Estrela do Terceiro Milênio

Grupo: Acesso
Fundação: 05 05 1998
Cores: Verde, Vermelho, Azul e Branco
Presidente: Alberto Souza Miranda
Vice presidente: Silvio Azevedo
Carnavalesco: Eduardo Felix
Interprete: Fabinho Pires
Mestre de bateria: Mestre Diego
Diretor de carnaval: Silvio Antônio
Diretor de harmonia: Beto Biz, Claudio Sena
Diretor de barracão: Alex e Paulo
Mestre sala: Alex Sandro
Porta bandeira: Edilaine Campos
Rainha de bateria: Elaine de Abreu
Endereco: Rua Prof Oscar Barreto Filho, 260 - Grajaú
Telefone: (11) 6052-1047
História

De uma breve convivência a uma  sincera amizade entre Silvio Azevedo (Silvão) e Eduardo Basílio (Rosas de Ouro), a partir de 1997, nasceu a ideia de se montar uma escola de samba no distante bairro do Grajaú, para que os sambistas do extremo sul não mais tivessem que atravessar cidade para curtir um bom samba. Um grupo de amigos, formado por Silvão, Alberto Miranda (atual presidente), Machadinho, Talita Galbiati, entre outros, concretizaram a ideia da formação do G.R.C.E.S. Estrela do 3º Milênio em 1998, sendo Silvão  eleito o primeiro Presidente.

Aproveitando o espaço de uma casa de show com o nome "Corujão" para ensaiar, foram dados os primeiros passos e adotado a Coruja como símbolo da agremiação, pois só com muita sabedoria seria possível tocar o projeto adiante.

Em 1999, foi realizado o primeiro desfile nas ruas do bairro; em 2001, o primeiro desfile pela vaga aberta, atual grupo 4 da UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas), subindo posições, a partir daí. Num desfile memorável em Interlagos, sagrou-se campeã do grupo 2 no Carnaval de 2008.

Em 2009, a Estrela do 3º Milênio sofreu um duro golpe. Em meio aos preparativos para o primeiro desfile no Sambódromo do Anhembi, foi descoberto um desfalque nos recursos da entidade pelo presidente da época, que foi imediatamente afastado. Assumindo novamente, a Diretoria de fundação conseguiu manter a escola no Grupo 1, tornando-se Campeã no ano de 2011, conquistando um lugar junto às Escolas do Grupo de Acesso da Liga, que disputarão uma vaga no Grupo Especial do samba paulistano no Carnaval 2012.

Ano do enredo: 2017
Título do enredo: Para um bom entendedor um pingo é letra e o símbolo uma palavra
Descrição do enredo:

Sinopse

Introdução 

Desde os tempos mais remotos que o homem utiliza os símbolos para comunicar. Esta forma de linguagem universal de cariz milenar encontra-se imbuída de significados ocultos e constitui um testemunho histórico de índole identidária. O termo símbolo, tem sua origem no grego (SYMBOLON), e serve para designar um tipo de signo, em que o significado (realidade concreta) representa algo abstrato (religiões, nações, quantidades de tempo etc.) por força de convenção, semelhança ou contigüidade semântica (como no caso da cruz que representa o cristianismo, porque ela é uma parte do todo que é imagem do Cristo morto). Da psicanálise à antropologia, da ciência a artes e estudiosos com algumas técnicas tentam, cada vez mais, decifrar a linguagem dos símbolos. O " símbolo" é um elemento importantíssimo no processo comunicação, encontrando-se difundido pelo cotidiano e pelas mais variadas vertentes do nosso saber. Embora existam símbolos que são reconhecidos internacionalmente, outros só são compreendidos dentro de um determinado grupo ou contexto ( religioso, cultural, etc.). Ele intensifica a relação com o transcendente.

Sendo o simbolismo uma forma de linguagem antiga e universal, que se define como catalítica e que estimula uma série intricada de idéias e de associações, ao mesmo tempo em que pretende veicular informações e ser sugestiva, freqüentemente com base numa simples observação. 

Esta é uma forma de comunicação internacional que transcende as barreiras lingüísticas, nacionais, históricas, culturais e religiosas.

Por que razão adquiriu esta forma de comunicação abreviada tanto poder? Por que razão evoca reações de caráter instintivo? O que é, afinal, um símbolo?

DESENVOLVIMENTO

O que representam os símbolos? Como classificá-los? Qual a definição? Como interpretá-los?

Muitas perguntas poderiam ser feitas e muitas respostas a elas dadas. Mas segundo o pai da psicanálise Sigmund Freud os símbolos é um conotativo que sugere uma resposta de caráter emotivo. As definições apresentadas em dicionários são normalmente sucintas e superficiais, consistindo na representação de um objeto, ainda que, o significado seja permutável. A origem da palavra " SÍMBOLO" reveste-se de um interesse especial e remonta aos rituais da Grécia antiga, quando as peças de ardósia eram partidas pelos membros de uma assembléia antes de abandonarem a reunião, na assembléia seguinte, as peças eram novamente reunidas - "SUMBALLEIN" (juntar as peças) tal como um puzzle (quebra cabeças), com o intuito de consolidar a identidade do grupo. Assim surge a palavra grega "SUMBOLON" (símbolo de reconhecimento), que viria a dar origem à palavra "SYMBOLUM" em latim. Contudo devido as limitações lingüísticas, as esparsas definições apresentadas pelos lexicógrafos nunca poderão abranger a multiplicidade de significados dos símbolos, nem, do mesmo modo, descrever ou clarificar determinadas formas de comunicação de mensagens ou explicar porque motivo se tornam apelativas. Confúcio já afirmava que os símbolos regem o mundo, não as palavras ou as leis. 

