Camisa Verde e Branco

Grupo: Acesso
Fundação: 04 09 1953
Cores: Verde e Branco
Presidente: Hervando Luiz Velozo
Vice presidente: Washington Alessandro (Adão)
Carnavalesco: Anselmo Brito
Interprete: Tiganá
Mestre de bateria: Fernando Moreira
Diretor de carnaval: Comissão de Carnaval
Diretor de harmonia: Fabinho/ Paulinho
Diretor de barracão: Marco Antonio (Cogumelo)
Mestre sala: Feliciano Junior
Porta bandeira: Raphaela Caboclo
Rainha de bateria: Ivi Pizzott
Endereco: Rua James Holland nº 663 - Barra Funda
Telefone: (11) 3393-1621
Comissão de Frente: Edgar Junior
: Barracão: Rua Solon s/n Bom Retiro
Telefone: (11) 3392.4982
História

De cordão a escola, a Camisa sempre campeã

A Camisa Verde e Branco é uma das Escolas mais tradicionais de São Paulo. Fundada em 1914, com o nome "Grupo Carnavalesco Barra Funda", ela é considerada a escola da Família Tobias.

Em 1914 Dionisio Barbosa, tio de Inocêncio Tobias, animava, com um grupo de foliões, o carnaval de rua da Barra Funda. Por desfilar sempre com uma camisa verde e calça branca, o bloco recebeu o apelido que, mais tarde, tornou-se oficial.

Nas décadas de 30 e 40, o grupo carnavalesco suspendeu suas atividades, por problemas políticos, reativando na década de 50, mais precisamente em 1953, por Inocêncio Tobias, que criou o Cordão Camisa Verde e Branco. Antes de tornar-se escola de samba, o cordão conquistou um campeonato.

Uma trajetória de mais sucessos inicia-se na década de 70. Em 72, o cordão passa à categoria de escola de samba, em 74, inaugura sua quadra de ensaios e conquista o tetracampeonato, vencendo os carnavais de 74, 75, 76, 77 e mais o de 79. São cinco títulos na década. Nos anos 70 só deu Camisa Verde e Branco.

Ao contrário da década de 70, os anos 80 foram marcados por grandes tristezas. Em 1980, falece seu presidente, Inocêncio Tobias, e assume a presidência da agremiação, seu filho, Carlos Alberto Tobias, ao lado da sua esposa Magali dos Santos, ambos apoiados por sua mãe, Dona Sinhá (Cacilda Costa), a grande Dama do Samba Paulista.

Dona Sinhá também faleceu na década. Em fevereiro de 88. Campeã em 1989, nas mãos de Tobias, a escola perde seu novo presidente em janeiro de 1990, antes do Carnaval. Temporariamente, assume o comando da escola, a filha do casal, Simone Cristina Tobias, que daria o lugar, logo em seguida, à sua mãe, Magali dos Santos, a atual presidente.

Os anos 90 também foram marcados por grandes emoções. No comando da escola, Magali dos Santos teve de vencer preconceitos. E mostrou garra e talento para a liderança, conquistando o tri-campeonato - 89, 90 e 91. Foi campeã de novo em 93. Em1996, a Camisa Verde sofreu sua maior decepção, perde a posição no grupo de elite do Samba de São Paulo.

Uma falha em um de seus carros alegóricos motivou o rebaixamento da Escola para o grupo I. Mas, para uma Escola guerreira, isto não foi motivo para desanimar, no ano seguinte foi campeã do grupo I voltou ao seu lugar na elite do samba de São Paulo.

No Carnaval de 2001 ficou em 4º lugar na classificação do grupo especial, em 2002 conquistou o vice-campeonato com o samba-enredo "4, Vamos Pensar Isso vai Dar o Que Falar".

Ano do enredo: 2017
Título do enredo: “A Revolta da Chibata. Sonho, coragem e bravura. Minha história: João Cândido, um sonho de liberdade”
Descrição do enredo:

O Camisa Verde e Branco tem orgulho em falar sobre um fato que marcou a história da Marinha brasileira, com aquele que foi o herói, João Cândido, o "ALMIRANTE NEGRO".

Poseidon aparece nas águas da Guanabara, onde ordena que seus guardiões abram passagem, seguidos das ninfas e seres aquáticos que anunciam o aparecimento do grande dragão do mar, na figura de um bravo feiticeiro que é João Cândido. Oferecendo uma bebida sagrada a todos para que possam ter seis visões, sendo a primeira em 1893 quando a Marinha era completamente elitizada. Tanto que seu quadro de Ministros, Generais, Comandantes e todos os outros cargos superiores eram preenchidos por uma classe nobre, dos senhores rurais ou da burguesia urbana. Os integrantes dos quadros inferiores eram apanhados a força para preencher os vazios deixados por voluntariado. Negros e mulatos escuros eram os alvos principais.                                 

Segunda visão - Infância interrompida, lutas, conquistas e anunciações

É onde os acontecimentos de 1893 marcaram profundamente o espírito de João Cândido, que tinha apenas 13 anos. Criado pelos pais nos pampas, filho de tropeiro, antigo soldado da guerra do Paraguai. Cedo passou a acompanhar o pai nas caminhadas pelo interior do Rio Grande do Sul. Chegou a ser negrinho de pastoreio, foi então retirado dos campos e engressa na Marinha como Aprendiz-marinheiro, cuja sua primeira viagem ocorreu no transporte de Guerra Ondina, Revolta da Armada contra Floriano Peixoto. De navio a navio andou de norte a sul. Já como instrutor de diversas escolas de Aprendizes de marinheiro.

Esteve em diversas guerras como a do Acre na Revolta de Plácido de Castro, trocando tiros com bolivianos que invadiram nosso território. A sua passagem é notada ainda nos avisos de "Tocantins", Tiradentes em missão no Paraguai fez parte de algumas tripulações "Riachuelo" e "Jataí". Durante alguns meses serviu na Base de Ladário, em Mato Grosso. Já como marinheiro de primeira classe seguiu para Europa a fim de assistir a construção final do Minas Gerais, Navio de Guerra que é mais tarde cenário principal da Revolta.

