Inocentes de Belford Roxo

Grupo: Acesso A
Fundação: 11 07 1993
Cores: Azul, Vermelho e Branco
Presidente: Reginaldo Gomes
Vice presidente: Rodrigo Gomes
Carnavalesco: Wagner Gonçalves
Interprete: Nino do Milênio
Mestre de bateria: Washington Paz
Diretor de carnaval: Saulo Tinoco
Diretor de harmonia: Maurício Carim e Marcos Aurélio Jansen
Diretor de barracão: José Henrique (Riquinho)
Mestre sala: Peixinho
Porta bandeira: Jaçanã Ribeiro
Rainha de bateria: Leticia Guimarães
Endereco: Av. Boulervard, 1.741 – Parque São Vicente - Belford Roxo - RJ
Telefone: (21) 2758-0538
História

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Inocentes de Belford Roxo foi fundado no dia 11 de julho de 1993. A escola, que sucedeu a Unidos da Matriz, tem entres seus fundadores Luiz de Bastos, Sebastião Quirino, Jairo da Silva, Aristotelina de Oliveira, Abílio Del Rey e Walter Sardinha.

A escola desfila no carnaval carioca desde a sua fundação. Seu primeiro desfile, em 1994, teve como enredo "Alô alô carnaval, taí Carmem Miranda". O primeiro título da Inocentes de Belford Roxo aconteceu no Grupo de Acesso C, em 1998, e, no ano seguinte, foi vice-campeã do Grupo de Acesso B, com o enredo “Viva a Baixada, longos passos do progresso rumo ao Terceiro Milênio”. Em 2000, estreando no Grupo de Acesso, a escola homenageou o município de Petrópolis, obtendo a quinta colocação e a permanência no grupo.

No carnaval de 2001, a agremiação contou na Avenida a história da Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Porém, a escola não conseguiu o mesmo desempenho do ano anterior, e foi rebaixada para o Grupo de Acesso B, passando a se  chamar Inocentes da Baixada.

Em 2005, com o regresso ao município de Belford Roxo, e com a retorno do presidente Reginaldo Gomes, a agremiação voltou a ter seu nome de batismo. Desfilando pelo grupo B, com o enredo: "O Ouro do Lixo - De Onde Vai, Para Onde Vem, Reciclando Com Pé No Futuro", a escola conseguiu a quinta colocação.

Em 2008 a agremiação se sagrou campeã do Grupo de Acesso B, com o enredo: "Ewe, a Cura Vem da Floresta", garantindo assim a ascensão ao Grupo de Acesso A. Para o carnaval 2009, a escola trouxe como puxador o consagrado Dominginhos do Estácio, e como carnavalesco, Fran-Sérgio, da campeoníssima comissão de carnaval da Beija-Flor. O enredo homenageou o ex-governador Leonel Brizola, com o título: "Do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, a Inocentes canta Brizola, a voz do povo brasileiro".

Em 2010, falando sobre a água, a Inocentes conquistou o vice-campeonato. No ano seguinte, a agremiação trouxe o irreverente enredo em homenagem a banda paulista, Mamonas Assassinas. Para o carnaval 2012, a escola trouxe de volta o carnavalesco Wagner Gonçalves, contratou o intérprete Thiago Brito, e se preparou com garra para defender o enredo em homenagem ao município sul-matogrossense, de Corumbá, tornando-se a grande campeã do Grupo de Acesso A, e conquistando o direito de desfilar no Grupo Especial no Carnaval 2013.

No Carnaval 2013, a Inocentes de Belford Roxo será a 1ª escola a desfilar, pelo Grupo Especial, no Domingo de Carnaval, na Marquês de Sapucaí, com o enredo "As sete confluências do Rio Han", desenvolvido pelo Carnavalesco Wagner Gonçalves.

