X- 9 Paulistana

Grupo: Acesso
Fundação: 12 02 1975
Cores: Verde, vermelho e branco
Presidente: André Santos
Vice presidente: Ailton Martinelli (Branco)
Carnavalesco: André Machado
Interprete: Royce do Cavaco
Mestre de bateria: Vitor da Candelária
Diretor de carnaval: Carlos Pires (Carlão)
Diretor de harmonia: Alexandre Conceição
Mestre sala: Daniel Vitro
Porta bandeira: Tatiana Bernado
Rainha de bateria: Gracyanne Barbosa
Endereco: Av. Paulo Silva Araújo, 25 - Jd. São Paulo - SP - CEP: 02046-050
Telefone: (11) 2959-3377 / (11) 2975-3893
Comissão de Frente: Yaskara Manzini
História

X-9 Paulistana, filhote da X-9 Santista

A Escola de Samba X-9 paulistana nasceu inspirada na agremiação santista do mesmo nome, em 1975, no bairro da Parada Inglesa. Seus fundadores foram Luiz de Moura Campos, Sérgio Montavani, Luiz Alves, José Gaspar, Jorge Nasser e Laurentino Borges Marques, integrantes do time de futebol Internacional da Parada Inglesa.

A Escola X-9 hoje possui uma quadra, mas até pouco tempo atrás, seus ensaios eram realizados na rua.

Sempre conquistando boas colocações em seus desfiles, sua trajetória é de muita garra. Em 1986, na administração de Laurentino Borges Marques - falecido no dia 30 de setembro de 2001 -, o nome da escola foi alterado de "Filhote da X-9" para GRC Escola de Samba X-9 Paulistana.

Em sua história conta com alguns campeonatos. Em 87, pelo grupo III. De 88 a 93, desfilou pelo grupo I. Em 95, pelo grupo especial. No ano de 97, conquistou seu primeiro título na elite dos carnavais paulistanos. Em 98, quase cai do Grupo Especial. Em 99, alcança um terceiro lugar.

E no ano 2000 conquista novamente o título no grupo especial, empatada com a Vai-Vai. Em 2001 ficou com o 3º lugar. Vai para avenida no carnaval 2002 com o enredo "Aceito tudo! Quem sou eu?

Ano do enredo: 2017
Título do enredo: “Vim, vi e venci! A Saga Artística de um Semideus”
Descrição do enredo:

Justificativa

 A cultura grega absolvida pela civilização romana deixou-nos como registro que de tempo em tempo, haveria a possibilidade da terra receber um Semi Deus para conviver entre nós humanos, com a condição que estes não poderiam apaixonar-se por nenhum outro ser humano, pois, esse sentimento o humanizaria totalmente; transformando-os em mortais comuns… É baseado nessa mitologia que possibilitaremos em nosso carnaval fantasiar a vinda de um homem abençoado, um Semi Deus eternamente menino, lúdico, irônico, guerreiro, revestido de elegância e refinamento, e que teve sua arte reconhecida e aplicada ao cotidiano do povo que representa nestes 63 anos de carreira.

Sinopse

RASGOU NO CÉU UM COMETA! O DESPERTAR DO MITO.

No tempo dos Deuses, almas abençoadas por Zeus eram lançadas ao espaço… Assumindo formas variadas, onde através da arte pudessem dar um toque de requinte no Universo. De tempos em tempos algumas destas almas retornam, para prestar obediência ao Deus dos Deuses e contar de que forma encantara a humanidade com seus dons e sua arte.  

É quando ecoam o som das tarantelas, que um deste cometa retornarião aos braços da humanidade, hoje já descrente e esquecida dos heroicos feitos dos deuses do passado. Mas o Phanteon está em festa!  Com as  bençãos  de Zeus, o filho de Febo (Deus das artes) e Minerva (Deusa da Guerra) chega  a terra para um grande desafio: sensibilizar a humanidade através de seu dom especial.

Desperta através de um clarão, a alma perdida que retornava a seu ponto de origem, e de um jardim suspenso…

Surge o menino iluminado!

Filho do Deus das Artes, carregou dentro de seu coração a paixão e curiosidade pelas mesmas, teve a infância marcada pelo luxuoso carnaval de Veneza, seu primeiro contato com a arte foi com a técnica dos sopradores de Murano; e já em sua adolecência tornou-se admirador aos ideais das expedições de Marco Polo, e jurou a si mesmo que um dia assim como seu ídolo, também ganharia o mundo!

Mensageiro de guerra…

Honrando o nome de sua mãe Minerva (Deusa da Guerra), lutou contra o nazifacismo, inspirando-se na história de seus ancestrais Contottieris que, com inteligência, derrotaram os piratas Sarracenos de outrora… Consagrado, ouve falar de uma terra próspera e de grandes oportunidades do outro lado do Atlântico.

Como artista imagina como seriam estas terras…

Despertando em si a curiosidade, um dom humano que o envolve por completo e resolve viajar para a tão falada terra do outro lado do ocêano. Atravessou o mar e conseguiu trazer a sua arte, a forma, e a cor expressada através das metáforas em telas oníricas e esculturas hipinotizantes – eclodia o seu dom divinal! Tropical, colorida e feliz, o Brasil é o nome desta terra, onde o profano e o sagrado se encontram, e também onde o rico e o pobre apertam as mãos em oportunidades múltiplas e infinitas.

O povo desta terra…

O recebeu de braços abertos e como todos os imigrantes da época instalou-se em uma pequena cidade interiorana chamada Jundiaí, de ar puro, com uma natureza exuberante, onde crescia o progresso. Para alavancar com mais rapidez surge a construção de uma estrada de ferro (Santos x Jundiaí) para escoamento da produção de cafeeira, onde mais tarde do solo sagrado surgiram frutas saborosas como: uvas e morangos.

Despertando o seu dom divino…

Cada vez mais, ao mesmo tempo despertava sentimentos e emoções humanas que mesclavam suas obras entre o real e o imortal, escolheu para seu verdadeiro e eterno amigo inseparável, um papagaio que atendia por nome de “Bicudinho”… Ainda como Semi Deus, incorporava paulatinamente as influências naturalistas e passou a retratar a vida simples do interior através do seu cotidiano.

Suas obras…

Passam a impressionar os consagrados artistas da época, e com muita honra foi convidado a participar de vários eventos nos grandes centros; tais como: II Salão Paulista de Arte Moderna em São Paulo, e do Salão Nacional de Arte Moderna no Rio de Janeiro. Suas esculturas de figuras humanas eram como bonecos articulados, muito a frente de seu tempo, o que o levou a fazer parte de um seleto grupo de artistas baiano renomados, como: Mário Cravo Junior, Rubem Valentin, Aguinaldo dos Santos, Caribé, Raimundo de Oliveira, Pancetti, Jenner Augusto, o crítico de arte e poeta Wilson Rocha e o compositor Dorival Caymmi. Na terra de todos os santos é abençoado por todos os Orixás. 

Em 10 anos…

De carreira a vida deste visionário teve grandes mudanças, abraçado pela comunidade judaica e borbulhante de inquietude artística lançou-se em mais desafios: cenografia e serigrafia!  Já em alguns anos seu talento o levou a romper as barreiras da terra que adotou sendo consagrado internacionalmente, porém sempre promovendo a brasilidade  em suas artes.

O verde e amarelo passa a se destacar em sua alma,  o futebol é imortalizado, e assim cada dia se tornava mais humano sem que percebesse. O Dom que ganhara em tempos remotos como presente dos Deuses, passa aos poucos a ter uma sensibilidade humana, que passa a estar aflorado em seu espírito, e o que antes era chamado de dom, passa a ser chamado de um grande talento das artes.

Após levar a sua arte aos quatro cantos do mundo…

Com boa parte da sua missão já cumprida!  A humanidade sensibiliza-se com seu talento, a paz está completamente restabelecida, e então Zeus sussura em seus ouvidos. É um chamado para o retorno de nosso herói…

Angustiado…

Vê a aproximação de cavalos alados que conduzem os Deuses ao Olimpo e embarca na carruagem de fogo retornando a sua terra natal, é quando o artista guerreiro toma a mais difícil decisão de sua vida; ao chegar junto ao portal do phanteon declara-se apaixonado por uma mortal e decide entregar-se ao verdadeiro amor! Sem entender a força deste sentimento genuinamente humano, Zeus o despreza e remove de suas lembranças divinais e o torna inteiramente humano.

O retorno à cidade por ele escolhida…

Simplesmente INOS CORRADIN… é convidado pela ECT (empresa brasileira de correios e telégrafos) a criar um selo comemorativo para imortalizar a data de três séculos e meio da formosa, linda e exuberante cidade de Jundiaí.

Mais tarde decide escrever suas experiências humanas e torna-se escritor com diversas obras reconhecidas e editadas em diversos países, além de ilustrar livros de autores renomados.

O ser humano…

INOS CORRADIN agora um mero mortal, mas sua arte sim agora imortalizada traduz sua paixão e sua ideologia por um mundo melhor, por paz, amor e carinho.

Suas obras percorreram o mundo inteiro em grandes exposições, além de desfilar entre os grandes pintores de sua época e sempre foram disputadas pelos maiores colecionadores de arte do mundo, que juram colecionar obras de um Semi Deus das artes.

Uma flor, um barco, um  coração!

Uma mistura de infância e magia entre luzes e sombras que nos envolve e nos fazem sonhar…  Telas, que nos obrigam a uma contemplação demorada, no enlevo da beleza que a sabedoria e as experiências de vida suscitam. A matéria misteriosa que o artista utiliza para criar seu mundo real e mágico nos habilita e fascina!  De um menino, a cenas de circo, músicos, e as brincadeiras dos gatos, um cavalinho de pau, bolas, vasos, a casa branca, as dunas, o mar, a arte onde da tela branca, desabrocha a poesia, desponta a primavera de ternura, atua como se fossemos parte de sua criação, a interiorização do sentimento. E no despertar de um Don humano, a moral da história é julgada por aqueles que acreditam que a humanidade é capaz de superar os contos que foram contados, e que cada ser humano é capaz de se tornar um deus na perfeição de seus atos, basta acreditar, basta querer, basta sonhar…

Entre tantas homenagens…

Hoje homenagear INOS CORRADIN em mais de seis décadas de vida artística  é falar de uma mente brilhante, de “um brasileiro nascido na Itália, cujas obras apresentam  um  fascínio das tradições das cores, da imutabilidade da vida, um romantismo difuso que transpira de seus quadros ultrapassando a angústia e a solidão”…

Em nosso carnaval teremos a presença do que para nós é o encontro dos Deuses, um INOS CORRADIN direto do mundo dos deuses, na festa do nosso Deus romano, de nome Momo que comanda a alegria e que o receberá em grande festa na sua corte em um grande desfile de Carnaval!

 
Ano do enredo: 2016
Título do enredo: Açaí guardiã! Do amor de Iaçã ao esplendor de Belém do Pará
 
Ano do enredo: 2015
Título do enredo: "Sambando na chuva, num pé d água ou na garoa. Sou a X-9 numa boa!"
 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: Insano
Descrição do enredo:

 

I – AGRADECIMENTOS

Ao presidente André dos Santos e toda a sua diretoria que apostaram nessa ideia. Ao Jorge Miguel Nasser (Jucada) que me presenteou com essa possiblidade. À Cidade de Franco da Rocha, representada por seu prefeito Sr. Francisco Daniel Celeguim de Morais (Kiko), a Câmara Municipal de Franco da Rocha na figura de seus vereadores em especial ao vereador Hugo Faria, o Guinho, que nos apoiou desde o início nesse sonho, e a todos os parceiros envolvidos, pelo apoio. Doutor Glauco Siríaco, Diretor de Saúde do Complexo Hospitalar do Juqueri, pela contribuição com informações que foram fatais para o desfecho do nosso enredo. Ao amigo Felipe Diniz Marinho pela pesquisa e texto que contribuíram para essa sinopse. Ao Departamento Cultural do G.R.C.E.S. X-9 PAULISTANA que há meses contribui com a pesquisa e agrupamento das ideias inseridas e apresentadas nesse tema-enredo. Aos amigos Simone, Pedro e Kátia que há anos nos congraça com o projeto Loucos Pela X e que nos ajudou na conclusão desse trabalho, sintam-se homenageados. E não poderia esquecer de agradecer a todos os segmentos, departamentos e comunidade da nossa querida X-9 Paulistana. Sem vocês não seria possível entrarmos nessa batalha que a partir de hoje nos levará à grande vitória! Que todos estejam representados nesse momento, pois quem carrega na alma as cores verde, vermelha e branca de nossa escola se fará eternizado.