Terceira visão - Noite da Revolta                                 

O Navio Minas Gerais foi construído pelas Vickers - Armstrong nos estaleiros de New Castle, na Inglaterra. Foi lançado ao mar em 1908, tendo sido sua madrinha a senhora Afonso Pena, esposa do então Presidente da República dessa época, representada no ato pela Embaixatriz Regis de Oliveira. Incorporado À esquadra da Marinha ficou sobre o comando do Capitão-de-Mar-e-Guerra, Batista das Neves. O Minas Gerais entra nas águas da Guanabara, sacudindo o Orgulho nacional, por o Brasil ser a terceira potência naval do mundo, em 1910.

À noite de 22 de novembro de 1910, foi marcada por deslumbrante baile para recepção do novo Presidente da República, Marechal Hermes da Fonseca ao lado de todo ministério, quando se ouve um estrondo que sacudiu a cidade, e logo informam ao Presidente que a Marinha está Revolta. -Também pudera! Os marinheiros estavam revoltados com tantas injustiças que aconteciam desde a época de Dom Pedro.

O clima de Revolta já era propicio, como se não bastasse, os marinheiros após vinte anos de serviços prestados a Marinha, não teriam direitos de ter baixa; a escravidão e as chibatas faziam parte dos castigos empregados no porão do navio. Os gritos eram acalentados por tambores na hora do massacre, executados por Alípito, o Carrasco do Minas Gerais. A Revolta estava marcada para acontecer dia 15 de novembro, porem caiu um forte temporal, adiando-se então para os dias 24 e 25, que novamente teve sua antecipação para o dia 22; devido às 250 chibatadas que levou Marcelino Rodrigues Menezes, o último marinheiro massacrado. João Cândido era chefe supremo da insurreição, sendo primeiro marinheiro do mundo a comandar uma esquadra. Foi um comandante diferente, não usou a farda de Almirante, preferindo o seu uniforme branco de praça-de-pré meio rasgado pelo tempo. Apenas com um lenço vermelho no pescoço, um apito e uma velha espada de abordagem. - Mas na Avenida acontece uma metamorfose e ele veste a roupa de Almirante que realmente foi, não só nos cinco dias de Revolta, mas sim em toda sua vida.

O sinal para o começo da Revolta seria um toque de corneta ás 22 horas, que naquela noite não pediria o silêncio, e sim um combate. - Não houve afobação! Cada marujo assume seu posto com ordem de atirar contra todos aqueles que tentassem impedir a revolta. Às 22:50 hs quando cessou a luta no convés, foi disparado um tiro de canhão como sinal para os outros navios revoltarem. Esse disparo que estremeceu a cidade naquela noite. Os navios que apoiaram a Revolta foram: São Paulo, Bahia e Deodoro, Francisco Dias Martins, o Mão negra, marinheiro que escreveu a carta com pedidos dos marinheiros, que mais tarde seria entregue a um mensageiro enviado pelo Catete; pois João Cândido teria caligrafia ruim, além de ter a falangeta do dedo indicador direito amputado quando carregava um canhão. Dias Martins foi o cérebro da revolta e João Cândido foi à ação. A Revolta no dia seguinte era comentada por intermédios do jornal da época, O Paíz, Diário de Noticias, Correio da Manhã e outros estão representados pela A.B.I. (Academia Brasileira de Imprensa). Tomaram conhecimentos dos fatos, e pela manhã a multidão tomou conta das praias e morros.

Lá estavam, a sua frente com bandeira rubra tremulando no mastro do Minas Gerais seguidos de São Paulo, Bahia e Deodoro. "Todos Navios de Guerra". Mortos estavam, o Comandante Batista Neves, o Capitão-Tenente José Cláudio da Silva e vários marinheiros. Todos entregues ao arsenal da Marinha, onde permaneceram abandonados em condições humilhantes. Este detalhe revela o pânico que estava tomado o Catete. -A baixa da chibata! Pedido que todos marinheiros aclamaram.                                 

Quarta visão - O pânico do Catete e sua vingança

Após algumas reuniões com Ministros, Deputados e Senadores o Presidente envia o Comandante José Carlos aos navios, que em sua volta comenta que foi recebido com todas as honras pelos marinheiros revoltos e trás uma carta, onde os marinheiros reivindicam a reforma do código vergonhoso que os rege; afim de que desapareça a chibata, o bolo e outros castigos, aumento do soldo, educação aos marinheiros para que pudessem honrar a farda da Marinha. É dado após cinco dias de revolta o pedido de anistia, sendo que mesma é fraudada dia 28 de novembro do mesmo ano pelo Presidente Marechal Hermes da Fonseca e o ministro da Marinha Batista de Leão. A fim de obter sua vingança que acontece mais tarde na Ilha das Cobras; onde o governo para mostrar seu poder e tentar e conseguir um estado de sitio, que foi aprovado pelos Senadores e Deputados, porém não foi decretado.                              

Mataram mais de 600 pessoas entre homens, mulheres e crianças, pagaram com suas vidas a exibição dessa farsa; não havia necessidade, pois horas antes de término do conflito entre marinheiros, policiais e soldados do exército os revoltos já tinham içado a bandeira branca, em um pequeno mastro que de nada adiantou! A Revolta na Ilha das Cobras começou devido rumores entre os marinheiros que a anistia teria sido fraudada. Aconteceu então no dia 10 de dezembro de 1910 o inicio às 05:00 horas da manhã e seu término às 18:00 horas. Ilha das Cobras é para onde João Cândido é levado preso injustamente com 17 marinheiros, pois não faziam parte dessa segunda Revolta, pelo contrário estavam dispostos a combate-la. Mas dos18 marinheiros que foram presos numa masmorra medieval, 17 morreram asfixiados pelo cal virgem da Ilha, jogados pelos oficiais na masmorra por os marinheiros pedirem água, só restou João Cândido...

Os xadrezes da policia central ficaram como ninhos de rato. Cerca de 600 prisões efetuadas, sendo que a grande maioria era anistiada.                                 

Quinta visão - O massacre do Navio Satélite até à Amazônia

João Cândido, aureolado pelos discursos de Rui Barbosa, inúmeros Senadores, Deputados e jornalistas tinham seu nome na lista do Satélite, sendo retirados nos últimos instantes. Fuzilá-los seria um ato de estupidez do Catete, por isso foi mandado a prisão da Ilha das Cobras. Metade dos homens presos pela policia foram jogados no porão do Satélite, juntaram-se a eles marinheiros, mulheres, praças do Exército e vagabundos. O navio Satélite a partir de sua saída do paquete da Bahia de Guanabara na noite do natal de 1910, onde o segundo Tenente Francisco de Melo, da as ordens para o fuzilamento submarinamente de alguns dos 491 presos do porão; cujos nomes estavam marcados em uma lista por um sinal vermelho. Todos os outros com destino à Amazônia, sendo que uma parte é entregue a comissão de Cândido Rondon, para construções das linhas telegráficas em Santo Antônio do Madeira. Outra parte fora entregue aos senhores da borracha, e os que não aceitaram foram fuzilados na selva Amazônica.

João Cândido que permaneceu na masmorra por quase quatro meses foi levado como louco, indigente para o manicômio Casarão da Praia vermelha, onde fica até sua melhora quando o mandam novamente para desgraçada Ilha das Cobras. Foi julgado, e após várias audiências consegue provar sua inocência e é absolvido. Todo sofrimento não tirou sua coragem, começa a trabalhar na Marinha mercante como catraeiro, onde é rapidamente expulso pelo Comandante dos portos de Santa Catarina, por o mesmo ter sido preso na época da Revolta. Não tendo outra opção começa a trabalhar no comércio de peixes, pois é única maneira que encontra para sustentar sua família.                                 

Sexta visão - Um sonho de liberdade e os encantos do mar abrem passagem para o grande Mestre-Sala, João Cândido

Em 1958, depois de tantas promessas seu livro estava pronto. O próprio João Cândido não acreditava, pois durante mais de 40 anos fora procurado por jornalistas, escritores, políticos e personalidades do mundo. O livro escrito pelo jornalista e político Edmar Morel que teve seus direitos políticos e jornalísticos caçados, tanto que a primeira e segunda edição do livro foi proibida pela censura. A terceira é lançada em 1979. João Cândido se despede na Avenida como Mestre-Sala dos Mares, título que recebeu a música escrita por João Bosco e Aldir Blanc após o verdadeiro título ter sido trocado pela censura que não permitiria que se chamasse "Almirante Negro", pois ela falava que negro não precisava de homenagem.

Os encantos do mar abrem passagem para o grande Mestre-sala que é João Cândido, onde ele mostra toda dignidade de um negro brasileiro através das mulatas, da cachaça e da farofa; toda a brasilidade de um povo alegre chamado Brasil. Tudo isso abençoado por Nossa Senhora do Rosário, Santa que João Cândido num momento de aflição na Ilha das Cobras, faz um pedido e após a graça concedida, ele a paga nos pés da mesma. O enredo não é uma exaltação a João Cândido e sim a saga de um homem que mudou a historia da Marinha brasileira, e tem por monumento as pedras pisadas do Cais.

Autor
Rodrigo Siqueira 

 
Ano do enredo: 2015
Título do enredo: "Eu acredito em previsões e você ?"
 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: O quilombo Camisa Verde e Branco está em festa! "Vamos celebrar 100 anos de histórias, lutas e glórias"
Descrição do enredo:



A A.C.S.E.S. Mocidade Camisa Verde e Branco convida toda comunidade do samba para apresentar a historia de seu centenário, que a coloca no posto de primeira agremiação carnavalesca de São Paulo em plena atividade a atingir esse feito, repleto de lutas, alegrias, tristezas e muitas Glórias.

Esse marco tem início em 1914. Foi nesse ano que Dionísio Barbosa, filho de escravos e um dos primeiros negros nascidos livres no Brasil, apaixonado pelos ranchos carnavalescos e inconformado com os corsos da alta sociedade paulista, uma folia exclusiva dos ricos e brancos, reuniu seus familiares e amigos para formar o Grupo Carnavalesco da Barra Funda posteriormente batizado de Grupo carnavalesco Camisa Verde, que desfilava pelas ruas do bairro da Barra Funda e adjacências com camisas verdes e calças brancas. De certa forma, para época, esse grupo era considerado um Quilombo urbano devido às características e costumes de seus integrantes.

Em meados de 1936, confundidos com simpatizantes da Ação integralista brasileira de Plínio Salgado que era oposição ao regime militar, os foliões do grupo carnavalesco Camisa Verde são perseguidos pela polícia política de Getúlio Vargas e deixam de aparecer publicamente e passam a viver na clandestinidade como uma forma de resistência aos anos de luta pela cultura do samba.

Esse grande Quilombo da Barra Funda se manifestava nos terreiros sobre a proteção de Obatalá, Orumilá e todos os outros deuses africanos, nos bares ao som do violão ou na palma da mão, nas ruas da Barra funda e Campos Elíseos entre navalhas, bozó e ronda, nas casas dos negros ao ruído do cochicho e do cheiro do feijão e no Largo da Banana entre os gritos diurnos "Oia a banana oro i da terra" e as rodas noturnas com muito jongo, umbigada, samba rural e tiririca, que era uma espécie de capoeira paulista "Zum, zum, zum, zum, zum, zum Capoeira mata um".

Em 1953 com a benção dos orixás e de seu padroeiro, Ògún mèjeje lóòde Iré, "Salve São Jorge Guerreiro", e pelas mãos de Inocêncio Tobias - o Mulata - a semente outrora plantada por Dionísio Barbosa germina com mais força e grandeza e vestida com as cores que lhe deu vida ressurge como o glorioso Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco.

Com seu estandarte em punho, a baliza pelos ares abrindo caminho, o bumbo marcando a batucada, a corte sendo reverenciada e homenageando São Paulo pelo seu aniversário o Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco logo na sua estreia, em 1954, com o enredo "IV Centenário" se consagra campeão.