OS SÍMBOLOS EM VERSO E PROSA

Os primeiros vestígios são pinturas rupestres
Que foram interpretados por grandes mestres
Do Egito à China demonstram adoração
Da Índia a Tailândia revelam veneração
São considerados como sagrados
Nas religiões são exaltados
Inerentes à personalidade ou complexidade
Eles refletem a identidade
De família, tribo ou nação
Conotam união
Salientam-se comunicação
Não desempenham alienação
A seriedade da magia esta na perfeição
Assim como a alquimia para a transformação
No tarô, zodíaco ou astrologia
O importante é encontrar a analogia
De todos os constituintes inspiradores e universais
O que mais nos apraz
Além de tudo no traz
A ligação e a proeza
Sem sombra de dúvidas é a natureza
Inspiradora e mistíca ficam as observações
Fonte de poder e atribuições
Nunca perdendo a tradição
Muito menos fazendo oposição
Sempre usando a imaginação
Onde o conceito e explicação
Evidenciam a lição
Que aprendemos sem limitação
Onde ser fabuloso, irreal
Personificam o surreal
O inenarrável ou imensurável
Mais que obvio o papel do simbolismo é complexo e conexo
Sempre de orientação
Ora de libertação ora de inspiração
Emoção...
Criação...
Iluminação...
Solução...
Transposição...
Ilusão...
Tentação...
Celebração...
Modificação...
Manipulação... 

CONCLUSÃO

Os símbolos foram se desenvolvendo em lugares longínquos ao longo dos séculos, em todo o mundo e de forma cada vez mais complexa, conjuntos e significados interligados. A maioria dos símbolos apresentados neste enredo é de grande relevância para as suas áreas. Os conceitos estão inter-relacionados e podem ser identificados pelo recurso do dia-a-dia. Nesta noite quando a coruja (símbolo adotado por nossa agremiação como mascote),revestida suntuosamente de sua FANTASIA de penas que lembra o minucioso trabalho de uma ALEGORIA, alçar seu vôo coreográfico ( como uma COMISSÃO DE FRENTE) ao som do SAMBA ENREDO e sua cabeça realizar um giro de 360 ° (como o bailado de um casal de MESTRE SALA E PORTA BANDEIRA) em busca de alimento para a HARMONIA do corpo, para a alma como status de EVOLUÇÃO, possa levar alegria para os sambistas presentes sentirem o pulsar do coração, no ritmo da BATERIA. Após todo o ENREDO da apuração a mesma ao regressar para a Zona Sul, mais especificamente o Grajaú, venha acompanhada de outro símbolo (o troféu), que representa a vitória. Que o sonho transmita uma mensagem simbólica ao ego de fortalecimento, de emoção e acima de tudo paz. Assim, quando acordarmos, olharmos para este troféu, acreditaremos que o sonho tornou-se realidade, que irmanados honramos nosso pavilhão e o samba. Que a luta travada na pista não passou de uma experiência para ficar arquivada no inconsciente e que esta conquista foi forjada de amor, paixão e luz, construída com muita fé no interior do nosso coração.

Autor: Eduardo Felix

 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: Xirê! Louvação aos orixás
Descrição do enredo:



Introdução

"Os deuses não nos revelaram desde o princípio todas as coisas, mas, com o tempo, se buscarmos, poderemos aprender, conhecê-las melhor. A verdade certa, contudo, ninguém jamais a conheceu nem conhecerá: a dos deuses ou a de todas as outras coisas, mesmo se por acaso alguém pronunciasse o nome da verdade última, não poderia reconhecê-la, neste universo de opiniões."

Karl Popper

A mitologia africana é muito rica, muitas são as divindades de diferentes culturas variando de região geográfica e grupo étnico, ou seja, do lugar e do povo dentro da África.

Muitas lendas perderam-se na transposição de um continente para o outro, outras se modificaram, mas em sua essência continuam as mesmas, lindas e formosas mostrando que no maior continente e no berço da civilização humana  vigora uma biblioteca viva, extremamente vasta e ampla a fim de ser desvendada e divulgada aos quatro cantos do mundo.

Neste  contexto, apresentamos uma das várias lendas da tradição Iorubanas de como surgiu o Candomblé e como foi cultuado os seus orixás durante  e após a escravidão no Brasil. Nesta transposição do culto dos orixás da África para o Brasil, um número reduzido de orixás foi conservado. Pesquisadores apontam para números entre duzentos (200) a  seiscentos (600) e até mais divindades existentes nos diferentes panteões africanos.

A teologia Ioruba faz referência ao Orún e ao Aiyé. Em momento algum ou em qualquer circunstância, o faz sobre as  palavras inferno  e pecado.  As leis,  a lógica, o bom senso e os ensinamentos  permeiam  a conduta das pessoas, até porque estes são termos posteriores à criação do homem segundo a teologia Ioruba.

1º Setor

SURGIMENTO DO CANDOMBLÉ

Houve um tempo em que não havia separação  entre  o Òrun, o reino dos orixás, e o Aiyê, a terra dos homens. Orixás e homens viviam juntos, entre um reino e outro.

Até que um dia um ser humano tocou o Òrun com as mãos sujas e conspurcou o reino dos orixás.

Oxalá, o grande orixá, que adora a cor branca, foi reclamar  com Olorun, o Deus supremo, senhor onipresente da criação.

Olorun, enfurecido com a displicência dos homens, soprou seu hálito divino e criou o Sanmo, o céu, separando Òrun e Aiyê.

Orixás e homens já não podiam mais ir e vir entre um reino e outro.

As divindades se entristeceram de saudade dos homens e foram falar com Olorun que ouviu as divinas queixas.  Olorun  acabou por consentir que, de vez em quando, os orixás voltassem  à terra  mas com uma condição: teriam que usar o corpo material de seus filhos devotos.

Oxum, orixá  de  beleza e formosura, foi encarregada por Olorun de preparar os mortais para receberem os orixás. Fez oferendas a Exú para afastar os problemas na execução de sua tarefa. Veio ao Aiyê, banhou o corpo dos devotos com ervas especiais, cortou seus cabelos, raspou suas cabeças, pintou as cabeças com pintinhas brancas,  assim como são as penas de Etu, a galinha d’angola. Vestiu-os com belos panos e grandes laços e os enfeitaram com joias e coroas.

Ornou ainda a cabeça com o ecodidé, a sagrada pena vermelha de edidé, papagaio-da-costa.

Nas mãos, colocou as ferramentas das divindades: espelhos, espadas, cetros etc. E nos braços pulseiras e braçadeiras.

Preparou ainda as cabeças, com seus segredos, para atrair o orixá do iniciado. Assim a divindade não se enganaria em seu retorno ao Aiyê, o mundo dos homens.

Os yaôs, os devotos iniciados estavam prontos e nas palavras de Oxum, odara (lindo), os mais bonitos.

Os humanos fizeram oferendas aos orixás, convidando-os a virem à terra, nos corpos dos yaôs. Então, os orixás vieram e tomaram seus devotos, enquanto os homens tocavam os tambores, vibravam os chocalhos, batiam os agogôs, cantavam, batiam palmas e davam vivas á volta dos orixás.

Orixás e homens puderam novamente estar juntos. Surgiu então o Candomblé.

2º Setor

O XIRÊ DOS ORIXÁS

"No Candomblé, o Deus criador é Olorum, chamado de Olodomarê. Ele vem acompanhado de uma série de outros seres... Temos os orixás: o conjunto de entidades que pode se manifestar diretamente com os homens... A imagem que nós temos dos orixás é justamente aquela que vemos no barracão. Os orixás vestidos, dançando com os gestos próprios. Diz-se que os filhos, pouco a pouco, assumem muitas características do seu orixá.

Com isso, ao falar de um orixá, automaticamente associamos suas características à personalidade de seus filhos e muitas vezes também à sua própria historia de vida. Portanto, falar dos orixás é também falar de nós mesmos."

Agenor Miranda Rocha "As nações Kêtu"

As cerimônias públicas (festa de santo) ou "toque" é uma cerimônia essencialmente comemorativa musical. Seu objetivo principal é a presença  dos orixás entre  os mortais.  Sendo  a música  uma linguagem privilegiada no diálogo com os orixás, a festa pode ser entendida como um chamado ou uma prece, pedindo a eles que venham estar junto a seus filhos, seja pôr motivo de alegria ou de necessidade destes.

Começa-se o xirê, que significa: brincar, dançar e denota o tom alegre da festa de candomblé, onde os próprios orixás são saudados e louvados com cantigas próprias, as quais correspondem danças coreográficas que particularizam as características de cada orixá.  É nesses momentos do ritual de grande efervescência, que as divindades chegam a terra no corpo de seu iniciado. Na maioria dos candomblés o xirê segue a seguinte ordem, toca-se para:

Exú: no padê (porque ele é o intermediário entre os homens e os orixás, entre o mundo do além e o da terra);

Ogum: é o dono dos caminhos e dos metais e sem ele e suas invenções da faca e da enxada o sacrifício aos orixás e o trabalho na terra estariam impedidos;

Osossi: está ligado a sobrevivência através da caça e da pesca, é irmão de Ogum;

Obaluayê: é o senhor da cura das doenças, ou aquele que a traz;

Ossain: dono das folhas que curam daí a ligação com Obaluayê e também  porque nada se faz sem as folhas no candomblé;

Oxumarê: por sua ligação com Xangô, como escravo deste e como aquele que faz a ligação entre o céu "nuvens e a terra";

Xangô: Senhor do trovão e do fogo trazido por Oxumarê; Oxum: esposa favorita de Xangô, orixá da riqueza, vaidade;

Logum-nedé: o filho de Oxum com Oxossi;

Iansã: que no mito criou Logum-nedé, juntamente  com Ogum, quando Oxum o abandonou, orixá dos raios e tempestades;

Obá: tida em muitas casas como irmã de Iansã, é a terceira mulher de Xangô;

Nanã: a mais velha das yabás, orixás femininos;

Ewa: Orixá que representa a cobra fêmea, só pode ser feita em cabeça feminina e virgem;

Yemanjá: Dona das cabeças, das águas salgadas e mulher de Oxalá;

Oxalá: Dividi-se em Oxalufã (Velho) e Oxoguian (novo), o senhor de toda criação.

Pode ocorrer outra ordem de xirê, dependendo da nação, seja qual for à sequência e sua concepção cosmológica, ela costuma ser fixa para  cada casa. É exatamente o xirê que de alguma forma norteia os acontecimentos da festa, fazendo entre outras coisas com que os filhos se identifiquem através das cantigas e ritmos, os momentos apropriados ao cumprimento da etiqueta religiosa.

CONCLUSÃO

O candomblé é uma religião dinâmica,  mas ao contrário da  imaginação  de  muitos,  devido  à sua variedade de orixás é essencialmente monoteísta, crê em um único Deus e criador Olorún (olo = dono, senhor e Orun = céu, espaço celeste sagrado), que criou o céu e a terra, os orixás e o homem. O Orún sua morada e dos Araorún, todos os ancestrais  divinizados; o Aiyê, moradia  dos Arayé, os seres  humanos,  os animais, vegetais, minerais e toda forma da natureza.

Os orixás integram a natureza por excelência, seus guardiões e fiscais, energia indispensável para toda a sobrevivência com função dupla: reger e cuidar da natureza em si e da natureza humana; o homem, objeto principal da sua criação para de tudo usufruir dentro dos critérios do seu criador.

No candomblé nada se inventa, tudo se aprende. O saber e o conhecimento só vêm com o tempo. Ensinamento, humildade, merecimento e compreensão,  a sua prática tende  a adaptar-se  ao crescimento e modernidade do mundo, professando a sua religião através dos seus rituais.

Sendo assim,  espero que nestes cinquenta e cinco minutos, possamos  entender, compreender e respeitar esta religião, tão marginalizada pela sociedade.  E que neste carnaval, após 125 anos da ABOLIÇÃO, poder quebrar os grilhões que ainda tendem a resistir a esta louvação ao culto dos ORIXÁS.

Autor: Eduardo Felix de Lima

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: "Reluz na constelação da Terceiro Milênio uma maravilha de estrela chamada Elke"
Descrição do enredo:


"Antes de ela vir ao mundo os Deuses disseram-lhe:

- Elke, você vai ao mundo para ser feliz e amada por muita gente, mas também irá ver e viver de um tudo!

E lhe perguntaram:

- Você aceita?

E ela respondeu:

- Aceito, crianças amadas!  Mundo, sinta-se beijado e arrasado."

Introdução

Ela é uma verdadeira dádiva que o Brasil recebeu da extinta União Soviética. Por mais qualidades e adjetivos que procuramos para descrever esta DIVA, falta-nos palavras ou serão poucas. Certamente sua contribuição ao legado artístico brasileiro é única. Sua luta para tornar-se uma cidadã brasileira, sua determinação para viver no país escolhido por seus pais, a superação de uma apátrida, a coragem em ser uma mulher de espírito livre e a frente de sua época, transformaram-na em um ícone de bravura, de irreverência e de originalidade incrível.

Poucos conhecem a sua história para além  da figura colorida que sempre  apresentou: ela, sexagenária, ainda vive do modo que melhor lhe convém, como a faz sentir-se feliz e à vontade acima de tudo, sem se importar com costumes antigos e regras ditadas pela sociedade.

Sendo para nós um presente russo, soltaremos os laços da felicidade e abriremos este presente divino e, como uma Caixa de Pandora, aparecerá um enorme coração alado, com peruca, anéis, maquilagem, botas, correntes, adornos lindos e muito glamour, que nos levará a uma viagem inesquecível, por aproximadamente, cinquenta e cinco (55) minutos, pouquíssimo tempo para resumir e apreciarmos sua trajetória de glórias e sucessos.

Nascida na Rússia, Elke veio para o Brasil em 1951, com apenas seis anos de idade. Seus pais eram prisioneiros políticos de Stalin e tiveram de fugir da Europa. "Meu pai era agrônomo e quando viemos para o Brasil fomos morar em Itabira, em Minas Gerais. Foi lá que nasceu a brasileira dentro de mim", revelou certa vez.

Estamos falando de Elke Giorgierena  Grunnupp Evremides, ou, carinhosamente, ELKE MARAVILHA, como prefere ser chamada.

Com o comportamento à frente de seu tempo, ela foi discriminada e sofreu repressão por conta do estilo e atitudes nada convencionais. Certa vez deu uma declaração contundente:  "Levei muita porrada e cuspida no início. Fui parar até em hospital. A fantasia você usa no carnaval para ser uma coisa que não é. Eu nasci assim", afirmou.

Com a vitalidade e irreverência de uma garota de vinte anos, Elke costuma dizer que não consegue ser boa quanto quer. "Eu me arrependo de não ter sido uma pessoa melhor porque também não sou tão má quanto quero. Temos uma totalidade dentro da gente e não estamos nem lá e nem cá. A única pessoa que foi total nesse mundo foi Alexandre, O Grande, por conta da dubiedade de seus atos", divaga.

É com imenso carinho que o G.R.C.E.S. Estrela do Terceiro Milênio, convida a todos a brindarem com a taça da alegria, garra, perseverança  e luz a vida dessa show woman, ELKE, não somente  nesta  noite de carnaval, mas para todo o sempre. Ela que foi agraciada com o prêmio Coruja de Ouro nos anos 70 por sua atuação  no cinema, volta a encontrar essa ave, símbolo da sabedoria, para ser homenageada.  Homenagem merecidíssima, pois quem dá um presente esquece, mas quem o recebe (a cultura nacional) jamais. Obrigado,Rússia!

1º setor

UMA DÁDIVA DIVINA, PARA UM PAÍS ILUMINADO: CIDADÃ DO MUNDO

Era uma noite de Inverno em Leningrado, atual São Petersburgo, Rússia. Aos vinte e dois de fevereiro de mil novecentos e quarenta  e cinco (22/02/1945), nascia sob o signo de Peixes com ascendente em Escorpião e lua em Câncer, Elke Giorgierena Grunnupp Evremides, filha de pai russo e mãe alemã. Época difícil na extinta União Soviética, final da  Segunda Guerra Mundial e período de intenso comunismo naquele  país. Seus pais foram perseguidos por Stalin e resolveram imigrar para o Brasil. Quando tinha apenas seis anos de idade, a menina cruzou o Atlântico com seus pais e instalaram-se em Itabira no estado de Minas Gerais. Após alguns anos resolveram mudar para a cidade de Jaguaraçu, mais ao norte de Minas Gerais.

Aos 20 anos, parte para a Europa e vive dentro de um carro durante 1 ano e meio.

Naturalizada brasileira, perdeu  sua cidadania após se manifestar contra  a ditadura militar, tornando-se apátrida. Revolucionária, Elke foi presa "nos anos de chumbo", em meados da década de 70, no período em que Médici foi o presidente do Brasil, acusada de violar as leis de segurança nacional. "Baixou o espírito russo em mim e rasguei alguns cartazes, no aeroporto Santos Dumont, do Rio, que tinham fotos do filho de Zuzu sendo procurado, quando todos já sabiam que ele estava morto. Mas fiquei só seis dias presa porque me arrumaram  um pistolão", revela.

Ficou seis dias presa e sendo torturada  pelos militares. Só conseguiu sair da cadeia ao dizer que conhecia o filho de Zuzu Angel e porque a amiga arranjou um delegado que a tirou de lá. Anos depois, requisitou a cidadania alemã, a única que possui atualmente.

No início da década de 70 se casou pela primeira vez e foi morar no Rio de Janeiro. O primeiro marido insistiu que ela seguisse a carreira de modelo, foi quando surgiu o primeiro trabalho.

Muito alta e bonita resolveu seguir a carreira de modelo e manequim aos 24 anos com Guilherme Guimarães, tendo trabalhado para grandes estilistas nacionais. Nos desfiles, conheceu a estilista  Zuzu  Angel e ficaram  amigas. Claro que sua passagem pelo catwalk foi marcada por inovação e originalidade: seu modo de desfilar era marcante.

"Eu fui conversar com o estilista Guilherme Guimarães porque me bateu uma curiosidade e ele pediu para eu voltar no dia tal para provar a roupa para o desfile. A partir desse momento começaram a me chamar para desfilar", conta. Sua amizade com a estilista Zuzu Angel teve início no mesmo período e tudo começou no salão de cabeleireiro Jambert, frequentado por personalidades da época, no Rio, onde as duas descobriram coisas em comum. "Desfilei para ela muitas vezes, mas era mais amiga do que manequim. Acompanhei a mater dolorosa dela. (referência à morte do filho da estilista pela Ditadura Militar) Zuzu não era chorona, dramática. Era trágica! Foi um sujeito homem e isso independe do sexo. Aliás, está faltando esse tipo de figura no país", alfineta.

Elke é professora, tradutora, intérprete de línguas estrangeiras, incluindo o latim. Foi bancária, secretária trilíngue e bibliotecária. Foi também  a mais jovem professora de francês da Aliança Francesa e de inglês na União Cultural Brasil-Estados Unidos.

Foi casada 8 vezes, nunca quis ter filhos e nem se considerava pronta e talentosa para ser mãe, não queria ter filhos por receio de não saber dar amor e educação da forma como mereciam. Até hoje é amiga de todos os seus ex-maridos, menos de um que era extremamente agressivo e ciumento. O último marido era um homem 27 anos mais novo. A multiartista diz que não ter preferência por mais velhos ou mais novos, fala que namorou todo tipo de homem e que não elege um tipo preferido, tem sim pressa. Sempre com suas declarações polêmicas, filosofou: "Fui casadeira e optei por não ter filhos. Os filhos são âncoras e também como educaria uma criança? Esse papel não é para mim porque a cabeça do ser humano é uma armadilha."

2º setor

DESPONTA UMA ESTRELA

A carreira de atriz começou com pequena participação no cinema no filme "Salário Mínimo" (1970), de Adhemar Gonzaga, onde representava uma modelo. Atuou com importantes diretores do cinema nacional e pode desfilar suas múltiplas personas em filmes ecléticos, passando por pornochanchadas e clássicos.

Alguns de seus principais trabalhos estão em "Quando o Carnaval Chegar" (1972) e "Xica da Silva" (1976), de Carlos Diegues, "Pixote, "A Lei  do Mais Fraco" (1980), de Hector Babenco, no qual interpretou Débora, e "Zuzu Angel" (2007), de Sérgio Rezende, onde viveu cantora  alemã. No último foi atriz e consultora. Na televisão, Elke participou das telenovelas "A Volta de Beto Rockfeller" (1973), "Luz do Sol" (2007) e da minissérie "Memórias de um Gigolô" (1986).

"Estou aprendendo  a ser uma atriz, mas considero importantes minhas participações. Gostei de todos os meus personagens, desde os mais engraçados aos mais sérios", conta.

Em 1976, por sua comentada  participação no filme "Xica da Silva", ganhou o prêmio Coruja de Ouro como atriz coadjuvante, prêmio dado pelo INC (Instituto Nacional de Cinema).

Fez show no famoso garimpo de Serra Pelada e afirma que se apresentou  para mais de cem mil homens naquela temporada.

Eis,  em  ordem  cronológica, os trabalhos  realizados  por Elke  no decorrer  de  sua  carreira  nos diversos seguimentos onde atuou como atriz.

No Cinema:

1970 - Salário Mínimo
1971 - Barão Otelo no barato dos Milhões;
1972 - Os machões;
1972 - Quando o carnaval chegar;
1973 - O rei do baralho;
1974 - Gente que transa;
1976 - Xica da Silva a;
1977 - Tenda dos Milagres;
1977 - Pastores da Noite;
1977 - A força de xangô;
1978 - Elke Maravilha contra o homem atômico;
1978 - A noiva da cidade;
1979 - O milagre;
1980 - Pixote, a lei do mais fraco;
1987 - No Rio vale tudo;
1987 - Romance;
1987 - Tanga: Deu no New York Times;
1988 - Wiezien  Rio - Frank;
1999 - Xuxa requebra
2006 - Zuzu Angel;
2007 - Elke no país das maravilhas;
2010 - A suprema felicidade;
2011 - Francisca Carla. No teatro:

Nise da Silveira - A senhora das imagens; Carlota Joaquina; O lobo da madrugada; Orfeu da Conceição; O homem e o cavalo; A rainha morta; Carlota Joaquina; Eu gosto de mamãe; Rio de cabo a rabo; O castelo das sete torres; Viva o cordão encarnado; Elke do sagrado ao profano.

Documentários:

2007 - Elke;
2009 - DZI Croquettes;
2010 - A maravilha de ser Elke.

Trabalhos em Novelas e minisséries:

1973 - A volta de Beto Rockfeller;
1979 - Milagre - O poder da fé;
1986 - Memórias de um gigolô;
1998 - Pecado Capital;
2004 - Celebridade;
2004 - Da cor do pecado;
2007 - Luz do sol;
2009 - Caminho das Índias.

3º setor

ETERNIZADA PELA TELEVISÃO E PELOS EXCLUÍDOS

Elke Maravilha  tornou-se  popular  na televisão  brasileira  nos anos 70 e 80 e caiu no gosto  do público, aparecendo como jurada de programas de calouros e cantores de Chacrinha e de Silvio Santos. Nesses programas sempre usava perucas e roupas chamativas, buscava passar mensagens positivas para os telespectadores.

Polêmica, ela não mede as palavras ao falar do dono do SBT: "Nunca tinha visto o Chacrinha porque o meu pai não deixava a gente assistir à televisão. Eu guardo ótimas lembranças da época em que fui jurada no programa dele. Agora o Silvio Santos é uma pessoa muito  'ruinzinha'.  'Tadinho'!  Mas temos de aprender  muito  com esses 'mauzinhos' que passam por nossas vidas", diz.