Avante família e que Deus nos guie por um caminho vitorioso com muita luz e bênçãos!

II - JUSTIFICATIVA DO ENREDO:

Justificando o injustificável... Partindo dos parâmetros das justificativas justas, justificamos aqui injustas colocações e destrambelhados momentos da história de nosso insano planeta. Defendemos os loucos e incompreendidos e provaremos que errados ou não, certos estão. Com o colapso mental aflorado, a X-9 Paulistana mostra que a diferença entre a linha do mundo real e delírios criados pela mente nada mais é do que uma fantasia secreta escondida dentro de cada um, um desejo que toma conta e se torna mais forte do que a vontade do raciocínio lógico transformando pensamentos e criando ilusões. Analisando de outro ângulo, o que a história nos mostra através de seus fatos e personagens é que o mundo que conhecemos hoje, pouco aproveitou das lições que a vida nos deu. Tiranos entraram em cena, inocentes foram parar nas fogueiras e praças e estátuas erguidas por ditadores em suas próprias homenagens. O pensamento às vezes não compreendido pode estar em algumas situações a um passo à frente da ignorância e da falta de entendimento gerando confrontos e desconfortos. É preciso saber analisar, ver e observar cada ponto de nossa história, estudar nossos artistas e adentrar em seu mundo colorido e distorcido. Ser diferente é normal, é humano. Pois cada um de nós traz em seu DNA marcas próprias que nos fazem ser quem somos e nos dá identidade, nos diferencia em todos os aspectos, seja físico ou mental. A chave que guarda o segredo que pode desdobrar e revelar a insanidade coletiva vivida por todos nós chama-se VIDA. Por isto vivemos e retrataremos momentos e personagens ensandecidos retratados em uma festa que faz com que a fantasia secreta de cada um já citado, aflore de vez,