Em 1968 o então prefeito de São Paulo Faria Lima oficializa o carnaval paulistano. Nesse mesmo ano, para alegria do Quilombo, com o enredo "Há um nome gravado na história: Treze de Maio", que contou sobre a abolição da escravatura no Brasil. O Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco em plena Avenida São João torna-se novamente campeão. E ainda firme, o Cordão arrebata mais dois campeonatos, em 1969 prestando uma linda homenagem ao samba e aos sambistas com o tema de enredo Samba através dos Tempos "A Biografia do Samba" e em 1971, mestre Talismã utiliza um de seus sambas como enredo, e o Cordão apresenta "Sonho Colorido de um Pintor", enredo lúdico que pintava um mundo melhor, onde as cores representavam nossas emoções e desejos. Esses desfiles idealizados por Talismã ficaram na história do carnavalpaulistano, encerrando com louvor seu ciclo na categoria Cordão carnavalesco.

Seguindo a tradição e sacramentando seu pavilhão, com o fim dos Cordões carnavalescos, o Cordão Camisa Verde e Branco é reorganizado e passa para a categoria Escola de Samba sendo batizada pela tradicional escola de samba do Rio de Janeiro, a Estação Primeira de Mangueira.

No seu primeiro ano como Escola de Samba em 1972, reverencia os artistas do nordeste com o enredo "Literatura de Cordel" e no ano seguinte 1973, chega perto do título levando para avenida "As Quatro Estações do Ano".

O primeiro campeonato como Escola de Samba não tardou a chegar, pois em 1974 novamente o Quilombo entra em cena e com o enredo "Essa tal Nega Fulo", que conta a história de uma linda escrava que se tornou uma "Senhora de Engenho" a Camisa Verde e Branco é proclamada Campeã do Carnaval.

Cantando com a "Tropicália" em 1975, projetando na avenida o cinema popular da "Atlântida e suas Chanchadas" em 1976 e contando em 1977 a lenda de "Narainã a Alvorada dos Pássaros" que fala de uma índia transformada em uma linda ave por um Pajé a Escola é coroada com o inédito tetracampeonato e quase foi pentacampeã em 1978 com a "Semana de Arte Moderna e os Contemporâneos do Futuro".

Fechando a década de 1970 com o enredo "Almôndegas de Ouro" e, com mais um carnaval impecável, a Camisa Verde e Branco saboreia seu quinto titulo.

Em 1980 Inocêncio ingressa nas galerias dos imortais ao lado de Seu Dionísio mesmo ano em que a Escola homenageou o sexo forte, com o tema "Acima de Tudo Mulher", reverenciando mulheres batalhadoras como a inigualável Dona Sinhá.

Assumindo o comando da agremiação no lugar do pai Carlos Alberto Tobias, exímio tocador de surdo e apelidado carinhosamente de Tuba, sobe a Avenida com Seu Inocêncio no coração falando de "Amor, Sublime Amor". No ano seguinte enaltece a negra gente que nunca ficou chorando sempre viveu cantando com o Quilombo dos "Negros Maravilhosos".

Sambista de raiz Tuba levou para a Avenida Tiradentes outros enredos memoráveis seja falando da natureza com "Verde Que te Quero Verde", ou dos Orixás com os "Três Encantos do Rei" e até mesmo da pátria amada com "Ginga Brasil Moreno - Menino Cor de Canela".

Em 1986 Tobias quis ladrilhar a avenida com pedrinhas de brilhante para a Camisa passar, lembrando seus tempos de criança na "Fantasia Sonho Sem Fim". Em seguida homenageando o bairro de encantos e magias, do samba futebol e feitiçaria passeou do trem ao metrô até a "Barra Funda, Estação Primeira".

Depois de encher a cara de cachaça, dar "Boa Noite São Paulo" e de ressaca pela falta de títulos a Camisa em 1989 volta ao topo esbanjando euforia com "Quem gasta tudo num dia no outro assovia", conquistando seu sexto caneco.

As vésperas do carnaval de 1990 Tobias, também se torna um imortal e ao lado do pai Inocêncio, assiste da arquibancada superior outro título que havia encomendado com "Dos Barões do Café a Sarney onde foi que Eu errei".

Em 1991, Magali dos Santos e Simone Tobias, mãe e filha respectivamente, sem decepcionar a sua nação e regado com muita cerveja, assumem a escola e conquistam o Tricampeonato com o "Combustível da Ilusão", sendo a primeira campeã no recém-inaugurado sambódromo paulistano obra entregue pela então prefeita Luiza Erundina.

Antes de ganhar mais um troféu, a Camisa lava a alma com "Banho de Luz que me Seduz" para no ano de 1993 com um samba inesquecível, se consagrar novamente campeã no Anhembi, com o enredo "Talismã" o seu Trevo da sorte.

Com nove títulos chega com 80 anos de história "Eternamente Jovem" e experiente faz "Do palco ao Asfalto - O Resumo da Opera". Mesmo com sua experiência não pode evitar o ano esquizofrênico de 1996 e contrariando as expectativas sofre seu primeiro descenso com os "Loucos da Corte Muito além da Inspiração". Mas retorna rapidamente ao grupo especial tomando guaraná e dando um "Alo Mauês Taí o Nosso Carnaval".

Retratando o Carnaval com muita "Fotografia os Olhos do Mundo nas Lentes da Verde e Branco" a mais querida encerra a década de 90 "Escancarando Corações Verde e Branco Elymar mais popular".

Nos 500 anos do Brasil desfilou em "Mare Liberum, nas Terras de Ibirapitanga" e entusiasmada pela virada do século leva para passarela a cultura indígena com Orlando Villas Bôas "Um Sertanista e Indigenista Sim, Mas Por Que Não?" e posteriormente faz o folião raciocinar com, "Quatro: Vamos Pensar... Isso Vai Dar o Que Falar!"

Em 2003 com sua bateria "Furiosa", o Quilombo com seu Sonho de Liberdade navega no Anhembi com o almirante João Candido e com Coragem e Bravura Luta contra os preconceitos e injustiças promovendo a "Revolta da Chibata" revisitando o enredo censurado pelos militares na década de 1970 e conquistando o vice-campeonato do carnaval paulistano.

