Salgueiro

Grupo: Especial
Fundação: 05 03 1953
Cores: Vermelho e Branco
Presidente: Regina Celi
Carnavalesco: Renato Lage e Márcia Lage
Interprete: Serginho do Porto , Leonardo Bessa e Xandy de pilares
Mestre de bateria: Mestre Marcão
Diretor de carnaval: Alexandre Couto
Diretor de harmonia: Jô Calça Larga , Siro e Tia Alda
Mestre sala: Sidcley
Porta bandeira: Marcella Alves
Rainha de bateria: Viviane Araújo
Endereco: Rua Silva Teles, 104 - Andaraí - Rio de Janeiro - RJ - CEP 20541-110
Telefone: (21) 2268-0548
Comissão de Frente: Hélio Bejani
Telefone: Barracão 08 - Cidade do Samba - Rua Rivadávia Correa, 60 - Gamboa - (21) 2223-1110/ (21) 2203-0897
História

... E DE SAMBA EM SAMBA, NASCE A ACADEMIA

Desde o surgimento de um cotidiano no morro do Salgueiro, os moradores já mostravam sua musicalidade e tinham muito orgulho dos sambas que compunham. Era uma vida marcada pela altura do morro de pedra ainda bruta, mas com uma vista privilegiada da cidade. Um mar de luzes que virou inspiração para a criação de sambas na volta do trabalho.

Carnavalesco por natureza, o morro chegou a abrigar mais de dez blocos, entre eles o Capricho do Salgueiro, Flor dos Camiseiros, Terreiro Grande, Príncipe da Floresta, Pedra Lisa, Unidos da Grota e Voz do Salgueiro. Todos com um grande número de componentes que desciam do morro para brincar na Praça Saenz Peña e nas famosas batalhas de confete da Rua Dona Zulmira, onde o Salgueiro era respeitado pelo talento de seus compositores e mostrava a todos que já era uma verdadeira academia de samba. Era lá em cima, no morro do Salgueiro que, ainda nos anos 30, Dona Alice Maria de Lourdes do Nascimento, conhecida com Dona Alice da Tendinha, passou a organizar um corpo de jurados para premiar os blocos que desfilavam no morro. A cada ano o desfile ficava mais animado e reunia moradores de outros morros e bairros, atraídos pela qualidade dos sambas feitos no Salgueiro.

Da fragmentação do samba do morro em vários blocos surgiu a união e nasceram três escolas de samba no Salgueiro: Unidos do Salgueiro, de cores azul e rosa, a Azul e Branco e a alviverde Depois Eu Digo.

A escola de samba Azul e Branco teve como figuras principais Antenor Gargalhada, o português Eduardo Teixeira, e o italiano Paolino Santoro, o Italianinho do Salgueiro. A ala de baianas da escola era uma das maiores da cidade e abrigava personagens como as jovens Maria Romana, Neném do Buzunga, Zezé e Doninha.

A Unidos do Salgueiro foi formada pela união de dois dos mais importantes blocos do morro: Capricho do Salgueiro e Terreiro Grande. A figura dominante da escola era Joaquim Casemiro, mais conhecido como Calça Larga. Líder no morro e bem articulado politicamente, Calça Larga organizava as rodas de samba, passeios, piqueniques em Paquetá e tudo o que fosse possível para unir a comunidade do morro.

Reunindo um grupo de sambistas talentosos, a Depois Eu Digo se transformou em escola de samba em 1934 e abrigava em suas fileiras nomes como Pedro Ceciliano, o Peru, Paulino de Oliveira, Mané Macaco, entre outros.

Nas três escolas iam surgindo talentosos compositores, verdadeiros gênios musicais, como Geraldo Babão, Guará, Iracy Serra, Noel Rosa de Oliveira, Duduca, Geraldo, Abelardo, Bala, Anescarzinho, Antenor Gargalhada e Djalma Sabiá. Homens que enriqueceram o cenário musical brasileiro e construíram uma obra original para as escolas de samba do morro. Foram as canções inspiradas desses bambas que fizeram com que o Salgueiro passasse a ser respeitado por todas as demais escolas de samba.

Mesmo com a qualidade de seus compositores, o Salgueiro, com suas três escolas, não conseguia ameaçar o predomínio das maiores escolas de então - Mangueira, Portela e Império Serrano. Os sambistas de outros morros respeitavam os salgueirenses e citavam seus compositores, passistas e batuqueiros como o que havia de melhor no mundo samba. Mas, nos desfiles da Praça XI ... nada acontecia.

No desfile de 1953 não foi diferente e a melhor escola do morro foi a Unidos do Salgueiro, que ficou em sexto lugar. Logo após o resultado, muitos sambistas começaram a se colocar contra a divisão de forças no morro. Foi então que, no sábado, Geraldo Babão desceu o morro cantando a união das três escolas:

"Vamos balançar a roseira,
Dar um susto na Portela, no Império, na Mangueira.
Se houver opinião, o Salgueiro apresenta uma só união,
Vamos apresentar um ritmo de bateria
Pro povo nos classificar em bacharel,
Bacharel em harmonia.
Na roda de gente bamba,
Freqüentadores do samba
Vão conhecer o Salgueiro
Como primeiro em melodia.
A cidade exclamará em voz alta:
- Chegou, chegou a Academia!".