E como musa e batalhadora ao longo de muitas décadas, em 2012, Elke Maravilha se aproxima e se apresenta para as novas gerações por meio de uma série ("Morando Sozinho"/ Multishow) em que faz uma síndica retrógada e desprovida de qualquer adereço usualmente associada à figura carnavalesca de Elke. Melhor desafio artístico impossível.

A impressão que fica é que suas fantasias diárias, são na verdade armaduras para que como cidadã consciente possa lutar pelas pessoas e pelos valores em que acredita.Questiona: "Por que eu não posso fazer de mim uma obra de arte?"e, irreverente, provoca: "Deus errou com a gente. Olha o tigre, olha o leão?", comparando o aspecto vistoso dos animais com a simplicidade do corpo humano.

Verdadeira show woman e ícone gay, Elke Maravilha sempre brilhou nos palcos com sua inteligência aguda e presença marcante e pela defesa dos direitos gays e das minorias e excluídos sociais, tendo recebido homenagens em festivais de  diversidade sexual e sido convidada para ser madrinha da Associação de Prostitutas do Rio de Janeiro. Como sempre, suas declarações são marcadas pela polêmica. Afirmou certa vez: "Eu gosto de gente que é muito. Eu acho que é por isso que eu gosto tanto dos gays. Gay não diminui nunca, sempre soma ou multiplica. Pode até errar, mas erra para mais."

Conclusão

Elke é a "Lady Gaga brasileira", ou melhor, Lady Gaga é a "Elke Maravilha dos americanos". As novas gerações merecem conhecê-la para além de suas personas.

Dra. Nise da Silveira, criadora do Museu de Imagens do Inconsciente, afirmava que Elke é uma Sacerdotisa Dionisíaca, e que, com tal, ilumina caminhos e aquece corações.

Devido a todo seu legado  artístico, Elke Maravilha já faz parte do imaginário popular brasileiro e pode perfilar com mitos contemporâneos como Carmem  Miranda e Artur Bispo do Rosário. Mesclando exotismo, misticismo, alegria, loucura e profundo conhecimento do humano, sua vibração contagiante a faz mensageira de utopias e portadora de esperanças.

Que ela salpique nesta passarela pedras preciosas e que a luz que irradia do seu olhar possa iluminar o céu do país que escolheu para viver e ama. Ela é uma escola de samba ambulante: sua vida é um enredo  repleto das mais diversas histórias e a licerçada nas mais diversas teorias filosóficas; sempre esteve na comissão de frente  de causas importantes; sua imagem mais marcante  para o público em geral é de uma personagem cujo vestuário é composto por roupas que são verdadeiras antasias e penteados que são alegorias, sempre repleta de adereços; sempre foi muito cortejada pelos homens (mestres-sala) e teve inúmeras paixões e soube bailar conforme a música em muitos momentos tal qual uma porta-bandeira; sua sabedoria de vida e sua ampla cultura (poliglota,fala nove idiomas: russo, português, alemão, italiano, espanhol, francês, inglês, grego e latim ) foram capazes de lhe propiciar harmonia,  além de  uma evolução espiritual e como cidadã da nação que a acolheu; suas risadas escandalosas e sonoras são como um samba  de enredo  para aqueles que ela sempre  fez questão de defender, e seu coração russo-alemão bate no ritmo de uma bateria brasileiríssima.

Certa vez, a diva declarou: "Eu não sou nostálgica, muito pelo contrário, eu tenho saudades  é do futuro." Que o nosso futuro seja vitorioso e que possamos colaborar para perpetuar  o nome dessa estrela na constelação de ícones artísticos nacionais.

Referências:

- Wikipédia, a enciclopédia livre;
- Site oficial de Elke Maravilha;
- Entrevista pessoal.

 
Ano do enredo: 2012
Título do enredo: Quem sabe, muitas vezes não diz. E que diz, muitas vezes não sabe! Sabedoria, o segredo da vida”
Descrição do enredo:


Introdução

“Feliz o homem que encontrou a sabedoria e alcançou o entendimento, porque a sabedoria vale mais do que a prata, e dá mais lucro que o ouro. Ela é mais valiosa que as pérolas e não existe objeto precioso que se iguale a ela”. Provérbios (3,13-15)

Certamente, você já deparou com alguém que descobriu algo ou enxergou primeiro que você, certo? Só que você, com seu próprio entendimento, não conseguia distinguir o que era óbvio, por quê? Talvez, porque não estava nítido ou estava nas entrelinhas. Algumas vezes, precisamos enxergar com os olhos da alma, ou seja, de dentro para fora, ter uma percepção mais aguçada, cultivar e ver; primeiramente, através da visão interior. Essa visão é chamada sabedoria. Agir com sabedoria várias vezes, ou muitas vezes, ou sempre que for necessário. Essa é a busca! Quando me refiro à sabedoria, refiro-me também à bondade, desprendimento, honestidade, harmonia, caridade, pureza, fortaleza e ciência. A busca pela sabedoria é constante e suas conquistas são gradativamente facilitadas e o esforço menor, se no percurso o amor estiver presente. Os tombos e tropeções existirão, mas serão motivos para repensarmos e refletirmos, pois quando nos reerguemos estaremos com vitalidade renovada, prontos para novas mudanças e lúcidos para novos conhecimentos em prol da sabedoria. Talvez, muita gente se julgue capaz de definir com poucas palavras o significado dessa palavra tão importante em nosso mundo existencial. Entretanto, não deve ser confundida com inteligência, esperteza ou astúcia, pois tais atributos muitas vezes não significam necessariamente o crescimento, e também não tem relação com o conhecimento científico ou mais culto, porque se dedicou mais aos estudos. Pode ser que uma pessoa idosa e vivida tenha mais sabedoria que alguém que tenha PHD numa área específica. Assim, a sabedoria tem o poder de enfrentar as dificuldades e superá-las sem traumas, em face de uma vida experimentada e enraizada no conhecimento empírico de tal forma que haja um entendimento subjetivo que possa dimensionar a necessidade de se enfrentar o problema. Ou melhor, há no íntimo da pessoa sábia uma absorção de conhecimento que lhe dá segurança para transpor facilmente as barreiras do cotidiano.