De 2004 com o "Reinado da Folia", fazendo uma ligação em 2005 com o "Disque Camisa Linha Direta com o Samba" e chegando a 2006 "Das Vinhas aos Vinhos", a agremiação mantém seu "Chão" e sem querer tropeça e vai para o acesso, mas em 2007 encontra o caminho de volta na "Rua 25 de Março".

Continuando sua jornada mexe com a cabeça da arquibancada e mostra a "História do Cabelo" para depois como "Guerreiros a Camisa Verde faz a Festa e Prega a Paz Universal" e independente de ganhar ou perder mantém sua tradição e avisa: "Tô No Jogo, Me Respeite!".

Em 2011 a Verde e Branco soa a camisa para ligar a passarela do samba com "A Mais Paulista das Avenidas" e passear com os corações apaixonados no carnaval de 2012 com o tema "É o Amor".

No Carnaval de 2013 com muita imaginação aos noventa e nove anos o Cordão que virou Escola volta a ser criança e no seu sonho Verde e Branco "Era uma vez, outra vez!".

Ansiosamente chega a 2014 depois de muito pisar no barro, bater tambor, correr da polícia, mudar de endereço, enfrentar o preconceito, ajudar os excluídos, tomar chuva, dormir na rua, apanhar da ditadura, brigar pela democracia, virar referência, cantar versos, ouvir desaforo, sorrir com lágrimas, falar verdades brincando, passar noites em branco, ver o raiar do dia, empurrar alegorias, costurar fantasias, ficar atrás da corda, subir na arquibancada, levantar troféus, cair em pé, chorar a perda de sambistas, pontos e títulos e mesmo assim fazer Carnaval porque, para nossa comunidade, de janeiro a janeiro o ensaio é geral e o samba é o nosso ideal.

Nesse Carnaval de 2014 para entrar na passarela do samba, pedimos licença a todos os Orixás, Deuses, Santos e aos Mestres Dionísio Barbosa, Seu Inocêncio Tobias, Dona Sinhá e Carlos Alberto Tobias, pois o Quilombo está em festa e a Camisa Verde e Branco celebra 100 anos de história.

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: Era uma vez, outra vez
Descrição do enredo:



Apresentação

Autor: Anselmo Brito

Enredo: Era uma vez Outra Vez

O G.R.C.S. Mocidade Camisa Verde e Branco vem para este carnaval apresentar mais do que uma proposta de enredo e sim propor um convite para uma viagem ao mundo da imaginação.

Mundo este onde o impossível parece não existir e os sonhos podem se realizar com num simples passe de mágica.

Levaremos todos a uma fascinante viagem, onde neste mundo imaginário acreditar, muitas vezes torna o que era apenas fruto da nossa imaginação, em realidade.

Pois quem ousar imaginar é capaz de se aventurar a percorrer mundos surpreendentes, e assim criar Histórias, personagens e lugares.

Desta maneira é preciso voltar a ser criança para viver suas emoções, basta passar pelo espelho mágico, PIS quem por ele ousar atravessar, o mundo encantado ira encontrar. 

SINOPSE

Era uma vez um velhinho cheio de sonhos e sabedoria, que estava cansado de ser Gente Grande.

Ele sonhava em outra vez a voltar ser criança, mais para que isso se tornasse realidade era preciso acreditar, pois acreditando seria a chave para o mundo dos sonhos.

Assim começa a nossa história, com o nosso querido velhinho atravessando um espelho mágico e com num simples toque de mágica voltou a ser criança, começando assim suas aventuras pelo mundo da imaginação.

Seus sonhos irão levá-lo a percorrer lugares surpreendentes...

Paisagens estranhas, exóticas e inusitadas, paraísos no fundo do mar; Utopias e cenários de fantásticas e absurdas aventuras.

É possível encontrar reinos encantados governados por, Reis e Rainhas, Príncipes e Princesas, lugares estes de encantamento e magia protegidos por seres mágicos que vivem ao redor deste reino protegendo o castelo das maldades da bruxa malvada e seus temidos Dragões.

Ah! Como é bom voltar a ser criança. E viver essas aventuras no mundo da imaginação, pois ninguém vive a ilusão de forma mais intensa e verdadeira do que uma criança, que desconhece limites e acredita no impossível.

O encanto do universo infantil permite que seus sonhos e fantasias se tornem possíveis, mais coloridos e repletos de aventuras, pois através dos sonhos a criança da asa a sua imaginação, tornando o que parecia ser impossível, delirante e fantasioso em realidade.

Como acreditar que no fundo do mar, existam seres exóticos e encantados como, a linda princesa Ariel que encanta pela sua beleza e curiosidade. E que em seu reino repleto de seres estranhos e divertidos escondem riquezas e belezas jamais vistas.

No mundo imaginário o que não falta são histórias e personagens.

Às vezes um tanto assustadoras, pois as crianças também têm seus medos e pesadelos como, se deparar com o temido Bicho Papão, que aterroriza até hoje o sono de todas as crianças.

Mas não é só de pesadelos que vivem as crianças, pois o mundo da imaginação também é repleto de aventuras e Heróis, como os invejáveis Super Heróis.

Que fascinam com seus poderes de quererem salvar o planeta das maldades dos inúmeros vilões, que querem destruir o homem e seu mundo.

Podemos observar que a fantasia facilita a compreensão das crianças, pois se aproxima mais da maneira como veem o mundo.

Pois elas dão vida a tudo, e todos os elementos ganham significados diferentes dos que possuem no mundo real.

No mundo infantil o colorido é essencial, pois nos remete a mais pura alegria, como se o portal do arco-íris estivesse aberto, sempre irradiando suas cores e seu brilho fascinando a todos.

O mundo da imaginação é fantástico, faz a gente acreditar que sentimos o que na verdade não sentimos. Ver aquilo que não conseguimos ver, tocarmos naquilo que parece impossível, sairmos do chão como se estivéssemos flutuando.

Sentimos cheiros que nossa mente não esquece, e passamos a ousar sonhar com o impossível.

Voltar a ser criança é permitir-se a viajar sem sair do lugar. É se iludir num extraordinário universo da imaginação.

