Paraiso do Tuiuti

Grupo: Especial
Fundação: 05 04 1952
Cores: Amarelo ouro e azul pavão
Presidente: Jorge Honorato
Vice presidente: Renato Thor
Carnavalesco: Jack Vasconcelos
Interprete: Daniel Silva
Mestre de bateria: Mestre Ricardinho
Diretor de carnaval: Leandro Azevedo
Diretor de harmonia: Luiz Carlos Amâncio
Diretor de barracão: Alan
Mestre sala: Vinicius
Porta bandeira: Jakeline
Rainha de bateria: Pamela Santos
Endereco: Campo de São Cristóvão, 33 - São Cristóvão-RJ
Telefone: (21) 2501-1012
Imprensa: Eduardo Hollanda
Telefone: (21) 2501-2168
Ano do enredo: 2017
Título do enredo: Carnavaleidoscópio Tropifágico
Descrição do enredo:

Sinopse

“Quando o português chegou

Debaixo duma bruta chuva

Vestiu o índio

Que pena!

Fosse uma manhã de sol

O índio tinha despido

O português”

Erro de português

(Oswald de Andrade)

Um poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia...

Quando Pero Vaz Caminha descobriu que as terras brasileiras eram férteis e verdejantes, escreveu uma carta ao rei: “tudo que nela se planta, tudo cresce e floresce”. Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade. Aqui, o Terceiro Mundo pede a bênção e vai dormir entre cascatas, palmeiras, araçás e bananeiras. Alegria e preguiça. Pindorama, país do futuro.

Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.

Contra as sublimações antagônicas trazidas nas caravelas, contra todas as catequeses, povos cultos e cristianizados:

- Eu, brasileiro, confesso minha culpa, meu pecado. Minha fome.

Revolução Caraíba, maior que a Revolução Francesa e o bonselvage nas óperas de Alencar, cheio de bons sentimentos portugueses. Só a Antropofagia nos une.

Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.

Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago. Única lei do mundo. Sou Abaporu faminto. Tupi, or not tupi? Thatisthequestion. 

- somostodosmacunaíma.

Contra o aculturamento. Contra os bons modos. Contracultura. Por uma questão de ordem. Por uma questão de desordem.

Não anuncio cantos de paz, nem me interessam as flores do estilo. Tropical melancolia de uma terra em transe onde reina o rei da vela. A burguesia exige definições. Oh!

Good business! 

No coração balança um samba de tamborim. Em Mangueira é onde o samba é mais puro e os parangolés incorporam a revolta. Eu me sinto melhor colorido. Quem não dança não fala. Faz do morro marginal Tropicália.

Viva a mulata, ta, ta, ta, ta.

Eu organizo o movimento com água azul de Amaralina, coqueiro, brisa e fala nordestina. Solto os panos sobre os mastros no ar. Aventura em busca do som universal. Os olhos cheios de cores. Pego um jato, viajo, arrebento. Com o roteiro do sexto sentido. 

Viva a Bahia, ia, ia, ia, ia.

Pela experimentação globalizada. Pela devoração psicodélica do rock’n’roll, da musica elétrica, das conquistas espaciais, da cultura de massa. Pelo encontro dos extremos. Pela união da precariedade com o moderno, do folclore com a ciência, do cafona com a vanguarda, do popular com o erudito. 

São, São Paulo meu amor. Foi quando topei com você que tudo virou confusão. Dando vivas ao bom humor num atentado contra o pudor. Hospitaleira amizade. Brutalidade jardim. Ironia crítica do deboche sentimental. Porém, com todo defeito te carrego no meu peito. O avanço industrial vem trazer nossa redenção.

Eu preciso cantar. Em cantar na televisão. Eu nasci pra ser o superbacana com a capa do Rei do Mau Gosto. A elegância de um dromedário. 

Você precisa saber de mim. Coma-me! Por entre fotos e nomes, jornais e revistas, nas paradas de sucesso. Por telas, formas e grafismos do folclore urbano. Coma-me!

Minha terra tem palmeiras onde sopra o vento forte. Vivemos na melhor cidade da América do Sul. Soyloco por ti, América, soy loco por ti de amores. Tengo como colores la espuma blanca de Latinoamérica. Esse povo, dizei-me, arde!