Componentes e baterias das três escolas se juntaram somando cores e bandeiras e arrastando o povo para a Praça Saenz Peña. Foi o estopim para a fusão. Depois de algumas reuniões em que foram decididos o nome e as cores da nova escola do morro, em 5 de março de 1953, os componentes da Depois Eu Digo e da Azul e Branco se uniram fundaram o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, com as cores vermelho e branco, uma combinação que já era a quebra de um tabu, uma vez que, naquela época todos achavam que "crioulo com roupa vermelha parecia o demônio". A Unidos do Salgueiro desapareceu anos depois e seus integrantes se juntaram aos Acadêmicos do Salgueiro.

Era o nascimento de uma escola que não seria nem a melhor, nem a pior, mas apenas uma escola diferente.

Ano do enredo: 2017
Título do enredo: "A Divina Comédia do Carnaval"
Descrição do enredo:

SINOPSE

"Carnaval do Rio, vendaval de sentidos! (?) Tu és o espasmo da fera na civilização". (João do Rio)

Quem sou eu nessa selva de ilusões que se ergue quando o mundo real acaba em 

cinzas para renascer vibrante nas chamas de mais um Carnaval?

Muito prazer! Sou um aventureiro errante, passageiro do delírio. Mas podem me

chamar de poeta...

Embarco numa viagem desvairada pelos três reinos místicos de Momo, navegando por

um rio de escaldantes tentações.

"Se 'essa barca' não virar / Olê, olê, olá... Eu chego lá!"

De mente aberta e alma liberta, lá vou eu!


ALEGRIA INFERNAL

No "Balancê, Balancê", a embarcação avança pelas águas assombradas de onde avisto

as loucas fantasias dos que se entregam sem temor às garras da folia. São milhares de

vozes que ecoam pelos abismos mais profundos, entoando uma ladainha profana, hino

de tantos carnavais:

"Mas que calor ô-ô-ô-ô-ô-ô"!

Estou em pleno Inferno, ardendo numa incontrolável febre de alegria. No rebuliço dos

salões subterrâneos, o Bloco dos Mascarados arma as trincheiras para uma intensa

batalha de confetes e serpentinas, libertando as feras que se escondem em cada um

de nós.

No decorrer do trajeto, vejo uma procissão pagã inundando de beleza a Avenida das

Labaredas, onde ressoam alto os clarins pedindo passagem para os "Tenentes do

Diabo". Numa triunfal aparição, é carregado em glória o Senhor das Profundezas, que

uma vez por ano segue a comandar o soberbo desfile das Grandes Sociedades do

Além-Túmulo. Nessa euforia aterradora, a ordem do Rei do Mundo Inferior é lavar a

alma num irresistível transe coletivo, como se fosse o último Carnaval sobre a face

das trevas.

Mas sinto que é hora de partir, ainda que atraído pelas fogosas tentações espalhadas

no caminho maligno que tanto me seduz. Sigo, então, a minha trajetória. Ainda há

muito Carnaval para pular.


PECADO É NÃO SE ENTREGAR?

Depois de abandonar as veredas infernais, eis que estou aos pés do imponente monte

Purgatório, onde o Cordão dos Penitentes se divide em sete grupos de foliões, cada

qual com seu pecado capital. Em um cortejo alucinante, sacodem a ladeira sem culpa

, sem juízo e sem medo de ser feliz. Afinal, não há castigo para pecados cometidos em

nome do prazer.

Mas que folião sou eu nesse reino entre o Inferno e o Céu? Para avançar pela trilha da

temperança, é preciso mergulhar nas águas que purificam o espírito e seguir o

caminho da salvação.

"Vê? Estão voltando as flores?"

O cenário se modifica e dá lugar a um gracioso cortejo de sonhos e recordações.

Abram alas para o esplendor dos Ranchos e suas deslumbrantes flores, aves

exuberantes e borboletas telúricas. É a natureza se revelando em um suntuoso Jardim

do Éden, bordando de beleza a travessia rumo às portas do reinado derradeiro de

Momo.


A DIVINA FOLIA

Purificado, cruzo a grande entrada que me defronta com a visão divinal do

firmamento, onde estrelas giram como um carrossel místico suspenso no infinito. Ao

seguir o rastro de poeira cósmica, vou percorrendo um universo magnífico e reluzente.

Nos altos círculos celestiais, um Corso espacial desfila encanto e lirismo:

"E a lua anda tonta? com tamanho esplendor!"

A minha alma caminhante sorri diante da vastidão do espaço ornamentado de

saudade. Decorado por grandiosos painéis multicores, flutuo em glória rumo à

Apoteose que encerra esta jornada foliã. Chego, enfim, ao meu destino final!

No último portal do Paraíso, sinto o pulsar da magia dos tambores que emanam o axé

das divindades. Iluminado, adentro o templo da divina criação, na dimensão afro-

cósmica dos reis, heróis e deuses de Yorubá.

Nesse plano superior, ponho-me diante da Santíssima Trindade do Carnaval, que

molda em arte tudo o que nasce do coração do povo. Pai, Filho e Espírito Santo?

Juntos de novo na missão de interpretar a alma da nossa gente. Assim, celebro

, extasiado, a beleza criada pelas mãos do gênio Arlindo, o eterno querubim arlequinal

, a trançar a Divina festança entre rendas e fitas; contemplo a obra magistral de

Joãosinho, o menino que virou rei, a tecer em luxo e brilho o maior espetáculo do

universo; e, por fim, reverencio o supremo Deus com voz de trovão, Fernando

Pamplona? Salve o mestre de muitas artes que enfeita, nas altas esferas de Orum de

Todos os Deuses, a grande Festa para os Reis Negros da Academia do Samba, o meu

sagrado Paraíso!