Com um olhar lúdico e inocente atravessaremos vários portais da imaginação e assim iremos nos deslumbrar com animais que falam; Como no Sítio do Pica-Pau Amarelo onde existe uma divertida Boneca de pano muito falante e um boneco feito de Sabugo de milho, muito intelectual.

É desvendar o misterioso e encantado Pais das Maravilhas, e seu exercito de cartas de baralho, comandado pela Rainha Má.

Tudo é muito fascinante, pois no mundo imaginário a toda hora podemos nos aventurar e nos surpreender. Como nos lambuzar com tantas guloseimas ao nos deparar com uma fábrica de chocolate e ser recebido pelo engraçado e divertido, Mestre Cuca, e seu tabuleiro repleto de bombons, doce, sorvetes, e outras delícias.

E poder fascinar-se com os incríveis brinquedos, repletos de cores e surpresas, que a cada instante nos encanta como num simples passe de mágico, brinquedos ganham vida.

No universo infantil o que não falta são delirantes fantasias, por este motivo voltar a ser criança, é gratificante, pois os sonhos não têm fronteira tudo é muito mágico.

Na terra do faz de conta tudo é igual para todas as crianças no mundo inteiro, pois sempre tem princesas, fadas, sereias, heróis e super-heróis, dragões, bruxas, florestas mutantes, bonecas falantes, aventuras no fundo do mar, castelos e inúmeros personagens que somente podem ser despertados pela imaginação de uma criança.

Por esse motivo eu lhe proponho a passar pelo espelho mágico e voltar a ser criança novamente, e a reviver todas as emoções e aventuras que este universo tão fascinante pode lhe oferecer.

Agora vou me despedir, pois minha história chegou ao fim é hora de voltar a ser Gente Grande, e viver a vida chata de adulto cheio de deveres e preocupações.

O que me esta é ficar em minha cadeira de balança, sonhar que breve voltarei a ser criança novamente.

Fim

 
Ano do enredo: 2012
Título do enredo: "É o Amor"
Descrição do enredo:


Para o carnaval de 2012 a A.C.S.E.S.M. Camisa Verde e Branco trás mais do que uma proposta de enredo e sim uma grande celebração de amor, com um único objetivo, de mostrar a necessidade deste nobre sentimento. Sentimento esse que nasceu junto com o homem, e ainda se multiplica em sementes, resistindo bravamente às investidas do mal.

Assim como o ar o amor deveria estar presente em todos os lugares, sem ele ninguém conseguiria respirar, muito menos suspirar.

Caligrafia divina, o amor tem escrita fina escrevendo certo por linhas tortas. Está nas sagradas escrituras e nas línguas mortas, enfrenta os maiores desafios para vencer os mais difíceis obstáculos, que os separam da felicidade. O amor é o início, o meio e o fim, mas não tem idade, É pura energia!

Ele é a força que nos move para encontrar as soluções para o dia-dia é condutor de grandes inspirações. Amor! Sentimento que atravessou o tempo e esteve presente na mitologia, sendo celebrado entre Deuses e mortais, e imortalizado pelo Cupido “como um dos seres que mais amou”.

O amor é pura emoção capaz de derrotar os mais fortes dos bravos, basta toca-lhe o coração é assim que o amor nos conduz com suas emboscadas, arrastando-nos para ciladas da vida é o mistério que materializa a teoria da imaginação.

Amor! É fraterno, é devoção, é fé, é a pura manifestação da natureza, é a musica que nos emociona, é o filme de amores sem medidas que vai “Alem da Vida” Assim é este sentimento capaz de fazer nosso coração pulsar num ritmo enlouquecedor de uma bateria de escola de samba.

E sem falar nas loucuras que fazemos por causa deste sentimento; Ah amor! Tu és bandido, mas não é privilégio só dos homens, também desperta (Frisson) entre os animais.

O amor também mata, foram muitos os que morreram por sua pátria; Para o amor não existe preconceito nem barreiras, que elevam esse sentimento ao extremo.

Será que ninguém mais se curte? Não!

Agora muitos namoram em salas virtuais e na inter face do Orkut, precisamos evoluir, mas não podemos perder a essência: o sentimento é soberano, eis a ciência que da sentido a vida do ser humano o Amor.

Amar também é viver de nostalgia, é flutuar na magia de amores efêmeros, como em um baile de carnaval. Amores anônimos, mascarados dissimulados, atrevidos, insuflados por cupidos fantasiados enternecidos por anjos endiabrados.

É chegado o momento de colorir a passarela do samba, nas cores verde e branco, para declarar o nosso amor e fidelidade a nossa escola de samba “Camisa Verde e Branco”, (Escola do coração) que junto com a sua diretoria ano após ano vêm escrevendo a sua história, junto com a sua comunidade fazendo de seus diretores, componentes e baluartes verdadeiros guerreiros.

Que este ano de 2012 possamos não só enaltecer esse belo sentimento, mas sim contar a história do mais puro e verdadeiro sentimento que Deus nos ensinou que é o Amor!

Carnavalesco
Anselmo Brito

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: Tô no Jogo... Me Respeite!!!
Descrição do enredo:

“Tô no Jogo... Me Respeite!!!” Dizem que a vida é um jogo.Ganhar ou perder é sentir o prazer de arriscar,o jogo é a única paixão que pode concorrer com o amor...
Jogar é vencer um desafio, é saber fazer uma escolha e contar com a sorte; Sorte essa que minha escola (CAMISA) trás no peito,seu brasão o trevo de 4 folhas, raramente é encontrado e quando isso acontece, é interpretado como sinal de boa sorte.TÔ NO JOGO ... ME RESPEITA !!!.

Narra uma viagem através da prática e da fantasia do jogo.Seguindo o Homem em sua história, lá está o jogo em todos os momentos de nossa trajetória. Desde a época dos Gregos até os dias atuais. Os Jogos Olímpicos celebravam os Deuses e firmavam um tempo de paz entre as cidades. Neles os homens se reuniam para medir suas forças e habilidades. Nascia o Esporte, que é uma forma de jogar com a vida. A cada quatro anos, atletas de centenas de paises se reúnem num pais sede para disputarem um conjunto de modalidades esportivas. A própria bandeira Olímpica representa essa união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados, representando os cincos continentes e suas cores. A paz, a amizade e o bom relacionamento entre os povos são os princípios dos Jogos Olímpicos.