E no jardim os urubus passeiam a tarde inteira entre os girassóis. Eles põem os olhos grandes sobre mim. Aqui, meu pânico e glória. Aqui, meu laço e cadeia.Mamãe, mamãe, não chore. A vida é assim mesmo. Eu quis cantar minha canção iluminada de sol.

Você fica, eu vou. Quem ficar, vigia.Todo o povo brasileiro, aquele abraço! Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço enquanto meus olhos saem procurando por discos voadores no céu.

Caminhando contra o vento vou sonhando até explodir colorido.

A alegria é a prova dos nove. No matriarcado de Pindorama. Nunca fomos catequizados. Fizemos foi o Carnaval. Não seremos belos, recatados e do lar.

Eu oriento o carnaval. Eu vim para confundir e não para explicar. Buzino a moça, comando a massa, dou as ordens no terreiro. Minha Tropicália Maravilha faz todo o universo sambar. Todo mês de fevereiro, aquele passo... 

Viva a banda, da, da

Carmen Miranda, da, da, da, da...

Eu vou pelo mundo em milhares de cores. Eu vou! Porque não? Porque não? 

Porque não?

Jack Vasconcelos
Carnavalesco

 
Ano do enredo: 2013
Título do enredo: Ao Mestre do Riso com Carinho: As Caras do Brasil
Ano: 2017
Título do samba enredo: Carnavaleidoscópio Tropifágico
Compositores do samba enredo: Carlinhos Chirrinha, Rafael Bernini, Luís Caxias, Wellington Onirê e Fernandão
Letra:

É tropicália olha aí... é Tuiuti
Meu Paraíso não existe nada igual
Ora pois, pois... sou tupiniquim
No pindorama todo dia é carnaval
Brasil riqueza da mãe natureza
Meu chão morada da felicidade
Se for pecado... tô condenado
Eu sou amante dessa liberdade
Daquela lei surgiu um laço de união
Macunaíma devorando a arte

Coração balançou muito samba no pé
Lá no morro nasceu nosso parangolé
A revolta se fez, a semente brotou
Quem vestiu coloriu...por aí se espalhou

Ê Bahia... é lindo o movimento musical
E segue a massa pra viver essa aventura
Quanta mistura... intercâmbio cultural
E na terra da garoa... tropicalista
Debochando numa boa... salve o artista
Degustar e consumir foi a opção
Tantas flores nos jardins
Encarando a opressão
Mas raiou o sol
Iluminando os versos da canção

Alô povo brasileiro... Aquele abraço!
Caminhando deixo o sonho me levar
A esperança que brilha no meu olhar
É o segredo dessa vida

 
Ano: 2013
Título do samba enredo: Ao Mestre do Riso com Carinho: As Caras do Brasil
Compositores do samba enredo: André Kaballa, Leandro Kfé, Junior Santana, Thiago Meiners e Sônia Cabral
Letra:


O céu está em festa
Milhões de acordes vão anunciar
Os anjos a receber
O professor que acabou de chegar
Em Maranguape, a história traçada
Sua voz ecoou “Nas madrugadas"
Sucesso nos palcos, venham ver
A Escolinha ganha as telas da TV
A alegria é o seu dom, um ideal
A marca do meu carnaval

A comédia está no ar... Quero ver quem ta aí
Coalhada e Bozó para nos divertir
Azambuja diz no pé, Salomé vai te levar (ô)
E o Painho traz axé pra nos guiar

Chico... Vem "compor" o meu sorriso
Um artista genial a encantar o "Paraíso"
Um talento verdadeiro
A alma do brasileiro
Sonha Tuiuti...
É no seu sonho que eu vou viajar
Seu espírito imortal
É mais uma estrela a brilhar
Receba os aplausos dessa gente
Ao mestre com carinho, vou cantar

Escola de samba, raiz de verdade
Sou comunidade, eu sou Tuiuti
A força do povo... Me leva
É Chico Anysio na Sapucaí

Notícias
 
Mais resultados para busca por: Paraiso do Tuiuti
0
SOSAMBA.COM.BR | COPYRIGHT © 2010 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS