
A tradição da ancestralidade yorubá, que gerou a nossa negritude brasileira, conta que Xangô foi rei na poderosa cidade de Oyó. Conta também que ele se tornou divino, se fez orixá. Seu reino está nas pedreiras, na terra, nas coisas sólidas, na razão e na justiça. Possui três esposas: Oya Iansã (a rainha dos ventos e dos raios), Oxum (a rainha das águas doces calmas) e Obá ( a rainha das águas doces agitadas).

Kaô Kabecile (Kawó Kabiesielé)
Saudação a Xangô, significa venha ver o Rei descer sobre a Terra.

Oxé
Ferramenta que Xangô carrega. Trata-se de uma machadinha com duas lâminas, instrumento que ele usa para fazer justiça.

Oyó
Cidade-estado localizada onde hoje é a Nigéria. Segundo a mitologia, Xangô teria sido o quarto rei da cidade de Oyó, que foi o mais poderoso dos impérios yorubás.

Obá de Xangô
Título-de-honra vitalício criado em 1936 por Mãe Aninha no Ilê Axé Opo Afonjá, para homenagear amigos importantes e grandes defensores do terreiro. Jorge Amado ocupou uma das doze cadeiras do conselho dos Obás de Xangô, orixá a que esse terreiro é consagrado.

Terreiro de Candomblé (Ilé Axé)
Terreiro é o nome que se dá ao templo de candomblé e de outras religiões afro-brasileiras. Nos primeiros tempos, os rituais eram celebrados no quintal de alguma edificação urbana ou numa roça afastada, isto é, no terreiro, ao ar livre. Depois, passou-se a construir um barracão coberto de sapê onde se realizavam as danças sagradas, cômodos para abrigar os altares dos orixás e a clausura, onde se fazem as iniciações secretas. Esse conjunto é chamado ainda hoje de terreiro. O local das danças cerimoniais, do mesmo modo, é denominado barracão, embora seja agora um salão de alvenaria, como as demais dependências. Em yorubá, uma das línguas rituais do candomblé, o templo ou terreiro é chamado de Ilê Axé (Casa de Axé).

Agô
Significa pedir licença ou permissão, mas este termo também pode significar perdão e proteção pelo que se está fazendo.

Axé
Esta palavra vem do yorubá (Asé) e pode significar “força”, “energia” e “poder”.

Ifá
É o nome de um oráculo africano utilizado como sistema de adivinhação. Originado pelos Yorubá, na África (região da atual Nigéria).

Sincretismo
É a identificação de idéias em comum entre figuras sagradas de duas religiões ao mesmo tempo. No Brasil é comum o sincretismo de orixás africanos com santos católicos.

Exu, talvez o mais injustiçado dos orixás no sincretismo baiano, tornou-se equivocadamente o Diabo. Os traços sexuais explícitos de Exu, sua liberdade em aceitar qualquer pedido de devotos e clientes – para o bem e para o mal - e seu gosto em provocar confusão criaram uma imagem, errônea, que o associou ao mal e ao Diabo cristão.

Ogum foi sincretizado com São Jorge, que com seu escudo e sua lança transformou-se no guerreiro que derrota o dragão. Também foi sincretizado com Santo Antônio, pois este santo defendeu a Bahia das invasões estrangeiras.

Oxóssi foi sincretizado com São Sebastião, pois as flechas do orixá caçador e as flechas do santo mártir se confundem em uma coisa só.

Ossaim foi sincretizado com Santo Onofre, que se juntam por causa das folhas, que o orixá usa para curar e o santo, para cobrir sua nudez de eremita.

Xangô é o orixá do trovão, do governo e da justiça. Foi sincretizado com São Jerônimo, santo invocado para se pedir proteção contra os temporais. O poder sobre as intempéries fez de São Jerônimo Xangô... E vice-versa. Também foi sincretizado com São João, pois o fogo, elemento de Xangô, está presente na fogueira deste santo católico.

Omulu foi sincretizado com São Roque e São Lázaro, pois as doenças terríveis que corroem a pele são a marca comum deste orixá e destes santos católicos.