Durante a Idade Média, as Justas e os Torneios disputados entre membros da cavalaria serviam para comprovar a coragem e a valentia, lavar a honra ou conquistar o coração de uma dama. As lutas entre cavaleiros são motivos de muitas lendas e mitos, demonstrando que mesmo numa época de repressão religiosa e pouca atividade física o Homem dava um drible e se punha a jogar.  Fala de um tempo que não é obrigação, mas puro prazer. É o tempo de duração de um jogo em que ficamos entregues a um divertimento.

O jogo é a presença da infância em nossas vidas. Ele guarda o espírito lúdico, a brincadeira sem compromisso, que dá um sentido suave à vida. Quem nunca jogou dominó, xadrez, achar o mico, cabra-cega, jogo de botão, jogo de pião, amarelinha ou vídeo-game? São tantos os jogos quanto a imaginação das crianças. A criança evolui com o jogo e o jogo da criança vai evoluindo paralelamente ao seu desenvolvimento, os jogos fazem parte da vida da criança, pois elas vivem no mundo de fantasia, de encantamento, de alegria, de sonhos, onde realidade e faz-de-conta se confundem.O jogo está no gênese do pensamento, da descoberta de si mesmo, da possibilidade de experimentar, de criar e de transformar o mundo.No entanto, na virada do jogo da vida nem tudo é inocência.

Bom de lábia, cheio dos truques e com muito jogo de cintura, o Homem se dá bem no papel de Don Juan, tem suas artimanhas e costuma esconder o jogo. Na arte do jogo do amor, da malícia e no jogo de olhar que se transforma em sedução, a Mulher alimenta a fantasia de um jogo sexual delirante, transcendente além da imaginação, pois ela mesma é capaz de concretizar seus sonhos mais absurdos.  O jogo sujo, aquele que ninguém vê, que toma o mundo da política e das coisas ditas como "sérias", o jogo de interesses que canta o dinheiro fácil e esconde a verdade por debaixo dos panos, maneiras perigosas de jogar, que revelam o prazer pelo risco. Conta o enredo do Homem quando procura se antecipar ao futuro, corre na frente para saber o que virá.

Nesta busca, ele joga cartas, búzios, tarô, I-ching, runas, pedindo uma resposta que lhe assegure prosperidade. O futuro depende muito dos nossos atos presentes, o exercício do nosso livre arbítrio é constante, nada está definitivamente marcado ou decidido, a partir do instante que exercemos nossa vontade, podemos modificar a todo instante nosso futuro. Os jogos divinatórios, costuma se dizer que é uma ciência exata, sabe-se ou não, não cabe meio termo, quem sabe, talvez, ou a leitura é a expressão de uma realidade presente ou não. Como será o amanhã? Responda quem puder, peço a DEUS que seja repleto de muita saúde, amor, felicidade e fortuna.  E por falar em fortuna, o meio mais rápido de tentar adquiri-la e fazer uma fezinha nos jogos de azar.

Os jogos de azar são jogos nas quais as  possibilidade de ganhar ou perder não depende da habilidade do jogador, mas sim exclusivamente da sorte do apostador, encabeçando essa categoria temos a: roleta, o bacará, jogo de dado, cara ou coroa, loteria, jogo de bicho, bingo e caça-níqueis. Daí que a maioria deles são jogos de aposta cujos prêmios estão determinados pela probabilidade estatística de acerto e a combinação escolhida.Se é positivo ou negativo depende pura e exclusivamente da habilidade do jogador, façam suas apostas e boa sorte!!!

O jogo é: esporte, competição, expectativa e divertimento, "O jogo é uma ação livre, que se executa e sente que como situada fora da realidade. Entretanto, ele pode absorver completamente o jogador, sem propósito específico. Essa ação ocorre dentro de um espaço e tempo determinados e se desenvolve segundo uma ordem e regras implícitas ou internas. Sintetizando: o jogo tem como elementos essenciais, a vontade de jogar e a repetição, segundo uma máxima da psicologia, a repetição do ato ajuda na formação do caráter." Chegou a nossa vez de jogar, e pra ganhar o CAMISA VERDE E BRANCO canta o lance através da festa e da alegria popular.

Ano: 2017
Título do samba enredo: “A Revolta da Chibata. Sonho, coragem e bravura. Minha história: João Cândido, um sonho de liberdade”
Compositores do samba enredo: Carlos Jr e Didi
Letra:

Orgulhosamente a verde e branco vai passar
Abram alas que a minha história eu vou contar
Sou o almirante negro, um bravo feiticeiro
O grande dragão do mar
Não é ilusão o que vocês verão
A marinha tinha preconceitos e injustiças
E nos Pampas minha infância foi trocada
Por batalhas imortais, me revoltando
No navio Minas Gerais

Na batida do tambor ô ô ô
O lamento se escondia la laia
E na chibata do senhor
O movimento de revolta se expandia

Assim, o tal catete enganava
O mundo inteiro com a anistia aclamada
Na Ilha das Cobras a vingança foi voraz
Ignoraram a bandeira da paz
E o sofrimento rumo à Amazônia
Selava o destino, fim da vida ou escravidão
Glória ao nosso povo brasileiro
Meu sonho hoje é verdadeiro
Sou mestre-sala, João Cândido, o guerreiro

Vou navegar, eu vou, eu vou
Vem nesse mar de amor, amor
Sou Barra Funda sou samba no pé
Gira baiana seu gingado tem axé

 
Ano: 2015
Título do samba enredo: "Eu acredito em previsões e você ?"
Compositores do samba enredo: Marcelo Careca, Moisés Santiago, Mariano Araújo, Nilson Santos, Correia e Flávio Martins
Letra:


Sol...Astro rei!
Que ilumina o meu destino!
Simbologia do futuro...A luz da visão!
Em previsões...Eu acredito!
No Egito o dom floresceu!
Despertando civilizações!
Astrologia...Várias formas de prever!
Tem jogo de cartas, Ifá e tarô!
Na inquisição foi proibido!
Pra das cinzas renascer!
 