Desde o início das civilizações, o homem estuda maneiras de se relacionar melhor com o meio social. A sabedoria é de singular importância para a questão do tratar as pessoas e, por isso, o conceito geral é que o sábio é aquele que decide corretamente, sempre respeitando à moral e os costumes. Nos últimos temos, agir com sabedoria é sinônimo de: respeitar o pensamento alheio, ser gentil para com as pessoas, ser humilde e tratar o outro como gostaria de ser tratado. Enfim, é, em definitivo, saber lidar com a vida e com suas adversidades, mantendo-se, assim, em equilíbrio. É prever uma situação através de seus próprios pressentimentos, somados as suas mais variadas experiências.

Todo esse conjunto de ideias, identificadas para com quem detém a sabedoria, tem contribuído beneficamente para a evolução moral do ser humano. Grandes conquistas efetuaram-se na segunda metade do século XIX e XX como o fim da escravidão, a liberdade da religião, a promulgação dos direitos humanos, a igualdade racial, sexual e etc. Todavia, é claro, sempre estamos à espera do melhor. Assim, pessoas sábias terão subido degraus e degraus de uma escadaria íngreme chamada sabedoria e fará a diferença ao contribuir para a evolução da humanidade.

Desenvolvimento


1º Setor “É divino e não profano”

Ao ecoar o som da sirene
A 3º Milênio vem perene
Mostrar que a Zona Sul
Mas especificamente o Grajaú
Sabe filosofar
Quando o assunto é sambar

Neste carnaval
Com um enredo sem igual
Que a todos contagia
E, até mesmo, influência
Sabedoria!
É o que o sábio detém
E sempre passa além
Seu símbolo maior na representação
Uma coruja de inspiração

Seguindo as escrituras
Principalmente as sagradas
Onde o sábio dos sábios sabia
Que sua vida daria
Em prol da humanidade
Para resgatar a felicidade
Temos logo de entrada
Um livro que agrada
Que nos apresenta cantando
O que devemos seguir pensando
No Espírito Santo
O 1º dom deste encanto

Quem está atento
Vê logo o talento
Como fazia perante a multidão
O grande rei Salomão
Até a rainha de Sabá foi com ele se encontrar
Para seus conhecimentos utilizar
Não poderia imaginar, que os anciões dos templos
Com aquele temperamento, também usufruíam dos seus ensinamentos
Sempre pregavam sobre a criação divina
Quem diria que em sete dias tudo surgiria.

2º Setor “Mito-Lógico”


Na mitologia antiga, todos reverenciavam
Pode ser Palas Atena na Grécia
A deusa da sabedoria
Ou Minerva em Roma
A deusa sabidona
Sarawasti também regimentava
Multidões na Índia que a respeitava
No Egito era Thot
Um deus com muitos dotes
Não importava qual a figura
Mas casar com a mãe já é loucura
Ao passar os séculos o que estava encoberto
Foi descoberto
Milênios de cultura e civilizações
Sem muitas explicações

3º Setor “História da nossa História”


E Confúcio com seus provérbios e declarações
Instituiu na China várias revoluções
Sócrates, Aristóteles e Platão
Criaram uma nova educação
Em Portugal uma outra dinastia havia
Era a Casa de Avis de onde tudo partia
Na Índia existiu um fenômeno de paz
Boa lembrança a todos traz
Todos temos um pouco
De poeta, gênio e louco
E quem não queria um reconhecimento
Ser agraciado com o Nobel de um descobrimento
Até os 3 macacos sábio produzem
O que muitos humanos não reduzem
Ouvir, ver e falar o mal
Não é ilegal

4º Setor “Brasil, um país sábio”

O dono da terra já sabia
Que só o bem ele faria
Sem muito estudo, mas boa intuição
Grandes parteiras estão à disposição
Para curar o mal que há, alguém acompanha
Benzedeiras auxiliar nessa campanha
Se somente rezar não bastar
Algumas plantas podem curar
Faltando a sabedoria popular
A escola do amanhã formará
Futuras sábias e não aprendiz
Para o samba ser mais feliz

Conclusão

Diante do exposto, não há dúvida de que a sabedoria deve ser um elemento de composição na nossa vida cotidiana, tornando-nos pessoas de ponderação, de tal forma que passe por nossa conduta sempre uma dose de compreensão e de tolerância, para que não venhamos a encontrar do outro lado alguém que possa nos superar no requisito sabedoria.

A sabedoria é um ingrediente das doutrinas que pregam a bondade. Há dois tipos de sabedoria: a inferior é dada pelo quanto que a pessoa sabe, e a superior, dada pelo quanto ela tem consciência de que nada sabe. Tenha uma sabedoria superior e seja um eterno aprendiz na escola da vida. A sabedoria superior tolera; a inferior, julga; a superior, alivia; a inferior culpa; a superior, perdoa; a inferior, condena. “Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar”.

Há pessoas que desejam saber só por saber, isso é curiosidade; outras, para alcançarem a fama, isso é verdade; outras para enriquecerem com a sua ciência, isso é negócio apenas; outras, para serem edificadas, isso é prudência; outras para edificarem os outros, isso é caridade.

Em face a tais critérios de análise da sabedoria, verifico que o termo encontra um elo filosófico que é aplicado no mundo existencial de tal forma que a sabedoria se torna um adendo da bondade e da capacidade de superação para enfrentar as dificuldades, já que também tem relação com o amor. Quem ama, supera. Quem ama, enfrenta. Quem ama, conhece. Quem ama, sabe o caminho.