Iansã foi sincretizada com Santa Bárbara, pois a proteção contra o raio pode ser alcançada invocando-se Iansã ou Santa Bárbara.

Oxumarê, simbolizado pelo arco-iris e por uma cobra, é sincretizado com São Bartolomeu, que foi martirizado perdendo sua pele.

Logun Edé, o príncipe dos orixás, filho de Oxossi e Oxum e criado pelos tios Ogum e Iansã, é sincretizado com o jovem guerreiro Santo Expedito.

Oxum foi sincretizada com Nossa Senhora da Conceição, pois Oxum é uma das grandes mães do candomblé, assim como Nossa Senhora da Conceição é a grande mãe dos católicos.

Ewá, protetora da visão, foi sincretizada com Santa Luzia

Obá, deusa guerreira e valente, foi sincretizada com a também valente Santa Joana D´Arc.

Nanã foi sincretizada com Santana, já que a idade avançada de Nanã e de Santana, mãe da Virgem Maria e avó de Jesus, fez delas uma só.

Iemanjá foi sincretizada com a Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora dos Navegantes, pois Iemanjá é a grande mãe dos orixás e da humanidade e se confunde com Nossa Senhora da Conceição , mãe de Deus e mãe dos homens. E também com a Nossa Senhora dos Navegantes, pois o mar aproxima a orixá e a santa, igualmente padroeiras dos navegantes.

Ibejis foram sincretizados com São Cosme e São Damião, já que os santos dividem com os Ibejis o sagrado mistério dos gêmeos.

Oxalá foi sincretizado com Jesus Cristo, visto que Oxalá é o maior dos orixás, o criador do homem e filho mais velho de Olorum, o Deus Supremo; Jesus é o Filho de Deus Pai, o Criador.

 
Ano do enredo: 2011
Título do enredo: “Carrossel das Ilusões”
Descrição do enredo:

“Carrossel das Ilusões”

Desenvolvimento do Enredo

Setor 1
Delirante Viagem ao Carrossel das Ilusões

Setor 2
Doce Ilusão... O Encantado Universo Infantil

Setor 3
Abracadabra... Magia e Ilusão!

Setor 4
A “Arte” de Iludir... Dos Romances Açucarados ao Futuro em 3D

Setor 5
A Ilusão do Mundo Ideal... Delirar é Preciso!

Sinopse

Sob a luz do carnaval, a Mocidade Alegre faz de seu desfile uma delirante viagem ao sedutor e fantástico universo das ilusões!
ilusão
s. f.
1. Engano dos sentidos, inteligência ou pensamento.
2. O que se nos afigura ser o que não é.
3. Quimera.
4. Esperança irrealizável, utopia.

Delirante Viagem ao Carrossel das Ilusões

Em todas as fases da nossa existência, da fantasiosa e inocente infância aos intrigantes anseios do porvir, deixamo-nos iludir.

Seja pela irresistível oportunidade de desbravar o desconhecido, pelo incessante desafio aos nossos limites ou até mesmo pela pura diversão, entregamos a nossa mente - fantástica fábrica de ideias - ao mais delirante estado de encanto e devaneio,
Assim como um Carrossel a girar e seduzir, a ilusão nos faz acreditar que sentimos o que na verdade não sentimos, crer naquilo que a percepção dos sentidos enganosamente nos faz saber - ou supor que sabemos - e até ousar sonhar com o impossível!
Afinal, o que seria a ilusão senão a mescla de engano e quimera, um jogo que se joga, às vezes, sem querer?

Permita-se iludir e viaje com a Mocidade Alegre rumo a um apaixonante e desafiador universo de extraordinárias sensações...
Embarque você também numa delirante viagem ao “Carrossel das Ilusões”!!!
“A ilusão não está nos olhos daquele que enxerga,
mas no poder que cada um tem de acreditar naquilo que não existe”
Lian Jack

Doce Ilusão... O Encantado Universo Infantil

Uni-duni-tê...
Com um olhar lúdico e inocente, a criança sabe ver o mundo de um jeito fascinante, recriando a realidade com liberdade e muita poesia. Para elas, viver é apenas brincar! Aliás, ninguém vive a ilusão de forma mais intensa e verdadeira que uma criança, que desconhece limites e acredita no impossível...

O encanto do universo infantil permite que sua infinita capacidade de iludir se manifeste das mais fantasiosas maneiras: seja através de brinquedos que ganham vida, de sonhos delirantes e impossíveis ou mesmo de seres que sequer existem, como bicho-papão, animais falantes e amigos imaginários. Ou será que eles existem?

Como nos livros infantis, os pequenos acreditam que o mundo é mais colorido e repleto de aventuras. Através de tantas histórias e estórias, crianças dão asas à sua imaginação e encontram uma terra encantada, onde o tempo não conta e a alegria parece jamais ter fim...

Uma terra de aventura, diversão e fantasia... Doce ilusão!
“...Porém, menino sonha demais...
Menino sonha com coisas que a gente cresce e não vê jamais”
Música “Todo Menino é Um Rei”, de Nelson Rufino

Abracadabra... Magia e Ilusão!

Mágicas e ilusionismos são formas de entreter criando ilusões que encantam, confundem e surpreendem, levando-nos a crer que o impossível acontece...  

Os espetáculos de mágica, com seus números de truques milenares, nos traz de volta o encantamento das mais remotas lembranças e experiências, fazendo-nos maravilhar e reviver uma época em que o mundo era um desencadear de novidades e descobertas. Eram truques de um amadorismo nostálgico e sedutor, presentes nas bolas de cristal e nas rodas da fortuna.

Com o passar dos tempos, os truques tradicionais - tais como surpresas saídas da cartola, cartas misteriosamente surgidas na manga, intrigantes aparições de objetos revelados por lenços e tantos outros - ganharam novos ingredientes na busca pela superação do simples impacto: efeitos de luz e cenografia trouxeram o requinte que transformou a mágica em algo muito mais fascinante. Surgiam assim os grandes shows de ilusionismo, seduzindo multidões, despertando emoções, fazendo sonhar...

O ilusionismo faz sucesso nos palcos, surpreendendo e emocionando o público. Com delírio e poesia, arranca gritos de incrível, fantástico, sobrenatural!

Viva esta ilusão, entregue-se à magia, descubra se puder... Abracadabra!!!
“Abracadabra”
Expressão Aramaica (Abhadda Kedhabhra - “Desaparecer Como Essa Palavra”)

A “Arte” de Iludir... Dos Romances Açucarados ao Futuro em 3D

Ao imitar a vida, a arte torna-se uma grande ilusão. Ilusão que a humanidade sempre se utilizou nas mais variadas formas artísticas para entreter, informar e até surpreender os sentidos. Oferecendo diversão à nossa mente e alimento à nossa alma, todo artista nos parece um ser iluminado pelo seu dom de iludir.

A ilusão está na literatura, eternizada nas páginas dos romances açucarados a seduzir os corações apaixonados... No teatro, permitindo a sedutora possibilidade de representar mil vidas sob as luzes da ribalta... Nas artes plásticas, com formas e cores das mais originais e criativas, consagrando incríveis efeitos visuais de ilusão ótica... E também se mostra na música, a encantar com seus efeitos sonoros. Aliás, quem nunca se permitiu viajar ao ouvir uma canção?

Arrebatando as massas, a televisão - verdadeira janela da vida - faz da ilusão a realidade, e da realidade a ilusão. Mas é no cinema, a sétima arte, que a ilusão nos hipnotiza. Ainda mais com o uso dos recursos tridimensionais (3D), despertando em nós as mais inesquecíveis e marcantes sensações...

Afinal, arte é ilusão ou ilusão é arte?
“Os grandes artistas são aqueles que impõem à humanidade a sua
ilusão particular”
Guy Maupassant

A Ilusão do Mundo Ideal... Delirar é Preciso!

Ao longo dos tempos, buscando desvendar os mistérios de sua existência, o homem criou ilusões de mundos ideais, projetando neles seus anseios, necessidades e expectativas. Neles estariam garantidos os desejos de farturas, conquistas, riquezas, eternidade, paz, amor... Sendo assim, cada qual projeta seu mundo de felicidade plena e eterna.