Ano do enredo: 2013
Título do enredo: As sete confluências do Rio Han
Descrição do enredo:


As sete confluências do Rio Han
A água me contou muitos segredos
guardou meus segredos
refez meus desenhos
trouxe e levou meus medos
Caetano Velloso

O G.R.E.S. Inocentes de Belford Roxo tem a honra de abrir o maior espetáculo da terra, apresentando o enredo As sete confluências do Rio Han. Conta com a proteção de Yondung Halmoni, a Deusa do Vento, e o desejo de águas calmas para fazer fluir sua história, acompanhada do bater dos tambores Buk e Janggu, que vêm dar acento a nosso samba.  A escola traz as tradicionais moradas coreanas, as hanoks, e o maravilhoso palácio Gyeongbokgung adornados com flores tropicais e matizados pela cultura brasileira, representando a acolhida aos coreanos que há 50 anos vem imigrando para o Brasil.  Vai contar 5.000 anos de história em uma saga poética e ilustrando algumas decadas da jovem nação que surpreendeu o mundo com seu avanço, crescendo com a força de um tigre.  Vai entrelaçar passado - marcado por batalhas, resistência e luta, presente – com a afirmação de uma nova identidade - e o futuro que se afigura brilhante, no ritmo das águas e ao sabor das marés.  Vai buscar no fundo das águas a força das mulheres mergulhadoras, as haenyos e vai contar o recomeço desta antiga nação, bela e resistente como sua Rosa de Sharon, a Mungunghwa, flor símbolo da Coréia do Sul.

O homem é resultado das gerações que o precedem, de um longo processo acumulativo que desenha seus traços e molda sua cultura.  Mas é um ser mutante, cuja vontade leva ao crescimento e às mudanças, ele domina seu destino, reverte caminhos, traça novos rumos para si.  Assim é a Coréia, uma nação que decidiu mudar, escolheu um futuro para si e transformou-se radicalmente em um curto intervalo de tempo.

No Brasil a crescente colônia coreana trouxe a riqueza de suas tradições e moldou-se ao país da antropofagia.  A bordo do gigante navio holandês Tjitjalenka, os primeiros coreanos trouxeram seus sonhos de prosperidade.  Navegar é neste sentido uma construção de ilusões.  No Bom Retiro brasileiro a saudade e a esperança se encontram, a caminho da Liberdade.  Nestes pontos a colônia se concentra para manter vivas as tradições dos homens que tem Hananim no coração

O enredo da Inocentes flui como a água, usando a tradição e a contemporaneidade para mostrar a riqueza dual da nação.  De forma lúdica vamos desdobrar cultura, religião, indústria e progresso como aspectos confluentes de um mesmo povo.  Rituais, danças, alegorias, cores, e sons peculiares vão contribuir para a personificação da Coréia na Marquês de Sapucaí.

Vão rufar os yengos, invocando os espíritos e abrindo a dança para os céus – o calendário lunar avisa que é dia de festa para celebrar a boa colheita.  A colheita que para nós é um belo desfile.

As tradições milenares e a nova tecnologia se unem com a benção de Maytreia e a combinação dos traços dos povos que compõem um mosaico de cores e tons que simbolizam mais do que a unificação de bandeiras, reinos, dinastias, tradições.  A soma é maior que as partes.  O movimento das águas mistura e purifica.  Suas correntes não aprisionam, libertam para a utopia que veleja entre o real e o imaginário, confluindo neste Rio de Janeiro, a cidade do Maravilhoso, que tem também a sua mistura, de ginga,  paixão e fé, que orienta o Brasil.

Carnavalesco – Wagner Goncalves
Pesquisa e texto – Roberta Alencastro Guimaraes e Wagner Goncalves

Ano: 2013
Título do samba enredo: As sete confluências do Rio Han
Compositores do samba enredo: Billy, Dominguinho, Ildo, J.J.Santos, Juarez e Mará
Letra:


Chegou o grande dia
Ao despertar de um sonho especial
Rufam os tambores na Avenida
Coréia do Sul, se faz Carnaval
E… as sete confluências concluir
Peço águas tranquilas pra seguir
Para Deusa do Vento a proteção
Rosas de Chalom
Recomeço e transformação
O respeito aos seus ancetrais
Refletem nos antigos rituais

Um rio de amor me leva
O destino soprou, saudade
Um porto seguro, o fututo revela
Um bom-retiro de esperança e liberdade

Sinto a emoção
Em cada expressão
Da cultura popular
Navegar, mudar a direção
O toque, se comunicar
A fé refletida na paz de um olhar
És um belo exemplo a seguir
Um caminho de luz a trilhar
E lá vou eu…
Colhendo os frutos dessa minha união
Braços abertos a imigração
Cinquenta anos nessa pátria mãe gentil
Coréia do Sul suas águas cristalinas são o espelho
Na cadência da Baixada
Deságuam no meu Rio de Janeiro

Meu Oriente é você
Vim mostrar o meu valor
Inocentes, razão do meu viver
Avante, Cidade do Amor!

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