Porto da Pedra

Grupo: Acesso A
Fundação: 08 03 1978
Cores: Vermelho e Branco
Presidente: Fábio Montibelo
Vice presidente: Moisés Carvalho
Carnavalesco: Jaime Cezário
Interprete: Wander Pires
Mestre de bateria: Mestre Pablo
Diretor de carnaval: Alex Santos , Amauri de Oliveira , Godzila , Miguel Sobrinho e Paulo Brandão
Diretor de harmonia: Amauri de Oliveira
Diretor de barracão: Fábio França
Mestre sala: Marlon Lamar
Porta bandeira: Lucinha Nobre
Rainha de bateria: Kétula Mello
Endereco: Av. Lúcio Tomé Feteira, 290 - Vila Lage, Neves, São Gonçalo, RJ - CEP 24415-000
Telefone: (21) 3707-1518 - (21) 2291-9445 (barracão)
Comissão de Frente: Regina Sauer
Telefone: Barracão 06 - Cidade do Samba - Rua Rivadávia Correa, 60, Gamboa - CEP 20.220-290
História

Anos 70
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Porto da Pedra tem suas origens no antigo Porto da Pedra Futebol Clube, entidade que, já usando as cores vermelho e branco, reunia moradores do bairro Porto da Pedra, de São Gonçalo, nos anos 70. Surgiu, entre os integrantes do pequeno clube de futebol, a idéia da formação de um Bloco de Arrastão, que desfilou em 1975 e 1976 pelas ruas da cidade, com imenso sucesso. Tanto que, em 8 de março de 78, adquiria personalidade jurídica e transformava-se em Bloco de Enredo. Assim, surgia o B.C. Unidos do Porto da Pedra, que teve como seu primeiro presidente Haroldo Moreira e como fundadores José Carlos Rodrigues, José Paulo de Oliveira Chaffin, Jorair Ferreira, Jorge Brum e Nilton Belomino Bispo.

Anos 70 e 80
No ano seguinte, conquistava seu primeiro campeonato, com o enredo "Festa Junina". A recém-fundada agremiação retorna em 1980, com o tema "As Estações do Ano" e sagra-se bi-campeã, tendo à frente seu novo presidente, Jorair Ferreira.
Em 81, alcança a categoria de Escola de Samba e passa a desfilar no Grupo B, de São Gonçalo, obtendo o vice-campeonato, com o enredo "Mundo Infantil". Um ano depois, passa ao Grupo A, com o enredo "No Reino da Fantasia", e conquista a sua primeira vitória como Escola de Samba.

Anos 80 e 90
Entre os anos de 1985 e 1992, a agremiação optou por apresentar-se somente em seu bairro de origem, em virtude de seu inesperado crescimento e das dificuldades em expandir-se para fora do município.

No início dos anos 90, a Porto da Pedra já ensaiava numa quadra coberta, porém pequena para suas expectativas. Entretanto, no ano de 1993, Jorge Luiz Guinâncio e Ubervaldo Sérgio de Oliveira, empresários que vieram dar sustentação à escola, com apoio da comunidade local, tinham planos para fazê-la retornar ao desfile oficial de São Gonçalo. Porém, através de um trabalho do cantor e compositor Jorginho do Império e do senhor Paulo de Almeida, a Porto da Pedra recebe o convite para apresentar-se no Grupo de Acesso do Rio de Janeiro, que na época desfilava na Avenida Rio Branco.

Na ocasião, por sugestão de Jorge Luiz Guinâncio, um de seus "patronos", é criada a logomarca do "Tigre", como símbolo oficial da escola. Inicia-se, desde então, a construção da quadra de ensaios da escola, situada à Rua João Silva, nº 84, em seu bairro de origem, que foi inaugurada no ano seguinte. Este foi também um grande esforço de seus dois patronos, com a decisiva colaboração da Empresa de Transportes Rio Ita e também da Prefeitura de São Gonçalo.

Com o enredo "Um Novo Sol do Amanhã", em 1994 a agremiação de São Gonçalo pisa pela primeira vez na Passarela do Rio de Janeiro, obtendo um excelente vice-campeonato. Neste mesmo ano foi uma das fundadores da LIESGA - Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso. Seu Presidente, Sr. Paulo Almeida, era também o Presidente da LIESA e, por seu intermédio, a Porto da Pedra é convidada a desfilar no Grupo 1, no ano de 1995, porta de entrada para o Grupo Especial, sonho de toda e qualquer escola de samba!

Já estruturada, é campeã com o enredo "Campo Cidade, em Busca da Felicidade", tendo como Presidente o Sr. Jorair Ferreira e como carnavalesco Mauro Quintaes.

Ainda em 95, Ubervaldo Sérgio de Oliveira assume a presidência e, no Carnaval seguinte, inicia sua trajetória no Grupo Especial, com o enredo "A Folia do Mundo - Um Carnaval dos Carnavais", também de Mauro Quintaes. A Porto da Perdra permaneceu no Grupo Especial com um honroso 9º lugar. Infelizmente, no mesmo ano de 96 falece prematuramente o grande Ubervaldo Sergio de Oliveira, tomando posse seu Vice, Sr. Nei Sebastião.

Apesar de tal fatalidade, o futuro sorria para a Porto da Pedra, uma vez que, no Carnaval de 97, a escola obteve um espetacular 5º lugar no Grupo Especial, desfilando com o enredo "No Reino da Alegria, Cada Louco com a sua Mania", ainda com a participação de Mauro Quintaes.

Em 1998, a escola levou para a Marquês de Sapucaí o polêmico enredo "Samba no Pé, Mãos ao alto, isto é um Assalto" e, obtendo o surpreendente 13º lugar, encara, pela primeira, vez um rebaixamento, apesar dos aplausos que recebeu de toda a opinião pública.

Em 1999, com a garra de sempre, volta a tentar o Grupo Especial e, com o carnaval intitulado "E na Farofa do Confete, tem Limão, tem Serpentina", de autoria de Gilberto Muniz, consegue um vice-campeonato, que lhe coloca outra vez entre a elite das escolas de sambas do Rio de Janeiro.

Novo Milênio

Em 2000, porém, sofre novo e inesperado rebaixamento, com o enredo "Ordem e Progresso, amor e Folia no Milênio da Fantasia", do carnavalesco Jaime Cesário.

Retornando em 2001 ao Grupo de Acesso, a Porto da Pedra novamente reage e, sob a presidência do também saudoso Eduardo Carneiro Alves, apresenta "Um Sonho Possível, Crescer e Viver Agora é Lei", projeto criado por Chiquinho Nery e assinado pelo carnavalesco Cahe Rodrigues, e conquista outra sensacional vitória.

De volta ao Grupo Especial no Carnaval de 2002, o presidente firma parceria com o município de Petrópolis e idealiza um enredo em homenagem àquela tradicional cidade. A Porto da Pedra apresenta "Serra Acima, rumo à Terra dos Coroados", de Arthur Varella, tendo como carnavalesco Cahe Rodrigues, obtendo a décima primeira colocação no Grupo Especial carioca.

Entretanto, quis o destino levar também mais uma liderança da escola tão sofrida e tão guerreira: em junho de 2001, morre Eduardo Marbella, presidente amado e respeitado por toda a comunidade. Assume a presidência o então vice-presidente Uberlan Jorge de Oliveira, figura tradicional na escola, trazendo em si a determinação que também possuía seu irmão, Sérgio de Oliveira, na certeza do cumprimento do dever e do respeito por sua comunidade. Apesar de todas as dificuldades e lágrimas derramadas, Uberlan Jorge de Oliveira, sua diretoria e todos os componentes do G.R.E.S.U. Porto da Pedra sabem que a vitória sempre sorri para os que trabalham e para os que têm fé no futuro.

Em 2003, com o enredo “Os donos da rua. Um jeitinho brasileiro de ser”, de autoria do carnavalesco Mario Borrielo, a escola de São Gonçalo repete a mesma colocação do ano anterior, ficando em décimo primeiro lugar.

Para o Carnaval de 2004, o presidente Uberlan de Oliveira contrata o carnavalesco Alexandre Louzada, que desenvolveu o enredo “Sou Tigre, sou o porto, da pedra à Internet: o mensageiro na história da vida do leva e traz”. Um temporal cai no Rio de Janeiro, prejudicando o desfile da escola que, apesar das lindas fantasias e alegorias, outra vez, conquista o décimo primeiro lugar.

Em 2005, ainda com Alexandre Louzada, a escola opta por levar à Marquês de Sapucaí uma reedição. O enredo escolhido é “Carnaval – Festa Profana”, clássico que a União da Ilha levou para a Avenida em 1989. O desfile da Porto da Pedra é apontado pelo público e pela crítica como uma dos mais belos do Grupo Especial. Mas a abertura dos envelopes com as notas dos jurados não traduziu o resultado positivo que era esperado por quem assistiu ao espetáculo do vermelho e branco. A escola obteve o sétimo lugar.

Após o Carnaval, a escola fica sem quadra de ensaios. Os proprietários do imóvel pedem a desocupação. Em 9 de julho, com a assinatura de um acordo de cooperação com a Prefeitura de São Gonçalo, o Tigre inaugura sua nova quadra, localizada na Vila Lage, em Neves, e dá início a uma nova fase de sua história.

Em 2006 a escola apresentou o enredo “Bendita é tu entre as mulheres do Brasil”, de autoria do carnavalesco Cahê Rodrigues, numa homenagem às grandes mulheres que ao longo de cinco séculos fizeram a história do Brasil, lutando em prol de seus ideais, que acreditavam ser verdadeiros, e acabaram sofrendo por abnegação. Porém um incidente envolvendo um dos carros alegóricos acabou por prejudicar a evolução da escola, que obteve assim a 12ª colocação.