Mas, o que é felicidade? Realidade ou utopia?
Pode ser que jamais tenhamos as respostas aos nossos mais antigos anseios, mas sempre faremos uso da ilusão para continuar a persegui-los... De ilusão também se vive!
E assim, na ilusão mascarada de uma noite de carnaval, deixe a Mocidade Alegre conduzi-lo a este apaixonante mundo de felicidade e explendor. Se entregue a mais inebriante emoção e descubra que o Anhembi é o verdadeiro “Shangrilá” - o mundo ideal de alegria, paz e igualdade. Afinal, na passarela do samba acreditamos que o sonho é possível e a ilusão é real...

É carnaval... Permita-se iludir!
Embarque nesse “Carrossel das Ilusões”!!!
“A espécie humana não suporta demasiada realidade”
T.S. Eliot

Aguçando os Sentidos, Despertando Sensações... Avante Família Mocidade Alegre!!!

Autoria do Enredo
Sidnei França

Pesquisa e Desenvolvimento
Departamento Cultural
(Sidnei França, Fábio Cavicchio Parra, Gleice Perez, Ricardo Sonzin, Sheila Falcão e Vinícius Martins)

Criação e Execução
Comissão de Carnaval
(Sidnei França, Fábio Lima e Márcio Gonçalves)

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: Da criação do Universo ao Sonho Eterno do Criador... Eu Sou Espelho e Me Espelho Em Quem Me Criou!!!
Descrição do enredo:

Sinopse do Enredo

Administração Solange Cruz Bichara Rezende – Junho de 2009

Ficha Técnica – Enredo 2010

Presidente
Solange Cruz Bichara Rezende

Supervisão Geral
Direção de Carnaval
(Solange Cruz Bichara Rezende, Carlos Farias, Edso n Oliveira, Érica Ferreira, João Lolla Junior, Marcos Rezende, Sidnei França e Vanderley Silva)

Autoria do Enredo
Sidnei França

Pesquisa e Desenvolvimento
Departamento Cultural
(Sidnei França, Bianca Vieira, Erlandsson Oliveira, Fábio Cavicchio Parra, Ricardo Sonzin, Sheila Falcão e Vinícius Martins)

Criação e Execução
Comissão de Carnaval
(Sidnei França, Fábio Lima e Márcio Gonçalves)

Da Criação do Universo ao Sonho Eterno do Criador ...
Eu Sou Espelho e Me Espelho Em Quem Me Criou !!!

Desenvolvimento do Enredo
Setor 1
O Espelho da Vida... Na Criação do Universo, Deus Fez o Homem à Sua Imagem e Semelhança
Setor 2
O Espelho dos Tempos... Reflexo do Futuro nos Caminhos da Humanidade
Setor 3
O Espelho da Fé... Refletindo na Alma o Misticismo e a Religião
Setor 4
O Espelho Mágico... Portal Encantado da Imaginação
Setor 5
O Espelho Eterno... A Vaidade e a Busca Pela ‘Eterna Mocidade’... O Sonho Eterno do Criador

Sinopse

Refletindo amor ao samba – e orgulho de suas raízes – a Mocidade Alegre este ano traz, sob a luz do carnaval, toda a magia e encantamento deste que carrega a luz da vida: o espelho!

O Espelho da Vida... Na Criação do Universo, Deus Fez o Homem à Sua Imagem e Semelhança...

No princípio tudo eram trevas, e Deus resolveu criar o Universo!

Ordenou: “Faça-se a luz!” E a luz foi feita, separando assim o dia da noite ... Repartiu as águas dos mares e rios; separou as águas também das alturas, e assim surgiu o firmamento, resplandecendo os céus... Separou as águas do elemento árido; era a terra
firme, que estava vazia e sem vida. Logo fez surgir as plantas, as ervas e as árvores frutíferas, que pelas suas sementes perpetuaram as primeiras espécies...

Postou no firmamento dois grandes luzeiros: o Sol e a Lua, marcando o início do tempo sobre a Terra... Também disse: “Pululem as águas de uma multidão de seres vivos, e voem aves sobre a Terra, debaixo do firmamento dos céus”. E os animais, numa riqueza
de diversidade, multiplicaram a criação...