Na palma da mão traçado o caminho
A cigana me falou...
Tá escrito na bola de cristal
Que a minha sorte vai brilhar no Carnaval!
 

Do amanhã, o que será?
Tudo pode acontecer!
Eu já pedi a mãe de santo pra jogar!
Olhei a previsão zodiacal!
Consultei a numerologia!
Botei fé na profecia quando fiz meu mapa astral!
Barra Funda és minha paixão!
Do céu vem a revelação
Nesta avenida a consagração!
 

Hoje é o dia da minha estrela brilhar!
Sinto a magia no ar...Vem alegria!
Hoje é o dia do sonho profetizar!
Em Verde e Branco vibrar de emoção!
 

Meu Camisa é campeão!

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: O quilombo Camisa Verde e Branco está em festa! "Vamos celebrar 100 anos de histórias, lutas e glórias"
Compositores do samba enredo: Denny Gomes, Almir Menezes, Léo Abdalla, Matheus Neves, Marcelinho, Fábio de Paula e Silas Augusto
Letra:


Axé, a Barra Funda pisa forte na avenida
Sou quilombola, sob a proteção de Obatalá
Lutei por justiça e igualdade
Oprimido, vi meu povo desfilar
Firmei o ponto lá no Largo da Banana
Eu fiz batuque para o meu cordão passar
Ogunhê meu pai
Na tua espada reluziu meu pavilhão
Sublime, perfeito cenário
Pra ser campeão do iv centenário

Gira baiana, levanta poeira
Te exalto em meus versos, madrinha Mangueira
Dormi em teus braços, óh Nega Fulô
Mas é você Narainã meu grande amor

Louco, o rei do ouro das minas gerais...
Mulheres guerreiras e seus ideais
Boêmio eu sou
Enchi a cara de cachaça e pendurei
Na saída do metrô eu recordei
Inesquecíveis carnavais
Vem loirinha, alterar o meu astral
Numa linda serenata ao luar
Vem pra ser meu talismã
Salve nossos bambas imortais
O nosso orgulho verdadeiro
De janeiro a janeiro

Cem anos de glórias, gravadas no peito
E não tem mais jeito eu sou verde e branco
Respeite o meu manto, meu trevo imortal
O meu Camisa é muito mais que especial

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: Era uma vez, outra vez
Compositores do samba enredo: Denny Gomes, Silas Augusto, Almir Menezes, Fábio de Paula, Luciano Rosa e Ary do Camisa
Letra:


Meu trevo é raça, é samba pé no chão
Que faz o meu coração bater mais forte                             
Feito criança, feliz da vida
De verde e branco, tiro onda na avenida

Era uma vez
Através do espelho
O paraíso eu encontrei
Um lindo reino encantado
Voltei a ser criança outra vez
Contos, mistérios, magia
Fadas bailando no ar
Reis cortejando rainhas
Seres fascinantes no fundo do mar
Sai pra lá bruxa malvada!!!
Hoje não vai me pegar

Para o alto e avante, seguido a missão
Sou super-herói derrotei o vilão
Um mundo melhor repleto de paz
Onde o mal não vencerá jamais

Como é bom sonhar e viajar
Guardar na lembrança
Abrakadabra essa magia vai te conquistar
E o palhaço vem anunciar
Que no picadeiro da ilusão
O meu Camisa vai te emocionar
Pois é tão doce brincar
Num sonho que não se apagará

 
Ano: 2012
Título do samba enredo: "É o Amor"
Compositores do samba enredo: Anderson Banana, Rodney Cheto, Fabio Bogalho, Rodrigo CP, Rafinha e Xuxa do Cavaco
Letra:

Sinta o romance no ar, É o Amor
Conquistando os corações o cupido te flechou
Emoções lindas historias e loucuras
Platônico, o sol enamorado pela lua
É divinal, é imortal e vai se propagar
Inexplicável pode transformar, e mudar a humanidade
Na obra de arte do imperador a dor de uma saudade que ficou
Flores num lindo jardim, personagens de amores sem fim
É puro e verdadeiro o meu orgulho de ser brasileiro

Ora ie ieo Mamãe Oxum
Deusa do amor conduza minha fé
É o povo clamando em uma só voz
Em cada um de nós derrame seu axé

Um grito de gol ecoa no ar
É universal não dá pra negar
Sem preconceito de cor, é colorido o amor
Estenda a mão ao seu irmão
Como é nobre o gesto de doar!
E o vento levou embora a tristeza
Do outro lado da vida existe a beleza
Nas ondas do rádio, casais apaixonados
Na tela do computador a esperança
Respeite a inocência de uma criança
Mascarados no salão, é carnaval vou te beijar
A “Furiosa” vai fazer você sambar

É verde e branco o meu amor
Meu pavilhão, minha paixão
Eu sou Camisa onde for
O trevo é meu coração

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: Tô no Jogo... Me Respeite!!!
Compositores do samba enredo: Alemão; Braga; Cogumelo; Willians do Violão e Fernando Paz
Letra:

Me respeite!
O jogo já vai começar...
Tô na jogada
Os Deuses vêm abençoar
Com o meu trevo da sorte
Entrei no jogo, pode apostar
A cada competição, uma nova emoção
A vitória alcançar
Vou guerrear pra conquistar seu coração
Feito criança, vivendo num mundo de ilusão

Roda pião,                                                       
Bola de gude, amarelinha,                                 
No passa anel com quem está?
Vê se adivinha!                                          

Fantástico, é o jogo da vida
Eu sou Don Juan, você a preferida
Eu pergunto a você e o amanhã, como será?
Chega de tanta desigualdade
Quero ver brotar felicidade
No jóquei, o glamour, mas que saudade
Sempre na esperança apostei
Em um Brasil Melhor

O meu prazer é brincar, jogar
A alegria verde e branco, no ar                      
Com o meu trevo de fé, eu tenho sorte
Sou Camisa Verde Até a morte!

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