Em 2007 a Porto da Pedra trará o enredo PRETO E BRANCO A CORES , de autoria do carnavalesco Milton Cunha: " Pela dignidade e respeito a todos os seres humanos, desfila o Porto da Pedra este conceito de liberdade: Sul-americano coração, hoje sul-africano. Que aqui não exista a praga do apartheid! "

Já em 2008, de autoria de Mário Borriello, apresenta o enredo “Tem Pagode no Maru – 100 anos de Imigração Japonesa” etrc e tal (prrencher copm colocaçõ e eleogios)

Premios Recebidos

Troféu Estandarte de Ouro
1996 Melhor Ala das Baianas
1996 Escola de Samba revelação do carnaval
1997 Melhor enredo: No reino da folia, cada louco com sua mania
2003 Melhor passista masculino: Marcelo Abreu
2005 Melhor ala: Alegria dos Salões
2006 Melhor passista feminino: Elisângela Vieira
Troféu Tamborim de Ouro
2003 Geração 2003: Ala Mirim
Troféu SambaNet
1999 Melhor Ala: Bloco de Sujo
1999 Melhor Conjunto Alegórico
2001 Melhor Conjunto Alegórico
2001 Melhor Ala de Baianas
2001 Melhor Conjunto de Fantasias
2001 Melhor Alegoria: Hoje Tem Marmelada
2001 Melhor Destaque de Luxo: Marcelo Almeida
2001 Prêmio Especial: Palhaço Carequinha
2005 Melhor Conjunto de Passistas
2009 Melhor Passista Feminino

Ano do enredo: 2013
Título do enredo: Me digas o que calças, que eu te direi quem és
 
Ano do enredo: 2012
Título do enredo: Da seiva materna ao equilíbrio da vida
Descrição do enredo:

Organização de Setores

Abertura: OS MAMÍFEROS.

Como inspiração, tomamos o cuidado materno como fonte de vida e desenvolvimento. Do período Neolítico aos dias atuais a evolução dos mamíferos e a importância do leite para a preservação das espécies dando todas as condições nutricionais aos novos rebentos para um crescimento saudável e pleno.

Setor 1: O LEITE: A "FORÇA DA VIDA".

Recheados de simbolismos pontuarão a presença do leite como agregador de força, Fé e Esperança em várias civilizações. Exemplificaremos ao mencionar algumas como A Loba de Rômulo e Remo na fundação de Roma. Nas palavras de Moisés ,ao descrever a nova Israel dos Judeus onde menciona rios de leite e mel.

Na mitologia greco-romana, o leite é fator de união entre o divino e o humano, entre o mortal e o eterno e, além disso, o gerador de vida no céu e na Terra. Conta-se que Zeus, em um de seus envolvimentos com mortais, no caso Alcmene, gerou Hércules – herói famoso, principalmente por sua força. Tendo se afeiçoado a seu filho, quis que ele fosse imortal. Para isso, levou-o sorrateiramente para ser amamentado por sua esposa, Hera, enquanto ela dormia. O pequeno Hércules sugou o seio com tamanho ímpeto que este continuou jorrando, mesmo depois do fim da amamentação. Do leite derramado no céu, surgiu a Via Láctea e, daquele vertido sobre a terra, surgiu a flor-de-lis.

Na mitologia hindu, existem muitas histórias ligadas ao leite. Entre elas conta-se que Manu, o pai de todos os homens, ganhou devido à sua inteligência o respeito do deus Vischnu e, por isso, foi salvo do dilúvio universal. Em retribuição, Manu ofereceu um bolo de leite coalhado, manteiga e creme de leite. Do bolo, nasceu Ida, mulher de extraordinária beleza que despertou a atenção de Manu. Esta, para evitar o assédio que se aproximava, transformou-se em uma vaca. Manu, percebendo a manobra, transmutou-se em touro e a possuiu. Em seguida, em uma versão hindu da arca de Noé, iniciou-se uma perseguição com diversas transmutações para outros animais, sempre fêmeas e machos que, repovoaram a Terra após o grande dilúvio.

Dos Egípcios, vem a Deusa Thueris representada por uma fêmea de hipopótamo que através dos seus mamilos nutria de força seus seguidores. Para o povo da Mesopotâmia, Ninharsa era uma divindade dedicada ao leite, seu poder concedia uma bênção especial aos seus seguidores.

Para os Nórdicos ,uma vaca era venerada sob o nome de Audumla, cujo leite alimentou o gigante Imir, pai de todos os deuses escandinavos. Coincidentemente na China temos também uma vaca sagrada chamada Zing-Po ,que alimenta os signos do zodíaco estelar, o que mostra a importância do leite como alimento tido como sagrado tanto no Ocidente como para os Orientais.

Setor 2: A ORIGEM DOS DERIVADOS.

Abrindo cronologicamente a História buscaremos as origens dos derivados do leite através das várias regiões do planeta e mostrando o início e a consolidação destes produtos na gastronomia mundial. Líquidos lácteos fermentados, batidos e naturais, queijos com as suas propriedades de textura e sabor, manteigas e cremes, todos muito apreciados em suas culturas. A maioria das pesquisas históricas atribui a criação do iogurte aos povos do período Neolítico da Ásia Central por volta de 6000 AC.

Diversas histórias mencionam a origem do queijo, mas a versão mais aceita pelos historiadores é a do mercador árabe que, cansado e faminto após atravessar um deserto asiático, tentou beber o leite de cabra que levava em seu cantil feito de estômago seco de carneiro. Mas o que saiu do cantil foi apenas um líquido aguado e fino. Curioso com o fato, abriu o cantil e encontrou uma massa branca que hoje sabemos que é a coagulação do  leite causado pelo coalho existente no estômago do carneiro. O viajante faminto experimentou e, claro,gostou.

Os egípcios tiveram no leite e no queijo um importante alimento muito difundido, podendo ser encontrado, inclusive, nas tumbas de seus reis. Na Europa, eles foram introduzidos pelos gregos e os romanos tiveram papel fundamental na distribuição desta iguaria, que servia para alimentar seus atletas e soldados. Ainda na Europa, com as ordens religiosas, os queijos ganharam em qualidade e padrões específicos.