A verdadeira maneira de enganar-se é julgar-se mais sábio que o outro. No fundo, a sabedoria tem na sua essência um requisito de notória importância que é a humildade. Assim, nunca se viu falar nos retrospectos da vida dos mestres e pensadores que estes fossem arrogantes ou que se vangloriassem dos seus feitos e dos seus exemplos de vida. Ao contrário, são pessoas taciturnas, que vivem sem ostentação, em lugares simples, mas que refletem paz e segurança. Depois de tantas reflexões, que estão intimamente ligadas com nosso lado puro, temos absoluta consciência de que a sabedoria é algo que vem de Deus e serve como ingrediente para que possamos alcançar a plenitude aqui na Terra, semeando bons exemplos e tendo a proteção espiritual para que possamos ensinar o quão é bom ser honesto e amar o semelhante, a hora é esta e o momento é agora, que o “ANHEMBI”, nesta noite seja o palco de transformação, do homem em comunhão com a vida, felicidade, harmonia, saúde, alegria, AMOR e, acima de tudo, SABEDORIA!

Pofessor Eduardo Félix

 
Ano do enredo: 2011
Título do enredo: Deus perdoa, a natureza castiga! Protocolo de Kyoto, um alerta pela vida
 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: Óxente Cabra da Peste, São Paulo Capital do Nordeste
Ano: 2017
Título do samba enredo: Para um bom entendedor um pingo é letra e o símbolo uma palavra
Compositores do samba enredo: Ricardo Neto, Maradona, Turko, Rafa do Cavaco e Leandro Flexa
Letra:

"A luz da sabedoria vem mostrar
Em forma de linguagem milenar
Simbologia...
Pode ser, objeto de adoração
Sagrado e exaltado na religião
Simplesmente comunicação
Emblemas nacionais
Brasões reais, filosofia
Muito mais que palavras ou a lei
Se regem o mundo não sei
Mas se a justiça é cega, a cruz é vida
Em comunhão as nações unidas

Pé de pato, mangalô três vezes
Água, terra, fogo e ar
Tem mistério, tem magia
O que será...será!

O sol que aquece o meu coração
Lua vagueia na imensidão
É a mãe natureza
Surreal, fabuloso e irreal
Navegando através do mar
Seres conduzem à emoção
Trago o amuleto da sorte
Brilha no meu pavilhão
É minha paixão!
O troféu...o sonho real
Milênio campeã do carnaval

É só acreditar
Que a nossa estrela vai brilhar
Se para um bom entendedor um pingo é letra
Minha coruja vai passar

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: Xirê! Louvação aos orixás
Compositores do samba enredo: Edimar do Salgueiro, Wagninho Sempre Soube, Rubinho Madureira, Wesley Rios, Edson Salin, Cassio Oliveira e Ronaldo Brás
Letra:


A mão do homem tocou
O branco imaculado de Obatalá
O sopro do divino Criador
Um lindo céu emoldurou
No lamento das dinvidades
Com a permissão de Olorun
Abriu-se o portal sagrado 
Surgindo um novo amanheçer
Era a união de Orun-aiyê
Oxum... A rainha do Ijexá foi escolhida pra ensinar
Nos rituais catulou...raspou...pintou, iniciando iyaô

Xirê...xirê...vai começar
No toque do tambor dança orixá,
Xirê...xirê epá bábá...
A devoção vai nos consagrar!

A cerimônia é no terreiro,
Laroiê ao mensageiro, Ogun  caminhos...
Oxossi caçador...traz folhas Ossanhê,
A cura é Obaluaiê...sob o arco-irís de Oxumarê
Saluba nãnã...e a fertilidade,
Logun edé ...ewá verdade...
Obá vem nos guiar...ao vento eparrei oyá, 
Xangô na proteção...
Iemanjá rainha do mar,
Na paz de oxalá

Motumbá...kolofé
A zona sul tem mais axé
Sou Terceiro Milênio...
A estrela que brilha com candomblé

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: "Reluz na constelação da Terceiro Milênio uma maravilha de estrela chamada Elke"
Compositores do samba enredo: Silvinho, Manoel Duarte, Bira, Chitão e Biro
Letra:


Reluz a festa do carnaval
Eu sou Estrela e ninguém vai me segurar                               
O meu Grajaú encanta e brilha
E hoje exalta Elke Maravilha

Da Rússia uma dádiva divina
Neste país iluminado ela chegou
Criada em Minas Gerais
Que não se esquece jamais
Orgulho verdadeiro Deus abençoou        
Em sua história de glórias
Presente em nossas memórias
Brindam as taças da sabedoria
Neste desfile envolvente
A coruja te encanta novamente

Sacerdotiza do amor que maravilha
A minha escola da show e contagia                                 
Sou Zona Sul vou te enlouquecer
Milênio é raça é a razão do meu viver

Cinema e telenovelas
Teatro e nas passarelas
Sem preconceito nem ambição
Os excluídos no coração
Minha Terceiro Milênio
Um canto guerreiro que faz ecoar
Eu bato no peito com todo respeito
Vou te conquistar

 
Ano: 2012
Título do samba enredo: Quem sabe, muitas vezes não diz. E que diz, muitas vezes não sabe! Sabedoria, o segredo da vida”
 
Ano: 2011
Título do samba enredo: Deus perdoa, a natureza castiga! Protocolo de Kyoto, um alerta pela vida
 
Ano: 2010
Título do samba enredo: Óxente Cabra da Peste, São Paulo Capital do Nordeste
Compositores do samba enredo: Baianinho do Cavaco, Dodô e Léco
Letra:

Senhor olhai por nós

Ouvindo a voz

Da terra em que o sol é meu maior algoz

Me cansei de sofrimento

Pra família um juramento

A vida vai ter que mudar (em são paulo vou morar)

Com coragem eu cheguei

Almejei vida de rei

E na bagagem a cultura popular

Tem frevo, congada, reisado e maracatu

Bumba meu boi bumbá

 

No meu tabuleiro, pimenta de cheiro

Pra iô iô e pra iá iá

Cachaça da boa, comida tempero

Caruru e vatapá

 

Te amo, te amo sampa

Trabalhei na tua construção

Nordestino sou festeiro

Repentista e romeiro

E também rei do baião

Sou cangaceiro e minha arte

Vem do barro desse chão

E Padim Ciço padroeiro é a minha proteção

 

Terceiro milênio

É a minha paixão
São Paulo capital do meu sertão

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