Beija-Flor

Grupo: Especial
Fundação: 25 12 1948
Cores: Azul e Branco
Presidente: Farid Abrahão David
Vice presidente: Anísio Abraão David
Carnavalesco: Laíla, André Cezari, Fran-Sérgio , Víctor Santos ,Cláudio Russo e Bianca Behrends
Interprete: Neguinho da Beija-Flor
Mestre de bateria: Mestre Plnínio e Mestre Rodney
Diretor de carnaval: Laíla
Diretor de harmonia: Laíla
Mestre sala: Claudinho
Porta bandeira: Selminha Sorriso
Rainha de bateria: Raíssa Oliveira
Endereco: Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025 - Nilópolis - RJ - CEP 26.050-032
Telefone: (21) 2691-1571 - (21) 2791-2866 (Barracão)
Comissão de Frente: Marcelo Misailidis
Telefone: Barracão 11 - Cidade do Samba - Rua Rivadávia Correa, 60 - Gamboa - CEP 20220-290
História

UM CAMINHO PERCORRIDO COM LUTA E GARRA!!!

A Beija-Flor de Nilópolis nasceu nas comemorações do Natal de 1948. Um grupo formado por Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), Edson Vieira Rodrigues (Edinho do Ferro Velho), Helles Ferreira da Silva, Mário Silva, Walter da Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes da Silva resolveu formar um bloco que, depois de várias discussões, por sugestão de D. Eulália de Oliveira, mãe de Milton, recebeu o nome de Beija-Flor (inspirado no Rancho Beija-Flor, que existia em Marquês de Valença). Dona Eulália foi admitida como fundadora.

Em 1953, o Bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor, vitorioso no bairro, foi inscrito por Silvestre David do Santos (Cabana) integrante da ala dos compositores, como escola de samba, na Confederação das Escolas de Samba, para o desfile oficial de 1954, no segundo grupo.

No seu primeiro desfile, em 1954, foi campeã passando para o grupo I, no qual permaneceu até 1963. Em 1974, retornou para o Grupo I resultado do bom trabalho desenvolvido por Nelson Abraão David. Em 1977, Aniz Abraão David assume a Presidência e projeta a Escola de Samba de Nilópolis como uma das mais famosas do mundo.

Ano do enredo: 2017
Título do enredo: A Virgem dos Lábios de Mel - Iracema
Descrição do enredo:

Introdução

O projeto carnavalesco inspirado na obra que descreve o encontro entre o português Martin Soares Moreno, e a Virgem dos Lábios de Mel, a índia da tribo Tabajara, de nome Iracema, tem o Ceará como palco principal, e como cenário, a natureza exuberante deste lugar paradisíaco, de verdes matas, onde cantam jandaias nas frontes de carnaúba.

Índia morena, serena, bela como uma flor, és tu, Ó formosa Iracema! Sua pureza provoca encantamento e seduz ao mesmo tempo.

E foi essa magia, soprada pelo vento, que deixou Martin Soares Moreno sem alento...

Ela, de pele morena. Ele, Moreno no nome...

E esse encontro amoroso entre duas civilizações distintas, é bem mais salutar que um romance literário e nacionalista, onde suscintamente, Iracema representa a cultura brasileira, e Martin Soares, o branco europeu.

Narrativa repleta de detalhes, pontua magistralmente a história do Ceará, o nascimento de um fruto miscigenado, possivelmente o primeiro mameluco nato, e entrelaça, de modo singular, a história do nosso imenso Brasil plural e a Lenda do Ceará.

JUSTIFICATIVA

Somos todos indígenas!!! Nós somos, terminantemente, um país indígena, e ainda assim, a história dos índios no Brasil – os legítimos donos da terra – quase não tem registros; o nosso legado é, bem dizer, preservado quase que integralmente através da história oral.

Iracema (que em Tupi significa “Lábios de Mel”), é a Lenda do Ceará; tornou-se símbolo do Estado. Em uma mesma história, uma narrativa visceral, que agrega romance, paixão, documentário, suspense, ficção, guerra, alucinação, abstração. O romance nacionalista indianista – que é um clássico da literatura brasileira – é a fonte de inspiração para o nosso projeto carnavalesco, intitulado “A Virgem dos Lábios de Mel – Iracema”.

Trata-se de uma história de amor. Uma linda história de amor!!! E também, uma história do Brasil. Do nosso Brasil brasileiro; o surgimento do primeiro mameluco, caboclo brejeiro, contado, magistralmente por José de Alencar. A obra traduz a memória afetiva do autor, e a saudade latente de sua terra natal e suas origens, daí ser tudo muito vivo, muito colorido, primorosamente detalhado.

A história de amor de uma vestal indígena, dotada de pureza, limpidez e castidade, fonte de mel consagrada à Tupã, que se apaixona incondicionalmente por um guerreiro estrangeiro. Um relato sobre o encontro de duas raças, e o fruto dessa paixão, que resulta no nascimento do primeiro brasileiro mestiço, um legítimo filho do Ceará.

Aceitamos o desafio de, com originalidade, transmutar letras em fantasias, poesia em alegorias, livro em carnaval. Transformar uma história, em espetáculo nacional, uma autêntica ópera popular indianista à céu aberto. Esse é o compromisso assumido ao conceber e desenvolver “A Virgem dos Lábios de Mel – Iracema”.

E parafraseando Friedrich Nietzsche, que afirmava que “a arte existe para que a realidade não nos destrua”, é com muita felicidade que abraçamos Iracema. Uma obra que é um marco na descoberta de nossa identidade nacional. É uma narrativa que solidifica o mito da fundação da identidade brasileira. E, por isso mesmo, merece ser, sempre que possível, revisto, revisitado, repaginado, divulgado, sentido, absorvido. Iracema é, e sempre será, a Lenda do Ceará!

SINOPSE

Poema em prosa.

Romance, poesia, heroísmo, lirismo, história.

Vestal consagrada à luz de Tupã – o Deus Criador, Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel, inocente criatura, cujo o sorriso era mais doce que o favo da jati, nasceu no paraíso intocado, berço da terra selvagem.

Filha da floresta, mais rápida que a ema silvestre, cujos cabelos eram mais negros que as asas da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira, a sacerdotisa é símbolo da mais cândida pureza.

Em meio ao verde das matas, à natureza exuberante, sob a luz das estrelas, no meio do caminho, o esplendor do encontro da natureza com a civilização – Iracema e Martim, a flor e o espinho.

Iracema... Menina mulher, sinuosa e faceira; é ela quem atira a flecha certeira. Em seu semblante resplandece a face de uma típica nativa da América*. Bela tal qual uma pintura, ainda casta e pura, revela quase ingênua sensualidade desnuda, desenhada nas curvas perfeitas de seus seios e quadris.

A joia do Senhor das Aldeias, guardiã do segredo da Jurema, se resguarda, se preserva, se mantém intacta, até encontrar o mais sublime amor. Então, apaixonada, enfim, se entrega. Entoam acordes dissonantes, explode a paixão pulsante. Mas registre-se: não se trata só do prazer da carne, é um momento mágico, ansiado, aguardado, desejado. Uma questão de se perder para se encontrar...

Então, o fogo do entusiasmo acende um interesse vivo, a vontade de realizar, o ardor do querer, satisfazer de prazer. Duas raças se unem. Ele, o lenço; ela, o vento. Sedução, ternura, encanto. O despertar de ardentes desejos viris... O sangue correndo nas veias revela fertilidade. De dois, faz-se um só ser.

Tabajaras, Pitiguaras, europeus. Lanças, lástima, conflito e batalha. Pele branca e pele vermelha; terra branca, sangue vermelho... Uma mistura de tons e sons, do mel e do fel.

Essa ópera indianista de rara beleza, que se desenrola num cenário multicor, revela a semente fecunda, o milagre da vida, o nascimento de Moacir, o primeiro brasileiro mestiço.

Iracema não resiste... Mas nada de tristeza, Iracema persiste!!! Existe em cada pedacinho de terra, e nas veias de cada filho desse chão. É a história viva, signo de um povo! O Ceará sempre será Iracema!!!

E nós, somos uma legião de guerreiros da tribo Beija-Flor!!! Temos uma fé inabalável, e cremos na força de Tupã!!! Respeitamos a magia do som do trovão, o rufar dos tambores, e a marcação dos passos no chão, em perfeita sincronia, legado deixado pelos nossos ancestrais, valentes e legítimos donos da terra. Tal qual um exército defendendo o pavilhão azul e branco, iremos saudar Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel, a Lenda do Ceará!!!

(*) Iracema é um anagrama de América.


Comissão de Carnaval e Departamento de Carnaval:

Laíla, Fran Sérgio, Victor Santos, André Cezari, Bianca Behrends, Cristiano Bara, Rodrigo Pacheco, 

Wladimir Morellembaum, Brendo, Gabriel Mello e Adriane Lins.

 
Ano do enredo: 2016
Título do enredo: Mineirinho genial! Nova Lima - cidade natal. Marquês de Sapucaí - o poeta imortal!
 
Ano do enredo: 2015
Título do enredo: "Um Griõ conta a história: Um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade"
 
Ano do enredo: 2014
Título do enredo: “O Astro Iluminado da Comunicação Brasileira”
Descrição do enredo:

Boa noite!

O plantão do G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis informa: está começando agora a apresentação do projeto de carnaval para 2014.

Saindo do caos da evolução da espécie humana, quando o novo ser decide se agrupar, surge a grande necessidade de se comunicar.

O desafio está lançado, e o gênio Sumério se destaca. A escrita é cuneiforme, para harmonizar a lendária Torre. A fonética, com os Fenícios, traz o som e dá corpo novo à linguagem, começando a grande saga da comunicação: ideogramas e hieróglifos materializam as ideias, que em todos os cantos da Terra se identificam.

Na Babilônia, sinais no céu; em tribos distantes, sinais de fumaça; mais adiante, aves como correios; na Índia, folhas de bananeira; no Egito, a nobreza do papiro e, finalmente na China, a invenção do papel.

A comunicação em xeque; a importante contribuição de civilizações antigas; a inspiração e a influência dos deuses das artes e da comunicação; o desdobramento da revolução tecnológica, o fomento da tecnologia da informação e a chegada dos chamados Tempos Modernos; a história e a relevância de diferentes meios de comunicação: telefone, imprensa, rádio, cinema, televisão, publicidade, propaganda e internet; a trajetória de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho; sua origem espanhola e suas principais paixões: gastronomia, medicina e carnaval; o mago Boni, expert em multimídia e referência em alto padrão de qualidade.

Que babado é esse na folia?

No carnaval, o barracão é uma fábrica de sonhos, a Passarela do Samba é o picadeiro de um grande circo à céu aberto, e o desfile na Marquês de Sapucaí é uma janela para o mundo inteiro, em tempo real.

Luz, câmera, ação!

Está no ar O Astro Iluminado da Comunicação Brasileira!

Laíla, Fran Sérgio, Ubiratan Silva, Victor Santos, André Cezari e Bianca Behrends

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: "Amigo Fiel"
Descrição do enredo:


Amigo, sou um animal feliz e venho contar a minha história. Nasci pequenininho, no início da evolução animal, e cresci de acordo com o tempo, me tornando inteligente, companheiro, amável e elegante.

Quando o Homem deixou de ser nômade para fixar sua morada, deixei de ser selvagem para acompanhá-lo, e me tornei o fiel amigo dos viajantes, ajudando a matar a sua sede, uma vez que com o bater dos meus cascos no solo, descobri e fiz jorrar refrescantes fontes de água. Usei ainda a minha força para a agricultura e migração, transportando homens e mercadorias, de um lado para o outro, fazendo crescer os povos.

Com o florescer das grandes civilizações, preparei-me para as adversidades. Desempenhei um papel fundamental de força e fidelidade, indispensável nas disputas por poder e glória, nas lutas engajadas por imponentes realezas. Vi-me rodeado por escudos e lanças, espadas e vitórias. Materializei-me como um gigante cavalo de madeira, invadindo e destruindo Tróia, como um “presente de grego”, atravessando assim o limiar do tempo e do espaço.

Eternizado em lendas num mundo de encantamento, povoei a mente de povos antigos. Entre os deuses, fui escolhido o condutor divino das cortes celestiais, criando um misticismo riquíssimo de significados, que influenciaram o comportamento humano e o infinito de sua imaginação.

Sob a forma de um magnífico presente de Alah, sou o símbolo da criação ao reunir em meu espírito as qualidades de outros animais: olhos tão potentes quanto os da águia, o faro tão sensível quanto o do lobo, a velocidade da pantera, a resistência do camelo, a coragem do leão, a memória privilegiada do falcão, a elegância do caminhar da corsa e a fidelidade indiscutível do cão. E no fogo cigano da purificação, conduzi meu senhor aos campos celestes da libertação final.

Com quatro patas e uma força incrível, fui o companheiro legítimo que puxou carroças, charretes, carruagens e bondes, ajudando os caixeiros viajantes, facilitando o comércio, e colocando o mundo em movimento e expansão.

Ao chegar na Europa, centro do Velho Mundo, tornei-me a relíquia da nobreza. Em Portugal, conhecido como Alter-Real, a estrela que voa, fui a raça estimada pela Corte lusitana.

No então chamado Novo Mundo aportei, sendo presenteado pelo rei português ao Barão de Alfenas, e do cruzamento com as raças ibéricas, que aqui chegaram na época da colonização, renasci como o sangue puro do Brasil, no sul de Minas Gerais. Terra que reunia diversos núcleos produtores como ouro, pedras preciosas e café, que garantiam o abastecimento da corte, então sediada no Rio de Janeiro. Quantas viagens eu fiz por essas fazendas e pelos caminhos da Estrada Real entre Minas e Rio, onde transitavam vários protagonistas da história construída sobre o meu dorso.

Surgi como a estrela dessa terra... Eu sou o Mangalarga Marchador; um animal sem fronteiras, uma grande paixão, de beleza forte, andar macio e comodidade que me fizeram brilhar. Sou esplendoroso, ágil, leve, sadio, ativo e dócil, detenho qualidades extraordinárias que lançam a minha raça, genuinamente brasileira, no cenário mundial, espalhando-se pelos caminhos da vida.

Laíla, Fran Sérgio, Ubiratan Silva, Victor Santos, André Cezari  (Carnavalescos) e Bianca Behrends (Pesquisadora)

 
Ano do enredo: 2012
Título do enredo: São Luís - O Poema Encantado do Maranhão
Descrição do enredo:


Sinopse

Areias infindas das terras das palmeiras do meu país, depois do oceano, do areal extenso, o horizonte imenso, onde a terra esboça luz. Upaon-Açu, solo sagrado, terra de encantarias, onde vive em plena mata, a tribo dos homens nus. São guerreiros dos cumes dos montes, dos vastos horizontes, onde canta o sabiá. São combatentes bravos, que não se fizeram escravos do estalar do açoite dos que vieram te dominar.

Sem saber o que esperar, três Coroas te cobiçaram as riquezas, os relatos do Novo Mundo inflamaram as paixões, por cidades de ouro puro a serem descobertas, de fantásticos prazeres, ilusão hiperbólica dos seres, transformados em quimera bestial.

A França te fundou, Holanda te invadiu, mas Portugal conseguiu, por fim, te colonizar. Mas para tanto, o que se deu foi um quadro medonho e triste, que, ao surgir, no mar se achou. Abrindo as velas ao soprar das virações marinhas, surge espectro sombrio. Em meio às brumas, desenha grande navio, que traz um canto funeral. Choro, amargura e horror fazem do cúmulo da maldade, a mordaça da liberdade para triste multidão; o navio da escravidão, ferida aberta nos mares, vem macular os ares de São Luís do Maranhão.

Fatalidade atroz, envolve reis e rainhas, soberanos de selvas longínquas da majestade dos leões. Ontem belos, livres e bravos, agora míseros escravos; sem luz, sem lar, sem amplidões.

E a terra se desdobra, cresce, evolui, se renova, a ferro, fogo e escravidão. Mas nos planos divinos, nos reinos cristalinos, nos píncaros da luz eterna, surge nova terra, cultivada à força da oração.

Upaon-Açu, ressurge agora mística no poder dos voduns e ao som dos tambores de Daomé, na manifestação dos antigos e na força do candomblé. Desse misticismo santo, surge a alegria e o encanto das festas que te enfeitam, por vezes, como o Boi morto e ressuscitado da negra mãe Catirina, celebração divina em meio a enfeitados casarões de azulejos portugueses; teu folclore tem brilho farto, que à tua riqueza conduz.

Terra dos ludovicenses, Ilha do Amor e dos mitos da Fonte do Ribeirão, da terrível serpente encantada, da lenda da praia do olho dágua, de Iná princesa, e do milagre de Guaxenduba. Fala-se de uma sinhá incompreendida, que virou assombração, e no soar da meia-noite, surge o espectro sinistro, ouvem-se o ranger de correntes, estalar de açoites, seres sombrios como a noite, escravos arrastados em imenso turbilhão.

E a Sinhá Ana Jansen sofre agora, aprisionada em carruagem encantada por antigos escravos seus, furiosos, desesperados, cortejo de celerados, esquecidos filhos de Deus. E a cena só termina, quando o galo, na campina, anuncia o dia raiar.

São Luís, capital do Maranhão, terra de Alcione, de Joãozinho Trinta, de Zeca Baleiro, de Rita Ribeiro, do Reggae Brasileiro, de Gonçalves Dias, de Ferreira Gullar e Josué Montelo.
Vestindo a fantasia, vem celebrar nossa folia o fofão, o vira-lata, cruz-diabo, o corso do meretrício e as cabrochas a brincar com os mascarados dos salões do Moisés.

Em meio a tanta festa reluz o Eldorado da bauxita, minério batizado pela Coroa que te fundou e que desconheceu essa tua riqueza, que hoje é chama acesa para que possas progredir; na luz dos céus incomparáveis do futuro que te aguarda, na imensidão, para te consagrar, enfim, São Luís, pérola sagrada da Coroa encantada do glorioso Maranhão.

Laíla
Diretor Geral de Carnaval

Laíla, Fran Sérgio, Ubiratan Silva, Victor Santos e André Cezari
Comissão de Carnaval

Bianca Behrends
Pesquisa e Documentação Artística

 
Ano do enredo: 2011
Título do enredo: A Simplicidade de um Rei
Descrição do enredo:


Autoria: Comissão de Carnaval (Laíla, Alexandre Louzada, Fran Sérgio, Bira Silva e Victor Santos)

Me leva meu sonho em viagem, por uma estrada colorida, onde o tempo pede passagem e carrega, em sua bagagem, as lembranças que eu trago da vida. E lá vou eu, bem longe, além do horizonte, vivendo esse momento lindo, a reconstruir meu castelo de sonhos entre emoções, como quem chora sorrindo.

Olha dentro dos meus olhos e vê quanta lembrança que na distância do tempo guardei. Ah! Como o tempo passa, é como se o trem que me trouxe, voltasse e dissipasse a fumaça, e eu então retornasse pras coisas que eu deixei.

Meu pequeno Cachoeiro, essas terras entre as serras, doce terra onde eu nasci, te confesso, você é a saudade que eu gosto de ter, e que mora pra sempre em mim; é como sentir você bem perto, é como estar desperto pra ver tudo igual como era antes, que nada se modificou, e ouvir de novo as águas cantantes do meu Itapemirim.

E é assim que o pensamento voa, vagueia assim, à toa, e até parece que eu voltei... Voltei a ser criança, a ser “Zunga” outra vez. Ah! Sentimento bem vindo... Vejo o meu cachorro me sorrir latindo, estou em frente ao portão, eu voltei, pra viver o sonho mais bonito que um dia alguém já sonhou, e sentir que o sol que atravessa essa estrada jamais se apagou.

Me vejo menino, correndo aos braços de minha mãe, pro seu abraço, e no carinho e afago, me envolver num laço, e adormecer, como sempre eu fazia. Olhar meu pai, e seus cabelos brancos, seu rosto marcado, à disfarçar o cansaço com um sorriso franco das verdades da vida e ouvir as suas histórias, lições que me fizeram crescer e, do jeito simples à esconder as dificuldades, tentando encher minha vida de fantasia ao enfeitar as coisas que eu via.

Ah! Quem dera... Poder fazer desse tempo, uma eterna primavera, desabrochar em flor pra sempre, o flamboyant no meu quintal, e deitar à sua sombra, e sentir aquela brisa mansa, que sopra enquanto lança o perfume do laranjal.

Vai e vem na minha mente, esse vento do tempo, e traz as ondas do rádio que um dia me embalaram ao som de tangos e boleros, velhos tempos... Belos dias... Onde o meu sonho crescia nas cordas de um violão. Hoje relembro e refaço aquela despedida, nas lágrimas soltas na estação, a partir na promessa de uma volta, como todos que um dia se vão e assim, na lembrança, colar os cacos do meu coração, me redimir e repartir essa dor e a saudade, nos versos de uma canção.

Assim, como naquele dia, eu me vejo, com aqueles olhos tristes, porém cheios de esperança, buscando encontrar à sorte, todas as coisas que um dia eu sonhei pra mim, e me deixo levar em ritmo de aventura, nas batidas do meu coração, igual a quando aqui cheguei, nesse Rio de Janeiro, no seu abraço aberto, hospitaleiro, na transviada inquietude daquela louca juventude, que andava na contra-mão.

Até parece que foi ontem... Aquelas tardes de domingo, de guitarras eletrizantes, que ecoavam como o ronco barulhento dos carangos, incendiando a multidão; era um ritmo alucinante e quente, o rock in roll envolvente, uma brasa a aquecer meu coração... E eu que sempre fui tão inconstante, te juro, bicho, me rendi àquela paixão...

E não adianta nem tentar esquecer, o que durante muito tempo em minha vida passou a viver... Eu me lembro com detalhes, a velha calça desbotada, a jaqueta encouraçada e a brilhantina no cabelo. Meu mundo girava no vinil da vitrola, vivia voando no meu carro, à 120 por hora, a velocidade andava junto a mim, e sem saber quando, nem pra onde, me levava ao espaço, como “Sputnik” pelo ar.

Nas curvas e esquinas da vida, encontrei amigos, parceiros da mesma viagem, e seguimos juntos a mesma estrada, como bons companheiros, amigos de fé, irmãos camaradas, que eu não esqueço jamais. Aquele era o meu momento, nascia um novo tempo, agitando o mundo ao som do Iê Iê Iê, e com ele, um movimento: a Jovem Guarda, que assim, como do nada, me coroou o seu rei.
E eu então, me perguntava:

- Que rei sou eu?

Que rei que nada... Eu sou terrível! Um lobo mau, um negro gato de arrepiar, talvez um gênio... Nem pensar! Basta ver os erros do meu português ruim...

Avancei sinais, vivi em festas de arromba e, pra conquistar garotas, dispensei meu cadilac, me rendi à um calhambeque, fui o bom no Splish Splash dos beijos roubados no cinema, de garotas papo firme, namoradinhas dos amigos  e dos brotos no portão... Foi quando me lembrei do passado, do romântico apaixonado que eu era, do meu velho violão, e da simplicidade de dizer ‘Eu Te Amo’ com a voz do coração.

Assim então, assumi meu reinado e proclamei, como um brado à esquecer a tristeza e ter a certeza de que a felicidade um dia vem, que daqui pra frente, tudo vai ser diferente, e que eu quero que vá tudo... Tudo pra quem ama com ternura, tudo, pra tudo que se quer bem.

Eh!.. Esse mundo dá voltas... E, numa delas, lá ia eu e meu sonho viver, era uma força estranha, uma voz tamanha que me levava a cantar, a atravessar fronteiras, a romper barreiras, ‘parlando’ italiano a ‘Canzone Per Te’; e foi assim, de mansinho, que San Remo todinho, viu e ouviu o amor vencer.

Senti então, que esse amor fala uma só linguagem, e faz o sonho acontecer... E assim, contei histórias de romances, de amadas e amantes, o amor infinito, puro, sem medida, incontido; sentimento sem dia, sem hora ou lugar pra nascer, o que não sai de moda, é moderno, mesmo que seja à moda antiga, é eterno, um constante amanhecer.

E assim, afaguei em meus versos, mil mulheres, enxergando a beleza de todas as formas e proporções, foram tantas, foram todas, tantas rimas, em tantas canções. Desvendei caminhos, procurei atalhos, como a abelha necessita de uma flor e na sede de amor, bebi das paixões desenfreadas, por metáforas descrevi o côncavo e o convexo, o sexo como cavalgada. Me vi em desalinho, a fazer ninho nos lençóis macios, a deixar marcas sem me importar com a desordem de tanto amar, entre os botões que se desatam e se abrem em braços que se abraçam e se enlaçam no céu do êxtase, mudando estrelas de lugar.

E então, desse infinito universo de prazer, me abastecendo de brasilidade, viajei na verdade da vida do meu povo, de cada palmo desse chão; no dia-a-dia da cidade, na lida pra ganhar o pão.

Fiz da canção a passageira no táxi das nossas ruas; no campo foi ela a companheira, tangendo em moda de viola, nas veredas desse sertão, e fui presente na saudade que roda e rola no coração disparado, no pára-choque estampado, todo dia nessa estrada, a contar horas de ansiedade na boleia de um caminhão.

Fiz da minha voz, um grito de alerta à consciência dos seres humanos a zelar pela natureza, e usei a poesia em defesa do céu, da Terra e do mar; fiz chegar àqueles que estão surdos, a mensagem, que o progresso, às vezes absurdo, tantos males nos traz, e que é preciso saber viver, que a razão precisa entender enquanto há tempo e passar a seguir o exemplo: ser civilizado como os animais.

É meu irmão, nessa vida são idas e vindas que me levam na brisa do vento, no fluxo das marés em movimento, à algum lugar bonito e tranqüilo pra gente se amar, pois de que vale o paraíso sem amor?... E continua a viagem e mergulho livre num oceano de desejos, a singrar ondas de emoções, a flutuar num mar de rosas, como navegante dos sentimentos, comandante de tantos corações.

E por fim, essa fé que me faz otimista demais, me fez subir a montanha, à dispor do alto, minha voz à voz de Deus, a fazer do meu cantar, uma oração para a humanidade, a descobrir no verbo, a sua essência e sua verdade, a tornar-me um instrumento mensageiro de paz e de boa vontade.

Não, eu não sou rei... Mas acho que me tornei amigo do Rei, o Rei dos reis, esse ser de luz, a claridade que faz com a sua simplicidade, a força que me conduz. São tantas emoções já vividas, detalhes de uma vida, histórias que eu contei aqui. E se hoje você me faz seu enredo, é talvez, a maior das emoções dessa minha vida, a qual, com palavras, não sei dizer, mas quero sim, abrir meus braços num abraço e em suas asas, Beija-Flor, me entregar e agradecer, e assim poder definir com singeleza, como é grande o meu amor por você!

E se não há nada pra comparar, deixa o seu samba explicar, esse puro sentimento, que só o coração pode falar. Agora eu sei o que é ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar...

Canta Beija-Flor! Pois seu canto acenderá ainda mais essa chama, essa aura azul e branca que te encanta, que te dá força, fé e esperança, que ilumina o sorriso de suas crianças, anjos de guarda da sua herança, essa luz que cobre como um manto essas “nossas senhoras”, Marias, mães baianas do samba.

Que os céus as abençoem, e que derramem por todo o seu povo essa luz que do amor emana e inflama o mundo através da nação nilopolitana, uma luz divina e que assim se traduz: Uma luz que nos une e se funde numa só luz, que nos traz a simplicidade e a paz do verdadeiro Rei, a paz do Nosso Rei Jesus.

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: “Brilhante ao sol do novo mundo, Brasília do sonho à realidade, a capital da esperança”
Descrição do enredo:


Tudo o que permeia a história de nossa jovem capital federal, nos remete ao sonho, ao místico, as coincidências e inspirações extraordinárias, e nela, abre-se um campo de suposições e até mesmo nos transporta ao imaginário.

Brasília é um invento que transborda as pranchetas de seu traçado arquitetônico pois apesar de planejada, temos às vezes a impressão de que em parte ela é fruto do inconsciente e que rouba pra si, todo um universo de sonhos, mitos, lendas e fatos que convergiam para a vasta região do Planalto Central brasileiro, para compor sua pré-história.

Brasília nos desafia e nos encanta à medida que nos afastamos de sua imagem de centro nervoso de nossa política governamental. Ela é sim, uma obra do homem, porém, ela é certamente o resultado de inspirações, uma obra de arte, desenhada em um quadrilátero, compondo a paisagem harmoniosamente no encontro de céu e terra, como se ela já existisse invisivelmente antes da sua construção.

É a multiface do Brasil e do mundo, o que lhe dá a mestiçagem da aparência de seu urbanismo e arquitetura, bem como os contornos físicos e culturais do seu povo.

Brasília nos faz viajar constantemente, do imaginário extraterrestre à mitologia indígena; um pouco Maia, Asteca, Inca, Egípcia ou mesmo o que imaginamos ser divino celestial.

Grandes nomes de nossa história, direta ou indiretamente, se conectam a ela. A idéia de se plantar a capital do Brasil no centro de seu território, nasce nos primórdios da colonização e desbravamento de nossa terra.

De Marquês de Pombal a JK, passa por Tiradentes e os ideais da inconfidência, pela declaração de nossa independência e o batismo de seu nome, por José Bonifácio até os primeiros anos da então Jovem República Brasileira. Descreve uma trajetória de pioneirismo com a marcha para o oeste através da expedição de Louis Cruls, desencadeando mais tarde um grande êxodo de brasileiros desterrados, para a sua construção.

No ano em que se comemora os seus 50 anos de vida, a capital de todos os brasileiros e patrimônio da humanidade, merece de todos nós, uma homenagem e a Beija-Flor de Nilópolis tem o orgulho de fazê-la. Por sua complexidade e importância para o Brasil e o mundo, por sua peculiar história, de imaginações, de visões e visionários, de desbravamento e pioneirismo, de coragem e triunfo da vontade política de um brasileiro e por ser ela, um monumento ao arrojo de nossa engenharia e arquitetura, Brasília, do Sonho à Realidade, empresta sua beleza para enfeitar o samba.

Sinopse

Reluz meu samba como cristal brilhante, a refletir neste instante, mais um sonho encantado, a emanar sua energia, como alvorada que anuncia o dia, resplandecendo o Planalto Central.

Vai Beija-Flor aventureiro, abre as asas, abraça o cerrado brasileiro, traz Brasília em seu carnaval...

Faz a anunciação da terra prometida, entressonhada e celestial, da divina visão de Dom Bosco, em sua viagem no espaço do tempo, nos paralelos do futuro virtual. E torna o mito “Goyaz”, uma verdade, uma história de amor pra eternidade, de Paranoá, guerreiro, um lago de lágrimas, de Jaci, um luar de paixão, a espreitar, num olhar azulado, a bela índia alada, que jaz, por Tupã enfeitiçada, deitada pra sempre em seu chão.

Emerge do passado a sua herança, do coração do Egito, coincidência, inspiração... Aketaton, gêmea ancestral do deserto, que se esplanou em largos espaços abertos, em templos, “estelas”, em reverência ao sol, abrindo-se, feito asas, norte e sul, qual vôo de íbis, ave sagrada, em seu vôo na imensidão.

Que se abram suas páginas de história, de desbravamento e bravura, de onde em busca de riquezas se ergueram bandeiras, que rasgaram o seu coração, que ainda criança, pulsava invisível e sereno, entre as matas desse sertão.

Mostre que sempre foste um sentimento, sonho e predestinação, por ser de fato o centro, deste imenso florão e que da colônia ao império, adormeceste em ideais, como um ponto de vista de quem enxergou à frente, além da própria visão pois viste correr o tempo, entre tormentas, revoltas e insurreições e que da tempestade, sentiste os novos ventos, que ainda que tarde sopraram a liberdade e que após “o brado forte e retumbante”, o patriarca te batiza, de Brasília, afinal.

Que da inquietude da República foste sempre um desejo, a ânsia de realizar, e foi assim disposta na carta magna, como um vislumbre, um definitivo olhar. Viste então a missão científica, em grande marcha para o Oeste desbravar, e a medida que ela avança, abrindo a terra agreste e mansa, veio então te visitar.

Traçaram em seu planalto, um quadrilátero, entre as tortas árvores do cerrado, fauna e flora a se revelar e das entranhas do seu solo rubro, rochas cristalinas que apontam e despontam ao sol a brilhar, de suas veredas, um seio que esbanja ricos mananciais, desnuda o seu berço esplêndido e líquido, sul e norte a desaguar.

Por fim um marco te fecunda a terra, como sêmem de pedra, que do alto da serra vigia teu sono derradeiro e sob o imenso céu a contemplar o cruzeiro faz seu ventre guardar ternamente, o alvorecer do novo tempo brasileiro.

Mas eis que do horizonte faz luzir a modernidade como um raio intenso e verdadeiro e de Minas sopra “Venturis”, varrendo os anos dourados, de esperança e prosperidade, e JK segue adiante, acordando enfim, o gigante, com seu ímpeto aventureiro.

E um país se redescobre ao mirar-se no espelho do futuro, é o querer, a coragem, o poder e fazer... E uma caravana parte, épica, qual êxodo caboclo, epopéia de pioneiros, desterrados candangos, operários guerreiros, vários Brasis, num só Brasil que se juntam a construir e a crescer...

De uma cruz esboçada em papel, ergue-se em aço uma cidade, elevando-se ao céu em silhueta de arrojo, um prodígio em traços simétricos, de volume e equilíbrio, abstrata e concreta, o contraste. Brasília nasce, num parto de vitória sobre as mentes conformistas e se faz triunfo de Juscelino, de Lúcio e Oscar, viva e ávida, pássaro dos sonhos, o próprio sonho querendo voar. E se mostra assim, branca de luz de sol de abril, de tantas mentes, de tantos braços, tanto suor, tantas lágrimas, de tantos, de todos nós, do Brasil!

Hoje, do Sonho à realidade, ela brilha! E a cada alvorada, se reinventa e re-existe, virtual e jovem, eclética e mística, cidade criança e da esperança, a “esquina do Brasil”, Babel de sotaques, mistura, um caldeirão cultural, alfabética e numérica, superlativa, absoluta, sintética, artística, letra e música, Bossa, nova, nossa, capital... Somos todos partes desse corpo, da nave-mãe de asas abertas em seu imenso abraço norte e sul, como ave que hoje voa em nosso mundo encantado, a terra do carnaval.

Somos todos “candangos” a construir um sonho, somos “calangos” irmãos sob o mesmo céu estrelado, somos você, Brasília, nas asas de um Beija-Flor que vem te beijar agora, como se fosse flor, A flor do cerrado!

Alexandre Louzada, Fran Sérgio, Laíla e Ubiratan Silva
Comissão de Carnaval 2010

Ano: 2017
Título do samba enredo: A Virgem dos Lábios de Mel – Iracema
Compositores do samba enredo: Claudemir, Maurição, Ronaldo Barcellos, Bruno Ribas, Fábio Alemão, Wilson Tatá, Alan Vinicius e Betinho Santos
Letra:

Ara quem bateu no chão
A aldeia toda estremeceu
O ódio de Irapuã
Quando a virgem de tupã se encantou com o europeu
Nessa casa de cabloco hoje é dia de ajucá
Duas tribos em conflito
De um romance tão bonito começou meu Ceará

Pega no amerê, areté, anama
Pega no amerê, areté, anama

Bem no coração dessa nossa terra
A menina moça e o homem de guerra
Ele sente a flecha, ela acerta o alvo
Índia na floresta, branco apaixonado
Vem pra minha aldeia, Beija-Flor
Tabajara, pitiguara bate forte o tambor
Um chamado de guerra, minha tribo chegou
Reclamando a pureza da pele vermelha
No ventre bate o coração de Moacir
O milagre da vida, me faz um mameluco na Sapucaí

Oh linda Iracema morreu de saudade
Mulher brasileira de tanta coragem
Um raio de sol a luz do meu dia
Iluminada nessa minha fantasia

A jandaia cantou no alto da palmeira
No nome de iracema
Lábio de mel, riso mais doce que o jati
Linda demais cunhã-porã iterei
Vou cantar jureme, jureme, jureme
Vou cantar Jurema, Jurema
Uma história de amor, meu amor
É o carnaval da Beija-Flor

 
Ano: 2016
Título do samba enredo: Mineirinho genial! Nova Lima - cidade natal. Marquês de Sapucaí - o poeta imortal!
Compositores do samba enredo: Marcelo Guimarães, Sidney de Pilares, Manolo, Jorginho Moreira, Kirraizinho e Diogo Rosa
Letra:

Abriu-se a cortina do tempo
Emoldurando a história a Beija-Flor ôôô
De Nova Lima à poesia se fez
Na genialidade do marquês
Nasceu em Congonhas de Sabará
O mais puro ouro das Minas Gerais
Atravessou o mar, no afã de conquistar
Conhecimento em terras lusitanas
Brilhou aos olhos da lei,
Formou-se bacharel
Fiel à nação, enfim regressou
A saudade apertou

Ecoou um brado de resistência
Ao longe se ouviu a voz da Independência
Pelo Brasil, impera felicidade
Já raiou a liberdade

Um homem de real valor
Um vencedor na estrada da vida
Em seu legado a primasia
Na gratidão que herdaria

Poeta, músico, escritor
O mineirinho que o Rio imortalizou
Teu chão floresce a nobreza pro samba passar
Um templo sagrado a luz do luar
Apoteose de todo sambista
Artista! Herdeiro verdadeiro de Ciata
Que hoje te abraça aos pés da praça
Em mais um Carnaval

Sou Beija-Flor, na alegria ou na dor
A Deusa da Passarela é ela!
Primeira na história do Marquês
Que na Sapucaí é soberana
De fato, nilopolitana

 
Ano: 2015
Título do samba enredo: "Um Griõ conta a história: Um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade"
Compositores do samba enredo: J. Velloso, Samir Trindade, Jr. Beija- Flor, Marquinhos Beija-Flor, Gilberto Oliveira, Elson Ramires, Dílson Marimba e Silvio Romai, Ribeirinho Junior Trindrade
Letra:


Vem na batida do tambor
Voltar na memória de um Griô
Fala cansada, mãos calejadas
Ouça menino Beija Flor
Ceiba árvore da vida
Raízes na verde imensidão
Na crença de tribos antigas
Força incorporada nesse chão
O invasor singrou o mar, partiu em busca de riquezas
E encontrou nesse lugar
Novas índias, outras realezas
Destino trocado, tratado se faz
Marejam os olhos dos ancestrais
 

Negro canta, negro clama liberdade
Sinfonia das marés saudade
Um africano rei que não perdeu a fé
Era meu irmão, filho da Guiné
 

Formosa divina ilha testemunha dos grilhões
Eu vi a escravidão erguer nações
Mas a negritude se congraça
A chama da igualdade não se apaga
Olha a morena na roda e vem sambar
Na ginga do balelé, cores no ar
Dessa mistura, eu faço carnaval
Canta Guiné Equatorial
 

Criança, levanta a cabeça e vai embora
O mar que trouxe a dor riqueza aflora
Tem uma família agora
Quem beija essa flor não chora
 

Sou negro na raça, no sangue e na cor
Um guerreiro Beija Flor
Óh minha deusa soberana
Resgata sua alma africana

 
Ano: 2014
Título do samba enredo: “O Astro Iluminado da Comunicação Brasileira”
Compositores do samba enredo: Jr. Beija-Flor, Sidney de Pilares, Júnior Trindade, Adilson Brandão, Zé Carlos, Diogo Rosa, Carlinhos Careca e Samir Trindade
Letra:


No ar a mensagem de um beija-flor
Sonhar, o sonho de um sonhador
E viajar no tempo, no som um sentimento
Ir mais além, tocar o céu
Erguer a Torre de Babel
Escrever seu nome num papel
Eu e você, em sintonia seja onde for
No infinito ao teu sinal eu vou
Leva desejo divino, divino desejo me leva...
A encontrar a arte no seu olhar

A deusa do samba na passarela
A marca do carnaval... É ela
Um lado a comunicar, o outro comunicou
Tá na mídia a Beija-Flor

Quando a emoção chegar, a saudade vai bater
Juntos na mesma frequência
Um show de audiência, vamos reviver
Espelho refletindo cada um de nós
Por isso solte a sua voz, hoje o artista é você

Clareou e a gente vai se ver de novo
Clareou de azul e branco nos braços do povo

Boni tu és o astro da televisão
Fiz da sua vida minha inspiração
Vem, a festa é sua, a festa é nossa, de quem quiser
Mostra que ''babado é esse'' de samba no pé

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: "Amigo Fiel"
Compositores do samba enredo: J. Veloso, Ribeirinho, Marquinho Beija-Flor, Gilberto, Silvio Romai e Dilson Marimba. Participação: Claudio Russo e Miguel
Letra:


Eu vou cavalgar, pra encontrar
A minha história nesse mundo de meu Deus!
Venho de longe de uma era milenar,
Fui coroado quando o dia amanheceu!
Brilha, estrela guia... Um viajante, a sua sede  a matar!
Presente de grego, que grande ironia
Herói das batalhas, real montaria!
Com asas surgiu do infinito, tão claro mito..
A joia rara de Alah!
Cigano... Buscando a purificação!
Trotando elegância e bravura,
A minha aventura se torna canção!