Porém, na busca por perfeição e plenitude, Deus resolveu criar o homem. Então disse:

"Façamos o homem à nossa imagem e semelhança . Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a Terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a Terra." (Gênesis 1:26)

E assim, Deus criou o homem à sua imagem e semelhança... A mais perfeita criação refletindo a plenitude do Criador!

O Espelho dos Tempos... Reflexo do Futuro nos Caminhos da Humanidade

Na busca de respostas aos mistérios de suas origens e ao sentido de sua existência, o homem sempre tentou reproduzir e – principalmente – refletir sua própria face. Para isto, ainda nos primórdios, inspirou-se na natureza ao ver seu reflexo repousar nos lagos serenos e nos cristalinos espelhos d’água. Daí surgia a ideia de produzir elementos que proporcionassem ao homem a representação fiel de sua imagem. Era a natureza inspirando a humanidade.

Durante os tempos, muitas foram as tentativas em diversas culturas e civilizações de produzir materiais que possibilitassem a reflexão. Primeiro o polimento do cobre, depois a criação do bronze; os metais foram incansavelmente trabalhados com esta finalidade.
Mas foi com a descoberta do vidro que o surgimento do espelho moderno, como conhecemos hoje, tornou-se possível.

Refletindo luz e cor, o espelho influenciou a imaginação e aguçou a curiosidade humana, conferindo aura mística e mágica ao mais incerto dos períodos: o futuro. Não por acaso, os antigos se valiam do espelho tanto para o exercício d e práticas mágicas, no campo da
alquimia, como também para observar o firmamento.

O hábito de olhar o céu e buscar nele respostas para suas dúvidas é dos mais antigos . A humanidade aprendeu a ler o céu e estudar o comportamento dos astros por meio de amplos espelhos, que precederam os mapas astrais e possibilitaram o surgimento da
astrologia.

No zodíaco a imagem do futuro, no espelho a esperança no amanhã!

O Espelho da Fé... Refletindo na Alma o Misticismo e a Religião

O espelho – assim concebem os místicos – parece ser dotado de vida própria, capaz que é de evidenciar os detalhes da alma, ocultos por detrás da face aparente. Devido a sua particularidade de refletir imagens, iluminadas ou na penumbra, nele colhemos aquilo
que somos bem como tudo aquilo que deixamos de ser. Misticismo, cre ndice e fé permeiam sua natureza dúbia e translúcida. É o verdadeiro portal da alma.

Está presente nos oráculos da sorte e nos rituais de adivinhação. Vêm da sua infinita reflexão de raios de luz e inesgotável fonte de energia as mais enigmáticas tradições esotéricas.

O espelho é instrumento da iluminação. Está presente na maioria dos rituais de iniciação religiosas na pretensão de buscar o autoconhecimento e o sentido da fé. Nos altares de
templos e igrejas simboliza o infinito poder do dom da vida.

O abebê (espelho) de Oxum – orixá feminino, dona do ouro, das riquezas e das águas doces, adorada e cultuada nas religiões afro -brasileiras – reflete riqueza, acolhimento, lucidez, beleza e fertilidade. E que o espelho desta adorável Yabá espalhe sobre a Terra a força infinita daqueles que buscam, na sua fé, um mundo com mais amor e prosperidade... Orayê Yê-o Oxum!

No espelho, a imagem da alma... Na alma, a força da fé!

O Espelho Mágico... Portal Encantado da Imaginação

Ao falar do espelho, é impossível não deixar -se levar pelo fantástico mundo da imaginação. E nenhum outro ser carrega consigo uma visão lúdica e mágica deste elemento como uma criança.

Para os pequenos, o espelho simboliza a incrível possibilidade de t ransportar-se para outra dimensão. Pois em sua visão fantasiosa, cruzá-lo representa vivenciar um delírio fascinante, onde tudo pode, onde o tempo não conta, onde a brincadeira é a ordem,
tornando possível a aventura de chegar ao mágico mundo da fantasia.
 
Na tentativa de retratar este mundo infantil, muitos contos e fábulas foram criados, utilizando o espelho como elemento de sonhos , liberdade e conquistas. Estes conceitos – que nos acompanham vida afora – eternizam a visão poética que temos do mundo,
fundamental para a busca por uma vida adulta feliz e por um mundo ideal de felicidade, progresso e união!

Vem de uma fábula da literatura infantil o clássico “Espelho, espelho meu...”

O Espelho Eterno... A Vaidade e a Busca Pela ‘Eterna Mocidade’... O Sonho Eterno do Criador

Conta a mitologia grega que, certa vez, indo saciar a sua sede nas águas calmas de um lago, Narciso viu um rosto projetado na água; o mais belo rosto jamais visto por ele. Era o seu próprio rosto, pelo qual se apaixonou. Ali ficou. Nunca mais parou de se contemplar. Com o tempo, seus pés se transformaram em raízes; seu corpo arqueado, no caule de uma planta; seu rosto, voltado para a água, numa bela flor alva, perfumada e solitária: o narciso. Narciso, o que amava o próprio rosto, transformou-se numa planta. Condenou a si mesmo a uma imobilidade eterna por sua vaidade.

A vaidade humana está profundamente ligada ao uso do espelho. Ela simboliza a busca pela beleza na tentativa de alcançar a plenitude física e espiritua l, possibilitando um reencontro com os primeiros desejos do Criador – perfeito e eterno – que pensou o
homem à sua imagem e semelhança. Portanto, a vaidade reflete a incansável busca do ser humano por perfeição e eternidade.

Por falar em eternidade, o avanço científico e tecnológico – que garantiu progresso e conquistas ao homem – também inspirou as mais diversas técnicas de rejuvenescimento, fazendo com que os vaidosos, ao olharem-se no espelho, se deparem com uma imagem
que, para ele, manterá o encanto para todo o sempre . Enfim, a conquista da eterna juventude, da ‘eterna mocidade’. Porém, para o Criador do Universo, a eternidade significa perpetuar o seu exemplo, a sua imagem, o seu “espelho”.

E hoje, refletindo o exemplo de garra, coragem e espírito vitorioso deixado por seu baluarte-mestre, a Morada do Samba busca realizar o “sonho eterno do seu Criador”: garantir à sua criação a eternidade!

Avante família Mocidade Alegre... Vamos refletir o nosso orgulho na passarela do samba... E que cada um de nós possa sempre dizer:

No Espelho, enfim, encontrei a minha ‘Eterna Mocidade’!!!

Refletindo Amor, Garra e Alegria... Avante Família Mocidade Alegre!!!

Aos Compositores:
"Que a força mística e mágica do espelho possa iluminar suas mentes e corações ... E que a poesia, emoção e valentia das obras vencedoras estejam refletidas em sua preciosa inspiração... Boa sorte!!!"

Sidnei França
G.R.C.E.S. Mocidade Alegre - A "Morada do Samba" - 02 de Junho de 2009

Ano: 2017
Título do samba enredo: “A Vitória vem da luta. A luta vem da força. e a força… da união!”
Compositores do samba enredo: Gui Cruz, Imperial, Luciano Rosa, Portuga, Rafael Falanga, Reinaldo Marques, Rodrigo Minuetto e Vitor Gabriel
Letra:

Sou eu quem risca o chão do terreiro
Bom malandro... Na essência de um menino
Sou eu quem o tempo seduz,
E a história conduz à cumprir meu destino
Parti... em sonhos bordados de glórias
A Vitória hei de conquistar
Predestinado à lutar, seguir os meus ideais
Não desistir jamais!
No bom combate, um dom verdadeiro
Vestido com as armas de um guerreiro

Tem que ter coragem pra vencer
Renascer e como o sol brilhar
De peito aberto eu vou..
Seja o que Deus quiser
A minha força vem da minha fé

A voz que revela o caminho,
Me diz que sozinhos não somos ninguém
Todos juntos somos mais e vamos mais além
É Kizomba, herança de Palmares
É o povo, unido em liberdade... Valeu Zumbi!
Cruzei esse palácio iluminado
Chorei ao ver meu sonho eternizado
E como um Arauto anunciei...
Lá vem ela... simplesmente poesia
Minha escola, minha vida
Verdadeiro orgulho do sambista!

Deixa quem quiser falar
Onde o samba fez Morada, é o meu lugar
Um Jubileu de Ouro, Uma eterna paixão
É Mocidade, o meu pavilhão!

 
Ano: 2016
Título do samba enredo: Ayo – A alma ancestral do samba
Compositores do samba enredo: Gui Cruz, Luciano Rosa, Portuga, Rafael Falanga, Rodrigo Minuetto e Vitor Gabriel
Letra:

Ecoa o batuque do tambor
Kaô, Kaô meu pai Xangô
Kaô, Kabecilê Xangô

Com seu oxé, o poder do trovão
Liberta a força que emana energia e vibração
O corpo balança, a pele arrepia
A alma revela, o som contagia
Oyá… Seus ventos que sopraram pelo ar… Eparrei Oyá!
Na revoada encontra o novo mundo
E matizado com as cores desse chão
Salve a negra herança viva da nação

O batuque vem da Bahia… Tem axé
Espalhado na magia que vem de Oxumaré
Na Praça Onze, um canto livre no ar
Abre a roda pro samba
Tia Ciata mandou chamar

Em cada canto, profano ou sagrado
É transformado pelas mãos de Omolú
“A Voz do Morro” sou eu mesmo, sim senhor!
“Pelo Telefone” o Brasil revelou: “Eu sou o samba!”
Com a luz e a proteção de Ogum Guerreiro
Sou a nobreza que invade os terreiros
Eternizado em cada coração

E quando cresci fiz escola
Sou raiz, tenho história
E o povo aclamou

Ôôôô… É a força de Ayo
No Ylê da Mocidade o samba chegou!

 
Ano: 2015
Título do samba enredo: "Nos palcos da vida, uma vida no palco...Marília"
Compositores do samba enredo: Ana Martins, Douglas Sabião, Imperial, Marcio Bueno, Rodriguinho e Victor Alves
Letra:


Divina inspiração, um ato de amor

A arte concebeu Marília

Tão menina, a flor bailarina

Carrega no sangue o dom de encenar

Vai brilhar na ribalta infinita

Liberta, a poesia não vai se calar

Nos palcos de corpo e alma

Desponta no alvorecer

Destino traçado, talento e magia

Estrela a resplandecer

 

Ê mulher... Lições pra ensinar

São elas por ela, mil vidas contar

Tem Carmem Miranda, ganzá e pandeiro

De saia rodada, ginga no terreiro

 

Dama do cinema e televisão

Em qualquer cenário transmite emoção

Graciosidade e carisma

Um anjo da noite embala criança

A lua cheia de amor reflete esperança

Meu samba chamou você pra sambar

E te consagrar rainha do nosso carnaval

Pois o teu nome já é imortal...Bravo, Marília!

Orgulho do nosso país... És musa, brilhante atriz

O mundo a reverenciar...

Nossa "Morada" a homenagear!

 

Vem aplaudir a diva nos palcos da vida

Faz delirar, meu povo alegre a cantar

Mulher guerreira, bem brasileira

A Mocidade é Marília Pêra

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: Andar com fé eu vou que a fé não costuma falhar
Compositores do samba enredo: Ana Martins, China da Morada, Douglas Sabião, Marcio Bueno, Rodriguinho e Victor Alves
Letra:

 

Obrigado meu Deus
Pela fé que me guia
Em romaria, na procissão
Acendo velas na caminhada
E fecho os olhos em devoção
Oh pai, conduz teus fiéis a buscar
Na eternidade encontrar, a salvação
Religiosamente acreditar
Não importa a luz que te faz caminhar
Tenha fé que a fé não costuma falhar

Arruda pra benzer, ervas pra curar
Tem reza forte da Maria benzedeira
Firma o batuque no meio desse terreiro
Na crença do mandingueiro
Figa de guiné, patuá

Segue, o cortejo pelas ruas da cidade
Falsas promessas, mercadores de ilusão
Mas tem videntes, cartomantes, ciganas
Destino na palma da mão...
No amanhã, o futuro virá
Eu boto fé, tudo vai melhorar
Basta querer, acreditar,  tá dentro de você
É o povo abraçado em comunhão
Agradecido chega ao fim a procissão
Brilho nos olhos, alma lavada e paz no coração

De joelhos eu vou cantar
Tenho fé de verdade, vou além
Na Mocidade, o samba diz amém!