A coalhada produzida mundialmente, com os diferentes tipos de leite de mamíferos domesticados, principalmente de cabra, ovelha, búfala e vaca, ainda conserva as mais diversas tradições culinárias na sua elaboração, difundidas através de migrações continentais e intercontinentais das populações, desde milênios passados até os atuais dias. Sua origem se confunde com a do queijo que se dá junto à pré-história, sendo estimada desde aproximadamente 8.000 anos a.C, quando as ovelhas foram, pela primeira vez, domesticadas, até por volta de 3.000 anos a.C. Então, através da combinação leite, calor e bactérias, chegou-se à coalhada, tendo provavelmente sido originada a partir dessa combinação "acidental", onde na Ásia Central, as tribos nômades tinham o costume de carregar leite em suas viagens.

Em suma estes três produtos, coalhada, queijo e iogurte em combinação culinária, geram uma incontável quantidade de iguarias como pães, bolos, molhos entre outros alicerçando culturas e costumes.

Setor 3: A EXPANSÃO DE UM PRODUTO.

Do surgimento nos Bálcãs à disseminação por volta do terceiro milênio antes de Cristo para o Egito, Assíria, Oriente, Pérsia, Índia e Mediterrâneo se dá através de guerras, comércio ou expansão cultural e migratória.

É geralmente aceito entre os historiadores que o iogurte e outros produtos fermentados lácteos foram descobertos acidentalmente como resultado de leite sendo armazenados por métodos primitivos em climas quentes. Os descendentes dos povos que originam os turcos, búlgaros, sírios, gregos, romenos e árabes, desde épocas remotas já conheciam a preparação de alimentos fermentados, tais como iogurtes e coalhadas, reconhecendo a boa digestibilidade e aroma desses alimentos.

Pastores começaram a prática da ordenha de seus animais, e as enzimas naturais nos recipientes de transporte (estômagos de animais) o leite coalhado, essencialmente, faz o iogurte. Ao contrario do leite a conservação do iogurte dura por mais tempo, pensa-se que na prática as pessoas preferiam o gosto mais suave deste ao da coalhada e ,consumido de modo continuado, evolui ao longo dos séculos ainda antes de Cristo.

Setor 4: UMA BEBIDA LÁCTEA.

A evolução do "Iogurte" e suas variações nas antigas civilizações, seu uso como alimento doce ou salgado, temperado ou acompanhante de pratos típicos e sua aplicação também na medicina.

Depois das conquistas Alexandrinas e do Império Romano a combinação de culturas forja uma derivação do "Modus Vivendi" de várias sociedades dando assim prosseguimento à evolução e ao aprimoramento da gastronomia com essa miscigenação. Por fim está gravado na história que Genghis Khan, o fundador do Império Mongol, e seus exércitos viviam se alimentando de iogurte e com o expansionismo deste Império mais uma leva de mudanças ocorre em grande parte do mundo civilizado entre os séculos XII e XIII estendendo-se das Muralhas da China até o Mediterrâneo ,passando por toda a Ásia até a Hungria.

Setor 5: EPOPEIA EUROPEIA.

Com as conquistas Otomanas as práticas alimentares destes se expandem pela Europa. A assimilação de hábitos e costumes soma ao cotidiano europeu, novas possibilidades de subsistência. Novamente a história se repete porém agora com novos atores. Desde a queda de Constantinopla ,que dá fim ao Império Romano,a cultura muçulmana ganha espaço desde o Mar Mediterrâneo até as penínsulas Itálica e Hispânica varrendo a Europa Ocidental inteira, mas com ares de aglutinamento cultural em contraponto da conquista armada.

Paradoxalmente a igreja Cristã reprimida também ajuda na disseminação dos conhecimentos eclesiásticos e filantrópicos, claro, com os seus interesses, se manteve viva na missão de proteger os pobres e oprimidos da barbárie do período feudal e dos invasores. Mecanicamente usam as técnicas de subsistência a seu favor, assim conquistando mesmo que de forma velada, mais cabeças para o seu rebanho mantendo a hegemonia do poder da igreja principalmente nas soluções sobre a alimentação, já que, para os desabonados, os laticínios como o iogurte, alguns grãos e a carne de animais de pequeno porte constituíam a base da alimentação, e as criações de animais de grande porte eram direcionadas em boa parte para as cortes dos grandes castelos europeus.

Seguindo os conhecimentos herdados da Antiguidade ,o Iogurte, mesmo que de forma tímida, ganha espaço na manipulação alimentar das mesas como também evolui como terapia medicinal incorporando-se e evoluindo como a própria civilização.

O desenvolvimento europeu nos séculos que seguiram às Grandes Navegações difunde o prazer gastronômico e começa a traçar novos comportamentos no preparo de iguarias cada vez mais sofisticadas.

Os molhos de iogurtes combinados às especiarias que vêm da Índia e do Oriente, as sobremesas quentes e geladas resgatam do antigo Império Romano a combinação de açúcar, frutas e mel em suas composições cuja base é o iogurte, sem contar a divulgação cada vez maior das crenças do seu poder curativo, que ao longo dos tempos tem se consolidado e estudado fazem com que este produto caseiro se torne mais divulgado e apreciado no continente.

Setor 6: O ENVASAMENTO PARA CONSERVAÇÃO E TRANSPORTE.

A manipulação e a industrialização será a tônica deste segmento. Serão mostradas as fases da evolução das embalagens e também das fábricas de Iogurte criadas na década de 20 na Espanha, na França, onde daremos uma atenção especial, sua migração para as Américas, na década de 30, principalmente nos Estados Unidos e, por fim, o alimento conhecido no mundo inteiro.

O Iogurte mesmo que bastante difundido e apreciado era um produto produzido artesanalmente, de forma doméstica para o consumo das próprias famílias até o surgimento da primeira fábrica de iogurte que se deu na Espanha na década de 20 no século XX. Estes iogurtes inicialmente eram embalados em garrafinhas de vidro e com o passar do tempo foi substituído por recipientes de cerâmica, que agregava valor ao produto envasado.

A chegada na América do Norte se dá no período da Segunda Guerra Mundial e continua com a mesma filosofia que criou a primeira fábrica: Uma empresa familiar cuidando de famílias.

Não poderia deixar de ser uma família mineira na década de 70, cujo Estado é tradicionalmente produtor de laticínios, a primeira a buscar na Europa a forma de fabricar e embalar o tradicional iogurte cremoso acrescido de polpa de morangos no Brasil. Esta família também importa o pensamento original da empresa, assim promovendo saúde e bem estar com dedicação de uma família para a família brasileira. Logo o produto caiu no gosto popular pelo seu aroma, textura, paladar, embalagem prática e atrativa, principalmente para o consumidor infantil. Exponencialmente consolidou-se nos lares e mercados brasileiros dando assim o começo de uma história de sucesso no universo alimentício nacional.

Setor 7: O ALIMENTO FUNCIONAL.

Dividido em Cosmética e Alimentícia este setor irá descortinar a vasta gama de produtos voltados ao Bem Estar e potencializadores de Saúde.

Alimentos baseados em Iogurte com propriedades específicas são criados para a maior performance e manutenção do corpo. Uma troca de cepa (bactéria) muda as propriedades destes produtos lácteos. A criação destes só faz consolidar as propriedades já conhecidas há milênios e hoje com a ajuda de novas tecnologias aliadas a talentosos pesquisadores fornecem ao mercado produtos mais eficientes na promoção de saúde ajudando o homem moderno a se cuidar mais. Podemos afirmar que o sentimento de proteção e cuidado nos remete mesmo que de forma muito sutil aos cuidados da época da amamentação quando recebíamos carinho, proteção física e biológica quando do ato de mamar. Essa é a missão de muitos abnegados que ao longo dos anos dedicam suas vidas para um bem maior, levar de forma inteligente e criativa as funcionalidades destes laticínios para os lares promovendo equilíbrio físico em um mundo que exige de forma extrema a capacidade humana. Muito ainda se pode criar nesse nicho para alcançar a excelência do melhor viver e este novo horizonte se descortina trazendo esperança e confiança nessa forma de nutrição. As aplicações destes compostos láticos transcendem a alimentação e também é aplicado na indústria cosmética com produtos diferenciados para a pele, cabelos e hidratação facial e o que mais vier.

O mais importante é não nos esquecermos de que mesmo para o simples deleite do paladar, agrega valor nutricional à nossa vida corrida, tornando-a mais prazerosa e saudável.

Roberto Szaniecki
Carnavalesco

Como recomendação e atendendo as especificações do nosso Enredo, temos a necessidade de agregar a seguinte frase as nossas composições: "Iogurte é leite, tem saúde e muito mais...".

Desde já desejo Boa Sorte e inspiração para todos os compositores.

 
Ano do enredo: 2011
Título do enredo: “O sonho sempre vem pra quem sonhar..."
Descrição do enredo:

O sonho sempre vem pra quem sonhar ...

“Voar é com os pássaros
Sonhar é com a gente
porque eles têm asas
e nós temos a mente
que nos permite voar
de um jeito bem diferente
ir - sem sair do lugar -
ao futuro lá na frente
e além de ir, enfeitar,
construir e habitar
uma realidade inexistente
como se fosse real
o que é apenas sonho,
realmente.”

- Sonhar parece coisa de gente que vive de fantasia, fora da realidade!
Quantas vezes já ouvi: Caia na real!
Mas hoje eu te proponho: Caia no sonho!
Sonhe acordado, com o impossível e o improvável.
Use a imaginação!
Conheci muitas pessoas que também sonhavam, mas não tiveram coragem de lutar pelo que acreditavam, e foram deixando que seus sonhos se esvaziassem. Sonhando sozinhas... desanimaram.
Sonharam o sonho dos outros, nunca foram protagonistas, somente figurantes.

“o sonho é a fotografia
de um tempo muito esperado
que dorme dentro da gente
sonhando ser acordado
... o sonho é a expressão
do nosso mundo sonhado”

-Sempre vivi num ambiente de sonhos. Que sorte!
Ainda menina, cresci cercada de finas companhias, com tantos sonhos quanto eu, só que maiores e mais importantes, sonhos de gente grande.
Aníbal Machado, meu pai; Drummond, Cecília Meirelles, Eneida, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga e muitos outros.
Que prazer senti em conhecer tanta gente diferente, inusitada!
Pareciam nem viver neste mundo...
Fez parte da minha essência: sonhar!

“(...) sonhos que viraram história
(...) sonhos que nos enchem de esperança
sonhos pra quando a gente crescer
e sonhos de voltar a ser criança”

- Fiz do meu dia-a-dia sempre uma história diferente, pois queria ter a cada minuto um encontro com a liberdade e a fantasia, o sonho e a ilusão.
Ninguém me contava as histórias que queria ouvir, por isso criava as minhas.
Vivi a aventura de perseguir meus sonhos, ainda que para muitos esses sonhos fossem utopia, coisa de “gente doida”, levei-os adiante, fazendo com que outras pessoas acreditassem neles e os tornassem realidade.
Transformei o natural em maravilhoso, a realidade em fantasia, um pedaço de pano e papel pintado em personagens vivos.
Através dos bonecos consegui atingir a alma da criança e da “criança” que os grandes guardam dentro de si, fazendo-os crer no irreal, e viver dentro dele, tão próprio do espírito infantil.
Meu sonho: surpreender, divertir, encantar.

“Tem sonhos de todos os tipos
pra todos os gostos e agitos (...)
sonhos que são mesmo da gente
e sonhos emprestados (...)
sonhos de crescer, de mudar o mundo
e sonhos de ir viver
bem distante deste mundo
Sonhos de todas as cores,
formas e tamanhos (...)
e sonhos que todos podem sonhar
a qualquer hora do dia
em qualquer tempo e lugar”

- Criança é um ser que acredita. Quando começa a deixar de acreditar finge que acredita. É o faz de conta.
E fiz de conta tantas coisas!
Misturei, inventei e reinventei de tudo. Já fui herói e bandido, já fui boa e fui má.
Já fui menino sonhador e até matei um dragão. Fui ladrão, roubei fórmulas, cebolinhas, receita e colar. Conversei com Deus e fui bicho que nem existe. Brinquei de bangue-bangue, fui artista de circo e viajei na corcunda do vento. Já tive medo de gente, conheci o mundo inteiro e tive a audácia de deixar um rei sem roupa.
Imaginei que fui fantasma, marinheiro, palhaço, músico, velha, detetive, jurado, juiz, xerife, bruxo, pirata e até cavalo. Fui tudo o que eu quis ser.
Inventei tanta coisa, até um teatro! Ah, o meu Tablado!
Só não inventei que eu era escritora, porque isso... ah eu era!

“Há sonhos pra se sonhar sozinho
e sonhos pra se sonhar a dois
sonhos que muitos já sonharam antes
e que muitos sonharão depois
sonhos pra se sonhar em vida
e sonhos pra depois (...)”

- Criei meus sonhos principalmente porque quis mexer com a emoção e o inconsciente das pessoas. Procurei em cada um de nós aquilo que parecia e precisava, nos dar um motivo maior para viver.
Ainda quero sonhar muito, sonhar alto e fazer sonhar.
Sonho que as minhas histórias sejam sempre recontadas e reinventadas, pois a cada reinvenção, o meu sonho continua, e cada criança que a ouve, um dia cresça e conte aos seus filhos, para que estas histórias recomecem.

Sonhou?

Maria Clara Machado,
reinventada por mim,

Paulo Menezes

*O texto em negrito é parte do poema Sonhos de autoria de Geraldo Eustáquio de Souza

 
Ano do enredo: 2010
Título do enredo: “Com que roupa… Eu vou? Pro samba que você me convidou?”
Descrição do enredo:

Moda e arte sempre caminharam juntas, mesmo que inconscientemente.
A cada mudança de pensamento, de comportamento e de linguagem artística, o homem acompanhava com a sua maneira de vestir esta evolução.
É possível contar a história da humanidade de diversas maneiras, mas sempre que nosso interesse for a arte, veremos a moda, ao seu lado, se apropriando destas características artísticas para si, e então, poderemos compreender, através da maneira do homem se vestir, como ele se comportou social, política e economicamente, pois a maneira de pensar vai influir diretamente nas suas escolhas estéticas.
A Moda é uma arte que não veste telas nem muros, ela se expressa no movimento dos corpos, de acordo com a ideologia, o desejo de cada um. Como os belos quadros, ela representa a voz do seu criador.

“A moda é passageira, sua história, não”
Marco Sabino

Antes da Moda

O homem nasceu nu.
Não se sabe ao certo a partir de quando ele começou a se vestir, aliás, a se cobrir com a pele dos animais. Terá sido por proteção? Por misticismo? Isto nunca saberemos, mas, a partir dali, estava plantada a semente da vaidade no ser humano e a sua vestimenta vai passar, durante muitos séculos, a determinar a sua condição social.
E a arte já estava presente ali, pois o homem passa a se expressar através de pinturas e desenhos nas cavernas. O conceito ainda não estava formado, mas era um embrião.

Quando falamos em moda na pré-história a primeira imagem que nos vem à mente são os Flintstones, que nos leva a fantasiar que naquela época tudo era “fashion”, divertido. Mas das peles costuradas com tripas de animais por agulhas de marfim até a invenção do tear, vão-se muitos milhares de anos.

Na Antiguidade, teremos o surgimento de grandes civilizações, que se caracterizavam principalmente pela religiosidade, a distinção social vai ficar muito acentuada neste período, pois quanto mais tecido, maior o poder. Neste período os ornamentos e as jóias vão começar a ganhar destaque.
Nem sempre os homens usavam calças e as mulheres saias, isso é coisa moderna. Algumas vezes já foi o contrário, pois de um quadrado de pano, eram feitos saias, saiotes, túnicas que eram amarradas, costuradas ou drapeadas, que em alguns momentos nos remetem à arquitetura lembrando as colunas dos templos.

E a roupa escurece, ganha tons sóbrios, a arte também. A religiosidade aflora. A arte era inspirada pela fé e a roupa segue o mesmo caminho. A silhueta não era o mais importante, e sim a quantidade de tecido que a cobria.

A intenção era tocar a Deus, chegar mais perto do céu, e assim a silhueta foi se alongando, lembrando as torres das catedrais. Os vitrais góticos vão influenciar em cores a indumentária, mas sempre com ares sombrios.

Este período marca uma descoberta que vai acompanhar o homem até nossos dias e vai exercer um papel fundamental na sua vaidade: o espelho.
Narciso mandou lembranças!

No renascer do homem, nasce a moda

Renasce o homem, surge a burguesia, o brocado, o veludo, e com eles o alfaiate. Os tempos eram outros, e a roupa mudou. A busca do ideal de perfeição, representada nas artes, também se faz presente nas roupas.
O homem voltou a olhar para si.
O mundo começou a se movimentar, e o homem vai começar a movimentar também a sua maneira de vestir, e essas mudanças se tornarão cada vez mais freqüentes.
A ciência e a razão são mais fortes que a emoção, e com isso surgem as golas, que vão se tornar cada vez maiores, para valorizar a mente, em sobreposição ao corpo, e aos mais pobres também.
Em contraposição a este ideal, vemos surgir mais tarde, um novo movimento que mostra certa tendência ao bizarro, ao assimétrico, ao extravagante, ao apelo emocional. O Rei francês Luiz XIV vai marcar este período como o grande responsável pelas extravagâncias da época, que serão assimiladas por toda a Europa.
As roupas masculinas se sobrepõem às femininas, ganhando ares de fantasia, com as silhuetas mais amplas.
Perucas, rendas, fitas, salto alto, plumas... E as mulheres ficam para trás.

E as artes seguem este mesmo caminho barroco, caracterizado pela monumentalidade das dimensões, opulência das formas e excesso de ornamentação.

O homem, aos poucos, vai se tornando mais romantico, sem deixar de lado os exageros. Tudo é mais leve, foi um período de liberdade de movimentos, da sensibilidade e do espírito.

As pessoas pareciam bonecos de porcelana, com perucas e cabelos empoados, lembrando verdadeiros bibelôs.

Os homens vão ficando mais esbeltos no vestir deixando de lado a exuberância e entregaram-na as mulheres, que trouxeram para si o direito as transformações, com anáguas imensas e cinturas finíssimas.
O homem do rococó é um cortesão, amante da boa vida e da natureza.

Com o período neo clássico, vão surgir os primeiros figurinos de moda, e a influência grega vai determinar não somente a arte como a moda. A silhueta se afina e se alonga, desaparecem as caudas, lembrando novamente colunas, e o homem se simplifica cada vez ais.

Um novo tempo

Vira o século, novos rumos, novos ares, novas artes.
Uma arte nova vai dar à moda uma nova linguagem. A mulher fica mais sinuosa, as linhas são mais leves, chapéus, laços e flores. O mundo fica mais rápido e isto vai influenciar o vestir. As mudanças são mais rápidas, assim como os movimentos dos artistas.
Começam a surgir os primeiros estilistas e a cada dia surgem mais e melhores.
O mundo avança, novos movimentos vêm em contraponto a esta nova arte, mais moderna, mais geométrica.

A moda já tomou conta do mundo, ele se torna cada vez menor e mais rápido. E ela vai se tornando cada vez mais efêmera.
A cada dia, novos traços, novos modelos, novas coleções e o homem quer sempre mais, pois moda é tudo, menos tédio.

O que ficará de herança para a história neste século? É difícil saber, mas temos certeza que alguns momentos se eternizarão: a invenção da mini-saia, do jeans e da camiseta. Isto ficará para a história, juntamente com um personagem desse tempo que jamais será esquecido: Mademoiselle Coco Chanel. Ela deixou de criar moda para criar estilo.

Antropofagia

E o Brasil?
Como num movimento antropofágico, nós absorvemos todas essas influências e hoje fazemos uma moda com a cara do Brasil, atraindo os olhares do mundo para a nossa arte. Arte sim, pois fazer moda é fazer arte, é contar História, observando e utilizando as formas que também estão na arquitetura, na escultura, na pintura, na musica, na literatura e, sobretudo, no véu cultural que já cobriu ou irá cobrir nossa sociedade.

“Moda é oferta. Estilo é escolha. Faça as suas”
Glória Kalil

Desde muito tempo, quando o homem cobriu seu corpo pela primeira vez, seja por necessidade de proteção, magia ou poder, ele descobriu um sentimento que, a partir de então, iria definir toda a sua conduta: a vaidade.
E é este sentimento que estará presente em todo o processo histórico da evolução da humanidade. Seja na pré-história, no surgimento das grandes civilizações, nas idades das trevas e da luz, no período moderno ou contemporâneo, veremos o homem sempre em busca do “belo”, espelho fiel das mudanças sociais e culturais, e da multiplicidade de formas nas quais se exprime a criatividade humana.

Paulo Menezes

Ano: 2013
Título do samba enredo: Me digas o que calças, que eu te direi quem és
Compositores do samba enredo: Bira, Duda SG, Márcio Rangel, Miguelzinho, Porkinho e Wilson Bizzar
Letra:


Meu ritmo feroz já anuncia
Tá decretado, a alegria vai reinar
Calcei essa avenida em poesia
Meu tigre no embalo vem mostrar
Tem sapatilha, bailarina é leveza
Bota a sandália de prata, óh! mulata que beleza
No "tóc-tóc" do tamanco é o portuga
Lá vem malandro de fininho na madruga
Bicolor vermelho e branco de paixão
Trazendo as cores do meu pavilhão

Tá de bobeira Carlota? esquece dom João
São tantos sapatos, o difícil é escolher.
Sobe no salto que levanta o rei sol
E vem sambar até o dia amanhecer

Ainda é moda Maria João,
O velho guerreiro já dizia,
E o índio dançava batendo o pé no chão,
A minha plataforma é a alegria,
Sandália de grego, do cabra é de couro,
Do faraó o adorno é de ouro
O gato de botas encontrou a cinderela,
Com o sapatinho de cristal,
Deus Hermes, nas nuvens, com asas nos pés
Me diga o que calças e eu te direi quem és

É carnaval, hoje vou revelar
Porto da Pedra é o meu eterno par.
Pego meu chinelo novo, quero me perder no povo,
Deixa a vida me levar...

 
Ano: 2012
Título do samba enredo: Da seiva materna ao equilíbrio da vida
Compositores do samba enredo: Vadinho, Fernando, Tião Califórnia, Cici Maravilha, Bento, Denil e Oscar Bessa
Letra:


Poema à vida e ao seio jorrando amor
A seiva materna,
Meu Porto da Pedra alimentou
Hera gera o caminho das estrelas
Mãe loba amamentou o Grande Império
Mistério no deserto da solidão
O mercador viu a transformação
Do leite em primeira iguaria
A fé se envolveu e foi saborear
Na história, a humanidade vive a cultuar
A dádiva que fez o animal sagrado
Fermentou fartura e saber
Fonte rica de prazer

No calor dessa receita, deixa provar
A combinação perfeita ao paladar
A essência é derivada da mistura dos sabores
É no mel que se adoça a magia dessas cores

Seguiu o alimento vencendo batalhas
Esse doce sabor pelo mundo
Com o tempo rompendo muralhas
Brilhou à luz da civilização
Pelos mares navegou
Embalando a evolução
Leveza, o equilíbrio se traduz em beleza
Do dia a dia me refaz
Iogurte é leite, tem saúde e muito mais

Vem no ritmo do Tigre de São Gonçalo
Alimenta seu povo apaixonado
Cada porção traz um cuidado especial
Para o deleite e a emoção no carnaval

 
Ano: 2011
Título do samba enredo: “O sonho sempre vem pra quem sonhar..."
Compositores do samba enredo: Bira, Diego Ferreiro, Robinho e Porkinho
Letra:

Um pedaço de papel
Pano, cores, ilusão
Vai girando o carrossel
Nas asas da imaginação
Clara, “a menina dos meus olhos”
Criadora do impossível, sonhadora feito eu
Em tudo que ela escreveu
Um aprendiz de feiticeiro a formular o amor
E a princesa recebeu a flor
A fera foi pra outra dimensão
Amigo de Deus, Noé entendeu
O mundo em transformação

A bruxa boa vem aí, eu quero ver!
O saboroso elixir, eu vou provar!
No vento vendaval da liberdade,
Um samba de verdade vai passar

Quem não sonhou jamais amou
Não sabe o que é se libertar
Não viu o trem, nem o colar…
O sonho vem pra quem sonhar!
Vai, vai, vai, vai, vence logo esse medo
“Prega uma peça” à esperança…
Vem no galopé o corcel, feito azul do céu
E a magia da criança
Em busca da alegria, seu poder de transformar
Criando sonhos, recriando a fantasia a brincar

No tablado consagrando a criação
É a arte, vida em transformação
Meu tigre chegou, aplausos no ar
É Clara que me faz sonhar!

 
Ano: 2010
Título do samba enredo: Com que roupa... Eu vou? Pro samba que você me convidou
Compositores do samba enredo: Bira, Porkinho e Heitor Costa
Letra:

Intérprete: Luizinho Andanças

Sonhar o figurino do artista
Acreditar nesta conquista, pra vaidade cultivar
Há muito tempo o homem deu no couro,
Encontrou esse tesouro,
De roupa resolveu chamar.
Mas eis que o objeto do desejo
Na magia do lampejo, se aproximou de Deus
O tempo é uma roda que não para,
Quando a razão se fez mais clara,
A humanidade renasceu

Eu sei que a arte caminhou
Modéstia à parte encontrou
Na moda a luz da emoção,
Em cada estilo uma expressão

Sou o cortesão da minha arte,
Eu sou rococó dessa folia
Ao vestir simplicidade,
O novo mundo inicia
Mudar o visual em cada estação
Modelo, sonho, nova coleção
Ao desfilar o carnaval
Na passarela a brasilidade
Beleza é fundamental, perdoe a sinceridade

Porto da Pedra eu sou
Eu sou o amor desta cidade!
Pro samba que você me convidou
Eu vou vestir felicidade

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