Viradouro

Grupo: Acesso A
Fundação: 24 06 1946
Cores: Vermelha e Branca
Presidente: Gusttavo Clarão
Vice presidente: Adolfo Maia
Carnavalesco: Jorge Silveiro
Interprete: Zé Paulo Dominguinhos do Estácio
Mestre de bateria: Mestre Maurão
Diretor de carnaval: Wilson Policarpo
Diretor de harmonia: Miltinho Souza e Gabriel Sequeira
Mestre sala: Diego Machado
Porta bandeira: Alessandra Chagas
Rainha de bateria: Raissa Machado
Endereco: Avenida do Contorno, 16 - Barreto - Niterói - RJ - CEP 24110-205
Telefone: (21) 2628-7840
Comissão de Carnaval: Rildo Seixas, Kiko Ferreira e Saulo Tinoco
Comissão de Frente: Sérgio Lobato
Telefone: Barracão 02 - Cidade do Samba - (21) 2516-3171 e (21) 2516-1301
História

Fundada em 24 de junho de 1946, por Nelson dos Santos, conhecido com Jangada, a UNIDOS DO VIRADOURO é uma das grandes referências culturais e artísticas do município de Niterói.

Após um plebiscito promovido, em 1986, entre os componentes da escola com o objetivo de saber se a vermelho e branco deveria passar a disputar o Carnaval do Rio, 98% dos votantes foram favoráveis à mudança. A agremiação, então, filiou-se à Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (AESCRJ), estreando como hors concours, no grupo de acesso do Rio, no Carnaval do mesmo ano. Em 1987, começou a disputar com as agremiações cariocas, passando pelos grupos C e B até chegar ao A, do qual foi campeã em 1990, com o enredo "Só Vale o que está escrito", do carnavalesco Max Lopes. O campeonato deu o direito à escola de Niterói a integrar a elite do espetáculo do Sambódromo carioca: o Grupo Especial.

O ano do título do grupo A coincidiu com a chegada, na escola, de José Carlos Monassa, que esteve à frente da vermelho-branco por 16 anos.

Em 1991, na estréia da Viradouro no Grupo Especial, a agremiação deixou claro que pretendia se firmar como uma grande escola, competindo em igualdade de condições com as co-irmãs. Disputando o título com 15 escolas – já que, na época, o grupo contava com um número maior de agremiações - a Viradouro obteve o sétimo lugar, com o enredo "Bravo, Bravíssimo - Dercy, o Retrato de um Povo", de Max Lopes e Mauro Quintaes.

Nos anos seguintes, a escola de Niterói continuou apresentando grandes espetáculos na Marquês de Sapucaí, até que, em 1997, conquistou o primeiro campeonato no Carnaval carioca, com enredo “Trevas! Luz! A Explosão do Universo”, do carnavalesco Joãosinho Trinta. Outras desfiles memoráveis fazem parte da história da vermelho e branco tanto que, nos últimos dez anos, a escola só não esteve no Desfile das Campeãs em dois carnavais.

Ano do enredo: 2015
Título do enredo: "Nas veias do Brasil, é a Viradouro em um Dia de Graça!"
 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: Nem melhor nem pior, que não sai da minha mente. Inspiração para o meu samba, eu também sou diferente
 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: México, o Paraíso das Cores, sob o Signo do Sol
Descrição do enredo:

Feche os olhos. Se permita aflorar os sentidos.
Se faça pleno de emoção, para viajar e experimentar.
Sinta o calor do sol que nos abraça e nos convoca a sorrir e a comemorar
O sinal vital do tempo de festejar.

Da honra de coroar, com toda paixão, nossa união com a vida,
Traduzida em forma de carnaval.
É a hora de homenagear uma nação guerreira,
Irmã de alma, quente e tenaz, Latina.

Pela mágica retina da folia, celebrar “A criação”.
Nascida nos esboços em carvão de um artista,
Na paleta das cores geniais de Rivera e Frida,
Criar, valorizar, misturar as raças.
Reclamar a ideologia mestiça!
Inspirar uma arte a serviço do povo!
Arte que vibra. Transborda de alegria.
Pintar nos murais, as cores intensas, vivas de liberdade
Para invadir as fachadas, ganhar as ruas
Em desenhos radiantes, explodir em criatividade espontânea;
E contar as narrativas do dia-a-dia...
Nas antigas lições do passado, agregar o valor das memórias,
De fábulas de lutas e glórias.
Fazer florescer, em meio às sombras,
Cidades dos sonhos.
“Lugar onde se fazem os Deuses”...
Relembrar o resplandecer dos templos sagrados de Deuses agrários,
Das pirâmides do sol e da lua,
Dos palácios bordados com pedras de jade e turquesa,
Perdidos no crepúsculo do findar de mitos e crenças,
Do legado ceifado pelas mãos do invasor.
O ouro e prata, maculados, tesouros cobiçados por piratas
Cruzam o Caribe rumo a além-mar.
E nas batalhas da ambição, regidas pela dor,
Sem honras nem glórias, o baú que encontram é o das almas
No fundo do mar.
A lâmina afiada da degradação é a catequese do medo,
Irmanada com as novas doenças e a fome
Que se aflige porém, com os sinos que dobram e anunciam o brado da luta.

O “grito” que ecoa evoca uma independência pálida, sem cor,
Sem “terra e liberdade”.

Que clama por seus heróis nacionais, “Caudillos” generais do povo,
De lenços vermelhos, sangue guerreiro, dos camponeses, dos “Rancheros”
Líderes mestiços de “Sombrero”, Pancho Villa e Zapata,

Salve a revolução!

Salve a mistura de ingredientes que temperam esta terra,
De sol e tequila, de “señoritas” de olhos negros e cabelos sedosos,
De“Mariachis” e índios, de corações nobres e sentimentais
Com uma pitada de saudade, do sorriso de Cantinflas.
Vivo na alegria dos aromas e sabores, dos “Tacos, Tortillas e Chiles”.
No clima dos costumes, dos dias de festas,
Em que a música e a dança, enchem de vida belos vestidos de renda
Que rodopiam num bailado multicor de tradição nativa.
Fantasiada de esqueleto, bem-humorado, que celebra o dia de finados.
Um paraíso natural que não rima com tristeza.
Pátria maior, orgulhosa da capital, a Cidade Monstro,
Da Babilônia da Fronteira, do “Pote de Ouro”,
Da “Capital da Prata”, da “Cidade dos Anjos”,
De cenários mágicos de se perder o fôlego,
De lembranças doces, com o gosto da vitória,
Sob o aceno dos “sombreros” a conquista verde e amarela.
Numa terra gloriosa, dona de uma história esculpida em pedra,
Contada na arte das paredes que falam,
Real, pelo suor de filhos fortes que teimam em renascer.
Para rogar à Virgem padroeira, sua benção.
A Viradouro então abre o coração,
Com seus sentidos aflorados, se une ao México pleno de amor e coragem,
Para seguir o caminho da felicidade,
Coberto por rosas, sem espinhos,
Iluminado pelo eterno Signo do Sol e pela fé em Guadalupe.
É Carnaval, é Alegria, é México!

Autores da sinopse: Edson Pereira e Junior Schall.
Presidente: Marco Lira.

 

- Bibliografia -Obras Consultadas:

? Angulo, Jorge Teotihuacan- City Of The Gods.
Editora: Bonechi.

? Guirao,P.O Enigma dos Maias. Uma Civilização Superior na América Pré – Colombiana.
Editora: Hemus.

? Kettenmann, Andrea. Rivera.
Editora: Taschen.

? Lessa, Ana. América Central, México e Ilhas do Caribe.
Editora: Seleções / Reader´s Digest

? Matthews, John. Galeria de Piratas.
Editora: Ciranda Cultural.

? Mc Lynn, Frank. Heróis e Vilões.
Editora: Larousse.

? Saldaña, Yolanda Bravo. Ciudad de México- História – arte- Monumentos.
Editora: Bonechi

? Shorris, Earl. Pancho Villa- O Revolucionário Mexicano.
Editora: Francisco Alves.

? Tarullo, Pietro. México.
Tradução: Salo Vino Cur.
Editora: Manole LTDA

? Revista História Viva nº 68.
Editora: Duetto.

? Revista História Viva nº 44.
Editora: Duetto.

? Revista Set / Cinema- DVD- Entretenimento.
Editora: Peixes.

? Revista Set / Cinema e DVD.
Editora: Peixes.

(Extraído do endereço eletrônico da Viradouro)

Ano: 2015
Título do samba enredo: "Nas veias do Brasil, é a Viradouro em um Dia de Graça!"
Compositores do samba enredo: Luiz Carlos da Vila
Letra:


Os negros
Trazidos lá do além-mar
Vieram para espalhar
Suas coisas transcendentais
Respeito
Ao céu, a terra e ao mar
Ao índio veio juntar
O amor, à liberdade
 

A força de um baobá
Tanta luz no pensar
Veio de lá
A criatividade
 

Em cada palma de mão, cada palmo de chão
Semente de felicidade
O fim de toda a opressão, o cantar com emoção
Raiou a liberdade
Tantos o preto velho já curou
E a mãe preta amamentou
Tem alma negra o povo
Os sonhos tirados do fogão
A magia da canção
O carnaval é fogo
 

O samba corre
Nas veias dessa Pátria - Mãe gentil
É preciso a atitude
De assumir a negritude
Pra ser muito mais Brasil
 

Ôôôô, ôôôô, ôôôô...Brasil

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: Nem melhor nem pior, que não sai da minha mente. Inspiração para o meu samba, eu também sou diferente
Compositores do samba enredo: Gilberto Gomes, Floriano do Caranguejo, Sacadura Cabral, Dadinho, J. Lambreta, Zé Glória e Manolo. Participação Especial: Ricardo Neves, Alcineu Figueira
Letra:


Caô Xangô
Salve o nosso padroeiro
Ilumina o terreiro
Dos artistas imortais
Morro de felicidade
Na homenagem
Aos seus grandes carnavais
Mais que uma revolução
Isso é coisa da gente
Ser diferente querer mudar
Buscar a vitória acreditar
Tira da cabeça que do bolso não dá
Tira da cabeça que do bolso não dá
Ôôôôôôô
O negro canta o amor e a liberdade
É meu quilombo em festa eu vou dançar
Africanidade
Pega no ganzê pega no ganzá
E a cidade bem mais que maravilhosa
Toda prosa
Rio de janeiro
É fevereiro a saudade que dá
Ver o bonde passar
Salgueiro
Sou Viradouro
No mar de Yemanjá
O sol brilhará
Salgueiro

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: México, o Paraíso das Cores, sob o Signo do Sol
Compositores do samba enredo: Floriano do Caranguejo; Sacadura Cabral; Gustavo da Marbela
Letra:

Brilhou o quinto sol, o povo se manifesta
Sopra um “Vento mestiço”, uma avenida em festa
Traz o gênio que ilumina a canção
As cores que dão forma à “criação”
Chegou o àureo tempo de reviver
A história, o alvorecer, de uma nação guerreira
Os templos sagrados vão resplandecer
Palácios bordados irão renascer
Obras de uma “Vida inteira”
Um dia sangra o chão, desejo do invasor
Sofri na traição do opressor

Chegam piratas, jóias se vão
Olhos “ Vidrados” em busca do ouro
Pro fundo do mar vai a ambição
Ninguém vai levar omeu tesouro

Meu sangue eu entrego à terra, à liberdade
“O grito”, vai raiar o sonho de felicidade!
A fé que desata os nós une a gente de novo
Caudilhos guerreiros se abraçam ao povo
Ouve-se a voz da revolução
São dias pra guardar no coração
Eu vi a força da arte popular
E com meus versos “colori” o azul do mar
Ao sabor do tempero, receitas pra dar e vender
Vi a cidade maior se render à magia de uma paixão
A dor da saudade vou festejar, é tradição
Hoje eu poço a sua benção, senhora do meu coração!

Arriba Viradouro!
Uma tequila pra comemorar
Um lenço vermelho, sombrero na mão
O México em cores vou cantar! 

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