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: A Sedução Me Fez Provar, Me Entregar à Tentação... Da Versão Original, Qual Será...
Compositores do samba enredo: André Ricardo, Bruno Ribas, Fernando, Renato Guerra, Rodrigo Minuetto e Vitor Gabriel
Letra:


Amor, vem viajar na fantasia
E encontrar o poder da sedução
Se entregar à tentação
O fruto proibido provar e sentir o prazer
Sem culpa, sem medo, pecar
Beleza, riqueza no olhar.
Emana a luz da razão
O caminho da redenção
E assim, o reino dos céus alcançar

Quando o vento soprar, eu vou voar
Te encontrar nessa imensidão
Brincar de Deus, ser feliz, sonhar
Não há limites para a imaginação

Em versos a mais linda história
Romances e contos nos fazem sonhar
E se o vilão é o herói afinal?
E se o sonho se torna real?
Você é quem diz...
Para sempre, quem será feliz.
Desperta toda magia do artista,
O futuro do sambista
Um amanhã de amor e paz!
O samba é a paixão que nos conduz
Com força e união, com garra e emoção
Num mundo sem ponto final

Vou seduzir seu coração
Com muito orgulho, sou Mocidade
Nosso final feliz, depende de você
Fazer o sonho acontecer

 
Ano: 2012
Título do samba enredo: Ojuobá - No Céu, os Olhos do Rei... Na Terra, a Morada dos Milagres... No Coração, Um Obá Muito Amado!
 
Ano: 2011
Título do samba enredo: “Carrossel das Ilusões”
Compositores do samba enredo: Douglas, Edmilson, Marcio Bueno, Igor Leal, Rodriguinho e Victor Alves
Letra:

Óh! Meu Pavilhão
Orgulho e fascinação
A conduzir nossa família
Nessa viagem de encanto e sedução
Gostoso é ser criança
Guardar na lembrança
O universo infantil
Terra encantada, é doce a ilusão
Onde aventuras ganham vida
Dando asas a imaginação

Tem magia no ar... Incrível!
Quem vai desvendar?
Abracadabra... procure entender
Fantástico é iludir você!

Iluminado
É o artista em toda forma de expressão
Na tela do cinema, efeitos visuais
Transmitem sensações tridimensionais
É arte ou será ilusão?
Em cena o mistério iludindo o olhar
E assim...
Segue a humanidade a procurar
Um mundo ideal, seu “Shangrilá”
Na vida é preciso delirar
Alegre desfila a paixão
No “Paraíso” da minha ilusão
Sou Mocidade... Força, Raça e União!

Quem é da Morada é mais feliz
Tem amor no coração
No samba eu sou a campeã de emoções
Delirante é o Carrossel das Ilusões

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: Da criação do Universo ao Sonho Eterno do Criador... Eu Sou Espelho e Me Espelho Em Quem Me Criou!!!
Compositores do samba enredo: Ferreira, Pinheiro, Anderson, Murilo TK e Luis Roberto
Letra:

Vai Morada

Chegou a hora de ser feliz

Refletindo na avenida

A minha alma, minha raiz

Da luz, a obra do Criador

O pai do universo e da criação

Fazendo o homem à sua imagem

A plenitude da perfeição

Inspiração tão cristalina

Buscando evoluções

E lá no céu, astrologia

O futuro das gerações

Num ritual de fé

Na força do orixá... Yabá                     Refrão

Oraye Yê-o Mamãe Oxum

Reluzindo no meu caminhar


Abrem-se os portais

Num mundo de imaginação, viver e brincar

Nessa magia, fantasia é ser criança

Tem contos e fábulas pra contar

Na vaidade um ego a cultuar

Beleza, imortalizar
Oh! Meu pavilhão, quanta emoção

Um ser divino que guia

Nossa família em primeiro lugar

Eternamente vai nos abençoar

 

Sou a luz do Criador... Espelho!

Aos olhos de quem me criou                               Refrão

Sou Mocidade, amor... Bato no peito

O sonho se eternizou!

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