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justificando o injustificável neste momento de insanidade e alegria que damos o nome de carnaval. E como no livro de Machado de Assis “O Alienista”, ficamos na dúvida se os loucos estavam dentro ou fora do nosocômio... III – SINOPSE DO ENREDO:
“ A diferença entre um poema e um louco, é que o poeta sabe que é louco... Porque a poesia é uma loucura lúcida.”
Mário Quintana
“Enquanto houver um louco, um poeta e um amante haverá sonho, amor e fantasia. E enquanto houver sonho, amor e fantasia, haverá esperança.” William Shakespeare
Na mais pura alegria, sob a luz do carnaval, a força infinita e mística do pensamento, da mente humana, deste que carrega a lembrança, a memória, a herança de uma vida, e o verdadeiro dom de viver, dom de fazer a máquina humana funcionar corretamente, apresentamos o nosso personagem principal do nosso carnaval: o cérebro insano e seus devaneios. Neste cenário louco e contundente abre-se o grande portal da insanidade que nos leva a uma viajem aos confins da imaginação levando a mente humana de encontro aos delírios do grande visionário Doutor Franco da Rocha, que através de sua linha de pensamento nos apresentara insanas e loucas situações que serão reveladas ao abrir as portas do templo da insanidade que de um delírio imaginário se tornou real e hoje se consagra como Hospital Psiquiátrico de Juqueri. Quem pensa sob o curto circuito emocional, é capaz de criar, é capaz de ousar e de aventurar-se em mundos surpreendentes revelando estranhas histórias, divertidos e exóticos personagens e situações inusitadas nas quais viajaremos rumo ao inexplicável. Apresentamos a grande Epopeia da Insanidade, através de estórias encontradas na história e pedimos passagem para que o Doutor Franco da Rocha receba personagens que um dia fizeram da insanidade o seu cartão de visitas... Ilustres Insanos são recebidos no Paraíso da Loucura apresentados pelo grande médico visionário...
PRIMEIRO DELÍRIO: A MENTE EM ETERNO CONFLITO...
Que o corpo humano seja uma grande máquina, disso não temos dúvida... Essa grande máquina humana, tem como o cérebro, o principal órgão e centro do sistema nervoso, contendo cem bilhões de neurônios, ligados por mais de dez mil conexões que geram força e energia. O verdadeiro HD humano, nosso Hard Disk, se entra em conflito, gera total distúrbio e insanidade, e é justamente aqui que começa a nossa viagem insólita pelo seio da loucura, mostrando o duelo entre os neurônios, num conflito arlequinal.
O curto circuito mental toma conta da mente humana, é ali o grande momento onde o ser se depara com a fronteira da racionalidade e a insanidade. Neurônios ensandecidos promovem
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uma descarga de informações reais ou não, que fazem deste carnaval a fronteira entre o imaginário e o inconsequente.
O cérebro torna-se uma perfeita máquina de ilusões, capaz de criar delírios, ideias, abstrações e sonhos. A viagem ao desconhecido nos revela imagens, cores e formatos, palavras jogadas ao vento, onde o sentido não releva sua importância e sim genialidade, nem sempre compreendida.
Compreender ou não este imenso turbilhão mental, a qual todos estamos sujeitos, traz à tona o questionamento de que, se somos nós os loucos varridos ou se somos os chamados “surtados”, os verdadeiros guardiões da realidade, presos em um mundo onde a loucura reina em absoluto, em um dia de 24 horas onde os ponteiros se entortam com o passar dos segundos, ilustrando uma imagem caótica e distorcida da suposta realidade em que vivemos.
SEGUNDO DELÍRIO: ENTRE O CÉU E O INFERNO, A FÉ E A CIÊNCIA! Chamas que não iluminam, que fecham as cortinas para a luz e abrem os caminhos para a escuridão. Temida por todos, a Santa Inquisição foi um poderoso instrumento que a Igreja Católica desenvolveu para punir os ditos hereges que ousavam pensar, ver e ouvir, espalhados em diferentes partes do mundo. A Inquisição reconhecia a loucura como uma doença que afetava diretamente os “miolos”, os inquisidores não afirmavam que se tratava exclusivamente de heresia. Este parecer não diferia muito do conceito popular com respeito aos doidos, nem tão pouco dos médicos que nesta época praticamente desconheciam doenças mentais. Seriam insanas pessoas ligadas às artes, às ciências, à literatura onde tudo era motivo para que as chamas da inquisição punissem àqueles que iam contra a Palavra da Igreja. A salvação pagã, vinha da palavra de Deus, bruxas, bruxos e hereges, deparavam-se constantemente com seu destino final: a Santa Fogueira, que absorvia almas, curava doenças e cobrava seus impostos. Um tribunal temido, onde a Palavra condenava e a razão de seus chefes era medida pelo seu estado de espírito. Cabeças pensantes, pessoas a frente de seu tempo, grandes visionários, artistas, estudiosos, grandes gênios, inseridos em padrões condenados como mentes insanas, que atribuíam a elas o título de pessoas fora da razão, hereges contagiosos, cuja única salvação era a própria morte ou o arrependimento de seus pecados. A ignorância, de uma época em torno das trevas, trazia ao profundo e controverso cérebro humano, a agonia do saber, e mostrava que a vontade de pensar reprimida era substituída, pela salvação por Paraísos Celestiais onde as portas estariam abertas à todos que cumprissem seus deveres religiosos e estivessem em dia com a poderosa e Santa Igreja, que via a ciência e o ato do livre pensar como profanos e fora das Leis de Deus. O cenário perfeito para que Deus e o Diabo convivessem lado a lado, pois não se sabia ao certo se o bem se vestia com os trajes do mal ou se o mal se vestia com mantos do bem.
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Grandes personagens surgem nessa fase obscura, emergidos desse cenário totalmente insano e desconfigurado de suas razões. A Divina Comédia de Dante Alighieri, não seria tão engraçada aos olhos dos que apontavam os impuros, e Joana D’Arc, seria considerada herege por falar a língua dos Anjos, e queimada por chamas que não perdoaram sua coragem. Imagens perturbadoras para uma época provocariam uma sociedade descontente, Jeroen Van Aeken, mais conhecido por seu pseudônimo Hieronymus Bosh, ainda nos dias de hoje intriga a todos com suas obras que impressionam. Os mares azuis da verdade, trariam a tona, Cristóvão Colombo, que alegara que a Terra era redonda, considerado um louco e ridicularizado por muitos estaria a frente de seu tempo colocando a prova seu nome perante a história. Os místicos olhos do futuro revelariam Nostradamus e sua Profecias que fizeram com que todos o condenassem como um Bruxo. Galileu Galilei, e sua afirmação, de que a Terra girava em torno do Sol provocaria a ira dos representantes de Deus, que condenavam o fato de não serem e estarem no centro do universo. A branca tela da imaginação daria lugar à “Nau dos Insensatos”, tingindo sua mente com tenebrosas cores inspiradas na verdade. Nas páginas do destino, Gil Vicente e seu fantástico “Auto da Barca do Inferno” levaria a humanidade a uma viagem ainda questionada pelos críticos religiosos, bem como Erasmo de Roterdã e seu tão moderno “O Elogio da Loucura” exaltando os desprovidos da razão. Em outras páginas o saber dava lugar ao medo, era o “Malleus Maleficarum” (O Martelo das Bruxas), que ditavam as regras da Inquisição, se tornando a Lei Maior de uma Idade de Trevas e medo onde a incoerência era o sobrenome da estupidez. Superando uma verdade obscura e passando por cima de uma época, pensantes e condenados pelas Leis Divinas, acendem a Luz da Razão, focando suas ideias, e seus pensamentos, para um paraíso pessoal, para um mundo novo e cheio de vida, onde a insana sanidade passa a ser tratada e não julgada a severas leis com atos de loucura. O mundo renasce das cinzas...
TERCEIRO DELÍRIO: NO REINADO DA LOUCURA, CADA REI COM SUA MANIA!
O pensamento absolutista, vigente no contexto da Europa Moderna, defendia o chamado “direito divino dos reis”. Na verdade, esses casos de “loucura real” são registrados há bastante tempo e figuram em algumas estranhas páginas da história de certas civilizações e reinados.
A que ponto a realidade passa a se tornar fantasia, e a que ponto a fantasia imita a realidade?
A mente humana viaja, e cria mitos, a história revela o poder nas mãos de desprovidos e audaciosos governantes que inspiram fantasias através de seu lastimável estado mental.
Não basta reinar, o importante é acreditar na verdade oculta... A mesma Roma que mais tarde seria devastada pela insanidade e incoerência de um, abrigou Hércules, como seu grande e legítimo Imperador: loucura máxima de Marco Aurélio Cômodo.
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As chamas insanas consumiram os neurônios do grande Imperador obcecado pelo poder, que de seus caprichos condenou a história a um de seus capítulos mais cruéis... “Ave Nero Imperador das Ilusões.”
Ao cair da noite, mitos e lendas se erguem dos túmulos... Poderia um corpo inanimado ganhar vida e gozar de prazeres eternos ao consumir o sangue humano? Entra em cena Vlad III, Rei Obscuro da atual Romênia, ou conde Drácula para os que acreditam na imortal loucura de um sanguinário... O grande embalador de seres humanos que ganhou sua imortalidade nos livros e cinemas, e ainda hoje, arrebanha seguidores dispostos a manter suas ideias e seus conceitos em uma prova viva que a insanidade atravessou os tempos, os séculos...
Na Inglaterra, George III, provou que a roupa não passava de uma simples necessidade, ao passar a se despir em público e conversar com árvores, como se as mesmas fossem outros reis e rainhas. Teve o fim de seu reinado no bosque real, acompanhado de árvores e arbustos da mais alta realeza europeia.
Na França Louis XVI e Maria Antonieta, por suas insanas extravagâncias, revoltam o povo francês que cansado de passar necessidades exige as cabeças dos Reis numa bandeja. É a insanidade da realeza que os levam à guilhotina...
O ícone máximo da loucura, o mestre do abismo da intolerância, que montado em seu cavalo branco, foi o símbolo de uma revolução... Conquistou fronteiras e acreditou ter o mundo na palma de suas mãos... Napoleão Bonaparte, que perdeu a guerra, mas ganhou a fama, sendo incorporado, ainda nos tempos modernos, por malucos desconhecidos, internados eternamente na companhia do fantasma do grande imperador.
E para quem achava que o poder é exclusivamente dos homens, e que a insanidade não afetaria a realeza feminina, surge em terras brasileiras, certa Família Real Portuguesa, fugidos da Europa, graças ao Imperador Napoleão... Na bagagem real, a grande monarca Dona Maria I, ou para os íntimos, Dona Maria “A Louca”, surtada ao ter seu império ameaçado por um louco ainda maior. Via fantasmas, tomava banhos em praças publicas, tinha surtos psicóticos e foi mãe de D. João VI, que não era louco, mas trouxe ao Brasil os mais variados e loucos costumes portugueses, que geraram progressos mas também criticas ao cometer a “loucura” de levar nossas riquezas...
Num passado não muito distante, não podemos esquecer do “Grande Ditador”, que nunca foi um rei, mas sonhava ser o “Dono do Mundo” brincando de “Deus”...
Reis e Rainhas, Grandes Ditadores, que com suas insanidades entraram para a História da Humanidade e são coroados no Real Império da Loucura...
QUARTO DELÍRIO: ILUSTRES MALUCOS BELEZAS NUM CENÁRIO SEMIGUAL!
Poderiam moinhos de vento, inspirar um escritor à criar um louco viajante, acompanhado de seu fiel escudeiro, Sancho Pança, destinados à combater gigantes e a salvar donzelas em apuros?
A grande dúvida surge, seria Dom Quixote De La Mancha a personificação oculta da brilhante mente de Miguel de Cervantes?
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Abrem-se as portas do questionamento, do imenso portal da imaginação, surge a arte como espelho da vida, guiada por olhares desconfiados, se ergue em uma plataforma incoerente , mas correta ao ponto de vista do artista, do estudioso ou do curioso...
O livro se abre, e a infância desperta... A fantasia toma conta, e em torno a dragões e viagens além do imaginário, a criança cria seu mundo bordado de ilusões e com o doce sabor da vida. Um Chapeleiro Maluco, fruto da imaginação do escritor Lewis Carroll, nos leva numa viagem insana a Um País das Maravilhas, que o gênio da insanidade Tim Burton deu vida no cinema...
No Brasil, Ziraldo nos apresenta “O Menino Maluquinho”, e a panela na cabeça vira o símbolo de um soldado infantil disposto a batalhar em defesa da imaginação. “Quem luta com monstros deve velar, porque ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.” Sábias palavras de um filósofo considerado um louco... Era o incrível e fascinante Friedrich Nietzsche.
Cores, gritos, e rostos desconhecidos, até mesmo deformados, que Van Gogh presenteia a arte, com suas pinturas, enquanto Picasso destorcia a realidade através de suas telas, o pincel virava a referência para que o talento se transformasse em emoção ao fazer de uma simples tela branca, poesia em forma de imaginação. Seraphine de Senlis, cumprindo ordens de seu Anjo da Guarda e da Virgem Maria, começa a pintar. Fabricava suas tintas e muitas vezes suas próprias telas... o castanho de sua obra muitas vezes são a própria terra; o vermelho, o sangue de animais e às vezes o seu próprio. Tudo misturado com cera que conseguia das velas da igreja. Quem a conhecia dizia: “quando saía do isolamento do seu quarto, ia falar e abraçar as arvores e as flores.”, sua verdadeira fonte de inspiração.
A ciência e seus cientistas loucos, ou loucos cientistas obcecados pelo saber? A relatividade ganhou a resposta da equação quando Albert Einstein, deu a resposta correta do que até hoje não sabemos ao certo o que é, com cabelos para cima e a língua para fora, a imagem marcante do imortal aprendiz da sabedoria, símbolo da genialidade humana.
Notas musicais emocionam a humanidade, e a imortalidade ganha os sons de um maluco que não poderia ouvir sua própria obra, Beethoven faz do piano, seu instrumento de contato com o lado não questionável da vida.
Um “maluco beleza” brasileiro, um roqueiro verde e amarelo, que foi a mosca na sopa de uma época, e se fez símbolo de uma geração... Eternamente Raul Seixas, que preferia ser uma metamorfose ambulante a ter aquela velha opinião formada sobre tudo e que dizia ter nascido há dez mil anos atrás.
Nas mãos do sonhador Bispo do Rosário, a arte ganhou formas, numa cidade no mínimo chamada de maravilhosa, a beleza de um louco que encantou e alucinou a pensantes e entendidos, que enaltecem sua obra como insubstituível, e mesmo que o juízo final não fosse fato, seu juízo afinal, estava além da nossa realidade.
Mas engana-se, quem pensa, que a loucura está restrita a pensamentos e à imortais obras de artes, hoje com cifras inimagináveis, ela também pode ser encontrada nos pilares da vida, por onde um dia um doce e solitário profeta nos revelou através de uma flor: Gentileza gera Gentileza.
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Obras de arte imortais, retratos das almas perturbadas, questionadas e ridicularizadas, que fazem destas insones mentes insanas, hoje representantes, do grande palco do “Theatrum Rerum Insanus”...
QUINTO DELÍRIO: JUQUERY – ANHEMBÍ – SAPUCAÍ... BEM VINDOS AO PLANETA INSANO! Mentes insanas, os insanos da folia, que hoje adentram Juqueri para fazer a festa maior de um povo, de uma nação. Com o orgulho de serem recebidos com as bênçãos do grande Doutor Franco da Rocha o “Palácio da Loucura” ergue-se perante os mestres da folia que influenciam as novas mentes carnavalescas. Carnavalescos, uma raça festeira, colorida e incoerente, que viaja nas cores de um pavilhão, para justificar um insano Planeta Carnaval, levando aos quatro cantos do mundo seus delírios e devaneios, numa viagem alucinante... De um simples ponto, a linha é traçada, formas e formatos são criados, mais tarde cores deslumbram o branco cenário da mente tomada pelo encantamento carnavalesco. Uma arte popular que evoluiu em conceitos. Tornou o carnaval “academicamente” popular, trazendo “Chica da Silva” e “Chico Rei” para os braços do povo. Foi “Barroca”, se tornou “High Tech“. Contaram estórias que a história não nos contou, mostrou que do “Lixo” se erguem reis e rainhas do “Luxo”, e com traços infantis colorem o “Amanhã” de muita gente... Já foi oferecida com toques “Tropicalistas” e “Siderais”, se rendeu ao “Mago das Cores”, que fez lágrimas apagarem as chamas que acabaram com uma brilhante “Festa Cigana”. E fez das “Alegorias Vivas”, verdadeiras obras de arte para o deleite do olhar de cada um, confundindo insanos espectadores tomados pela paixão mostrando que o “Segredo” da loucura estava no “DNA”. Definindo tudo isto como uma louca viagem capaz de fazer o mundo maior do que a lua, maior do que o sol, numa louca viagem aos confins das mentes de insanos criadores, borrados de tinta e sujos pelo pincel da imaginação. Criadores capazes de esfarrapar um “Cristo Redentor”, que em meio a mendigos, mesmo proibido olharia por todos nós. Criadores que nos levam a conhecer a história, montados em “Jegues e Camelos”, levando “Índios Tupinambás e Tabajaras” a desembarcarem exoticamente na França de “D. Catarina Di Médici” e do “Rei Sol”, saudados por nobres leques verde e amarelo. Explodindo “bombas através de mãos que fazem o samba” mostrando que todas as “Criaturas”, podem um dia tomar o lugar do “Criador”, numa “Delirante Confusão Fabulística”. Divinos criadores que nos oferecem momentos de emoção, vividos e revividos por todos nós. Mas é quando a “Liberdade” nos abre as asas e enxergamos o futuro em belíssimas combinações de cores, retornando a uma terra distante invadindo com forró e xaxado o lar de quem um dia sonhou em vencer...
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Tropical, colorido, indígena com pés no chão ou com patins, seja lá como for levam abacaxis, cajus, bananas... e ainda criam cidades ou lugares que nunca existiram. Criadores que voltam a ser criança, atravessando o mar da alegria, na sutileza do amanhecer derramam lágrimas de saudades em um uni-duni-tê inesquecíveis para quem um dia viu o sol beijando a lua. Mas como decifrar mentes tão conturbadas? Mas como decifrar mentes carnavalescamente indecifráveis? Mentes sem limites capazes de delirar em cima de uma mesa apenas com uma folha de papel e uma caneta? O DNA precisava ser revelado e qual seria a resposta? A resposta seria a mente insana de mais um louco-arlequinal incompreendido, que fazia do que ouvia, imagens do que sentia. Um louco abstrato capaz de colocar o carnaval em um tabuleiro, jogando suas peças para o ar, virando totalmente de cabeça pra baixo toda uma tradição alegórica. Diagnosticado com uma estranha mania de arrepiar, revelou seu segredo, levando almas e desembarcando a realeza em terras de ninguém que por fim em meio a trovoadas foi visto estranhamente evocando deuses nórdicos em uma avenida chamada Sapucaí, ou até mesmo Anhembi. Compreender não é possível! Questioná-los não é indicado! Se a saúde mental destes estranhos ou loucos carnavalescos não anda bem, o uso aproveitado de suas funções podem causar problemas gravíssimos e nesta noite de folia a X-9 adverte: Mentes insanas podem causar títulos e vitórias à sua agremiação, use e abuse sem moderação. Este louco caminho do carnaval promove o encontro da alegria onde mestres do carnaval se rendem aos mestres do amor!!! É o encontro de médicos que trocam seus estetoscópios por confete e serpentinas, enfermeiros e enfermeiras que se fantasiam de arlequins, pierrôs e colombinas, e pacientes que se misturam novamente à vida e à alegria... A terapia do sorriso é aplicada e o mundo se torna colorido onde os sons dos sentimentos ecoam pelos ares. Aplausos ao grande Doutor Franco da Rocha e ao projetista Ramos de Azevedo que modernizaram todo um conceito, fazendo o Juqueri o Templo da Insanidade que recebe hoje os célebres insanos das estórias de nossa História... Com o reconhecimento mundial já alcançado, a consagração maior se faz presente nesta festa que hoje recebe o nome de Maior Espetáculo da Terra, onde a ordem é brincar, sambar, amar e se divertir como um louco apaixonado pela vida, que fez em via e doou-se de coração... Obrigado Doutor Franco da Rocha! Hoje levamos o Anhembi e a Sapucaí, Templos Maiores do Maior Espetáculo da Terra, para dentro do Juqueri, e mostramos ao insano mundo dominado pelos ponteiros dos relógios politicamente corretos, que de carnavalesco e louco todos temos um pouco... FIM
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VI – PONTOS CONSIDERADOS IMPORTANTES
„h DOUTOR FRANCO DA ROCHA
„h NEURÔNIOS EM CONFLITOS
„h MENTE SÃ E MENTE INSANA
„h O CÉREBRO E A MENTE EM ETERNO CONFLITO
„h DIVINA COMÉDIA DE DANTE AGLIGHIERI
„h JOANA D’ARC E INQUISIDORES
„h NOSTRADAMUS
„h MALLEUS MALEFICARUM
„h CRISTOVÃO COLOMBO E A TERRA REDONDA
„h GIL VICENTE E O AUTO DA BARCA DO INFERNO
„h ESRASMO DE ROTHERDÃ E O ELOGIO DA LOUCURA
„h GALILEU GALILEI E A TERRA GIRANDO EM TORNO DO SOL
„h NAUS DOS INSENSATOS: ENTRE O CÉU E O INFERNO
„h NERO
„h VLAD III
„h GEORGE III
„h REI LOUIS XVI E MARIA ANTONIETA
„h NAPOLEÃO BONAPARTE
„h MARIA I A RAINHA LOUCA
„h O GRANDE DITADOR
„h O REAL IMPÉRIO DA LOUCURA...
„h DOM QUIXOTE DE LA MANCHA
„h ALBERT EINSTEIN
„h BEETHOVEN
„h VAN GOGH E SÉRAPHINE DE SENLIS
„h RAUL MALUCO BELEZA
„h BISPO DO ROSÁRIO
„h GENTILEZA GERA GENTILEZA
„h O MENINO MALUQUINHO
„h THEATRUM RERUM INSANUS
„h ACADEMIA DA LOUCURA – TRIBUTO A FERNANDO PAMPLONA, ARLINDO RODRIGUES E MARIA AUGUSTA
„h LOUCURA TRÓPICO-SIDERAL – TRIBUTO A FERNANDO PINTO
„h LOUCURA DO LIXO AO LUXO – TRIBUTO A JOÃOZINHO 30 E VIRIATO FERREIRA
„h LOUCURAS HIGH TECH – TRIBUTO A RENATO LAJE
„h LOUCURA BARROCA – TRIBUTO À ROSA MAGALHÃES E MAX LOPES
„h O SEGREDO DA LOUCURA ESTÁ NO DNA – TRIBUTO A PAULO BARROS
„h JUQUERI – ANHEMBI – SAPUCAÍ: OS REIAS TEMPLOS DA INSANIDADE CULTURAL
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V- CONSIDERAÇÕES FINAIS
A X-9 Paulistana, consciente de seu papel dentro do cenário do carnaval paulistano, dará neste momento o “pontapé” rumo mais um trabalho preocupada com os valores culturais, pois acredita que o carnaval é e sempre será uma porta aberta para expressarmos os valores e a riqueza do povo brasileiro.
Desde já, agradecemos todos os compositores pelo carinho e confiança em nosso trabalho, pois temos certeza que, juntos, faremos uma parceria de sucesso, unindo a concepção plástica e artística com a poesia e o lirismo.
Boa sorte a todos e que vença o melhor, pois sabemos que esse melhor será o melhor para a X-9 Paulistana e o melhor para a cultura e o carnaval.
EDSON ANDRÉ DOS SANTOS
PRESIDENTE
FLÁVIO CAMPELLO
CARNAVALESCO
ADAMASTOR
DIRETOR DE CARNAVAL
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Ano do enredo: 2013
Título do enredo: "Se pra ter diversidade basta viver com alegria: sorria...pois São Paulo hoje é só harmonia!"
Descrição do enredo:



I - Justificativa do enredo

O G.R.C.E.S. X-9 Paulistana levará pra avenida, a representatividade da união das raças e dos povos, numa corrente repleta de harmonia. Numa viagem  fascinante, mostraremos que o simples desejo de união, está na diversidade vivendo em comunhão, e isto está na alma da gente, na vida da gent e...O simples ato de sonhar, acreditar e realizar faz com que o mundo ganhe cores, vida, e traga alegria aos nossos corações.

É com essa imensa vontade e desejo de união, de confraternização universal, que levaremos a verdadeira alegria, e o desejo enorme de ser feliz!

Venha ser feliz com a X-9 Paulistana...Embarque com a gente nessa viagem fascinante... Pois levaremos ao mundo, o alegre e sagrado significado da vida!

Pois se pra ter diversidade basta viver com alegria, sorria... Pois São Paulo hoje é só harmonia!!!

II - Sinopse do enredo

O início

Era uma vez...
Uma  terra não muito distante, um reino formado por  pessoas comuns, representantes de todas as nações, de todas as cores, que haviam perdido o sentido da vida. O mundo havia se tornado sem graça, perante os olhos destas pessoas que viam em seu cotidiano o significado das cores, dos sons e perspectivas... A tristeza era predominante!
As flores sem perfume deixaram de desabrochar, pássaros  não voavam mais com a alegria de sempre, e o reino, antes, alegre e festeiro, hoje dá lugar ao silêncio e a melancolia.
A vida passava despercebida, enquanto o ponteiro do relógio impiedosamente condenava as horas, os minutos e os segundos desta gente, que jamais teriam este tempo perdido de volta...
Algo precisava ser feito, o reino precisava despertar... Para trazer de volta a alegria e a vontade de viver em harmonia com a vida, onde a verdadeira diversidade estaria na alma dessa gente!
O povo deste reino precisava reconquistar a simplicidade do brilho de
seus olhos.
Foi então que um sábio guerreiro resolveu buscar o elemento perdido numa viagem à outros quatro reinos: o Reino da Raça Negra, o Reino da Raça Amarela, o Reino da Raça Branca e o Reino da Raça Vermelha. Cada qual com sua característica, e com um grande segredo que se revelaria nessa grande viagem.
E assim a vida foi redescoberta! Foi então que sonho virou carnaval e ganhou as cores da folia, do manto da alegria, assim começa a história de um sábio homem que descobriu na alegria e na harmonia a sua maior paixão, e por caminhos e trilhas que percorreu buscou a resposta para sua vida...
Assim começa essa fascinante estória, que na verdade faria parte da História, que contaremos ao descerrar das cortinas e no abrir do grande Portal da Imaginação!
Eis que surge um Povo sem fronteiras, num Mundo sem Fronteiras...

O primeiro reino

Despede-se em poema o dourado sol da grande savana...
O ouro refletido em paz, o brilho da estrela maior, banha os rios, os lagos e os mares...
A fauna e a flora se abraçam, e o canto dos pássaros despede-se de mais um dia, de mais uma vitória.
Cai a noite um novo brilho, uma nova cor.
A noite se revela negra, e negra é a cor do continente mãe.
O que se sabe é que a alguns milhões de anos um ser se mostrou forte, e deu inicio a uma longa jornada sobre duas pernas, com os pés no chão, evoluiu e se fez guerreiro se fez imbatível, se fez altaneiro.
Negra cor da liberdade, que exala a fragrância profunda de quem um dia sofreu...
Negra cor da liberdade que entoa um canto de paz, capaz de seduzir e fazer até o mais injusto dos homens, se render à tamanha beleza.
Negra cor que transborda pensamentos e que transforma homens
valentes em leves pássaros a voar, rumo a um caminho desconhecido, rumo a uma viagem em busca do que ainda não se tem...
Cor negra, na pele com traços fortes...
Negra raça determinada e em busca de seu tesouro perdido surge à negra ancestralidade, calejada pela história... Memória negra de um mundo que lhe pede perdão...
Negra felicidade, no batuque do seu tambor, no ritmo contagiante
causado pelo bater de suas mãos, que um dia fez força no braço para erguer  monumentos  e  hoje,  levanta  estes  mesmos  braços  fortes,  para encantar o mundo em notas musicais.
Negra esperança refletida na fé de seus Deuses, no axé de quem sabe o que quer, e aonde quer chegar...
Negra  viagem  por  um  continente chamado  África  que  abre  suas
portas ao mundo revelando que a lágrima hoje derramada por uma criança é o regar de um futuro prospero e promissor...
Negra esperança que nuca morre, refletida no olhar de quem um dia chorou.
Diante desse belo cenário, na direção do nosso sábio viajante, segue um
Velho Guerreiro Negro, de vestimenta colorida, colares que caracterizavam a sua herança cultural, e um largo sorriso estampado no rosto e diz: "Bem vindo às minhas terras! Apresento-te o meu povo e suas riquezas".
O sábio homem, então, se depara com uma gente marcada pela
incoerência e pelo preconceito, mas que traz no rosto em harmonia a liberdade e a vitória, da raça.
Então perguntou ao senhor: "Como eles conseguem viver com tantas marcas do passado?".
O senhor então responde: "Olhe em sua volta... Conquistamos nossa
liberdade, somos donos desta terra de magia, onde o sol brilha durante o dia, dando a nossa terra a cor do ouro, e durante a noite, com o brilho da lua, nossa terra ganha a cor da prata. Nossos animais são os mais ferozes e mais  imponentes, guardam cada pedaço deste reino que também a eles pertencem, e nossos rios se confundem com mares, revelando à nossa terra todo o esplendor de uma savana milenar".
Nosso  sábio  guerreiro  então  pergunta  novamente:  "Mas  e  estas cicatrizes de sua gente? Estas marcas que eles carregam? Como podem ter este fardo e ainda assim conseguir viver em harmonia?".
E o senhor responde: "Estas marcas são a prova e a constatação de nossa vitória, foram adquiridas pela liberdade de nossa gente... Carregamos essas marcas  com orgulho de uma raça, que está garantindo aos seus sucessores um futuro de paz e alegria".
É revelado o primeiro segredo...
E segue assim, a viagem do nosso sábio guerreiro, rumo a um novo reino, e a revelação de mais um segredo...

O segundo reino

Um mandarim perdido a se revelar...
Um exército de pedra guarda o coração valente daquele que um dia reinou.
Enquanto o Último Imperador chora a desilusão da queda de uma dinastia.
O sol é vermelho, vermelho é o sangue, vermelho é a vida...
Do alto do grande monte o vento corta os céus, anunciando  a presença secreta de um ninja solitário, que leva em suas costas, a marca do grande Dragão, carregando em sua alma o ensinamento milenar de uma gente próspera e em eterno equilíbrio. O bem e o mal em um só símbolo, bordado pelo saber,  feito pelo tempo, ensinado por aqueles que jamais ultrapassam a velocidade do ponteiro do relógio.
Serenidade, paciência e perfeição, juntos na fé e na perseverança, eternos samurais treinados com respeito, na reflexão dos seus pensamentos.
Crenças imortais, monges, mestres, e espiritualidade misturam-se a fonte perfeita dos prazeres e das delicias.
Sabedoria refletida em harmonia, às sombras da cerejeira, o rouxinol despede-se com ternura viajando por mundos distantes em busca do que ainda não se sabe a resposta, mas na certeza do retorno garantido.
Revela-se o pergaminho, abrem se os papéis que o tempo um dia esqueceu, nas escrituras a verdade escrita, sob o sol nascente de mais um dia o antigo provérbio oriental se revela, e nas palavras ali descritas, a certeza que cada momento depende apenas de nós mesmos: "Uma longa viagem começa com um único passo..."
Nosso sábio viajante se depara com esse cenário magistral e eis que
surgem as revelações desse reino...
O primeiro segredo revelava o respeito! Este segredo mostrava que ali cabelos brancos eram sinais de sabedoria, davam status de rei e oferecia à todos, os privilégios por sua história de vida e luta.
O segundo segredo revelava, a fé! Este segredo mostrava que não importava o tamanho do obstáculo, pois um novo dia haveria de surgir no horizonte, banhado pela luz do sol, dando a certeza de que uma energia maior estaria sobre eles.
Para que este segredo viesse à tona eram necessários rituais e oferendas, louvando, não apenas seus deuses, mas também àqueles, que não  estariam mais entre nós, mas nos deixaram os ensinamentos e a herança de com viver em harmonia e equilíbrio.
O terceiro segredo revelava, a serenidade! Este segredo mostrava o caminho para a paz interior, ensinava a meditar e adormecia toda a fúria existente no coração, era o mais belo dos segredos, pois nele despertava também o amor.
Nosso sábio homem, com os segredos revelados desse reino, segue a
sua viagem...

O terceiro reino

O traço perfeito à imagem refletida, e a busca pela obra começa aqui. Contos de fadas imortais, inspirados em fatos reais, reis e rainhas de
carne e osso, fazem da história o presente e o futuro guardado a sete
chaves em uma torre cercada mitos e fantasias, reflete-se aqui a imensidão nórdica, que um dia conquistou o conquistador, que fez de um continente palco de acontecimentos que mudariam os rumos da humanidade, que fez desta gente a referência nos pincéis que  misturaram as cores criando texturas, e descobriu que a verdadeira obra é a harmonia em que se revelam os sentimentos.
Fez da fé seu grande tesouro... Espalhando-a pelo mundo, estudou, navegou, conquistou, catequizou...
Em nome do pai, pregou a cruz em solos estrangeiros, apresentando a   Salvação na qual acreditavam,  pois em nome do Filho crucificou incrédulos, e por poder, e mais tarde em nome do Espírito Santo assumiu seus erros e pediu perdão pelos pecados da humanidade.
Harmonia na religião, nas  artes, e  na ciência. Desbravadores  de
oceanos, escrivães da história, que hoje sai do papel, para ganhar forma e cores sob os olhos de quem viaja em busca da eterna felicidade, que mesmo perante a ciência e suas descobertas, não se deixa abater criando soluções acima da fé, mas que consideram na maioria das vezes eternos milagres capazes de fazer sorrir.
Parou para observar as pessoas deste reino!
Fora recebido pelo Líder  Maior da  crença  predominante  entre  os povos  desta raça, quando nosso sábio guerreiro questionou: "Estão todos sempre ocupados, correndo... Mas todos mantêm a alegria de viver e uma alegria cativante e  otimista  expressado em seus rostos!  Qual  seria o verdadeiro motivo?".
Então obteve a resposta de Vossa Santidade: "Aqui todos somos reis, todos somos iguais e todos vivemos num reino distinto! Somos reis de nossas vidas,  prezamos nossas famílias e honramos nossa história, e governamos com amor, com liberdade, com igualdade e fraternidade! Conhecemos o espírito da eterna felicidade! Guardamos o segredo da justiça, da sabedoria, do conhecimento, da fé, da ciência...Em nossa história nos aventuramos e conquistamos, damos valor às grandes obras de arte, bem como a arte popular de nossa gente, cremos que a nossa real alegria e harmonia vem de anos de estudos e conhecimentos adquiridos por navegarmos em mares nunca antes navegados. Nossas  construções milenares, guardam a nossa maior riqueza: a imortalidade de uma gente que vale mais do que o ouro e reflete mais que a prata...
Somos nobres sim, mas nossos corações são quentes como a luz do sol! Recebemos e acolhemos todas as pessoas, sempre de braços abertos!".
Mais uma vez nosso sábio guerreiro segue seu caminho...