Em estado de graça, completo a minha Odisseia carnavalesca. É hora de revelar em

poesia todas as maravilhas que vi e que senti ao longo do percurso.

Meu nome é Dante! Sou poeta peregrino que anuncia o grande aprendizado desta 

Divina Comédia:

A REAL FELICIDADE ESTÁ EM NOSSA INADIÁVEL MISSÃO DE CARNAVALIZAR A VIDA.

Há um Dante dentro de você. Liberte-o!


Renato Lage, Márcia Lage e Diretoria Cultural


SETORES DO DESFILE:

Setor 1 - INFERNO: A Barca para o Inferno / Os Tenentes do Diabo

Setor 2 - PURGATÓRIO: O Cordão dos Penitentes / Os Sete Pecados Capitais / Ranchos: A Purificação

Setor 3 - PARAÍSO: O Corso Espacial / A Santíssima Trindade no Orum de Todos os Deuses

 
Ano do enredo: 2016
Título do enredo: A ópera dos malandros
 
Ano do enredo: 2015
Título do enredo: "Do Fundo do Quintal, saberes e sabores na Sapucaí"
 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: “Gaia – A vida em nossas mãos”
Descrição do enredo:


Para o carnaval de 2014, os Acadêmicos do Salgueiro abraçam um tema atual e presente: o nosso envolvimento com o Planeta Terra, que é a nossa casa, o nosso território e onde a vida acontece, até onde o sabemos, de forma única em todo o Universo conhecido. 

Desde os primórdios da Humanidade, diversos povos construíram seus mitos para explicar a Criação do Mundo. Gaia para os gregos significa Terra, o lugar em que habitamos, que cultivamos, onde criamos nossos filhos, onde celebramos a vida com festa, com alegria e, sobretudo, com o carnaval. 

Outros povos também contam, à sua maneira, como o mundo foi formado. Os povos de língua iorubá, por exemplo, acreditam em um deus supremo a quem chamam Olorum, um ser não manifesto enquanto denominam o Ayê, o mundo tangível, real e mundano, como sendo o aqui e agora em que vivemos, separados do plano divino. Citamos a cosmogonia iorubá por estar próxima da nossa realidade cultural e por serem seus mitos bastante difundidos em muitas manifestações artísticas e culturais do Brasil. Nela cada Orixá representa um aspecto da natureza, uma parte do todo que constitui o mundo, assim como Gaia. Desta forma temos a presença de Xangô, dominando o elemento fogo. O saber de Oxóssi e Ossanha sobre as coisas da terra e do mundo vegetal. A força de Iansã regendo o movimento dos ventos, a leveza de Iemanjá e Oxum reinando sobre as águas, enquanto Ogum vislumbra o domínio das armas e a fortaleza do ser humano, eterno guerreiro. Estes domínios constituem a harmonia e o mando do Olorum sobre a Terra. 

O remoinho do mundo 

Gaia é a vitória da ordem sobre a desordem do Caos, quando a matéria do mundo se encontrava misturada, sem forma e sem sentido. Gaia é o preenchimento do vazio, o chão que pisamos; o mar, as montanhas, o ciclo dos dias e das noites, o meio ambiente em que nós nos adaptamos ao longo do tempo. 

Na plenitude de Gaia, na harmonia de suas formas, na sua composição, podemos ver e sentir a dança dos quatro elementos: Terra, Água, Fogo e Ar. E tudo que eles representam como matéria e como espiritualidade. 

Quando abraçamos a Terra, sólida e compacta, sentimos sua força sutil de onde tiramos o sustento, tanto para a carne, como para o espírito. Nela nos abrigamos, por ela caminhamos rumo ao trabalho ou a passeio. Nela firmamos os pés e sonhamos com reinos de abundância, terras da utopia, amores e conquistas. A Terra é um ser sensível. Onde o homem for generoso com ela, ela o será com ele. 

Quando contemplamos a Água vemos que ela está em nós, é a fonte da vida, purificadora evocada em quase todas as religiões, em todos os continentes, seja nas cerimônias de batismo, nos banhos sagrados ou na água benta. Ela está em toda parte e cobre quase todo o Globo. A grandeza das águas justifica o Planeta ser azul e ser um ambiente ímpar em todo o espaço sideral. 

Por sua vez, o Fogo nos remete aos tempos imemoriais. Ele foi nossa arma para dominar o mundo, para cozinhar, conservar os alimentos e aquecer o abrigo contra as mudanças do tempo e a ameaça dos animais. Apesar da sua força, por vezes indomável, ele nos inspira calor e proteção. Ele é a transformação, o pai da alquimia, queimando o que foi e fazendo o que será, em outra substância, em outra dimensão. O que há de renascer das cinzas? 

Fechando o ciclo temos o Ar, talvez o mais delicado entre os elementos por ser o menos visível, porém o mais presente. Respiramos desde que nascemos e a atmosfera é uma massa de ar que nos liga, seres humanos, uns aos outros, onde quer que estejamos. Os ventos desconhecem as fronteiras e a brisa pode antecipar os furacões… 

Gaia é uma caixa de ressonância, som do arado sobre a terra, da mão sobre o tambor, da folha que cai no chão, é olho da mina d’água, a chama da vela acesa, uma linha de fumaça, ecoa encantos e belezas, é o ser em contemplação. 

Mas será que não sabemos o que estamos fazendo com o Planeta Terra? Será que nossa visão é tão pequena e estreita que não conseguiremos deter este cenário de destruição que nos afeta a todos? O que representaria uma existência plena, ecológica? 

Vivemos num tempo acelerado, a comunicação reduziu as distâncias, os sistemas de informação colocam o mundo em tempo real em todos os lugares. Tudo parece fácil e acessível e por vezes estabelecemos metas inatingíveis. Somos tomados pela ansiedade e pelos buracos negros da depressão e tem horas que não vemos luz no fim do túnel. 

Corações e mentes por todo o Planeta Terra colocam suas forças em busca de soluções e saídas. Desejam inverter o quadro onde se aponta uma volta ao caos inicial, agora causado pela mão do homem, com sua ganância, e seu poder de destruição.

Há outras fontes de energia sustentáveis, outras propostas de organização das cidades, há outros modos de se obter qualidade de vida. 

O amor à Gaia é uma maneira de sairmos do impasse. Gaia tem a força da mudança, é uma forma de oração, a quem nos voltamos com carinho, é nossa Mãe, nossa luz, brilhando no espaço, pontinho azul acenando para a imensidão do Cosmos silencioso, é a nossa promessa de vida e de felicidade. 

Renato Lage e Márcia Lage

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: "Fama"
Descrição do enredo:

 

Num dia perdido na Antiguidade
Um cara sacou com sagacidade
Que o tempo passa e a vida é breve
– Vou deixar a minha marca
mesmo que ela seja de leve
Então daraõ faz da tumba moradia
Vestiu-se de múmia, a sua fantasia
E assim se tornou peça de museu,
Atua no cinema pra dizer que não morreu
A Fama atrai os conquistadores
O Grande Alexandre cortejou os escritores
Mandou os poetas divulgarem o que ele fez
E assim na história ele teve a sua vez

Ora se esconde, ora se revela
A máscara no rosto é uma interrogação
Não sei se a mocinha é princesinha bela
Se diz uma mentira, e tem cara de fera!

E lá na Europa, um nobre de bom trato
Chamou o pintor pra fazer o seu retrato
e Luís Quatorze entrou pra galeria
E o três por quatro ganhou a freguesia
É muito importante saber que eu existo
Os Beatles seriam mais famosos do que Cristo?
John Lennon pirou numa onda brava
Tem caras tão famosas quanto
a foto de Che Guevara
Calma Beth! Não vou jogar confete
Eu vou criticar você e lançar na internet

Se quer estar bem na foto tipo modelo fashion
que tal umas comprinhas no photoshopíng?
boca, olho, nariz e “mucho más”
você vai se transformar numa sereia TOP!

Deixe que a fama te leve e afama
Deixa ela falar, que é que tem
Vou brilhar
Eu estou fazendo tudo para aparecer
Que tal bater a foto assim juntinho com você?

Há mais de vinte anos
Já conto as linhas do tempo
Minha marca já deixei, e com isso me contento
Fama que não se contesta
Já virei “arroz de festa”!

Mas é preciso ter cautela
Pra “mosca azul” não te picar
Porque na vida é assim
Um sobre e desce sem parar

E na televisão, na revista ou no jornal
A fama disputa lugar no carnaval
Apenas, diferente, eterno e guerreiro
Quem corre mundo afora é a fama do Salgueiro!

Renato Lage
Márcia Lage

 
Ano do enredo: 2012
Título do enredo: Cordel Branco e Encarnado
Descrição do enredo:

Sinopse

(Cheio de poesia, imaginação e encantamento) apresenta: Cordel Branco e Encarnado

Minha “fia”, meu senhor
Deixa eu me apresentar
Sou poeta e meu valor
Vai na avenida passar
Basta imaginação
Um “cadim” de inspiração
Que eu começo a versar

Vou cantar a minha arte
Que nasceu bem lá distante
Num lugar que hoje é parte
Da nossa origem errante
Vim das bandas da Europa
Nas feiras, a boa trova
Era demais importante!

Foi assim que o mar cruzei
Na barca da encantaria
Chegou por aqui um Rei
Com bravura e poesia
Carlos Magno e os doze pares
Desfilando pelos mares
Da mais real fidalguia

E veio toda a nobreza
Que um dia eu imaginei

Rainha, duque, princesa
E até quem eu não chamei:
Um medonho de um dragão
Irreal assombração
Dessa corte que eu sonhei

Também tem causo famoso
Que nasceu lá no Oriente
De um tal misterioso
Pavão alado imponente
Que cruza o céu de relance
Dois jovens, e um só romance
Vencendo o Conde inclemente

Todas essas histórias
Renasceram no sertão
Onde vive na memória
O eterno Lampião
E não houve um brasileiro
Que de Antônio Conselheiro
Não tivesse informação

Pra viajar no meu verso
É preciso ter “corage”
Vai que um bicho perverso
Surge que nem “visage”?
Nas matas sertão afora
Lobisomem, caipora
Que medo dessas “image”!!

Pra findar esse rebuliço
Rezar é a solução!

Valei-me meu “padim” Ciço!
Vá de retro, tentação!
Nossa Senhora eu não quero
(Tô sendo muito sincero)
Cair nas garras do cão!

E não é que meu santo é forte?
Cheguei ao céu divinal
É tamanha a minha sorte
A minha vitória afinal
É cantar com alegria
Fazer verso todo dia
Na terra do carnaval

Ao ver chegar a tal hora
Da minha “alegre” partida
Saudade, palavra agora
Tem posição garantida
Mas não se avexe meu irmão
Que hoje a coroação
Acontece é na avenida

Pois eles hão de herdar
Todo esse sertão sonhado
Monarcas que vão reinar
Na corte do Sol dourado
Poetas de tradição
Recebam de coração
Um cordel Branco e Encarnado

E agora eu vou sem medo
Fazer festa “de repente”
Vai nascer um samba-enredo

Pra animar toda a gente
Afinal, não sou melhor
Muito menos sou pior
Só um poeta diferente!

Renato Lage, Márcia Lage, Departamento Cultural

 
Ano do enredo: 2011
Título do enredo: “Salgueiro apresenta: O Rio no Cinema”
Descrição do enredo:

"Salgueiro apresenta:
o Rio no cinema"

Noite de estreia. A agitação na porta do cinema revive os tempos de glamour da eterna Cinelândia. Uma multidão se aglomera para ver de perto os astros da superprodução salgueirense que entra em cartaz depois de um ano de filmagens. Todos prontos? Vai começar a sessão!

(E no apagar das luzes, surge na tela):

O cenário: Rio 40º. Uma mística terra em eterno transe tropical, paisagem perfeita para uma chanchada musicalmente mirabolante. Babilônia maravilhosa, de onde se avista a grande montanha que estampa as letras de uma monumental indústria de sonhos. Bem vindos à SAPUCAÍ Produções Cinematográficas, os estúdios onde brilham milhares de artistas no maior espetáculo da "tela".

Ação! Logo nas primeiras cenas, surgem imagens de um continente que há muito tempo teria afundado no mar da baía de Guanabara. Mito? Delírio? Alucinação? O que há por trás do sumiço da Atlântida carioca? O que revelariam os fotogramas perdidos? Relatos dão conta de um tesouro de valor incalculável escondido sob um mar de mistérios. Quem poderá encontrá-lo?

Começa, então, uma grande caçada ao ouro de Atlântida. Na Praça XV, entra em cena Carlota Joaquina, que prepara a expedição para retomar os caminhos da submersa Atlântida. Mas é obrigada a abortar a missão para voltar à Europa, em uma saída cinematográfica. A notícia, então, foi bater na Lapa. Da sua alcova, Satã não se faz de santa e convoca a malandragem para empunhar as navalhas em busca da tão falada riqueza. Será que vão conseguir?

Mais ao Sul da cidade, já se pode ouvir o chacoalhar dos ganzás e a batida do pandeiro que vem do Cassino da Urca. No palco, a Pequena Carmen Notável Miranda, acompanhada do seu Bando, ataca no melhor estilo Chica-Chica-Boom-Chic. E ao final da arrebatadora apresentação, sai à brasileira, em apoteose, sacudindo as tamancas noite afora, sem que ninguém perceba suas reais intenções de se juntar à caça ao tesouro.

Enquanto isso, na favela de tantos amores, Orfeu embarca no sonho de Atlântida, enquanto arranca do violão as notas de um samba clássico, embalando as belas cabrochas do morro. Castiga nas cordas, distraindo também a tropa em incursão pela comunidade. E o faroeste urbano, enfim, dá uma trégua pra ver a escola passar. Pedir pra sair? Naquela noite, não...

Muda a cena e o Rio amanhece cantando em mais um dia de verão. Na mais real dimensão, surge a fantasia que salta aos olhos. A invasão aérea que tinge os céus da Zona Sul à Zona Norte é traçada por uma turma pra lá de animada. Alô, amigos! Voando para o Rio, também atraídos pelas lendas do continente perdido, a passarada esperta solta suas feras e arrasta a asa pras araras nativas. Afinal, as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá...

A notícia do tesouro escondido ao Sul do Equador não para de se espalhar. E deu a louca no cinema! Estrelas da sétima arte desembarcam por aqui e entram em irreversível processo de carioquização. Trocam o hot dog pela feijoada, o bip-bop pelo samba, desfilam pelo calçadão da fama de Copacabana... Uma confusão! Até o King Kong, vejam só, foi se pendurar na torre da Central do Brasil. O Homem Aranha se amarra no Beijo da Mulher Aranha, e com ela se prende numa teia conjugada na Zona Sul. A bela mocinha, que o vento levou, agora veste plumas e paetês e, quem diria, foi parar em Irajá! E a loirinha, que nunca foi santa? Virou rainha da escola. Gostou do samba e hoje vive muito bem.

E lá no infinito, quem um dia há de duvidar que o grande tesouro perdido de Atlântida era brilhar na avenida numa noite de carnaval? Isso tudo é verdade? Nada foi comprovado... Mas na memória, o que fica são as grandes histórias e a alegria de receber, enfim, o prêmio maior da Academia.

E como toda boa chanchada, tudo acaba em carnaval!

Renato Lage, Márcia Lage e Diretoria Cultural

"Esta é uma obra de ficção. Mas qualquer semelhança com nomes, obras ou datas não terá sido mera coincidência..."