É o bonde que vai, carruagem que vem...
Na viajem que trás, o amor de alguém!                    
Indomável corcel, alazão da Coroa...
Troféu da nobreza, estrela que voa!

Amigo do Rei, pela estrada lá vai o Barão!
Sul de Minas Gerais, galopei...
A riqueza da mineração!
Café me fez marchar... Ao Rio da corte a bailar!
Acreditar... Que fui a raça escolhida!
Sou um puro sangue azul e branco,
Um acalanto... a mais sublime criação!
Sou eu o seu cavalo de batalha,
Se a memória não me falha...
Chegou a hora de gritar é campeão!

Sou Manga Larga Marchador!
Um vencedor, meu limite é o céu! 
Eu vim brilhar com a Beija-Flor..
Valente guerreiro, amigo fiel!

 
Ano: 2012
Título do samba enredo: São Luís - O Poema Encantado do Maranhão
Compositores do samba enredo: J.Veloso, Adilson China, Carlinhos do Detran, Samir Trindade, Serginho Aguiar, JR Beija-Flor, Silvio Romai, Hugo Leal, Gilberto Oliveira, Ricardo Lucena, Thiago Alves e Romulo Presidente
Letra:


Tem magia em cada palmeira que brota em seu chão
O homem nativo da terra
Resiste em bravura
A dor da invasão
Do mar vêm três coroas
Irmão seu olhar mareja
No balanço da maré
A maldade não tem fé sangrando os mares
Mensageiro da dor
Liberdade roubou dos meus lugares
Rompendo grilhões, em busca da paz
Na força dos meus ancestrais

Na Casa Nagô a luz de Xangô axé
Mina Jêje em ritual de fé
Chegou de Daomé, chegou de Abeokutá
Toda magia do Vodun e do Orixá

Ê rainha o bumba-meu-boi vem de lá
Eu quero ver o Cazumbá, sem a serpente acordar
Hoje a minha lágrima transborda todo mar
Fonte que a saudade não secou
Ó Ana assombração na carruagem
Os casarões são a imagem
Da história que o tempo guardou
No rádio o reggae do bom
Marrom é o tom da canção
Na terra da encantaria a arte do gênio João

Meu São Luís do Maranhão
Poema Encantado de Amor
Onde canta o sabiá
Hoje canta a Beija-Flor

 
Ano: 2011
Título do samba enredo: A Simplicidade de um Rei
Compositores do samba enredo: Samir Trindade, Serginho Aguiar, JR Beija Flor, Sidney de Pilares, Jorginho Moreira, Théo M. Neto
Letra:


A saudade
Vem pra reviver o tempo que passou
Ah! Essa lembrança foi o que ficou
Momentos que não esqueci
Eu cheio de fantasias na luz do rei menino
Lá no meu Cachoeiro
E lá vou eu... Era do rádio a onda me levar
Na Jovem Garda, o rock a embalar...Vivi essa paixão
Calhambeque belos dias
No festival a primazia
Amigos de fé guardei no coração

Quando o amor invade a alma... É magia
É inspiração pra nossa canção... Poesia
O beijo na flor é só pra dizer
Como é grande o meu amor por você

Nas curvas dessa estrada a vida em canções
Chora viola! Nas veredas dos Sertões
Lindo é ver a natureza
Por sua beleza clamei em meus versos
No mar navegam emoções
Sonhar faz bem aos corações
Na fé com o meu Rei seguindo
Outra vez estou aqui vivendo esse momento lindo
De todas as Marias vem as bênçãos lá do céu
Do samba faço oração, Poema, emoção!

Meu Beija-Flor chegou a hora
De botar pra fora a felicidade
A alegria de falar do Rei
E mostrar pro mundo essa simplicidade

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: “Brilhante ao sol do novo mundo, Brasília do sonho à realidade, a capital da esperança”
Compositores do samba enredo: Picolé da Beija Flor, Serginho Sumaré, Samir Trindade, Serginho Aguiar, Dilson Marimba e André do Cavaco
Letra:

Dádivas o criador concedeu
Fez brotar num sonho divinal o mais precioso cristal
Lágrimas, fascinante foi a ira de tupã
Diz a lenda que o mito Goyás nasceu
O brilho em jaci vem do olhar
Pra sempre refletido em suas águas
A força que fluiu desse amor é Paranoá... Paranoá
Óh! Deus sol em sua devoção
Ergueu-se no Egito fonte de inspiração
Pássaro sagrado voa no infinito azul
Abre as asas bordando o cerrado de norte a sul

Ah! Terra tão rica é o sertão
Rasga o coração da mata desbravador!
Finca a bandeira nesse chão
Pra desabrochar a linda flor 

No coração do Brasil, o afã de quem viu um novo amanhã
Revolta, insurreições, coroas e brasões
Batismo num clamor de liberdade!
Segue a missão a caravana em jornada
Enfim a natureza em sua essência revelada
Firmando o desejo de realizar
A flor desabrochou nas mãos de JK
A miscigenação se fez raiz
Com sangue e o suor deste país
Vem ver... A arte do mestre num traço um poema
Nossa capital vem ver ...
Legião de artistas, caldeirão cultural!
Orgulho, patrimônio mundial 

Sou candango, calango e beija-flor!
Traçando o destino ainda criança
A luz da alvorada anuncia!
Brasília capital da esperança

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