O quarto reino

De repente o sábio guerreiro chega num reino sem muros, sem palácios, e sem relógio...
A beleza  é  fascinante, pois a natureza emoldura com traços do Criador todo o encantamento do nosso viajante. Os olhos humanos não conseguem captar toda exuberância deste Reino Divino.
Assustado ele se depara com uma imensidão, uma beleza infinita, onde tudo se vê, onde tudo se ouve! Depara-se com os sons da natureza, a sinfonia dos rios, que desperta Tupã, que e o recebe com um grande abraço fraternal.
Tupã, então, apresenta o seu povo, a sua gente! Mulheres guerreiras e  trabalhadeiras, crianças que brincam na mata como se estivessem no Jardim  do  Éden, homens corajosos, que embreavam mata adentro à procura dos alimentos do dia-a-dia. E o que todos eles tinham em comum? Uma ingenuidade e uma pureza que vinham da alma.
Nosso guerreiro então pergunta a Tupã: "Não existe riqueza, não existe  conforto, não existe facilidades, como eles mantêm esta felicidade cativante?".
Tupã então responde: "Nossas riquezas, tiramos de nossas terras, onde plantamos, pisamos, vivemos e colhemos os frutos do nosso dia-a-dia. Conforto, temos ao cair da tarde, ao nos depararmos com o pôr do sol, ou num dia de calor quando uma grande árvore da vida, nos oferece sua delicada sombra para repouso e felicidade! Pois tudo o que precisamos, a natureza nos presenteia de bom grado! Falamos com o vento... Entendemos os animais, sabemos quando o tempo de amanha irá nos garantir a doce chuva, que lava as nossas almas. E através de festas e rituais agradecemos constantemente por todas estas dádivas!".
Tupã então finaliza: "Este é o meu povo, a minha gente! O povo que carrega na alma a eterna pureza da criança!".
Nosso sábio percebe que o que encontrava, para sempre esteve no seu  reino, e segue o caminho de volta, confiante e com a certeza de ter
revelado os grandes mistérios e segredos da vida!

A revelação

De volta ao ponto de partida, nosso sábio homem, volta sem nenhuma riqueza material, mas com várias questões resolvidas!
Percebe que sua gente guerreira carrega a vontade de viver e de
vencer...Era chegada a hora da alegria vencer a tristeza, das cores emanarem da alma e da vontade de viver em harmonia intensamente, dominando a vida de todos desse lugar...Nosso guerreiro sorri e revela, o que descobriu, ao seu povo: "Estive fora, viajando por todos os Reinos do nosso  Mundo,  que pareciam, até então, desconhecidos, mas na verdade, esses lugares e essas pessoas fazem parte de nossas vidas...
Ao retornar, encontrei num País, uma Grande Cidade, onde a vida encontra a harmonia na diversidade que é respeitada e
honrada. Nesse reino  onde onze milhões de pessoas, se deparam com setenta idiomas, todos falam a mesma língua: a linguagem da alma... Onde todos vivem em paz, com suas crenças e ideais! Todos somos livres, iguais... A fraternidade, aqui, é Universal!
Em nosso Reino, encontramos o passado e o futuro caminhando lado a lado e isto está em nosso presente!
Aqui é onde a força, o poder e a energia se encontram com a diversidade, com a harmonia e com a vida! Onde encontramos o respeito, a dignidade, a alegria. Onde existe a honra e orgulho de sermos e fazermos parte dessa terra, deste chão! Nossa terra é de todas as raças, é de todas as faces, de todos os credos, de todas as cores...
Nosso  Reino é o coração de um Gigante que há muito tempo despertou, para mostrar ao mundo a sua grandeza e beleza! E esse Gigante se mostra capaz e inzoneiro, grande e altaneiro, faz de si mesmo um hino à liberdade, faz de seu nome exaltação à força, de suas estrelas, os símbolos de diversas vitórias, das suas cores, orgulho de uma gente, e de sua imagem, a ideologia de uma gente guerreira.
E é aqui, que a viagem se encerra, pois não existem buscas e sim agradecimentos!
É aqui que a viagem se revela, pois não existem povos e sim uma única nação, aqui é São Paulo, um pedaço do Brasil, o grande
celeiro de ideias e paixões...  Uma cidade forte, muralha inquebrável, um polo receptor de divisas, local onde a diversidade
vive em harmonia com aqueles que chegam de coração e mente aberta, onde a busca por uma resposta, nada mais é, do que uma vivência à mais no dia- a-dia da cidade mais agitada do Brasil.
Esse Gigante se chama Brasil, e nele é o lugar do nosso Reino, que se chama: São Paulo!
São Paulo de todas as tribos, de todos os povos, de todos os lugares, de todas as artes, de todas as nações!
É com essa São Paulo de alma futurista, que daremos um salto para 2020, para mostrarmos ao mundo, que no coração do nosso
Gigante Brasil, caberá um mundo em harmonia!!!
Pois a força da diversidade traz a harmonia para o nosso crescimento!
E se pra ter diversidade basta viver com alegria, sorria... São Paulo hoje, amanhã e para todo o sempre é e será só harmonia!

Flavio Campello - carnavalesco

 
Ano do enredo: 2012
Título do enredo: Trazendo para os braços do povo o coração do Brasil, a X-9 Paulistana desbrava os sertões dessa gente varonil
Descrição do enredo:

Autor: Flavio Campello

Apresentação

O G.R.C.E.S. X-9 PAULISTANA traz para o carnaval 2012 um enredo ufanista. No ano em que se comemora os 90 anos da grande revolução cultural, a Semana de Arte Moderna de 1922, mostraremos que nos tornamos grandes antropófagos. Que apreciamos e degustamos toda a cultura do interior do Brasil, numa tentativa de redescobrirmos nosso país. Que nos tornamos desbravadores, novos bandeirantes de aço. Fundimos esses 90 anos de essência antropófaga modernista com os 20 anos do Rally dos Sertões, em que a sede de se tornar um competidor nada mais é que se vestir de desbravador, se transformar em um novo bandeirante, que, rumo ao coração do nosso Brasil, mostrará a verdadeira face de um País por meio dos olhares e dos tímidos sorrisos de seu povo, de sua gente guerreira, que nos levará de encontro ao verdadeiro sentido do Brasil!

Um tema-enredo que tem como característica primordial enaltecer as belezas, as riquezas naturais, a fauna, a flora, os frutos dessa terra mãe gentil. Exaltando seu povo, a bravura de nossa gente alegre hospitaleira e, acima de tudo, brasileira!

O rico folclore e os costumes dessa gente varonil, que nossa agremiação tem a honra e a glória de levar para os braços de todos, a verdadeira face do coração desse Brasil, onde nos vestimos de desbravadores e redescobrimos juntos os verdadeiros “Sertões” dessa pátria mãe gentil!
“Minha vida é andar por esse país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando as recordações das terras por onde passei
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei.”
Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil


Introdução

Para a melhor compreensão de nosso tema-enredo pelos senhores compositores, esta sinopse foi construída em grande parte na primeira pessoa, pois em sua proposta central a Escola de Samba X-9 Paulistana, embebida na atmosfera Modernista, transforma-se na figura de um grande desbravador rumo ao “redescobrimento” do Brasil, quando perceberemos essa grande e ainda desconhecida nação. Isso mesmo, senhores, não se assustem, mas será que realmente conhecemos nossas raízes culturais, nosso povo, nossa terra? Melhor, será que nós nos conhecemos em toda nossa plenitude? Quando dizemos nós, estamos nos posicionando como “povo brasileiro”.

Faremos esta viagem ao coração do País com o Rally dos Sertões, maior prova off-road da América Latina, que comemorará em 2012, paralelamente com os 90 anos de Modernismo no Brasil, seus 20 anos de existência. E todos os seus percursos nesses anos de História foram muito além de uma modalidade esportiva: sempre existiu – e continua existindo!   a preocupação em valorizar nossa cultura popular, nossa gente e nossa terra com ações socioeducativas e ambientais.

Portanto convocamos todos os amantes do carnaval paulistano a celebrar conosco essa grande festa em prol da nossa cultura popular e em valorização do nacional, mudando o foco de nossos olhares e reconhecendo essa nação tão rica.

Desejamos a todos boa sorte. Agradecemos desde já a participação de todos e que vença o melhor, que, com certeza, será o melhor para o carnaval da X-9 Paulistana e para o crescimento do carnaval da cidade de São Paulo.

“… Ó subalimentados dos sonhos…

A poesia é para comer”

“Só a Antropofagia nos une…”

Primeiro setor - “O Redescobrimento do Brasil”

Inundada pela atmosfera do Movimento Modernista no Brasil, a X-9 Paulistana embarca numa viagem insólita rumo ao coração do Brasil para mostrar o quão grande e rica é nossa cultura popular e quanto falta valorizarmos nossa nação.

O ponto de partida é São Paulo, onde somos arrebatados de um tempo distante, quando bandeirantes desbravadores rumo ao desconhecido adentraram em terras nunca antes exploradas em busca de riquezas. Hoje somos, junto com os corredores do Rally dos Sertões, verdadeiros “Bandeirantes de Aço” do século 21, que, por meio da emoção, da aventura, da velocidade e do coração   máquina que nos impulsiona a cada vez ir mais longe: é o progresso com compromisso socioambiental e a alegria do carnaval   redescobriremos este Brasil cheio de encantos e riquezas muito maiores que nossos antecessores de séculos atrás.

Tupi or not tupi, that is the question – já dizia há quase 90 anos Oswald de Andrade…

Salve o Brasil, Cariba, salve a cultura popular, salve o nacional.

Pontos importantes:

Atmosfera Modernista
X-9 Paulistana desbravadora
Redescobrimento do Brasil
Rally dos Sertões – desbravadores
Bandeirantes de Aço
De São Paulo para o coração do Brasil
A máquina que nos leva, impulsiona – progresso
O coração, a emoção, a velocidade, a aventura
Salve a cultura nacional

Segundo setor - “As Belezas e Encantos dos Lugares por Onde Passei”

O nosso País é rico em paisagens naturais. Sem dúvida nenhuma, o Brasil é uma das nações mais lindas do Planeta, agraciado em quase toda a sua extensão e praticamente durante o ano inteiro pela presença do “Astro-Rei”. É um País admirado por todo mundo por suas praias de infinita beleza, pela Amazônia, o grande pulmão do mundo, o Rio de Janeiro e seu “paraíso tropical” repleto de mulatas e embalado pelo futebol e o nosso querido carnaval, sem se esquecer de São Paulo, nossa “cidade de pedra”, à frente do seu tempo. Mas será que nosso País, esta enorme nação continental resume-se a isso?

Convido a todos a partirem comigo nesta viagem que parte de São Paulo, essa terra de desbravadores, rumo ao coração do Brasil, ao interior de nossas terras e, assim, desvendar e apreciar muito mais o que ela pode nos oferecer.

Desbravando terras brasileiras, encontro um paraíso sem igual, cenário de uma fauna exuberante com seus animais tipicamente brasileiros de um colorido encantador, seduzindo e enchendo os olhos com tanta beleza. Encontro um Brasil de contrastes enormes, mas de uma harmonia jamais vista, que vai da resistência do carcará ou do calango à graciosidade da arara-azul ou da onça pintada.

Nesse mesmo contraste natural, encontro matas verdejantes e uma flora colorida num mesmo País de cerrado e caatinga com sua “terra vermelha”, mas ambas com suas riquezas e seus frutos. São paisagens naturais banhadas por grandes rios, cada um com sua importância, como o São Francisco (o Velho Chico), o Araguaia ou o Tocantins, dentre outros. Mas de uma coisa tenho certeza: beleza maior no mundo não há.

Pontos Importantes:

Brasil de belezas naturais;
O sol – o grande astro-rei
Não conhecemos o Brasil;
Terra de contrastes e harmonia;
Os pássaros;
A fauna terrestre;
Paisagens terrestres – Mata Atlântica – Cerrado – Caatinga;
A Terra – os frutos da região – frutos da terra;
Os rios da região central brasileira e sertão;
Brasil, melhor lugar do mundo.

Terceiro setor - “Sou Mestiço, Sim, Senhor, e Hoje Mostro a Diversidade Dessa Gente Varonil”

Temos um País privilegiado. Eu, brasileiro, me orgulho de ser mestiço por excelência, pois nasci de uma fusão valorosa de três diferentes raças (o branco, o índio e o negro), responsáveis pela etnia brasileira que justifica a grande diversidade existente entre nós   a diversidade é um elemento central para se entender a formação do povo brasileiro.

Nessa viagem reveladora ao coração do Brasil, levo comigo muito mais que a bravura de meus irmãos bandeirantes, levo toda uma cultura de essência tropeira e caipira. Cresci dessa mistura de branco e mestiço, com o “negro da terra”, que há tempos avançaram de São Paulo de Piratininga ao centro do meu País, certos de encontrar no caminho o Grande Eldorado brasileiro. Fui condicionado à vida dura que me fez forte, esperto, resignado e prático, em que me apresentei cedo para a luta, tornando-me, por meio de uma cultura de traços medievais, um homem da terra, um sertanejo, ligado a uma cultura que mais parece uma grande colcha de retalhos por suas diversas formas de expressão artísticas com suas rendas e bordados, cerâmicas e trabalhos artesanais.

Faço parte de um povo alegre e festeiro que, por meio da sua musicalidade plural, seus costumes, sua culinária saborosa e tradições culturais, enche de orgulho esse Brasil varonil.

E hoje tenho certeza: o Brasil está em toda parte, o Brasil está dentro da gente.

Pontos importantes:

A formação do povo brasileiro;
O Brasil mestiço;
Brasilidade;
Brasil de essência rural;
Influência caipira – paulista – bandeirante – desbravadora;
A alma sertaneja;
O homem forte – homem da terra;
Cultura popular;
Orgulho de ser brasileiro;
A musicalidade do interior do Brasil;
Culinária regional;
Manifestações artísticas.

Quarto setor - “Folguedos e Folclore Desse Povo Festeiro”

O folclore do Brasil é riquíssimo, um dos mais variados do mundo, pois construímos expressões híbridas, ou seja, culturas se misturam, resultando em novas expressões de manifestação popular.

O Brasil, vasto qual um continente, apresenta regiões distintas, onde há diferença de intensidade das influências dos povos formadores. Por outro lado, cada região possui seu gênero de vida de acordo com o meio ambiente, o que influi, também, no folclore brasileiro.

Viajando pelo interior de nosso imenso Brasil, pude conhecer um país de linguagens populares: gíria, apelidos, metáforas, frases feitas, praticamente dialetos dentro de uma única nação, mas, como uma especificidade que não existe em lugar nenhum, todas essas linguagens vigem e convivem em perfeita harmonia.
Estou falando de uma cultura de tradição oral com poesia, história, fábulas, lendas, mitos, romances, anedotas, provérbios, orações, pregões e literaturas de cordel, todos transmitidos oralmente.
Estou falando de um povo extremamente religioso e supersticioso com suas procissões, romarias e festas e folguedos populares, onde vi nascer um Sebastianismo Popular Mestiço.

É um folclore rico por suas tradições, sua musica, sua dança e seus trajes cerimoniais. Deparei-me com um povo que não vive sem a benção do Divino Espírito Santo, ou de seus santos de devoção, e “brincam” sua cultura popular num misto de reverência, religiosidade e festas quase carnavalescas, com suas cores, fitas e rendas exaltando reis e rainhas do povo.

Pontos importantes:

Festas e Folguedos populares – Divino – Folia de Reis – Festas Juninas – Congada – Maracatu Rural – Bumba-meu-boi – Cavalhada;
Religiosidade – Superstição;
Tradição Oral;
Folclore rico;
Diversas linguagens.

Quinto setor - “Rally dos Sertões: Esporte e Cidadania em Perfeito Equilíbrio”

No coração do Brasil, é dada a largada!

O sonho da velocidade mistura-se com o desejo de aventurar-se. Esse cenário de contrastes serve de pano de fundo para a maior prova off-road da América Latina. Sei que nada será com antes…

Poeira, lama, calor de derreter os miolos ou frio úmido, nas madrugadas, estradas de asfalto e de terra, picadas na mata, desfiladeiros e planícies. Onde a emoção e a adrenalina se fundem rumo ao horizonte. Quanto maior a dificuldade, maior o prazer de vencê-la…

O Rally dos Sertões é uma impressionante mistura de tudo isso: esporte, tecnologia, emoção, amor, paixão, adrenalina, ação ambiental, cuidado com a ecologia, responsabilidade sociocultural, consciência cidadã…

Dividido entre o presente que projeta o futuro e o passado que permanece vivo e estagnado.

Embarco nessas máquinas incríveis e potentes, desbravo o coração do Brasil com a sensação de me tornar um descobridor de um Brasil que até então para mim é um desconhecido.

Tantas e tão intensas emoções aguardavam os homens com suas máquinas velozes e coloridas, fazendo poeira e história no sertão. Descobrindo as faces de um Brasil sertanejo, caipira, um Brasil bem brasileiro. Redescobrindo esse país cheio de encantos mil.

O que vale nisso tudo é justamente isso… Conhecer a alma do Brasil, viajar por esse País, não importando que não houvesse nenhum pote de ouro no fim do arco-íris. O importante é chegar lá, na bandeirada final, com o orgulho de ter atravessado parte do País, sem desistir!

Sou um brasileiro, desbravador, um vencedor… Eu sou X-9 Paulistana, pisando forte na avenida e mostrando ao mundo as verdadeiras faces do Brasil e de seus brasileiros.

Nesses 20 Anos do Rally dos Sertões, todos nos orgulhamos, cada vez mais, por fazer parte de um País tão rico em sua diversidade. O Rally se torna os olhos de todos nós e mostra quantos Brasis existem dentro desse gigante Brasil! O meu, o seu, o nosso Brasil 100% brasileiro!!!

Pontos importantes:

Rally dos Sertões;
Aventura, emoção, paixão;
Velocidade, tecnologia;
Competição, garra – o sonho de ser campeão;
Competição internacional – presença de competidores de vários países;
Ação ambiental;
Ação social.

Considerações finais

A X-9 Paulistana, consciente de seu papel dentro do cenário do carnaval paulistano, dará neste momento o “pontapé” rumo mais um trabalho preocupada com os valores culturais, pois acredita que o carnaval é e sempre será uma porta aberta para expressarmos os valores e a riqueza do povo brasileiro.

Desde já, agradecemos todos os compositores pelo carinho e confiança em nosso trabalho, pois temos certeza que, juntos, faremos uma parceria de sucesso, unindo a concepção plástica e artística com a poesia e o lirismo.

Boa sorte a todos e que vença o melhor, pois sabemos que esse melhor será o melhor para a X-9 Paulistana e o melhor para a cultura e o carnaval.

 
Ano do enredo: 2011
Título do enredo: Enredo 2001
Descrição do enredo:

Enredo para o desfile de 2011

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: Do além-mar, a Herança Lusitana nos une... Ora, pois! A X-9 é portuguesa com certeza
Descrição do enredo:

Apresentação   

No ano de comemoração do centenário da Republica Portuguesa a X-9 Paulistana tem o orgulho de celebrar neste carnaval de 2010 a História e as tradições da cultura Lusitana no Brasil.
Portugal é uma das mais antigas nações da Europa, existindo como país há mais de oito séculos. Hoje constitui um dos Estados mais homogêneo da Europa, com um só povo, uma só língua, uma só religião.
Queremos falar aqui muito mais do que heranças culturais e históricas, queremos enaltecer a nossa identidade como povo brasileiro e como nação mestiça, a terra do futebol, da mulata e do carnaval sim, mas muito mais que isso, falaremos de uma grande colcha de retalhos chamada Brasil, a grande nação multicultural e étnica, herança que muito devemos aos nossos patrícios.
Nos vestimos com muito orgulho do verde e vermelho de Portugal e da X9 Paulistana neste carnaval. Carnaval este que tem suas raízes nos entrudos portugueses e aqui no Brasil encontra a ginga do negro e hoje se fará presente através de 35 anos de História no coração da Zona Norte.
Faremos um desfile com a maravilhosa alegria do povo português e brasileiro, com suas festas e danças típicas, entoadas pelo fado e pelo samba. Uma grande festa alimentada com muito bacalhau, regado com muito azeite e acompanhado com um bom vinho do Porto.
Celebraremos aqui a fé e a religiosidade lusitana e brasileira, com suas procissões, romarias, novenas e seus santuários, pedindo a benção de Aparecida e Nossa Senhora de Fátima, com seus segredos.
Estamos falando da grande pátria mãe: Portugal, terra dos grandes desbravadores, banhada pelo mar, dona de grandes riquezas naturais e de um povo gentil e hospitaleiro, a pátria mãe que tantas riquezas culturais nos ofertou e se faz neste momento carnaval na X9 Paulistana.
 
Montagem de enredo

Primeiro setor

“De além mar a herança que nos une”  
Dos mistérios do Atlântico à travessia do Cabo das Tormentas, num mar de mistérios e magias, que seduz e assusta, com suas serpentes marinhas e seus monstros gigantes, desponta a nação dos grandes navegadores e desbravados da História da Humanidade.
“Quem te fez nascer Portugal”, com todo poder herdado da mitológica Escola de Sagres, seus métodos de navegação modernos, seus mestres, doutores, seu astrolábio e sua errância.
Em um ato de pioneirismo e bravura, os portugueses encontram a nossa Terra Brasilis, momento que simboliza o encontro de duas culturas distintas: o português se depara com o tão sonhado “Paraíso Tropical”, terra de encantos e maravilhas habitada por índios nativos, o “Jardim das Delícias”.
“As águas são muitas e infinitas.
E em tal maneira é grandiosa (esta terra)
Que querendo aproveitá-la tudo nela dará”
Pero Vaz de Caminha  
Neste momento em suas caravelas do descobrimento o navegante português trás consigo sua paixão pelo mar, misterioso mar, e todo o legado da cultura secular lusitana que agregada a sabedoria dos índios, donos da terra e posteriormente o braço forte do negro africano, formando as raízes do Brasil.

Pontos importantes:

• A importância do mar;
• Grandes descobrimentos, navegações, desbravadores;
• Mistério além do Atlântico – o imaginário português, mitologia;
• Portugal e Brasil – encontro cultural;
• O índio, o nativo;
• Belezas naturais;
• Paraíso tropical, paraíso terrestre, jardim das delícias.

Segundo Setor

“Minha Pátria é a língua portuguesa”
“Ó Língua Portuguesa,
és o canto maior de uma raça,
de homens e mulheres
que ampliaram fronteiras”
Wanderlino Arruda
Um dos maiores legados de Portugal ao Brasil é a língua portuguesa, base da nossa cultura e elemento fundamental que define a nossa identidade.
Hoje o português graças ao Brasil, é uma das línguas européias mais expandidas do mundo, falada por cerca de 200 milhões de pessoas sendo a língua oficial de oito países, a terceira língua mais falada no mundo e representada nos cinco continentes, e aqui com a mistura da matriz Tupi e os dialetos africanos se faz única.
A língua é nossa mãe e desde a sua essência poética com Camões e Fernando Pessoa ela se faz dinâmica, seja falada, escrita ou musicada.
Homenagearemos aqui os grandes poetas e escritores portugueses, músicos e trovadores, hoje tão bem representados por José Saramago (prêmio Nobel), e pelo nosso museu da língua portuguesa.
 
Pontos Importantes:

• Língua Portuguesa X identidade nacional;
• Matriz Tupi;
• Influências africanas;
• Jesuítas – catequização;
• A língua falada, escrita e musicada;
• Poesia, trovas, teatro, literatura portuguesa;
• O mundo de língua portuguesa;
 
Terceiro Setor

“Manifestações culturais e heranças portuguesas”
Todo português trás dentro de si o traço da alegria, da musicalidade e da dança. O lusitano trouxe para o Brasil a paixão pela música, pela dança e pelo folclore e podemos apreciar isso, em vários elementos da nossa cultura, visto que uma das maiores representantes desse intercambio cultural foi Carmem Miranda, portuguesa de nascimento, mas brasileira de coração, mas acima de tudo artista do mundo.
O domínio do homem em seu espaço deve-se, em grande parte, a transmissão dos costumes, herança social, cultura, onde o Brasil recebeu acentuada influência da cultura portuguesa, acolhendo língua, religião, usos e costumes de Portugal.
As influências portuguesas se dão no Brasil desde seu descobrimento e se faz presente até os dias de hoje, com uma acentuada imigração portuguesa contemporânea. Mas quem abre as portas para a entrada dessa cultura lusitana no Brasil é a Família Real Portuguesa de D. João VI, que a pouco mais de 200 anos mostrou o Brasil para o mundo.
As Influências da cultura portuguesa no Brasil podem ser vistas na nossa arquitetura, nossos sobrados tipicamente portugueses bordados por lindos azulejos e de grande manifestação do barroco. Temos a música, as danças portuguesas, o modo de se vestir, de se portar, enfim, o “jeitinho” português de ser.
O português traz consigo a paixão pelo futebol, pelas festas e o prazer pela comida.  Muito da cozinha brasileira é fruto da herança de nossos irmãos portugueses, esta culinária é caracterizada por ter pratos ricos, cheios de sabor e  baratos de preparar. A influência das antigas colônias na comida portuguesa é clara, especialmente na grande variedade de temperos usados. Há também a influência árabe e moura, especialmente no sul de Portugal.
Portugal é uma nação com vocação marítima, e isso se reflete na quantidade de peixes e frutos do mar consumidos pelos portugueses. Dentre eles, o de maior destaque é o bacalhau, que é a comida nacional de Portugal e da qual se diz que há mais de 365 maneiras diferentes de cozinhar, uma para cada dia do ano, tudo regado com um bom azeite português. Atualmente somos os maiores importadores de bacalhau do mundo.
Os vinhos portugueses merecem um destaque especial. São conhecidos em todo o mundo pela sua ampla gama e excelente qualidade.
 Pontos importantes:

• Família Real – costumes portugueses;
• Arquitetura portuguesa – sobrados, azulejos, etc.;
• Manifestações artísticas – o barroco;
• Danças, músicas, trajes típicos, folclore;
• Futebol;
• Culinária – o pão, bacalhau, vinho, azeite, etc.
• Carmem Miranda;

Quarto Setor
�“Festas, romarias e manifestações religiosas – Fé, devoção e crenças lusitanas”  
O Português trouxe consigo ao Brasil a sua fé, as suas crenças e devoções, tão presentes nas nossas festas religiosas, desfiles e romarias.
Desde tempos remotos as festividades religiosas estão em primeiro lugar na cultura portuguesa, que nas capelas das aldeias ou vilas de Portugal, fazem devoção a seus “santos e santas”, “padroeiros e padroeiras”.
As romarias e as festas são traços típicos da cultura popular do povo português, são manifestações extremamente numerosas e variadas, fazendo parte das tradições e memória de um povo que luta para manter viva a sua cultura popular.
Símbolo maior desta fé religiosa esta no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, com suas festas, romarias, e que todo ano recebe milhares de peregrinos de todo mundo, herança dada ao Brasil hoje com o Santuário de Aparecida, um dos maiores do mundo.
 
Pontos importantes:

• Fé e devoção católica;
• Superstições;
• Festas religiosas: Festa do Divino, Folia de Reis, Festas Juninas, etc.;
• Os santos populares, padroeiros e padroeiras;
• Nossa Senhora da Conceição, padroeira e rainha de Portugal;
• Romarias, círios;
• Peregrinações, santuários religiosos.
 
Quinto Setor
“Do entrudo português ao nosso carnaval
São 35 anos de felicidade
Ora pois!
A X9 Paulistana celebra 100 anos de República Portuguesa
O carnaval é considerado uma das festas populares mais representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.
Agregamos ao nosso carnaval o batuque e ginga do negro e com isso temos hoje um dos maiores espetáculos do mundo, com desfiles monumentais e grandes escolas de samba.
É neste clima de festa que hoje celebramos 35 anos de História dentro do carnaval paulistano, com muitas glórias e vitórias, nos vestindo do verde e vermelho e toda herança portuguesa tão forte em nossa comunidade X9 Paulistana que celebra com nossos irmãos o Centenário da República de Portugal.
Pontos importantes:

• O entrudo português;
• O batuque do negro – formação do samba paulistano;
• X9 paulistana: sua formação, influência portuguesa – “o samba do beco”,
Filhotes da X9;
• X9 Paulistana: sua identidade – o vermelho e verde de Portugal de da X9;
• 35 anos de X9 Paulistana;
• 100 anos de República de Portugal – Revolução dos Cravos;
• Portugal, Brasil e X9 Paulistana – laços eternos.
 
Criação, pesquisa e desenvolvimento de Enredo:
RODRIGO CADETE
"Viver não é necessário; o que é necessário é criar.”
Fernando Pessoa
 
CARNAVALESCOS
RODRIGO CADETE�  -�  AUGUSTO OLIVEIRA
“O homem só será feliz e completo quando aprender a trabalhar em conjunto compartilhando suas experiências, agregando pra si valores. A solidão é a maior desgraça da vida”
BIBLIOGRAFIA
 
HOLANDA, Sérgio Buarque de. “Raízes do Brasil”. 26 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. “Visão do Paraíso”. 18 ed. São Paulo: Brasiliense, 1992.
RIBEIRO, Darcy. “O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil”. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
BUENO, Eduardo. “Capitães do Brasil: a saga dos primeiros colonizadores”. 1 ed. Rio de Janeiro: Objetiva: Coleção Terra Brasilis, 1999.
GOMES, Laurentino. “1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganam Napoleão e mudam a história de Portugal e Brasil”. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007.
CORTESÃO, Jaime. “A Carta de Pero Vaz de Caminha”. São Paulo: Livros de Portugal, 1943.
CIDADE, Hernani. “Lições de Cultura Luso-brasileira”. São Paulo: Livros de Portugal, 1960.
ALMEIDA, Renato. “Inteligência do Folclore”. São Paulo: Livros de Portugal, 1957.
JORGE, Leonardo. “Portugal em Palavras”. São Paulo: Livros de Portugal, 1989.
 
PRIMEIRO SETOR:

“Do além- mar a herança que nos une”
• Comissão de Frente: “Mistérios do Atlântico – os seres imaginários”;
Nossa comissão de frente representa os seres marinhos que povoavam o imaginário português na época das grandes navegações. Composta por 14 integrantes são seres fantásticos, homens e mulheres peixes, que saem das profundezas do Atlântico para mostrar este mundo de encantos que habitava o imaginário português.
 
• Quadripé Comissão de Frente: Nossa comissão de frente trás consigo um elemento alegórico para compor sua coreografia e apresentação, representando o ser marinho mitológico Poseidon, que junto com o seu grupo de Ondinas e seres marinhos apresentará e abrirá alas para X-9 Paulistana passar.
 
• Ala  – Baianas: “O mar sem fim é português;
As nossas baianas é o mar infinito, este oceano de mistérios e magias que tanto fascinava o português desbravador, o mar que vai se abrir para a X9 passar;
 
 
• Carro Abre-alas: “Navegar é preciso, viver não é preciso – Eis o Jardim das delícias, o Paraíso Tropical”.
O nosso carro abre-alas representa o encontro de duas culturas, o português desbravador, cruza o Atlântico, repleto de monstros e seres marinhos e encontra o paraíso terrestre, Brasil, uma terra fabulosa de belezas mil, o Jardim das Delícias, de tantas riquezas. Dividido em duas partes, onde na primeira parte da alegoria mostraremos o imaginário português no período das grandes navegações, onde se vê em meio a uma grande arrebentação de ondas, serpentes marinhas, monstros aquáticos e seres imaginários. Na frente da alegoria representando a mitológica Escola de Sagres, trazemos a bússola e o astrolábio, elementos fundamentais para os grandes desbravadores portugueses e ao centro a Esfera Armilar, um grande globo terrestre com todas as rotas que Portugal passou e conquistou pelo mundo, esta Esfera Armilar trará dentro de si nosso símbolo máximo, com o brasão e nome da nossa X-9 Paulistana que neste carnaval tem o orgulho de comemorar seus 35 anos e existência.
Na segunda parte do carro abre-alas vemos o encontro do tão sonhado paraíso terrestre, o português desbravador encontra uma terra de encantos e magias, um grande eldorado, com sua mata nativa, araras e tucanos, sua fauna e flora espetacular e índios que os recebe, é o encontro de duas culturas distintas que jamais serão as mesmas, duas culturas que se unem em laços eternos, inspiração para o nosso carnaval.

SEGUNDO SETOR:
“Minha Pátria é a Língua Portuguesa”

• Ala: “Catequese dos Gentios”
O português encontra o índio e eis que surge a primeira miscigenação cultural com a introdução da língua portuguesa, através da catequização dos nativos;
 
• Ala: “Influências africanas”
A introdução da língua portuguesa no Brasil recebe várias influências, uma das mais fortes, foi dos dialetos africanos, inserida através dos negros escravos;
 
• Ala: “Escola trovadoresca”
A escola trovadoresca teve grande influência na nossa cultura e formação lingüística, através de suas cantigas, onde podemos ressaltar as literaturas e cantigas de cordel.
 
• Ala: “Português Moderno”
O português moderno é a base da nossa estrutura lingüística introduzida no Brasil através dos poemas de Camões.
 
PRIMEIRO CASAL DE MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA (PAVILHÃO OFICIAL): “O Eldorado – as riquezas culturais Luso-brasileiras”;
Nosso primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, que trás consigo nosso símbolo máximo, o pavilhão oficial da X-9 paulistana, representa em sua fantasia, em tons de amarelo e ouro e cravejada de pedrarias, toda riqueza cultural e natural dessas duas grandes nações, Brasil e Portugal. É o Eldorado Luso-Brasileiro, berço de riquezas mil, dança, música, folclore, culinária, etc., países berço de um rico legado cultural;
 
• Ala: “Expansão lingüística”
Esta ala representa a língua portuguesa pelo mundo, como oitava língua mais falada e a terceira entre as ocidentais, sendo língua oficial em oito países espalhados em quatro continentes;
 
• Carro: “A língua que nos une”
Nessa alegoria ressaltaremos nossa língua mater, seja falada, escrita ou musicada. Fazemos uma homenagem aos grandes literários, poetas e músicos da nossa língua portuguesa no Brasil e no mundo. O português, primeiro laço que nos une a Portugal, definindo nossa identidade.
Eis que temos em nossa alegoria um grande livro do conhecimento e da cultura que se abre para o novo mundo, trazendo consigo toda uma cultura secular de nossos irmãos portugueses que través da língua se faz presente nos quatro cantos do mundo, cultura esta trazida pelas “caravelas do conhecimento” representadas aqui por lindos barquinhos de papel. De dentro deste grande livro do conhecimento surge a figura de um grande trovador, inspiração para poetas e seresteiros, berço da nossa cultura popular tão bem representada por nossos literários, poetas e cantores. É neste momento que homenageamos todos os representantes da língua portuguesa, seja falada, escrita ou musicada, estamos falando dentre tantos de Luiz de Camões, Fernando Pessoa, grandes poetas portugueses, da nossa saudosa Cora Coralina, do nosso poeta popular Patativa do Assaré, enfim grandes representantes da nossa língua portuguesa.
 
TERCEIRO SETOR:
“Manifestações culturais e heranças portuguesas”

• Ala: “A chegada da corte imperial”
Quem abre as portas para a entrada da cultura portuguesa no Brasil é a chegada da corte imperial de D.João VI, a partir de então teremos influência nas artes, no folclore, na música, dança, teatro, culinária, esportes, etc.;
 
• Ala: “A influência Mourisca”
Árabes e mouros viveram por mais de três séculos em Portugal e com isso parte da cultura árabe e mourisca recebemos junto com a cultura lusitana;
 
• Ala: “Da região do Minho”
Esta ala representa a “Caninha Verde”, uma das inúmeras manifestações folclóricas brasileiras, introduzida por portugueses e que mostra nossa diversidade cultural de origem lusitana;
 
ALA DA LUSA: “Preservação cultural”;
Ala de convidados e grupos folclóricos que vem homenagear a forte presença da comunidade lusitana no Brasil, através da riqueza de seus grupos folclóricos, mostrando danças e trajes típicos das várias regiões de Portugal que hoje esta presente dentro do Brasil.
Não mostraremos aqui o figurino da ala, pela diversidade de suas roupas ticas, pois assim mostraremos melhor esta diversidade cultural portuguesa, portanto a ala estará composta por integrantes com variados trajes típicos portugueses.
 
• Ala: “A paixão pelo futebol”
Uma mesma paixão une duas nações, o futebol, esporte tão difundido tanto no Brasil quanto em Portugal, paixão que herdamos de nossos irmãos lusitanos;
 
TERCEIRO CASAL DE MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA:
“A cozinha de origem portuguesa”:
Nosso terceiro casal de mestre-sala e porta-bandeira representa em sua fantasia a base de nossa alimentação, elementos fundamentais e sagrados presentes na mesa do brasileiro – o pão e o vinho – que herdamos de nossos irmãos portugueses;
 
• Ala 11: “A culinária portuguesa no Brasil”
O Brasil tem umas das culinárias mais ricas do mundo, uma das mais diversificadas, porém a base da nossa cozinha é de origem portuguesa, com seus cozidos, embutidos e a tradição por peixes, o tradicional pãozinho e um bom vinho;
 
ALA XISNOVEANAS:
“A Pequena Notável”:
Grupo de belas mulheres que através de suas fantasias e coreografia homenagearão nossa saudosa Carmem Miranda, portuguesa de nascimento, mas brasileira de coração, e que teve orgulho de mostrar para todo o mundo de uma forma carnavalesca este Brasil de herança portuguesa.
 
• Carro: “Portugal e sua herança multicultural”
Alegoria que mostra a vasta cultura de origem lusitana no Brasil onde veremos, portanto elementos fundamentais que nos une a Portugal: culinária, folclore, arquitetura, artes, música, dança, esportes, etc.
Na frente desta terceira alegoria veremos suntuosas carruagens que trazem consigo a corte de D.João VI ao Brasil, que também estará sendo representada com a coroa do Império Português a frente do carro, elemento importante na História dessas duas nações, momento este que mostra a grande abertura cultural ocorrida no Brasil.
A partir da chegada da corte portuguesa, teremos mais fortemente a introdução de elementos culturais no Brasil de origem lusitana. Esta é uma grande alegoria, suntuosa que mostra nossos casarões de origem portuguesa, seus azulejos e sacadas, nossa culinária, onde teremos a figura do típico padeiro português, bonachão, enfim, uma vasta miscelânea cultural.
 
QUARTO SETOR:
“Festas, romarias e manifestações religiosas – Fé, devoção e crenças lusitanas”

•  Ala 12: “Crer ou não crer: eis a superstição”
Fantasia que representa toda superstição lusitana: ferradura e chave atrás da porta, o santo do pau oco, fitinhas, escapulários, etc., elementos que herdamos e reproduzimos até hoje no Brasil;
 
• Ala 13: “Festa do Divino”
Festa em homenagem a Santíssima Trindade e ao Divino Espírito Santo, mostra toda religiosidade portuguesa que se reflete por todo Brasil;
 
• Ala 14: “Folia de Reis”
Mais um festejo religioso de origem portuguesa que esta cada vez mais vivo no Brasil, mostrando que a religiosidade é um grande traço da herança lusitana na nossa terra;
 
CASAIS DE MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA MIRINS:
“A Religiosidade Luso-Brasileira”:
Nossos dois casais de mestre-sala e porta-bandeira mirins, futuro da nossa escola representam em suas fantasias, repletas e fitas e flores coloridas, nossa diversidade cultural de cunho religioso, tão forte em nosso país e de origem lusitana:
 
• Ala 15: “Festa dos Santos Padroeiros - Festas Juninas”
Festejo em homenagem aos santos: Antônio, João e Pedro, que é comemorado por todo o Brasil no mês de Junho;
 
• Ala 16: “Procissões, círios e romarias”
O Brasil é um país santo e religioso, com suas festas, romarias, círios, procissões em homenagem a seus santos de devoção, traço forte de origem portuguesa;
 
• Carro 04: “Um santuário de fé em devoção à virgem”
Alegoria que mostrará toda a nossa fé, devoção e religiosidade, num santuário em homenagem a Virgem de Fátima e Aparecida, ícones religiosos em Portugal e Brasil. O quarto carro alegórico representa em seu cenário plástico toda suntuosidade barroca herdada no Brasil pelos portugueses e tão presentes em nossas igrejas e capelas espalhadas pelo Brasil.
É o momento de fé e devoção, onde teremos ao fundo, de uma forma sutil e respeitosa a aparição da Virgem de Fátima para todo o público do carnaval paulistano.

Ano: 2017
Título do samba enredo: “Vim, vi e venci! A Saga Artística de um Semideus”
Compositores do samba enredo: Saulo Mesquita, Turko, Maradona, Fabio X9, Thiago Japa, Rafa do Cavaco, Mixaria, Carlos Alberto, Dom Henrique, MP08 e Nicóla X9
Letra:

“Vim, Vi, Venci”
Está no sangue a essência de lutar
Rasgando o céu surgiu
Um semideus, na luz de Zeus
O mensageiro na Itália despontou, atravessou o mar
Povo abençoado, onde o profano se une ao sagrado
Desperta o dom divino a transformar

Sua obra se faz imortal
Hoje brilha no meu carnaval
Brasilidade, nossa raça te encantou!
Axé! Salve São Salvador

Visionário aclamado
Rompeu fronteiras, com seu talento
Em busca da paz, cumpriu a missão
Se deixou levar por uma paixão
No sopro divinal, se torna um ser natural
O meu Brasil te consagrou e Jundiaí te abraçou
Foi tão brilhante pra quem viu
O mundo aplaudiu. Na tela está a imaginação
Será que é real ou ilusão?
Basta acreditar, querer e sonhar, que tudo volta ao seu lugar

É amor demais, não dá pra conter
Em qualquer lugar estarei com você
Eu sou X-9, minha arte é emoção
“Inos Corradin”, a inspiração

 
Ano: 2016
Título do samba enredo: Açaí guardiã! Do amor de Iaçã ao esplendor de Belém do Pará
Compositores do samba enredo: Accyoly Filho, Saulo Mesquita, Turko, Maradona, Fabio X9, Thiago Japa, Rafa do Cavaco, Mixaria, Carlos Alberto, Dom Henrique e MP08
Letra:

Ecoou... O rufar do meu tambor
"Do amor de Iaça ao esplendor de Belém do Pará"
Lugar de rara beleza
Encantos da mãe natureza
Onde a velha sábia revelou
O sacrifício que a tribo suplantou
Índia tão bela, sua lágrima o fruto fez brotar
Do solo sagrado brasileiro
Correu o mundo e tem história pra contar

O povo Tupinambá foi o primeiro a provar
E fez a festa na aldeia
É canto e devoção, somos todos irmãos
Sangue cabano tá na veia

As margens do rio, mercado popular
Destaque na cor e no seu paladar
Dela tudo se aproveita, árvore sagrada
Culto de mina-nagô
Ôôô, saúde e bem estar
Ôôô, pra revitalizar
Na procissão de fé do Círio de Nazaré
Hoje clamo em oração
Oh! Virgem santa, abençoai meu pavilhão
São quatrocentos anos guardados no coração

X-9 é amor verdadeiro
Sempre em primeiro lugar
A "energia" do meu samba vem aí
Tá na boca o sabor do açaí

 
Ano: 2015
Título do samba enredo: "Sambando na chuva, num pé d água ou na garoa. Sou a X-9 numa boa!"
Compositores do samba enredo: Fabinho NT, Vitor, Digo Sá, Denola e Mazinho
Letra:

No céu, nuvens se espalham pelo ar

Cigarras cantam pra te anunciar

Oh chuva, tu és a minha inspiração

Foi dilúvio e destruição, a Arca de Noé a salvação

Lendas, rezas, rituais, uma dança que atrai

Um lindo véu sagrado

A fonte que dá vida ao meu Carnaval

 

Vento forte a soprar...Oiá

Oxum, Nanã e Xangô...Salve os Orixás

Num arco íris de luz, vem Oxumarê

Para nos banhar com o seu axé

 

Meu São José, o sertanejo clama em oração

Que venha desaguar no meu sertão

Florescendo esse chão

És divinal! No dia a dia é essencial

A consciência está

Em alertar pra não faltar

Nos contos imortais, a sorte dos casais

"Cantando na chuva" de prata que cai

De alma lavada

Jogo confete e serpentina pelo ar

Quarenta anos, hoje vou comemorar

Pra sempre vou te amar

 

Deixa chover, deixa molhar

A nossa festa não tem hora pra acabar

Eu quero ver você sambar

Com a X-9 até o dia clarear

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: Insano
Compositores do samba enredo: Tinga, Jota Soares, Noel, Júnior Fusion, Renan Takacs e Beto Ferraz
Letra:



Lá vem Zona Norte aí 
É o juqueri tomando conta da cidade 
Meu paraíso é diferente 
Louco e irreverente 
"franco" palco da insanidade 
Na mente o conflito é geral 
Inconsequente delírio real 
Graças a deus 
A fé não fez queimar a liberdade 
Dos grandes gênios da humanidade 
Que a história imortalizou

Taca fogo na censura... Loucura ! 
A Maria vai sambar com a realeza
A corte despirocada  
Ficou de ponta cabeça 
Imperador enlouquecendo a nobreza

Será... 
Que o personagem na ilusão do escritor 
Se assemelha a visão de um pintor ? 
O livro se abre 
A arte revela, um sonhador 
Em sinfonias imortais 
Eu vou ficar com certeza 
Maluco gerando gentileza 
Aplausos para os grandes mestres da folia 
Insanos operários da alegria 
A delirar, nesta festa popular 
Maluco, pirado, doido por você 
Hoje a x-9 vai enlouquecer 
Alucinado fora do normal 
Louco pra ganhar o carnaval

Maluco, pirado, doido por você 
Hoje a x-9 vai enlouquecer 
Alucinado fora do normal 
Louco pra ganhar o carnaval

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: "Se pra ter diversidade basta viver com alegria: sorria...pois São Paulo hoje é só harmonia!"
Compositores do samba enredo: Rafael Pínah
Letra:


Um dia, já não existia
Encanto e magia num reino feliz
Pra enxergar a razão, fui buscar
Na luz da imaginação, encontrar
A resposta que eu sempre quis
Viajei! no universo multicor
Vi um mundo diverso encantador
Na trajetória da história
De reinos e raças imortais
Segredos e marcas culturais

Quando o canto do negro ecoou
Fez a mãe África plantar
Uma semente que brotou
Pra liberdade conquistar

O sol no Oriente revela
A sabedoria da pele amarela
No velho continente, a devoção
E o povo branco recebe o irmão
O paraíso da raça vermelha
É onde espelha a beleza no olhar
Na alma, encontrei a pureza
E com certeza voltei pra ficar
No berço da diversidade
Pra ver a cidade expoente brilhar

Hoje a X-9 é uma corrente de fé
Que traz amor e união!
São Paulo é só harmonia
Alegria em cada coração

 
Ano: 2012
Título do samba enredo: Trazendo para os braços do povo o coração do Brasil, a X-9 Paulistana desbrava os sertões dessa gente varonil
 
Ano: 2011
Título do samba enredo: Samba enredo 2001
 
Ano: 2010
Título do samba enredo: Do além-mar, a Herança Lusitana nos une... Ora, pois! A X-9 é portuguesa com certeza
Compositores do samba enredo: Junior ABC, Marcio Camargo, Wagner, Rodney Cheto, Leonardo Trindade e Danilo Augusto de Brito
Letra:

Veio d’além-mar...
E ancorou em nossa terra
Paraíso de belezas naturais
Jardim das Delícias de tantas riquezas
E o índio ele encontrou
E difundiu novas culturas
A miscigenação então surgiu
Salve a Pátria mãe gentil
Poetas, escritores, trovadores eternizaram
Um lindo idioma que jamais se viu
A língua máter do nosso Brasil

 

Vem pra cá cantar, sambar
Vem no balancê da nossa musicalidade
No futebol, a mesma paixão
Num só coração

 

A fé, a devoção em procissão... Ave-Maria
A religião traz emoção... nas romarias
Vem dessa crença a proteção
Pra nossa escola sambar feliz
Um centenário de história
Heranças deixadas em nosso País

Hoje faço a festa com a minha bateria
Meus 35 anos de alegria!

 

Ora, pois, quem vem aí
É a X-9 com certeza!
Valente, guerreira, luso-brasileira
Canta a herança portuguesa

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