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: Histórias Sem Fim
Descrição do enredo:

"Histórias Sem Fim"
Um dia, Johannes Gutemberg sonhou que queria ser livre, que queria ser livro. Queria ser palavra escrita, mudar o rumo da História. Ser história. Inquieto e curioso, começou a transformar seu sonho em realidade na Alemanha do século XV, quando pressionou o último bloco de chumbo sobre o papel e colocou o ponto final em sua obra-prima: a Bíblia impressa.  

- Deem-me 26 cavalinhos de chumbo e eu conquistarei o mundo!  
Conquista pelas palavras e pelos livros, agora impressos a partir de seus inventos e criações. Ficavam para trás rudimentares papiros, tipos chineses, pergaminhos, códices e os inacessíveis manuscritos copiados à mão por monges medievais. Os tipos móveis sujos de tinta, que um dia fizeram parte de seus sonhos, imprimem páginas de um novo e importante capítulo. A primeira impressão, que ficou para a eternidade.  
Estava aberto o portal para a divulgação de ideias e ideais que passaram a ser difundidos mundo afora. Senha para o início da era dos grandes livros, das maravilhosas Histórias Sem Fim!

Mãos e máquinas à obra! As páginas impressas resgatam o passado glorioso de impérios erguidos sob o signo da compaixão e da fúria de heróis, mitos e deuses. Feitos épicos imortalizados em Epopeias que exaltam valores e virtudes de civilizações. As mesmas palavras edificadas às glórias humanas também descrevem o renascer de uma era, personificada na figura de um cavaleiro errante. Os moinhos de vento sopram os ares da esperança, guiando o homem a uma jornada espiritual rumo ao paraíso, por tortuosos caminhos...  <

... que conduzem o leitor às intrigas dos nobres encastelados e as revoluções da plebe nos poderosos reinos do velho mundo. Enredos de delírios de reis e rainhas, das tramas de um triângulo formado por donzelas, cavaleiros e cortesãs. É o tempo dos heróis de capa e espada, dos duelos em nome do coração da bela dama. Abrem-se as páginas de um romântico jogo de olhares na cena de um vilão cínico. Ligações perigosas descritas com minúcia em textos que revelam juras secretas, pactos, ódios, romances proibidos, suspiros, promessas de amor eterno...  

... que vão influenciar a literatura de um novo mundo, traduzida na face da fidalga portuguesa enamorada pelo nativo. Está consumado o enlace que forja o capítulo romântico de um Brasil miscigenado. Palavras que navegam sobre um mar de imagens poéticas, descrevendo a dramática travessia nos porões dos tumbeiros. Na embarcação, negros e negras que aqui aportam para transformar e fortalecer as raízes de uma nação. A cada obra, a crônica de um país que abriga a saga dos heróis mestiços, do Rio de Janeiro de tantos tipos urbanos e suburbanos, dos homens e mulheres da Bahia de São Salvador, dos valentes desbravadores de um sertão fértil de sonhos...  

... e devaneios literários evocados por palavras mágicas, adormecidas à sombra do livro da saudade: “Pirlimpimpim”, “Abre-te-Sésamo”, “Abracadabra!”. Num piscar de olhos, voamos ao tempo do “Era uma Vez... Uma outra vez!”. Adentramos o portal da fantasia. Aqui, a imaginação é a máquina veloz que nos leva a qualquer tempo, a qualquer lugar! Vamos botar o mundo de pernas pro ar em busca da trilha dos contos fantásticos e lá encontrar a cidade dos sonhos, o país das maravilhas, o universo das fábulas inesquecíveis. Veja: bonecos ganham vida... Ouça: a canção do herói favorito... Sinta: o pulsar da felicidade inocente nas histórias contadas pela avó... Quitutes de palavras que trazem cheiros e sabores da infância, escritas para sempre no coração. É a chave para despertar a criança que nunca deixou de existir em cada um de nós na grande aventura de brincar de viver em...  

... um instante: siga o conselho e tome fôlego antes de prosseguir. Pronto? Lá  vamos nós. Aqui começa nossa viagem pelo mundo da aventura e do suspense, com personagens e ações se sucedendo num ritmo alucinante para desvendar o intrigante enigma, encontrar o caminho para outras dimensões onde habitam monstros, bruxos e seres sobrenaturais transportados de tempos e espaços imaginários, guiados por engenhosas palavras que nos fazem prender a respiração e, num só fôlego, acompanhar todo o mistério que envolve a trama do primeiro ao último instante, conduzidos por pistas falsas, ciladas, tramas cruzadas, perigos, vilões acuados, quebra-cabeças de peças incompletas, fragmentos que aguçam a curiosidade num ritmo cada vez mais frenético, até que surge... ufa!

A reviravolta.

O desfecho.

A revelação.

“Como é que não pensei nisso antes?” A verdade estava diante dos nossos olhos...
... que avançam no tempo e leem um futuro escrito pelas tintas da incerteza. Ao perder o domínio sobre as máquinas que inventou, o homem vira refém da própria criação. São abertas as páginas das ficções revelando um planeta vigiado por olhos eletrônicos, a serviço do grande Deus-Máquina que zela por nós. Cérebros artificiais altamente avançados, capazes de viajar pelo universo e simular uma realidade tomada pelo caos num cenário futurista. Estaríamos diante do último capítulo dessa nova Odisseia? O futuro dirá...  

... que é  hora de abrir um novo capítulo, escrever sobre a página em branco a história que escolhermos. Recriar a própria biografia, desvendar no grande livro da vida o segredo da felicidade, do equilíbrio e da paz. Os ensinamentos da Filosofia que nos apontam os caminhos da sabedoria, das bem ou mal traçadas linhas escritas no livro místico do destino. Nascerá, enfim, a obra imortal onde haverá sempre um novo capítulo, uma nova edição. Um enredo infinito, recontado e ampliado cada vez que alguém folhear as páginas de tantas Histórias Sem...  
... Fim...  

Renato Lage e Departamento Cultural
Junho de 2009

Ano: 2017
Título do samba enredo: "A Divina Comédia do Carnaval"
Compositores do samba enredo: Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga do Salgueiro, Getúlio Coelho, Ricardo Neves e Francisco Aquino
Letra:

Vou embarcar em ilusões
À loucura me entregar
Prazer…
Sou poeta delirante, o amante
Na profana liberdade
Devoto da infernal felicidade
Quero o gostoso veneno do beijo
Saciar o meu desejo
Me embriagar
Nos braços da folia me jogar

Vou me perder pra te encontrar
Enlouquecer, morrer de amar!
Pra que juízo, amor? a noite é nossa…
Do jeito que o pecado gosta!

Sinto minh´alma se purificar
Vislumbrar…
O paraíso, no firmamento
Três “com sagrados” talentos
“Vê, estão voltando as flores…”
Lá, onde ressoam tambores
Toca batuqueiro, dobre o rum
Aos presentes de Orum…

Gira baiana e faz do céu um terreiro
Tinge essa avenida de vermelho
É nossa missão, carnavalizar a vida…
Vida é feita pra sambar!
Dessa paixão que encanta o mundo inteiro
S entende quem é Salgueiro…
Só entende quem é Salgueiro…

 
Ano: 2016
Título do samba enredo: A ópera dos malandros
Compositores do samba enredo: Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga, Getúlio Coelho, Ricardo Fernandes e Francisco Aquino
Letra:


Laroiê, mojuobá, axé!
Salve o povo de fé, me dê licença!
Eu sou da rua e a lua me chamou
Refletida em meu chapéu
O rei da noite eu sou
Num palco sob as estrelas
De linho branco vou me apresentar
Malandro descendo a ladeira... Ê, Zé!
Da ginga e do bicolor no pé
"Pra se viver do amor" pelas calçadas
Um mestre-sala das madrugadas

Ê, filho da sorte eu sou
Vento sopra a meu favor
Gira sorte, gira mundo, malandro deixa girar
Quem dá as cartas sou eu, pode apostar!

O samba vadio, meu povo a cantar
Dia a dia, bar em bar
Eis minha filosofia
Nos braços da boemia, me deixo levar...

Eu vou por becos e vielas
Eu sou o barão das favelas
Quem me protege não dorme
Meu santo é forte, é quem me guia
Na luta de cada manhã, um mensageiro da paz
De larôs e saravás!

É que eu sou malandro, batuqueiro
Cria lá do morro do Salgueiro
Se não acredita, bate de frente pra ver
O couro vai comer!

 
Ano: 2015
Título do samba enredo: "Do Fundo do Quintal, saberes e sabores na Sapucaí"
Compositores do samba enredo: Xande de Pilares, Jassa, Betinho de Pilares, Miudinho, Luiz Pião e W Corrêa
Letra:


Tem amor nesse tempero… Salgueiro
Esse "trem é bão demais"
Vem dos tempos dos meus ancestrais
Foi o índio que ensinou
Com sua sabedoria
O jeito de aproveitar, tudo que a terra dá, no dia-a-dia
É de dar água na boca, se lambuzar
Visitar o paraíso…. E sonhar
 

O danado desse cheiro sô!… ô sinhá
Atiçou meu paladar… ô sinhá
Já bebi uma "purinha" vim sambar na Academia
E não quero mais parar…
 

O ouro desperta ambição
Da fome nasce a criatividade
O branco, o negro e seus costumes
Trazendo muito mais variedade
Um elo em comunhão
E a culinária virou arte e tradição
É no tacho… na panela… mexe com a colher de pau
Saberes e sabores lá do fundo do quintal
Peço a nossa senhora pra não deixar faltar
É divina… que delícia… pronta pra saborear
 

Prepara a mesa bota a fé no coração
Numa só voz vai meu samba em louvação
É o meu salgueiro com gosto de quero mais
Oh Minas Gerais!

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: “Gaia – A vida em nossas mãos”
Compositores do samba enredo: Xande de Pilares, Dudu Botelho, Miudinho, Betinho de Pilares, Rodrigo Raposo e Jassa
Letra:


Salgueiro na sutileza dos teus versos
Todo o encanto do Universo
E a divina criação mistérios da imensidão
Gaia... Terra viva... A riqueza
Gira o mundo meu cenário
Relicário de beleza
Templo sagrado de Olorum
Salve a grandeza de Oxalá
Guardiões da natureza
É a magia dos orixás

Oxum Iemanjá Iansã Oxóssi caçador
Ossain Ogum caô, meu pai Xangô

Nas águas da felicidade... Vermelho e branco é axé
Pra dar um banho de amor na humanidade
Purificando o coração de quem tem fé
Na chama da esperança
O fogo pode transformar
Clareia pra ver nascer um novo dia
Bendito ar que se respira... E o vento a soprar
E no avanço dessa tecnologia
Ecoa a voz da Academia
É uma questão de querer aprender a cuidar
E saber preservar

Meu samba vai tocar seu coração
É um alerta ao mundo inteiro
"A vida em nossas mãos"
Buscando a solução... Canta, meu Salgueiro
O bem que a gente planta
Floresce nesse chão... Canta, Salgueiro

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: "Fama"
Compositores do samba enredo: Marcelo Motta, João Ferreira, Ge Lopes e Thiago Daniel
Letra:


Tenho fama
De fazer história por ser diferente
Quem me ama é parte das páginas que escrevi
Quero sim, eternizar a minha vida
Meu nome outra vez na avenida
Porque sempre foi assim...
Escribas selavam destinos
Mostravam o Deus vivo, eterno poder
Nos versos de tantos poetas
Em Alexandria a grande expressão do saber
Noite encantada, se fez mascarada pela emoção
É Bela ou Fera? Se você quer saber, espera!

Pra ver o quê? O traço do pintor
Que o "astro" Rei Luís retratou
Tá na galeria, em museus
"Imagine", teve gente se achando mais que Deus

No embalo do som das canções
Causar histeria, arrastar multidões
Revolucionar com os seus ideais
Imagem que o tempo não apaga jamais
Se vacilar, cair na rede, vão criticar... O que é que tem?
Vida de celebridade é um vai e vem
Vem cá meu bem, ajuste o foco, vou nessa foto
Te revelar para o mundo inteiro
Sou eu o artista, famoso sambista
Me chamo Salgueiro

Tá na capa da revista, o meu pavilhão
E na cara dessa gente, o orgulho, a emoção
Vermelha paixão no peito
Tem banca, moral, respeito!

 
Ano: 2012
Título do samba enredo: Cordel Branco e Encarnado
Compositores do samba enredo: Marcelo Motta, Tico do Gato, Ribeirinho, Dílson Marimba, Domingos PS e Diego Tavares
Letra:


Sou "cabra da peste"
Oh minha "fia", eu vim de longe pro Salgueiro
Em trovas, errante, guardei
Rainhas e reis e até heróico bandoleiro
Na feira vi o meu reinado que surgia
Qual folhetim, mais um "cadim, vixe Maria!"
Os Doze do Imperador
Que conquistou o romanceiro popular
Viagem na barca, a ave encantada
Amor que vence na lenda
Mistério pairando no ar

Cabra macho justiceiro
Virgulino, é Lampião!
Salve, Antônio Conselheiro
O Profeta do Sertão

Vá de retro, sai assombração
Volta pra ilusão do Além
No repente do verso
O "bicho" perverso não pega ninguém
Oh meu "Padinho", venha me abençoar
Meu santo é forte, desse "cão" vai me apartar
Quero chegar ao céu num sonho divinal...
É carnaval! É carnaval!
Salgueiro, teus trovadores são poetas da canção
Traz sua Côrte, é dia de coroação
Não se "avexe", não

Salgueiro é amor que mora no peito
Com todo respeito, o Rei da Folia
Eu sou o cordel branco e encarnado
"Danado" pra versar na academia

 
Ano: 2011
Título do samba enredo: “Salgueiro apresenta: O Rio no Cinema”
Compositores do samba enredo: Dudu Botelho, Miudinho, Anderson Benson e Luiz Pião
Letra:

Salgueiro
Apresenta o Rio no Cinema
Já não há mais lugar para nos ver na passarela
Cada um é um astro que entra em cena
No maior espetáculo da tela
A Cinelândia reencontrar
A luz de apaga acende a vida
Projeta sonhos na Avenida
A Terra em Transe mostrou visão singular
E o tesouro de Atlândita
Foi abraçado pelo mar

Onde está? Diz aí
Carlota Joaquinha veio descobrir
Na busca o bonde da Lapa Madame Satã
Pequena Notável requebra até de manhã

Em um simples instante
Orfeu vence as dores em som dissonante
E as cordas do seu violão
Silenciam para o amanhecer
Brilha o sol de um dia de verão
Salta aos olhos outra dimensão
Revoada risco o céu e faz
Amigos alados canto de paz
Maneiro deu a louca em Copacabana
Vi beijo do homem na Mulher Aranha
E o King Kong no relógio da Central
Meu Salgueiro, o Oscar sempre é da Academia
Põe o Bip-Bop na Furiosa Bateria
Aqui tudo acaba em carnaval

O cenário é perfeito
De braços abertos sobre a Guanabara
O filme mostrou maravilhosa chanchada
Sob a direção do Redentor

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: Histórias Sem Fim
Compositores do samba enredo: Josemar Manfredini; Brasil do Quintal; Jassa; Betinho do Ponto; Fernando Magaça
Letra:

Sonhei... No infinito das histórias
Iluminando a memória, me encantei
Brilhou... Realidade e fantasia
como nunca imaginei
Na arte do saber um novo amanhecer
Divina criação, primeira impressão
O livro sagrado da vida
Virtude pra eternidade
A leitura estimulando
A mente da humanidade

Eu viajei nessa magia
De alma e coração
Na fonte da sabedoria
Busquei a minha inspiração

Páginas descrevendo pensamentos
Clássicos, ideais e sentimentos
Romance e aventura
Quanta riqueza na nossa literatura
O faz de conta inocente da criança
Ficou guardado na lembrança
Mistérios, suspense e emoção ô, ô, ô
É o hábito de ler, folheando com prazer
Muito além de uma visão
Mensagem de esperança
Clareando a imaginação

Uma história de amor
Sem ponto final
"Academia do samba" é Salgueiro
No "livro do meu carnaval"

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